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domingo, 16 de fevereiro de 2014

SAÚDE/LEGISLAÇÃO - Projeto de lei obriga tratamento gratuito, para Incontinência urinária, no SUS e nos planos de saúde

Projeto obriga SUS e planos de saúde a oferecer tratamento de incontinência

Uma proposta em tramitação na Câmara obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos e seguros privados de saúde a oferecer gratuitamente tratamento integral de incontinência urinária. A medida está prevista no Projeto de Lei 5922/13, do deputado Dr. Jorge Silva (PDT-ES).
Pelo texto, unidades de atenção à saúde do SUS e do sistema de saúde suplementar ficarão obrigadas a fornecer aos pacientes todos os procedimentos, produtos e medicamentos requeridos por indicação médica.
O tratamento poderá incluir:
– medidas para o bem-estar geral do paciente;
– terapêutica comportamental;
– intervenções farmacológicas;
– intervenções cirúrgicas;
– terapêutica fisioterápica; e
– implantação de dispositivos de compressão uretral e esfíncter (estrutura muscular que controla a abertura ou fechamento do canal urinário) artificial.
O projeto ressalta que homens com situações complexas de incontinência urinária – decorrentes de lesão, prostatectomia, traumatismo pélvico, malformações congênitas, doenças neurológicas, entre outras causas – também terão direito a tratamento adequado para melhoria do quadro clínico.
“Merece destaque o tratamento do câncer da próstata, que devido à retirada total dessa glândula, procedimento conhecido como prostatectomia radical, leva à incontinência”, explica o autor.
Tramitação
O texto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

  • PL-5922/2013
  • FONTE - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/462061-PROJETO-OBRIGA-SUS-E-PLANOS-DE-SAUDE-A-OFERECER-TRATAMENTO-DE-INCONTINENCIA.html?utm_campaign=boletim&utm_source=agencia&utm_medium=email

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PSIQUIATRIA/HISTÓRIA - Como manter a Saúde Mental em lugares insanos e psicopatologizantes?

Experimento sobre saúde mental que mudou a psiquiatria completa 40 anos.

Grupo simulou sintomas de esquizofrenia para ser internado em hospitais. Objetivo era descobrir se psiquiatras perceberiam normalidade.

(imagem - foto em preto e branco com uma enfermeira utilizando uma máquina para administrar choques em um paciente sentado, em uma cadeira reclinavél, e ligadoà máquna por alguns eletrodos  conectados com seus braços- fotografia da internet)
Um experimento psicológico publicado na revista Science há 40 anos mudou a psiquiatria mundial. Conduzido pelo professor de Stanford David Rosenhan, o estudo ‘Sobre ter saúde mental em lugares insanos’ aborda a maneira esquemática como os indivíduos fazem julgamentos a respeito de pessoas de uma determinada comunidade.
O próprio pesquisador e mais três psicólogos, um pediatra, um pintor, um estudante e uma dona de casa simularam sintomas de esquizofrenia para serem internados em hospitais psiquiátricos de renome. Após a internação, eles se comportaram de maneira absolutamente normal e se dedicaram a anotar o que acontecia e a fingir que tomavam a medicação.
O objetivo era descobrir se os psiquiatras perceberiam que eles não eram loucos. O experimento concluiu que não. Alguns dos falsos pacientes chegaram a ficar internados por 52 dias e, após receberem alta, foram diagnosticados como “esquizofrênicos em remissão”. Segundo a pesquisa, os únicos que detectaram que eles não tinham problemas mentais foram os verdadeiros pacientes dos hospitais: quase um terço chegou a afirmar que eles deveriam ser jornalistas, pesquisadores ou fiscais. 
FONTE - http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2014/01/experimento-sobre-saude-mental-que-mudou-psiquiatria-completa-40-anos.html  (veja um vídeo da experiência neste link)
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

SAÚDE MENTAL? QUANDO INTERNAMOS OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/11/saude-mental-quando-internamos-os.html

sábado, 19 de outubro de 2013

CÂNCER/LEGISLAÇÃO - Senado votará proposta que obriga plano de saúde a custear medicação de uso oral

Plenário vota projeto que beneficia doente de câncer

Está na pauta desta semana proposta que obriga plano de saúde a custear remédio de uso oral para o tratamento de tumor. Senado também votará texto que trata de número de deputados federais

A semana começa com a pauta do Plenário destrancada após a votação, na semana passada, da Medida Provisória (MP) 621/2013, que criou o Programa Mais Médicos. Da ordem do dia da sessão de amanhã constam 20 itens

Duas matérias tramitam em regime de urgência. Uma delas é o PDS 85/2013, de Eduardo Lopes (PRB-RJ), que suspende os efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mudou o número de deputados federais por estado.

Pelas regras em vigor, as 513 vagas da Câmara são distribuídas de acordo com a população dos estados em 1998. A Justiça Eleitoral redistribuiu as cadeiras levando em consideração dados mais atuais, do Censo de 2010. Nas mudanças feitas pelo tribunal, Pará, Minas Gerais, Ceará, Santa Catarina e Amazonas ganham deputados. Por outro lado, perdem deputados Paraíba, Piauí, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas e Rio Grande do Sul.
Outro projeto prioritário, dentro das atividades do Outubro Rosa, movimento a que se integrou o Congresso Nacional, é o substitutivo ao PLS 352/2011, que inclui tratamentos com remédios de uso oral contra o câncer entre as coberturas obrigatórias dos planos de saúde.
Segundo o projeto, de Ana Amélia (PP-RS), os planos devem cobrir despesas com medicamentos de uso oral e procedimentos radioterápicos e de hemoterapia, no tratamento domiciliar, desde que relacionados à continuidade da assistência hospitalar.
A senadora informou que, em 15 anos, 80% dos tratamentos oncológicos serão feitos na casa do paciente, com medicamentos de uso oral. Ela lembrou que, atualmente, os planos de saúde só são obrigados a arcar com os custos ambulatoriais.
Devem ser votadas pelo Plenário oito propostas de emenda à Constituição que tratam de temas diversos. Nesta semana, deve avançar a discussão da PEC do Orçamento Impositivo (PEC 22A/2000). A proposta, que torna obrigatória a liberação de emendas parlamentares ao Orçamento da União e cria uma fonte permanente de financiamento para a saúde, ainda precisa passar por mais três sessões de discussão em primeiro turno e três em segundo turno. A quinta discussão da PEC deve ocorrer na quinta-feira.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

AUTISMOS/NEURODIVERSIDADES- Pesquisa com medicação falha e é um golpe para indústria farmacêutica

Remédio criado para tratar autismo não traz melhora em estudo

Medicamento foi o primeiro criado para atuar em falhas de interação social.
Resultado desapontou famílias dos 150 autistas participantes.


O primeiro medicamento desenvolvido até hoje para tratar os comprometimentos sociais associados ao autismo não demonstrou benefícios em um estudo de 12 meses com 150 pessoas, desapontando assim as famílias participantes e a empresa farmacêutica responsável pela droga, a Seaside Therapeutics.
Os resultados do estudo, apresentados nesta quarta-feira (1°) em um congresso internacional sobre o autismo na Espanha, sugerem que o remédio não melhorou os problemas na interação social em um estudo com crianças e jovens autistas com idade entre 5 e 21 anos.
O remédio é o primeiro de uma série de tratamentos em desenvolvimento que são feitos especificamente para corrigir  cerebrais resultam no autismo.
A terapia comportamental intensiva ajuda a melhorar sintomas do autismo, mas ainda não há drogas aprovadas que revertam ou melhorem os comprometimentos principais. 
Fonte original - http://www.reuters.com/article/2013/05/01/us-autism-drug-idUSBRE9400NT20130501 (STX209 da SEASIDE, ou arbaclofen, funciona para controlar uma superabundância de sinalização ou de "ruído" nas sinapses cerebrais, reduzindo a quantidade do neurotransmissor glutamato, que está disponível no cérebro. (Tradução do Google)
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

AUTISMO – TODOS PODEMOS SER/NOS TORNAR UM POUCO AZUIS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/04/autismo-todos-podemos-sernos-tornar-um.html

sábado, 2 de março de 2013

SAÚDE MENTAL/ALCOOLISMO - Novo medicamento é aprovado na Europa

Europa autoriza medicamento contra o alcoolismo

Uma nova esperança para as pessoas que sofrem com problemas de alcoolismo ou que possuem algum parente ou amigo nestas condições. A Comissão Europeia confirmou a autorização concedida pela Agência Europeia de Medicamentos, em dezembro, para a comercialização do medicamento  que ajuda na redução do consumo de álcool por dependentes.

De acordo com a empresa que produzirá o fármaco, o remédio age sobre os circuitos de recompensa do cérebro, o que reduz o desejo de beber álcool.
Os testes realizados com o novo medicamento demonstraram que o tratamento pode reduzir em até 60% o consumo deste tipo de bebida ao longo de seis meses. Já no primeiro mês, o tratamento chega a reduzir o consumo em até 40%. Ainda não existe uma definição sobre o valor que o produto será comercializado, mas ele já deverá estar no mercado europeu ainda neste ano.
Para fazer efeito, os dependentes precisam tomar um comprimido do medicamento quando sentirem que correm o risco de beberam álcool.
Considerado como problema de saúde pública em muitos países, o alcoolismo tem como consequências prejuízos físicos, sociais e mentais.
O chefe do Departamento de Comportamento e Medicina do Instituto Central de Saúde Mental de Mannheim, na Alemanha, o Dr. Karl F. Mann acredita que o este medicamento pode produzir significativos resultados por ser gradativo. “A redução do consumo de álcool é um objetivo terapêutico mais realista e aceitável", disse o médico em entrevista ao jornal espanhol El País..
Até o momento, não existe nenhum previsão se este remédio será comercializo no Brasil.
FONTE - http://portugues.christianpost.com/news/europa-autoriza-medicamento-contra-o-alcoolismo-14814/

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - Em Portugal estudo diz que estatinas podem prevenir a doença

Alzheimer: Mais uma peça na construção do puzzle

 (quebra-cabeças)

Três investigadores da Universidade do Porto desenvolveram um estudo sobre a doença de Alzheimer. Segundo os autores, as estatinas podem prevenir o aparecimento da doença.
Alzheimer: Mais uma peça na construção do puzzle
*(imagem - uma pessoa idosa segurando um copo para ingerir uma medicação - Autor - Thomas Tringale - Flickr)
Três jovens cientistas da Universidade do Porto (UP) desenvolveram uma investigação focada na procura de novas soluções terapêuticas para as doenças neurodegenerativas. Os estudantes propõem uma nova abordagem sobre o Alzheimer.
O estudo, "Alzheimer Disease, Cholesterol, and Statins: The Junctions of Important Metabolic Pathways", tem como objetivo contribuir para a construção de um puzzle ainda muito incompleto: o estado do conhecimento das doenças neurodegenerativas. Segundo Tiago Silva, um dos autores do estudo, a terapia atual para o tratamento do Alzheimer está baseada no conceito "um fármaco - um alvo e é incapaz de subverter e impedir a evolução da doença".
Em entrevista ao JPN, Tiago Silva afirma que os tratamentos para a doença de Alzheimer, "não são eficazes no controlo da progressão da doença". O jovem doutorando da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) admite que "a medicação atua apenas a nível sintomático, tentando compensar as perdas cognitivas, o que resulta no prolongamento da qualidade de vida do doente", mas não elimina a patologia.
Assim, o grupo de investigação alerta que as estatinas (medicamentos utilizados para a diminuição dos níveis de colestrol), podem influenciar o aparecimento da doença de Alzheimer. Segundo estudos epidemiológicos, verificados na publicação, "pacientes que fazem medicação com estatinas ao longo da vida, têm um prevalência menor da doença de Alzheimer na terceira idade, quando comparados com grupos que não foram expostos a este tipo de intervenção farmacológica".
Tiago Silva revela ainda "que as estatinas podem apresentar um potencial de neuroproteção e prevenir doenças do foro neurodegenerativo. No entanto, alerta: "As estatinas não podem ser tomadas por pessoas que não necessitem de dimuniur os seus níveis de colesterol, uma vez que, o colestrol é um componente essencial ao funcionamento correto das células humanas".
O aluno da FFUP admite que o futuro da população o preocupa, uma vez que "os tratamentos existentes atuam ao nível dos sintomas e são por isso incapazes de curar a doença", nesta sequência o estudo desenvolvido pela UP torna-se vital no contexto atual.
FONTE - http://jpn.c2com.up.pt/2013/02/26/alzheimer_mais_uma_peca_na_construcao_do_puzzle.html
LEIA TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html