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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PSIQUIATRIA/HISTÓRIA - Como manter a Saúde Mental em lugares insanos e psicopatologizantes?

Experimento sobre saúde mental que mudou a psiquiatria completa 40 anos.

Grupo simulou sintomas de esquizofrenia para ser internado em hospitais. Objetivo era descobrir se psiquiatras perceberiam normalidade.

(imagem - foto em preto e branco com uma enfermeira utilizando uma máquina para administrar choques em um paciente sentado, em uma cadeira reclinavél, e ligadoà máquna por alguns eletrodos  conectados com seus braços- fotografia da internet)
Um experimento psicológico publicado na revista Science há 40 anos mudou a psiquiatria mundial. Conduzido pelo professor de Stanford David Rosenhan, o estudo ‘Sobre ter saúde mental em lugares insanos’ aborda a maneira esquemática como os indivíduos fazem julgamentos a respeito de pessoas de uma determinada comunidade.
O próprio pesquisador e mais três psicólogos, um pediatra, um pintor, um estudante e uma dona de casa simularam sintomas de esquizofrenia para serem internados em hospitais psiquiátricos de renome. Após a internação, eles se comportaram de maneira absolutamente normal e se dedicaram a anotar o que acontecia e a fingir que tomavam a medicação.
O objetivo era descobrir se os psiquiatras perceberiam que eles não eram loucos. O experimento concluiu que não. Alguns dos falsos pacientes chegaram a ficar internados por 52 dias e, após receberem alta, foram diagnosticados como “esquizofrênicos em remissão”. Segundo a pesquisa, os únicos que detectaram que eles não tinham problemas mentais foram os verdadeiros pacientes dos hospitais: quase um terço chegou a afirmar que eles deveriam ser jornalistas, pesquisadores ou fiscais. 
FONTE - http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2014/01/experimento-sobre-saude-mental-que-mudou-psiquiatria-completa-40-anos.html  (veja um vídeo da experiência neste link)
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SAÚDE MENTAL? QUANDO INTERNAMOS OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/11/saude-mental-quando-internamos-os.html

domingo, 24 de novembro de 2013

SAÚDE MENTAL/MANICÔMIOS - Descoberta de celas de tortura revela o Hospital de Neuropsiquiatria Infantil em BH

Hospital psiquiátrico infantil abrigou salas de tortura em BH

Hospital psiquiátrico infantil abrigou salas de tortura em BH
(imagem - foto de uma cela forte, um cubículo, agora em escombros, que servia para o castigo e a reclusão de pessoas, jovens com sofrimento psíquico, durante longo tempo, como parte da história de um manicômio, mais um, em Minas Gerais - fotografia colorida de Priscila Musa)

Mais que o glamour de um prédio de arquitetura neoclássica, o casarão construído na rua Manaus, 348, no bairro Santa Efigênia, esconde uma fase de clausura, terror e sofrimento de pequenos internos entre os anos 1947 e 1979 – período no qual a edificação abrigou um Hospital de Neuropsiquiatria Infantil.
Este é um espaço de sofrimento e essa história precisa ser contada”, exige, comovido, um ex-paciente do hospital, que pede anonimato. Já aposentado, o homem revela que foi internado na unidade de saúde aos 5 anos de idade.
“Eu só estou vivo porque consegui fugir pelo telhado. Eu ouvia os gritos das pessoas e muitas vezes passei pelo eletrochoque”.

Memória
Entre os escombros do casarão, que ficou fechado por quase duas décadas, há um corredor de 182 metros de extensão localizado no primeiro andar. Lá, são encontrados cômodos de aproximadamente 15 metros quadrados, com paredes cheias de rabiscos de pequeninas mãos, nomes e desenhos. Não há circulação de ar porque as janelas foram lacradas com tijolos. Um ambiente que causa desconforto físico e moral - tortura, segundo definição no dicionário da Academia Brasileira de Letras.

No final do corredor há outra pequena abertura. A partir dela, descobre-se um labirinto que chega em novas celas, algumas com grades nas janelas lacradas com cimento. Frascos de remédio, ferramentas, sapatos de criança e brinquedos estão espalhados pelo chão.
Eu não apanhava tanto porque ficava muito quieto, mas as crianças mais agitadas iam para o primeiro andar. Algumas não voltavam mais. Os médicos diziam que a família os tinham buscado, mas eu nunca soube se isso era verdade”, conta o ex-interno.

O presidente da Fundação Mineira de Psiquiatria, Maurício Leão, afirma que ambientes insalubres, como os descritos acima, podem prejudicar a saúde mental. “É por isso que hoje a vigilância sanitária é tão severa em suas fiscalizações”.

Descoberta
O desvendar desse espaço até então desconhecido só começou a ser feito há 30 dias, quando artistas e intelectuais ocuparam o casarão, batizado de Espaço Comum Luiz Estrela .Logo nos primeiros dias, criou-se um grupo composto por uma arqueóloga, um historiador e uma arquiteta. Imediatamente eles fecharam a entrada para os espaços apontados como sítio arqueológico urbano.

“Cada cômodo que encontramos é como um arquivo com documentos. É preciso avaliar com cuidado um a um, em um trabalho que exige minúcia e responsabilidade”, explica a arqueóloga Camila Jácome. Como legítimo guardião da memória, o grupo trabalha em um projeto de pesquisa que será apresentado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nos próximos dias.

Eletrochoques eram comuns

A partir dos anos 1930 e até o fim da década de 1970, tratamentos como a lobotomia e o eletrochoque eram comumente utilizados em hospitais psiquiátricos. O presidente da Fundação Mineira de Psiquiatria, Maurício Leão, reitera no entanto que ambos são tratamentos que contribuíram para a evolução da medicina. “Em alguns casos, evidentemente, esses tratamentos foram usados com recursos e de maneira distorcida, mas têm em sua essência o dever de contribuir para a qualidade de vida do ser humano”, explica ele. Hoje a psicocirurgia é considerada como a evolução da lobotomia e o eletrochoque ainda é utilizado em muitos casos.


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OS MORTOS-VIVOS DO HOSPICIO QUE ENSINAVAM AOS VIVOS SOBRE A VIDA NUA... BARBACENAS NUNCA MAIS! http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/10/os-mortos-vivos-do-hospicio-que.html

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

SAÚDE MENTAL/ANTIMANICOMIAL - Proposta de Residência Terapêutica para os que estão em hospitais de custódia

GT da Câmara defende residência terapêutica para presos com transtornos mentais

(imagem - foto em preto e branco de um corredor de um hospital de custódia (em Salvador, Bahia), com leitos e no primeiro plano um homem de costas, com o "uniforme" típico de "pacientes'', dentro de um corredor que para muitos ainda será apenas o da morte sem data marcada- fotografia do Infográfico Correio Web, do documentário A CASA DOS MORTOS - de Debora Diniz)

O grupo de trabalho de saúde mental da Comissão de Seguridade Social e Família está analisando a situação de pessoas com transtornos mentais que se encontram detidas em presídios e cadeias públicas.
Em entrevista ao programa Com a Palavra, da Rádio Câmara, a coordenadora do grupo de trabalho sobre saúde mental, deputada Erika Kokay (PT-DF), explicou que muitos encarcerados com transtornos mentais continuam presos porque não têm para onde ir. "Nós temos pessoas que já deveriam estar em liberdade e que, muitas vezes não estão, por não terem vínculos familiares, ou porque não existem residências terapêuticas.” 
A deputada acrescentou que o grupo percebeu uma resistência grande nos municípios onde se localizam os hospitais de custódia, ou alas de tratamento psiquiátrico ligadas ao sistema prisional, para que sejam construídas residências terapêuticas, “para que as pessoas sem vínculos familiares possam adquirir a cidadania e a liberdade."
Na opinião da deputada, o Congresso pode ajudar aprovando leis para a construção de residências terapêuticas que tirem da prisão quem tem transtorno mental. "Nós vamos ver gestores dizendo: se o governo me obrigar eu faço, mas se não me obrigar eu não tenho como explicar porque eu não tenho uma creche e estou construindo uma residência terapêutica para pessoas que estão ou estiveram em conflito com a lei. Então, nós precisamos ter uma legislação que possa incentivar, que possa estimular. Penso até que nós precisamos trabalhar na perspectiva de termos algum tipo de condicionamento de outros repasses federais, para que tenhamos essas residências terapêuticas."
Pesquisas 
Erika Kokay destacou que há pessoas com transtornos mentais presas há mais de 30 anos, tempo máximo para o cumprimento de uma pena. A deputada citou pesquisa do Ministério da Justiça segundo a qual 58% de quem está detido com transtornos mentais têm entre 20 e 39 anos, 23% são analfabetos e apenas 6% concluíram o ensino médio.
Segundo levantamento feito pelo Jornal O Globo, em fevereiro deste ano, pelo menos 800 pessoas absolvidas pela Justiça em razão de transtornos mentais ainda estão presas. A pesquisa foi feita junto às secretarias de administração penitenciária, defensorias públicas e varas de execução penal nos estados.
Esse número pode ser até três vezes maior. Isso porque outros 1.700 acusados de diferentes crimes já receberam indicação judicial de que podem ter transtornos mentais e aguardam laudo psiquiátrico e tratamento médico dentro de presídios ou em casa.
Relatório final
O grupo de trabalho deve apresentar até o final do ano relatório com recomendações e projetos de lei sobre o assunto.
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SAÚDE MENTAL E DIREITOS HUMANOS COMO DESAFIO ÉTICO PARA A CIDADANIA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/06/saude-mental-e-direitos-humanos-como.html

sábado, 6 de abril de 2013

SAÚDE MENTAL/MANICÔMIOS - Conselho Nacional de Justiça constata violações em Hospital de Sorocaba

CNJ mostra abandono de internados em hospital psiquiátrico de Sorocaba 

Um terço dos internados no Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, em Sorocaba, interior paulista, não tem carteira de identidade. Segundo levantamento divulgado na quinta-feira pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 131 dos 405 pacientes estão sem o documento de identificação. Os dados mostram ainda que 77% não têm CPF e 46,9%, certidão de nascimento.
A falta de documentação é, para o conselheiro do CNJ, Silvio Rocha, um indicativo da situação de abandono dos pacientes. "A situação mais comum desse abandono está na falta de uma rede de assistência social e de saúde que acompanhe essas internações. No levantamento, percebemos que muitos ali não têm sequer documentos civis, como documento de identidade, CPF ou certidão de nascimento", destacou.
O Hospital Vera Cruz foi escolhido para o primeiro censo psiquiátrico do CNJ por causa das denúncias de maus-tratos. Em 2011, o Ministério Público Federal abriu uma investigação para apurar os casos de abuso e a unidade chegou a sofrer uma intervenção do Ministério da Saúde.
O abandono e a falta de vínculos sociais aparecem ainda em outros dados. A metade (49,8%) dos pacientes do hospital não recebe visitas. Em 31,3% dos casos não há informações sobre os parentes e da cidade onde residiam. Também não se sabe o motivo da internação de 51,6% dos casos e, em 29,38% dos prontuários constam como internação involuntária.
Sobre o tempo de internação, o levantamento indicou que 10,8% dos pacientes estão no hospital há mais de 25 anos, 55,5% há mais de dez anos e 88,4% há mais de um ano.
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ALÉM DOS MANICÔMIOS - 18 de maio/ Dia Nacional de Luta Antimanicomial http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/05/alem-dos-manicomios-18-de-maio-dia.html

sexta-feira, 29 de março de 2013

DOENÇA MENTAL/SEGREGAÇÃO - Reclusão forçada de homem em Codó é criticada por psiquiatra

Psiquiatra critica reclusão de homem com deficiência mental em Codó 

(atenção - Deficiências intelectuais não são transtornos mentais, e encarceramento não é tratamento)

João Barbosa tem 28 anos e é mantido em um casebre de madeira.
Especialista afirma que situação pode agravar quadro agressivo da vítima.


O psiquiatra Ruy Palhano analisou as imagens do homem que tem problemas mentais e vive preso num pequeno casebre, em Codó. João Barbosa tem 28 anos e essa foi a única solução encontrada pela família para controlá-lo.
O especialista garante que a situação é grave e contraria todas as determinações do Programa de Saúde Mental, adotado pelo Ministério da Saúde. Segundo ele, mantido nesta situação, João pode sofrer novos surtos. Além disso, a readaptação ao convívio social pode se tornar mais difícil.
“Ele se encontra em situação absolutamente deplorável, no ponto de vista da segurança dele, da família. Veja que a própria população está assustada com a possibilidade dele cometer um crime, mas, na realidade, esse condição na qual ele está hoje o leva a ter um comportamento mais violento”, explica.
O único cuidado que João recebe é do padrasto, de 75 anos. O comportamento agressivo dificulta o tratamento.
Hoje, no Maranhão, existem cerca de 40 Centros de Atenção Psicossocial, os chamados Cap’s, mas o número não é suficiente para atender a toda a demanda do estado.
Mas de acordo com o psiquiatra, a rede de saúde mental não funciona no país. Segundo ele, no Maranhão, não existe um hospital psiquiátrico público nos moldes do tratamento proposto pelo Ministério da Saúde. Ele diz que agindo de forma isolada, os Cap’s não atingem um resultado satisfatório.
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O MELHOR É A JAULA OU O GALINHEIRO? Deficientes intelectuais e o seu encarceramento http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/05/o-melhor-e-jaula-ou-o-galinheiro.html