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sábado, 12 de fevereiro de 2022

Saúde Mental &Pesquisas - Cientistas descobrem uma das possíveis origens da Esquizofrenia

Cientistas descobrem possível origem da Esquizofrenia

 
(Imagem na matéria - um cérebro humano e suas vascularizações sobre fundo preto)

Pesquisadores norte-americanos afirmam ter identificado a possível causa da esquizofrenia e o local do cérebro em que o distúrbio mental ocorre. De acordo com os cientistas, a condição está associada com a atividade anormal da proteína 97 (SAP97) em uma parte do hipocampo, mais especificamente o giro denteado (DG).

Publicado na revista científica Nature, o estudo que investiga as origens da esquizofrenia foi liderado por pesquisadores da USC Dornsife College of Letters, Arts and Sciences, nos Estados Unidos. Agora, novas pesquisas devem aprofundar as descobertas do grupo.

“A função reduzida da SAP97 pode muito bem dar origem ao maior aumento no risco de esquizofrenia em humanos que conhecemos, mas a função do SAP97 tem sido um mistério total por décadas. Nosso estudo revela onde o SAP97 funciona no cérebro e mostra exatamente o que as mutações associadas à esquizofrenia nessa proteína fazem com os neurônios”, explica Bruce Herring, um dos autores do estudo e professor assistente da USC Dornsife, em comunicado

Vale explicar que a esquizofrenia afeta cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre os principais sintomas da condição, estão:

  • Alucinações;
  • Delírios;
  • Perda do senso de identidade pessoal;
  • Perda de memória.

  • Estudo sobre as origens da esquizofrenia

    O estudo sobre as causas da esquizofrenia investigou o comportamento das proteínas SAP97, encontradas em neurônios no cérebro. A proteína tem como função regular a sinalização glutamatérgica entre neurônios e influenciar como as memórias são criadas e armazenadas.

    Anteriormente, outras pesquisas já sugeriram que as mutações que inibem a função desta proteína podem dar origem à esquizofrenia. Segundo os autores do estudo, essas mutações estão ligadas a um aumento de 40 vezes no risco de um indivíduo desenvolver o distúrbio mental. Este é o maior aumento no risco já documentado para qualquer mutação relacionada com a condição.

    Em paralelo, os pesquisadores norte-americanos estudaram uma região do cérebro que é, em teoria, relacionada com a esquizofrenia, o giro denteado, localizado no hipocampo. É a parte que controla a memória episódica — algo como a lembrança consciente de experiências de vida associada com o lugar e o tempo em que ocorreram. Em pessoas com o distúrbio, essa memória é frequentemente afetada roedores com mutações que afetam a proteína SAP97, a equipe de pesquisadores analisou o funcionamento da região do giro denteado. Em comparação com animais sem as alterações, a atividade era anormal.

    Neurônios no giro denteado com função SAP97 reduzida mostraram aumentos extremamente grandes na sinalização glutamatérgica. Por causa disso, os cientistas entenderam que a proteína, em condições normais, deve controlar e reduzir esse tipo de sinalização.

    No experimento, o aumento da sinalização glutamatérgica no giro denteado — causado pela redução da função SAP97 — produzia déficits significativos na memória episódica dos roedores, o que permitiu associar a condição com a esquizofrenia.

    Segundo os pesquisadores, os resultados são os primeiros a confirmar onde a SAP97 está ativa no cérebro e a vincular diretamente as alterações na função do giro denteado ao desenvolvimento da esquizofrenia. Agora, é necessário seguir os estudos em humanos e, no futuro, essa descoberta pode permitir novas terapias para o tratamento do distúrbio.

    Fonte: Nature USC Dornsife  https://canaltech.com.br/saude/cientistas-descobrem-possivel-origem-da-esquizofrenia-209014/

Leiam também no meu blog INFOATIVO DEFNET - O Manicômio morreu? Para que o mantemos vivo em nós? https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2015/05/o-manicomio-morreu-para-que-o-mantemos.html

terça-feira, 4 de agosto de 2015

ESQUIZOFRENIA/TECNOLOGIAS - Uso de iPad pode ajudar memória de pessoas com esquizofrenia

Aplicativo para treinar cérebro pode ajudar pessoas com esquizofrenia

cérebro; mente; pensamento (Foto: Thinkstock)
(imagem - um cérebro em azul com suas circunvoluções realçadas por uma claridade que as realça sobre um fundo azul escuro - fonte Thinkstock)

LONDRES (Reuters) - Um jogo de "treino cerebral" para iPad desenvolvido na Grã Bretanha pode melhorar a memória de pacientes com esquizofrenia, ajudando-os em suas vidas cotidianas em casa e no trabalho, disseram pesquisadores nesta segunda-feira.

Cientistas da Universidade de Cambridge disseram que testes feitos com um pequeno número de pacientes que jogaram o game por quatro semanas descobriram que tiveram melhorias na memória e no aprendizado.

O jogo, "Wizard", é desenhado para ajudar a chamada memória episódica - o tipo de memória necessária para lembrar onde você deixou suas chaves algumas horas atrás, ou para lembrar algumas horas depois onde você estacionou seu carro em um estacionamento com muitos andares.
Este estudo, publicado no periódico Philosophical Transactions of the Royal Society B, descobriu que 22 pacientes que jogaram o jogo da memória incorreram significativamente em menos erros para tentar lembrar a localização de diferentes testes de padrões específicos.
"Precisamos de uma maneira de tratar os sintomas cognitivos da esquizofrenia, como problemas com a memória episódica, mas o progresso em desenvolver um tratamento com medicamentos tem sido lento", disse Barbara Sahakian do departamento de psiquiatria da Universidade de Cambridge.
"Este estudo de prova de conceito... demonstra que o jogo da memória ajuda onde as drogas falharam até então. E porque o jogo é interessante, até mesmo os pacientes com falta de motivação são estimulados a continuar o treinamento."
fonte - http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKCN0Q821120150803 © Thomson Reuters 2015 All rights reserved.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

SAÚDE MENTAL/ESQUIZOFRENIA - Novas descobertas sobre a etiologia desse transtorno mental

NOVAS DESCOBERTAS NA ESQUIZOFRENIA
Estudo conclui que a origem do transtorno psiquiátrico pode não ser o que se pensava
A esquizofrenia é considerada um transtorno mental
(IMAGEM - foto preto e branco com três faces representando estados desde alegria até a depressão ou confusão - fotografia da matéria)
Uma pesquisa internacional liderada pela Universidade de Coimbra (UC) levanta novas informações quanto à origem da esquizofrenia. Até agora a causa neuronal era a principal razão apontada para o aparecimento desta doença, no entanto, o estudo aponta para as células da glia como as possíveis responsáveis. Estas células não neuronais do sistema nervoso central funcionam como uma memória de longa duração do cérebro e são o suporte funcional dos neurônios. Teorias indicam que estas células são também capazes de alterar os sinais nas fendas sinápticas, assim como o lugar em que elas são formadas, podendo, por isso, representar um papel importante na aprendizagem e construção de memórias.
A descoberta alcançada por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra partiu de um estudo desenvolvido ao longo de quatro anos, onde o objetivo era "analisar o papel dos receptores A2A para a adenosina nos problemas de memória", explica a universidade. Nas experiências em laboratório, os receptores A2A estavam presentes nos neurônios e na glia, especialmente nas suas células mais abundantes, os astrócitos. Isto levou os investigadores a retirarem os receptores apenas dos astrócitos e analisar as consequências. Ao realizarem este processo, observaram que a comunicação dos neurônios se via comprometida e os ratinhos, alvos da experiência, passaram a apresentar comportamentos semelhantes aos apresentados na esquizofrenia.
Rodrigo Cunha, coordenador do estudo, explica que, tal como acontece na esquizofrenia, foram registadas três alterações no funcionamento do sistema nervoso central das cobaias. 
Os sintomas negativos, como o isolamento, os sintomas positivos, entre eles as alucinações visuais e auditivas, e os problemas cognitivos, onde se incluem a memória e a concentração. O estudo concluiu que os receptores A2A são a chave para manter o equilíbrio entre as células gliais e os neurônios. Sugerem ainda que estas poderão ter um papel determinante no desenvolvimento de doenças psiquiátricas. A universidade acredita que com esta descoberta poderão ser realizados estudos que permitam novas terapêuticas para este transtorno psiquiátrico, que é considerado como um dos que mais causa incapacidade no doente.

FONTE - http://pt.blastingnews.com/saude/2015/04/novas-descobertas-na-esquizofrenia-00352093.html
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SAÚDE, BIOÉTICA E POLÍTICA – Vendem-se corpos e compram-se consciências? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2015/04/saude-bioetica-e-politica-vendem-se.html

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PSIQUIATRIA/HISTÓRIA - Como manter a Saúde Mental em lugares insanos e psicopatologizantes?

Experimento sobre saúde mental que mudou a psiquiatria completa 40 anos.

Grupo simulou sintomas de esquizofrenia para ser internado em hospitais. Objetivo era descobrir se psiquiatras perceberiam normalidade.

(imagem - foto em preto e branco com uma enfermeira utilizando uma máquina para administrar choques em um paciente sentado, em uma cadeira reclinavél, e ligadoà máquna por alguns eletrodos  conectados com seus braços- fotografia da internet)
Um experimento psicológico publicado na revista Science há 40 anos mudou a psiquiatria mundial. Conduzido pelo professor de Stanford David Rosenhan, o estudo ‘Sobre ter saúde mental em lugares insanos’ aborda a maneira esquemática como os indivíduos fazem julgamentos a respeito de pessoas de uma determinada comunidade.
O próprio pesquisador e mais três psicólogos, um pediatra, um pintor, um estudante e uma dona de casa simularam sintomas de esquizofrenia para serem internados em hospitais psiquiátricos de renome. Após a internação, eles se comportaram de maneira absolutamente normal e se dedicaram a anotar o que acontecia e a fingir que tomavam a medicação.
O objetivo era descobrir se os psiquiatras perceberiam que eles não eram loucos. O experimento concluiu que não. Alguns dos falsos pacientes chegaram a ficar internados por 52 dias e, após receberem alta, foram diagnosticados como “esquizofrênicos em remissão”. Segundo a pesquisa, os únicos que detectaram que eles não tinham problemas mentais foram os verdadeiros pacientes dos hospitais: quase um terço chegou a afirmar que eles deveriam ser jornalistas, pesquisadores ou fiscais. 
FONTE - http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2014/01/experimento-sobre-saude-mental-que-mudou-psiquiatria-completa-40-anos.html  (veja um vídeo da experiência neste link)
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SAÚDE MENTAL? QUANDO INTERNAMOS OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/11/saude-mental-quando-internamos-os.html

sábado, 4 de janeiro de 2014

SAÚDE MENTAL - Estudo de genes abre novas teorias sobre a esquizofrenia

'Genes saltadores' podem contribuir para a esquizofrenia, sugere estudo 

Pedaços de DNA que podem mudar e se proliferar por todo o genoma, chamados de "genes saltadores", podem contribuir para a esquizofrenia, sugere um novo estudo. Estes elementos genéticos desonestos atingem o tecido cerebral de pessoas falecidas, e com a desordem se multiplicam em resposta a eventos estressantes, como infecção durante a gravidez, o que aumenta o risco da doença. Os pesquisadores dizem que o estudo pode ajudar a explicar como os genes e o ambiente trabalham juntos para produzir o transtorno complexo e pode até apontar maneiras de reduzir o risco da doença, relata uma matéria da revista Science desta semana.
A esquizofrenia provoca alucinações, delírios, e uma série de outros problemas cognitivos, e atinge cerca de 1% de toda a população. A doença ocorre numa pessoa em cada família cujo irmão gêmeo tem o transtorno, por exemplo, tem uma cerca de 50-50 chance de desenvolvê-lo. Os cientistas  estão se empenhando em pesquisas para definir quais genes são mais importantes para o desenvolvimento da doença, no entanto, cada indivíduo de gene associado à doença confere um único risco modesto. Fatores ambientais, como infecções virais antes do nascimento também foram mostrados como um possível para desenvolver a esquizofrenia, mas como estas exposições trabalham em conjunto com genes para inclinar o desenvolvimento do cérebro e produzir a doença ainda é incerto, diz Tadafumi Kato, um neurocientista da RIKEN Instituto de Ciência do Cérebro em Wako City, Japão e co-autor do novo estudo.
A matéria da revista diz ainda que ao longo dos últimos anos, um novo mecanismo de mutação genética tem atraído o interesse de pesquisadores que estudam doenças neurológicas, afirma Kato. Informalmente chamado “genes saltadores”, esses pedaços de DNA podem replicar e inserir-se em outras regiões do genoma, onde eles se encontram, quer em silêncio começam a produzir seus próprios produtos genéticos, ou alterar a atividade dos genes vizinhos. Estes genes são muitas vezes os culpados pelas mutações causadoras de tumor e implicam em várias doenças neurológicas. No entanto, os “genes saltadores” também compõem quase metade do genoma humano atual, o que sugere que os seres humanos devem muito da nossa identidade de seus saltos audaciosos.
Em pesquisa recente feita pelo neurocientista Fred Gage e seus colegas da Universidade da Califórnia (UC), em San Diego, mostrou que um dos tipos mais comuns de “genes saltadores”, chamado L1, é particularmente abundante em células-tronco humanas no cérebro, que em última instância pode diferenciar-se em neurônios e desempenhar um papel importante na regulação do desenvolvimento neuronal e a proliferação. Embora Gage e seus colegas tenham descoberto que o aumento da L1 está associado a transtornos mentais, como síndrome de Rett, uma forma de autismo, e uma doença motora neurológica chamada síndrome de Louis-Bar, "ninguém tinha olhado com muito cuidado" para ver se o gene pode também contribuir para a esquizofrenia, diz ele.
Para investigar essa questão, Kazuya Iwamoto, neurocientista, Kato e sua equipe em RIKEN, tem extraído tecido cerebral de pessoas falecidas que tinham sido diagnosticados com esquizofrenia, bem como vários outros transtornos mentais. A equipe extraiu DNA de seus neurônios e comparou com o de pessoas saudáveis. Em comparação com os controles, houve um aumento de 1,1 vezes em L1 no tecido de pessoas com esquizofrenia, bem como os níveis um pouco menos elevados em pessoas com outros transtornos mentais, como depressão, os apontam os relatórios da equipe.
Em seguida os cientistas testaram se os fatores ambientais associados à esquizofrenia poderiam provocar um aumento comparável a L1. A equipe de cientistas Injetou em ratas grávidas uma substância química que simula a infecção viral e descobriu que a sua descendência apresentou níveis mais elevados do gene no tecido cerebral. Um estudo adicional em macacos infantis, simulando a exposição, produziu resultados semelhantes. Finalmente, o grupo examinou as células-tronco neurais humanas extraídas de pessoas com esquizofrenia e constatou que estes também apresentaram níveis mais altos de L1, diz a matéria.
O fato de que é possível aumentar o número de L1 nos ratinhos e em cérebros de macacos, mostra que tais mutações genéticas no cérebro podem ser prevenidas se a exposição for evitada, diz Kato. Ele diz que espera que a "nova visão" de que fatores ambientais podem desencadear ou impedir alterações genéticas envolvidas na doença ajude a remover parte do estigma da doença.
A matéria diz também que combinado com estudos anteriores sobre outras doenças, o novo estudo sugere que os genes L1 são de fato mais ativos no cérebro dos pacientes com doenças neuropsiquiátricas, diz Gage. Ele adverte, porém, que ninguém ainda sabe se eles estão realmente causando a doença. "Agora que temos várias confirmações de que isso ocorra em seres humanos com diferentes doenças, o próximo passo é determinar se possível combater a L1”,
Uma possibilidade tentadora é que, com esses derivados de DNA em todo o genoma de células do cérebro humano, que ajudam a criar a diversidade cognitiva vibrante que ajuda os seres humanos a responder às mudanças das condições ambientais, e produz extraordinários "outliers", incluindo inovadores e gênios tais como Picasso, diz neurocientista Alysson Muotri. O preço desta diversidade rica, pode ser que as mutações que contribuem para os transtornos mentais, como a esquizofrenia, possam surgir. Descobrir o que esses “genes saltadores” verdadeiramente fazem no cérebro humano é a "próxima fronteira" para a compreensão de distúrbios mentais complexos, diz ele. "Esta é apenas a ponta do iceberg.", finaliza a matéria da revista.
FONTE - http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2014/01/03/genes-saltadores-podem-contribuir-para-a-esquizofrenia-sugere-estudo/

terça-feira, 20 de agosto de 2013

ESQUIZOFRENIA/PESQUISAS - Nos EUA pesquisa com macacos investiga neurofisiologia do transtorno

Experiência com macaco dá pistas sobre a esquizofrenia em humanos

(imagem - foto de divulgação com três macacos Rhesus juntos na natureza, utilizados em pesquisas de laboratório, dentro da visão de psiquiatria biologicista)

O cérebro do macaco rhesus pode revelar pistas sobre as raízes da esquizofrenia e de outros distúrbios neuropsiquiátricos em humanos, de acordo com um novo estudo publicado nesta segunda-feira na “Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America” (Pnas).

Os pesquisadores sabem que níveis reduzidos de dois marcadores: negatividade incompatibilidade (MMN) e potenciais de eventos relacionados de P3a (PER) - índices neurofisiológicos das funções cognitiva e sensorial - indicam a ocorrência de esquizofrenia.

Desta forma, o cientista português Ricardo Gil-da-Costa, do Instituto Salk de Estudos Biológicos, nos EUA, desenvolveu um modelo especial de eletroencefalograma com objetivo de acompanhar a reação cerebral da quetamina, um analgésico que bloqueia os receptores neurais NMDA. Esta droga pode provocar sintomas de esquizofrenia em indivíduos normais, reduzindo os níveis de MMN e P3a.

A chave para o modelo, dizem os autores, vem de similaridades entre os cérebros humanos e do macaco rhesus. Com isso, eles mediram as funções sensoriais e cognitivas que eram diretamente comparáveis com as de humanos.

Da mesma forma que ocorrem em humanos com esquizofrenia e em indivíduos normais que tomam a quetamina, eles observaram um significativo declínio de MMN e P3a nos macacos. Segundo o artigo, o modelo abre caminho para a compreensão dos mecanismos celulares e terapias. De acordo com os autores, o modelo com primatas pode dar pistas sobre a esquizofrenia e outros transtornos neuropsiquiátricos em humanos.
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OS NOSSOS CÃES desCOLORIDOS - Nossas "depressões" e o Dia Mundial da Saúde Mental http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/10/os-nossos-caes-descoloridos-nossas.html



quarta-feira, 24 de julho de 2013

SAÚDE MENTAL/PESQUISAS - Pesquisadores dos EUA manipulam proteína cerebral que pode ajudar na Esquizofrenia

Descoberta de proteína cerebral pode ajudar quem tem esquizofrenia e transtorno bipolar

Pesquisadores dos EUA manipularam geneticamente a RAP 1 e conseguiram interferir na troca de impulsos e neurotransmissores entre células cerebrais. A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de terapias mais eficazes

Paulo Lima - Correio Brasiliense

Clique na imagem para ampliá-la e entenda como a pesquisa foi realizada (Arte: CB/D.A Press)
 (imagem - uma pessoa desenhada com a mão apoiando a cabeça, com a exposição do Sistema Nervoso Central e o Cérebro, de forma esquemática com uma explicação à esquerda com o título Entenda a Pesquisa , acesse o link para ampliar a imagem)

Os distúrbios mentais afetam pensamentos, emoções e a capacidade de compreensão. Mas ainda não é compreendido totalmente pela ciência como são desencadeadas no cérebro patologias como o transtorno bipolar e a esquizofrenia. Um trabalho desenvolvido pelo Instituto Virginia Tech Carilion, nos Estados Unidos, pode ajudar a desvendar esses mistérios. Uma equipe de pesquisadores descobriu que a proteína cerebral Rap1 regula a ação das moléculas de cálcio tipo L, que são responsáveis por fazer com que as células nervosas “conversem” entre si.

Na experiência, Alexei Morozov e a equipe liderada por ele eliminaram o gene responsável por codificar a proteína Rap1 para que ela não passasse mensagens aos canais de cálcio tipo L. O resultado esperado foi detectado, levando os cientistas a confirmarem que a proteína Rap1 é responsável pela supressão desses canais e pela ativação deles apenas nos momentos adequados. “É importante salientar que já se tinha conhecimento de que o bloqueio desses canais iônicos inibe a formação da memória de longo prazo e que os canais de cálcio tipo L são ativados em resposta à aprendizagem. O que não se sabia era como a ativação dos canais tipo L era controlada”, destaca Morozov.

Segundo o pesquisador, mutações genéticas que afetam os canais de cálcio do tipo L aumentam as chances do surgimento do transtorno bipolar e da esquizofrenia. “Isso sugere que pode haver uma relação entre a ativação desses canais e esses distúrbios psiquiátricos. Entender como esses pontos do cérebro são controlados é o primeiro passo para determinar como o funcionamento deles ou a existência de defeitos neles afeta a saúde mental”, enfatiza.

Microscópios eletrônicos de varreduras foram utilizados pelos cientistas para visualizar os canais do tipo L durante as sinapses. Ao analisá-las, eles descobriram que, sem a Rap1, eles ficavam mais ativos e abundantes durante a transmissão de impulsos nervosos entre os neurônios, condição que aumenta a liberação de neurotransmissores. “Tenho trabalhado na proteína Rap1 por muitos anos. Agora, essa descoberta de neurotransmissores que podem estar ligados a doenças como o transtorno bipolar e a esquizofrenia ajuda a compreender as origens dos distúrbios e, possivelmente, a encontrar melhores tratamentos”, aposta Morozov.

Cautela
O neurologista Cláudio Carneiro, do Hospital Santa Lucia, em Brasília, porém, é mais cauteloso ao avaliar o estudo americano. “Na pesquisa, é possível observar que o gene que codifica a proteína Rap1 foi inibido como forma de saber quais conexões eram feitas entre as células e a influência que elas exercem no canal de cálcio tipo L. Cabe destacar que é necessário um estudo aprofundado para se certificar de que, realmente, as doenças psiquiátricas são influenciadas por essas mensagens no cérebro.”

Sobre a formação de memória a longo prazo, Carneiro esclarece que doenças como o Alzheimer não poderiam ter tratamento resolutivo, pois ela comprometem, primeiramente, as memórias precoces. Mas o especialista evidencia que o estudo pode ser o início da descoberta de medicamentos mais eficazes contra outras patologias. “As pesquisas genéticas aproximam cada vez mais o cérebro e o comportamento humano. No campo neurológico, os exames como a tomografia e o eletroencefalograma são necessários para a investigação e a avaliação do cérebro, mas desordens de comportamento devem ser levados ao diagnóstico clínico, com a discussão dos sintomas com o médico”, afirma.

O neurologista Ronaldo Maciel, do Hospital Santa Luzia, em Brasília, também acredita que o estudo americano abre portas para novos tratamentos. “Já foi constatado que os sintomas psicológicos têm relação orgânica, o que se espera é que sejam identificadas as causas específicas para que possam ser oferecidos medicamentos à não evolução das doenças”, avalia.

Análise clínica

O psiquiatra José Alberto Del Porto, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esclarece que o diagnóstico de transtornos mentais é clínico, mas estudos de imagens cerebrais em estágios avançados da doença aumentam a confiabilidade do parecer médico. Ele explica que o transtorno bipolar e a esquizofrenia têm, seguramente, características hereditárias bastante importantes. “São o que chamamos de genes homozigóticos, quando se tem a avaliação de que a pessoa poderá ou não desenvolver a doença”, afirma.

Alexei Morozov é entusiasta com a descoberta do caminho de sinapses entre a Rap1 e o canal de cálcio tipo L. “Nosso próximo passo é obter uma melhor compreensão das bases moleculares de doenças psiquiátricas. Tal conhecimento poderá percorrer um longo caminho, mas será necessário para o desenvolvimento de novos métodos terapêuticos.”
A influência dos hábitos

“Já foi documentado que as doenças mentais podem ser decorrentes de cargas genéticas, mas alguns hábitos podem influenciar a desenvolver um transtorno. No caso da esquizofrenia, indivíduos predispostos à doença podem sofrer com o problema ao usar maconha, por exemplo. As drogas têm relação direta com pessoas predispostas ao aparecimento de transtornos mentais, mas outros fatores devem ser considerados, como o estilo de vida e traumas psicológicos. Para o diagnóstico, são avaliadas as consequências negativas que os distúrbios trazem às pessoas, especialmente no convício social. No quesito tratamento, os casos são avaliados isoladamente. No Brasil, já é oferecido gratuitamente antipsicóticos ativos, que ajudam a conviver bem com o problema.

José Alberto Del Porto, professor de psiquiatria na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)


Fluxo iônico

Os sinais elétricos que viajam saltando de neurônio para neurônio, a chamada sinapse, permitem a troca de impulsos nervosos e neurotransmissores químicos. O lançamento desses produtos químicos é causado pelo fluxo de átomos carregados eletricamente por meio de um subconjunto especial de canais iônicos, conhecidos como canais de cálcio. Um único neurônio pode ter milhares de sinapses.

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SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/10/saude-mental-quando-bioetica-se_11.html

domingo, 2 de junho de 2013

SAÚDE MENTAL/NOVAS TECNOLOGIAS - Criação de avatares pode ajudar com alucinações auditivas na esquizofrenia?

Sistema de avatar pode ajudar esquizofrênicos a controlar vozes

Fase de testes mostrou melhora nos casos de esquizofrenia Foto: Getty Images

(imagem da matéria - uma figura de homem como nos desenhos animados, que pode ser utilizado com o duplo e o avatar de uma pessoa com quadro de esquizofrenia, Getty imagens)
Um sistema de avatar que pode ajudar esquizofrênicos a controlar vozes dentro da mente está sendo desenvolvido por pesquisadores britânicos. Como parte do tratamento, os pacientes criam um avatar, escolhendo um rosto e uma voz para a pessoa, ou pessoas, que eles acreditam estar dentro de suas cabeças. As informações são do Daily Mail. 
A ideia é que terapeutas encorajem os pacientes a se opor ao avatar, o que aumenta a confiança em lidar com as alucinações. Segundo pesquisadores da University College London, a terapia baseada em computador poderia fornecer "rápida e eficaz" para a gestão da doença e é muito mais eficiente do que os atuais tratamentos médicos disponíveis.
O sistema também pode ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos episódios de esquizofrenia em casos futuros. Em testes iniciais, 16 pacientes receberam até sete sessões de 30 minutos de terapia. A equipe de pesquisadores descobriu que todos os tratados relataram melhora na frequência e severidade das vozes ouvidas. 
Julian Leff, professor University College London e um dos desenvolvedores da pesquisa, disse: “mesmo que os pacientes interajam com o avatar como se fosse uma pessoa real, porque eles o criaram, sabem que não podem prejudicá-los, ao contrário das vozes, que muitas vezes fazem ameaças".
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