Mostrando postagens com marcador Solidariedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Solidariedade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ALZHEIMER/TECNOLOGIAS - Aplicativo da Sony para Android ajuda projeto de busca da sua cura

Você pode ajudar a encontrar a cura para o Alzheimer enquanto dorme com este app da Sony

sony-folding-app
(imagem publicada da matéria - com a representação de um grupo de pessoas, à direita, com uma mulher branca, um menino negro, um homem branco, uma jovem branca e homem negro, abaixo deles esta o Folding home, Tipo de Pesquisa, Pessoas que estão ajudando e Tempo contribuido. No lado esquerdo há uma representação de um contador de tempo, um relógio, tendo abaixo a Hora de Início, Notificações e Wi-fi, com os símbolos abaixo de navegação no App, como parte das suas configurações) 

A doença de Alzheimer afeta cerca de 6% das pessoas com idade acima de 65 anos e o primeiro sintoma mais comum é a perda de memória a curto prazo. É uma doença degenerativa que, infelizmente, ainda não tem cura. Mas pesquisadores do mundo inteiro estão trabalhando para encontrar uma cura para o Alzheimer — e você pode ajudar, usando um novo aplicativo para Android desenvolvido pela Sony.
O Folding@Home é um velho conhecido dos leitores do Tecnoblog: trata-se de um projeto de computação distribuída da Universidade Stanford para ajudar os cientistas a entenderem o desenvolvimento de doenças como o Alzheimer e vários tipos de câncer. Ele aproveita o tempo ocioso dos processadores de milhares de computadores espalhados pelo mundo para fazer simulações de enovelamentos de proteínas.

Como os processadores dos smartphones estão cada vez mais poderosos, a Sony começou a desenvolver em 2012 um aplicativo do Folding@Home para celulares, que finalmente foi lançado nesta segunda-feira (12). No aplicativo, você pode configurar os horários em que o processador do seu smartphone será usado para fazer as simulações (das 0h às 6h, por exemplo, quando você estiver dormindo). Quanto mais pessoas participarem, mais informações os cientistas terão.
Para evitar desgastes, o Folding@Home só funciona quando seu smartphone estiver ligado a uma tomada e com a bateria totalmente carregada. E, como as informações processadas pelo seu smartphone são enviadas periodicamente para os servidores da Universidade Stanford, é necessário que o aparelho esteja conectado a uma rede Wi-Fi; assim, você não gastará seu plano de dados.
O aplicativo beta do Folding@Home para Android pode ser baixado gratuitamente noGoogle Play e, por enquanto, só funciona oficialmente nos smartphones da família Xperia Z, bem como no Xperia T3, T2 Ultra, M2 Aqua e C3. A Sony afirma que vai liberar o aplicativo para todos os smartphones com Android 4.4 ou superior ainda neste início de 2015.
FONTE - https://tecnoblog.net/172615/folding-home-android-sony/

domingo, 2 de novembro de 2014

BIOÉTICA/ÉTICA MÉDICA - Podem os médicos se recusarem a cuidar do EBOLA?? a visão de um advogado

Até que ponto médicos têm obrigação de tratar pessoas com ebola?

O presidente do Banco Mundial fez um apelo para que profissionais de saúde se voluntariem para a batalha contra o ebola, invocando seu juramento de ajudar pacientes. Mas existe esta obrigação? Daniel Sokol, especialista em ética médica, diz que devemos esperar que alguns profissionais se recusem a ir ao trabalho onde hajam pacientes com ebola sendo tratados.
AFP
(imagem - foto colorida da matéria da  BBC, com um profissional de saúde, vestindo sua roupa branca, com luvas azuis, totalmente isolante, com todo o corpo protegido, colocando a mão em uma pessoa negra deitada em uma maca, onde recebe medicação intravenosa)
"Quando vários casos de ebola emergem em um determinado país, é ingênuo pensar que nenhum profissional de saúde se recusará a ir ao trabalho.
Em todas as grandes epidemias de ebola, profissionais de saúde deixaram de trabalhar em centros de tratamento, deixando pacientes à beira da morte para trás. Esta não é exceção.
Ao ver colegas sucumbirem à doença, muitos médicos, enfermeiras e técnicos de laboratório deixaram de comparecer ao trabalho, colocando ainda mais pressão sobre aqueles que foram trabalhar.
Em 2003, eu trabalhava como um residente em ética clínica em um hospital de Toronto, no Canadá. Esta foi a cidade mais afetada pela gripe aviária fora da Ásia, com cerca de 250 pessoas infectadas.
Destes, metade eram profissionais de saúde. Cartazes nas paredes do hospital saudavam os membros da equipe como heróis.
Na realidade, muito deles estavam estigmatizados por sua comunidade. Alguns profissionais de saúde de Toronto não foram trabalhar temendo por sua própria saúde e de sua família, e alguns reclamaram que seus colegas em um hospital próximo recebiam um pagamento extra pelo perigo de cuidar de pacientes com a gripe enquanto eles não recebiam nada.
Este era um dos melhores hospitais do mundo, com instalações maravilhosas e uma equipe muito bem treinada. A taxa de mortalidade era de 16%.
Na atual epidemia de ebola, profissionais de saúde também foram afetados, mas, em contraste com a situação em Toronto, a infraestrutura médica em países africanos é precária e os hospitais carecem de profissionais. A taxa de mortalidade é de cerca de 55%.
As equipes médicas enfrentam o risco de ostracismo e violência por parte da população local hostil. Muitos profissionais ganham muito pouco e, em alguns casos, não recebem salários há meses.
Na epidemia de ebola em Uganda em 2000, houve um grande protesto no hospital St. Mary, na cidade de Lacor.
Depois da morte de vários profissionais do hospital, cerca de 400 membros de sua equipe se reuniram na frente do hospital, ameaçando deixar de ir trabalhar.
Matthew Lukwiya, o superintendente médico do hospital, os convenceu a ficar. Pouco depois, ele contraiu a doença depois de cuidar de uma enfermeira infectada sem usar óculos de proteção e morreu.
Dado o alto risco, as condições de trabalho ruins e o estigma de cuidar de pacientes de ebola, não é uma surpresa que muitos profissionais de saúde tenham deixado os epicentros da epidemia de ebola e que outros relutem em se unir ao combate ao vírus.
O juramento hipocrático data do século 5 a.C. e não trata de como médicos devem se comportar em caso de epidemias. Além disso, apenas uma minoria dos médicos faz o juramento ao se formar.
No Reino Unido, o Conselho Geral de Medicina diz que um médico "não pode negar tratamento a pacientes se sua condição os colocar em risco".
Diante dos recursos britânicos, é improvável que o ebola represente um grande risco para profissionais de saúde, mas, em partes da África onde faltam até mesmo luvas de borracha, a situação é bem diferente.
Em troca do oneroso dever imposto pelo conselho de medicina, médicos britânicos esperam que as autoridades forneçam treinamento, pagamento e equipamentos adequados.
Ainda assim, para muitos dos médicos que lutam contra o ebola, nada disso foi oferecido.
Estes profissionais têm o dever de cuidar de pacientes, mas esse dever tem limites.
Há uma série de fatores que determinam estes limites. Um deles é o nível de risco ao qual o profissional será submetido.
Trabalhar em hospitais mal equipados e que carecem de profissionais é mais arriscado do que fazer o mesmo em um hospital moderno.
Outro fator é o dever com outros pacientes. O ebola não impediu que pessoas padeçam de outros males.
Um médico que morre por causa de ebola não pode cuidar de outros pacientes. Há apenas cerca de 50 médicos na Libéria para uma população de 4 milhões. A perda de um único médico é um desastre de saúde pública.
Por fim, estes profissionais também têm deveres com suas famílias e comunidades. Um médico não é apenas um médico, mas também um pai, um filho, um irmão, um líder comunitário e assim por diante. Cada um destes papéis traz deveres. Então, o dever médico com um paciente deve ser mais importante do que o dever com seus filhos?
Alguns gestos vão além do que o dever exige. Muitos profissionais cuidando de pacientes de ebola em péssimas condições, apesar do risco para eles próprios, estão agindo além deste dever. Eles merecem ser parabenizados.
Para os outros, que decidiram manterem-se longes, devemos ter cuidado ao criticá-los antes de considerar as circunstâncias individuais."
Daniel Sokol, PhD, um advogado especializado em bioética de Londres, no Reino Unido.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141028_medicos_ebola_obrigacao_tratamento_rb 
LEIAM TAMBÉM EM MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/10/saude-mental-quando-bioetica-se_11.html

sexta-feira, 12 de julho de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/PARALISIA CEREBRAL - Um homem paraplégico doa seu tratamento a uma criança com Paralisia cerebral

Homem arrecada R$68 mil para se tratar, mas doa dinheiro para criança
O galês Dan Black, de 25 anos, perdeu o movimento das pernas, após um acidente de trânsito, em 2009. Desde então, com a ajuda da família, ele arrecadou o equivalente a R$ 68 mil para realizar um tratamento inovador com células-tronco e voltar a andar. Mas, o jovem desistiu do tratamento e resolveu doar todo o dinheiro para ajudar o pequeno Brecon Vaughan, de 5 anos, a dar seus primeiro passos.
Brecon nasceu com um caso raro de paralisia cerebral, que provoca rigidez nas pernas, falta de equilíbrio e coordenação. O pequeno só consegue se locomover com ajuda de um andador. Para ajudá-lo a movimentar-se sem ajuda sua família precisava de, aproximadamente, R$ 204 mil para uma cirurgia, nos Estados Unidos.
E foi Dan Black que deu o pontapé inicial para ajudar o menino. Alegando que Brecon teria mais chances de andar que ele, Dan doou tudo o que tinha para o pequeno e a família.
“Eu sei que, para mim, as coisas não vão ficar melhores logo. Eu só queria fazer algo que pudesse realmente ajudar alguém cuja vida poderia ficar melhor. Enquanto houver esperança para Brecon, eu farei tudo o que puder para ajudá-lo, porque eu não quero ver um jovem rapaz sofrer”, afirmou Dan ao jornal DailyMail.

Brecon e os pais Brecon e os pais Foto: SWNS.com / SWNS.com (IMAGEM - foto colorida de um menino sorrindo apoiado em um andador, com a mãe á direita e o pai á sua esquerda)
A atitude de ajudar ao próximo foi vista com orgulho pela família de Dan. “Depois de seu acidente e um AVC, ele está paralisado do peito para baixo, só pode usar seu braço esquerdo. É comovente o que Daniel fez para ajudar Brecon”, afirma a mãe de Dan, Michaela Black.
O procedimento que pode ajudar Brecon se chama rizotomia dorsal seletiva. Ele só é realizado por um cirurgião no hospital St. Louis Children, em Missouri, nos Estados Unidos.
A família ainda tenta conseguir o restante do dinheiro necessário para pagar o procedimento e a posterior estadia do pequeno no hospital. Os pais do menino recebeu com carinho a doação de Dan.
“Ele (Dan) nos doou uma quantidade fenomenal de dinheiro. Eu não acho que é possível dizer o quanto somos gratos por isso”, disse o pai de Brecon, Rob Vaughan, de 44 anos.
Para ajudar o tratamento de Brecon, os pais dele criaram uma página na internet para receberem doações. Eles esperam em breve poder ajudar o filho.