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sábado, 15 de dezembro de 2018

ALZHEIMER&PESQUISAS - Cientistas descobrem que proteína ligada ao Alzheimer pode ser transmitida

Cientistas descobrem que proteína ligada ao Alzheimer pode ser transmitida

Imagem publicada - uma foto da primeira mulher diagnosticada pelo médico que deu o nome à doença, Alzheimer. É uma foto cuja descrição não atingirá a força de sua gravidade e sofrimento, feita há mais de um século, da Sra. August D.; onde uma mulher de aparência depressiva e decadente, com olhar esvaziado como a sua mente e memória, vestindo uma provável roupa uniforme do Sanatório Municipal para Dementes e Epilépticos de Frankfurt, na Alemanha. É uma foto em cores ciano com uma mulher olhando para baixo, com as mãos entrelaçadas próximas do corpo, que se curva como as rugas que se pronunciam em sua fronte, anunciando um envelhecimento precoce e intensivo que lhe rouba toda vitalidade.

Segundo os autores, o resultado da pesquisa pode ajudar a entender mecanismos ainda obscuros da doença neurodegenerativa


A origem do Alzheimer intriga especialistas. Já se sabe que o acúmulo de proteínas beta-amiloide no cérebro está relacionado ao desenvolvimento da doença neurodegenerativa. Agora, pesquisadores ingleses identificaram indícios de que essa condição pode ser repassada. Eles transplantaram em ratos tecidos cerebrais com placas de beta-amiloide retirados de cadáveres humanos e observaram que a proteína se propagou no cérebro dos animais. Os investigadores deixam claro que o trabalho não mostra que o Alzheimer é transmissível. Na verdade, ajuda a entender possíveis novos mecanismos ligados à doença. Os resultados foram publicados na última edição da revista britânica Nature.

Em 2015, a mesma equipe encontrou evidências da patologia amiloide — o acúmulo da proteína — em pessoas que desenvolveram a doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD) após tratamentos com o hormônio HGH, extraído de glândulas pituitárias removidas de cadáveres. A técnica era usada na década de 1970 para tratar pessoas com problemas de crescimento.

A hipótese principal da equipe era de que a beta-amiloide foi acidentalmente transmitida aos pacientes por meio desse tratamento médico antigo, desencadeando a CJD. “Nosso estudo anterior descobriu que alguns indivíduos que desenvolveram CJD muitos anos após o tratamento também tinham depósitos no cérebro dessa proteína característica da doença de Alzheimer”, explica, em comunicado, John Collinge, um dos autores do trabalho e pesquisador do Institute of Prion Diseases.

Para o estudo atual, a equipe rastreou alguns lotes de HGH com os quais os pacientes foram tratados e os analisou, confirmando que as amostras ainda tinham níveis significativos de proteínas beta-amiloide. “Nossas descobertas de agora confirmam a suspeita de que esse hormônio realmente contém sementes da proteína beta-amiloide encontrada na doença de Alzheimer e que isso se mantém por muito tempo”, ressalta o autor. O uso de HGH cadavérico foi substituído por hormônio sintético que não carrega o risco de transmitir a CJD.

Em uma segunda etapa, os pesquisadores testaram se esse material era capaz de semear a patologia. Para isso, injetaram amostras dos frascos de hormônio em camundongos geneticamente modificados para serem propensos à patologia beta- amiloide. As cobaias apresentaram patologia no cérebro. Já os grupos de ratos que receberam hormônio de crescimento sintético ou tecido cerebral normal não mostraram o mesmo padrão.

Sem contágio
Segundo os autores, os resultados demonstram que os lotes originais de HGH contêm proteínas beta-amiloide que podem semear patologia amiloide em camundongos, mesmo após décadas de armazenamento, e que certos procedimentos médicos precisam ser mais bem avaliados. “Nós, agora, fornecemos evidências experimentais para apoiar nossa hipótese de que a patologia beta-amiloide pode ser transmitida para pessoas por meio de materiais contaminados. Mas ainda não podemos confirmar se procedimentos médicos ou cirúrgicos já causaram a doença de Alzheimer em si, ou quão comum seria adquirir patologia amiloide dessa maneira”, reforça Collinge.

Os pesquisadores fazem questão de ressaltar que os resultados não mostram um contágio de Alzheimer de pessoa para pessoa. “É muito importante enfatizar que não há nenhuma sugestão em nosso trabalho de que se pode pegar a doença de Alzheimer, ou mesmo a CJD, pelo contato com uma pessoa doente. Nossas descobertas destacam a necessidade de fazer mais pesquisas nessa área”, frisa Collinge.

Otávio Castello, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer na regional do Distrito Federal, acredita que o estudo britânico mostra dados que condizem com suspeitas na área neurológica. “A novidade é que eles conseguiram confirmar essa propagação por meio de animais vivos”, destaca. “Mas isso não quer dizer que a doença seja transmissível, até porque eles não provocaram o Alzheimer nos animais, apenas um dos fatores envolvidos. É importante frisar isso para não criar um alarde.”

O especialista enfatiza que novos dados relacionados ao Alzheimer, como os divulgados pelos cientistas ingleses, são de extrema importância para a área médica. “É uma doença que ainda não tem suas origens bem determinadas, esse é mais um passo para uma maior compreensão dessa enfermidade”, explica.

Em condições excepcionais
“Esse novo trabalho contribui para a discussão em curso das semelhanças entre os mecanismos de distúrbios neurodegenerativos, em particular o Alzheimer e o Parkinson. Ambas as doenças são caracterizadas por proteínas que se espalham pelo cérebro e causam demência. Como visto, a transmissibilidade do amiloide é claramente muito baixa e, portanto, ocorrerá apenas sob condições excepcionais em seres humanos. O tratamento de pacientes com extratos cerebrais humanos é, obviamente, uma dessas condições excepcionais e foi encerrado há mais de 30 anos para evitar esse problema. A segunda via de transmissão possível é via transfusão de sangue. Essa tem sido uma preocupação no campo há algum tempo, e vários estudos usando ratos que foram similarmente geneticamente ‘preparados’ para desenvolver sintomas semelhantes aos do Alzheimer mostraram que essa rota de transmissão é teoricamente possível, mas esses resultados também forneceram evidências reais de que qualquer risco desse tipo é extremamente pequeno. No entanto, vale a pena monitorar esses riscos”.
Bart De Strooper, diretor do Instituto de Pesquisa em Demência no Reino Unido

FONTE - Correio Braziliense http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85652:-a-importancia-do-apoio-paterno-no-tratamento-contra-o-cancer&catid=47:cat-saude&Itemid=328

Leiam também no meu outro blog INFOATIVO DEFNET -  Alzheimer Não é Uma Piada, mas Pode Ser Poesia de Vida https://infoativodefnet.blogspot.com/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

sábado, 29 de abril de 2017

CEGUEIRA/TECNOLOGIAS Exame ocular britânico pode detectar sinais de cegueira

Novo exame ocular permite detetar primeiros sinais de doença que pode levar à cegueira


Uma nova técnica de exame ocular, desenvolvida no Reino Unido, permite detetar os primeiros sinais de glaucoma, uma doença dos olhos que pode levar à cegueira, segundo os resultados de um ensaio clínico hoje divulgados.


(imagem da matéria - um olho humano fotografado bem de perto)

A técnica, testada num pequeno número, não especificado, de doentes com glaucoma, por comparação com pessoas saudáveis, possibilitou aos médicos ver a morte de células nervosas na parte detrás do olho.
A perda da visão em doentes com glaucoma é causada pela morte de células na retina na parte detrás do olho.
A técnica de diagnóstico, criada por investigadores da universidade University College London e do hospital oftalmológico Western Eye Hospital, usa um marcador fluorescente que se liga às proteínas celulares quando injetado em pacientes.
As células do nervo ótico doentes aparecem como manchas fluorescentes brancas num exame ocular.
"Pela primeira vez, fomos capazes de mostrar a morte celular [de células na retina] e detetar os primeiros sinais de glaucoma. Embora não possamos curar a doença, o nosso teste significa que o tratamento pode começar antes de os sintomas surgirem", sublinhou a coordenadora do estudo, Francesca Cordeiro, do Instituto de Oftalmologia do University College London, citada num comunicado da Wellcome Trust, fundação britânica que financia a investigação científica.
A especialista lembrou que "a deteção precoce de glaucoma é vital, pois os sintomas nem sempre são óbvios", e, apesar de os métodos de diagnóstico estarem a melhorar, "a maioria dos doentes perde um terço da visão" quando a doença é diagnosticada.
De acordo com a equipa de cientistas, o uso da nova técnica ocular poderá permitir, no futuro, o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer e Esclerose Múltipla.
Os resultados do ensaio clínico, em fase inicial, são publicados na sexta-feira na revista Brain.
Fonte - http://24.sapo.pt/vida/artigos/novo-exame-ocular-permite-detetar-primeiros-sinais-de-doenca-que-pode-levar-a-cegueira

terça-feira, 4 de agosto de 2015

ESQUIZOFRENIA/TECNOLOGIAS - Uso de iPad pode ajudar memória de pessoas com esquizofrenia

Aplicativo para treinar cérebro pode ajudar pessoas com esquizofrenia

cérebro; mente; pensamento (Foto: Thinkstock)
(imagem - um cérebro em azul com suas circunvoluções realçadas por uma claridade que as realça sobre um fundo azul escuro - fonte Thinkstock)

LONDRES (Reuters) - Um jogo de "treino cerebral" para iPad desenvolvido na Grã Bretanha pode melhorar a memória de pacientes com esquizofrenia, ajudando-os em suas vidas cotidianas em casa e no trabalho, disseram pesquisadores nesta segunda-feira.

Cientistas da Universidade de Cambridge disseram que testes feitos com um pequeno número de pacientes que jogaram o game por quatro semanas descobriram que tiveram melhorias na memória e no aprendizado.

O jogo, "Wizard", é desenhado para ajudar a chamada memória episódica - o tipo de memória necessária para lembrar onde você deixou suas chaves algumas horas atrás, ou para lembrar algumas horas depois onde você estacionou seu carro em um estacionamento com muitos andares.
Este estudo, publicado no periódico Philosophical Transactions of the Royal Society B, descobriu que 22 pacientes que jogaram o jogo da memória incorreram significativamente em menos erros para tentar lembrar a localização de diferentes testes de padrões específicos.
"Precisamos de uma maneira de tratar os sintomas cognitivos da esquizofrenia, como problemas com a memória episódica, mas o progresso em desenvolver um tratamento com medicamentos tem sido lento", disse Barbara Sahakian do departamento de psiquiatria da Universidade de Cambridge.
"Este estudo de prova de conceito... demonstra que o jogo da memória ajuda onde as drogas falharam até então. E porque o jogo é interessante, até mesmo os pacientes com falta de motivação são estimulados a continuar o treinamento."
fonte - http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKCN0Q821120150803 © Thomson Reuters 2015 All rights reserved.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SAÚDE MENTAL/ DEPRESSÃO MATERNA - Inglaterra tem custos alarmantes por não cuidar de mães com depressão

Descaso com depressão materna custa mais de R$ 32 bilhões ao Reino Unido

A sociedade britânica está pagando um preço "alarmante" por não lidar de maneira adequada com problemas psicológicos que afetam gestantes e mães de bebês de até um ano.
Grávida (PA)
(Imagem - foto colorida da matéria BBC - com uma mulher segurando sua barriga grávida, com um relógio no pulso direito, á frente)
A análise é de um estudo feito pelo Centro de Saúde Mental da London School of Economics (LSE) que concluiu que, se contabilizados todos os nascimentos em um ano, há um custo a longo prazo de 8,1 bilhões de libras (o equivalente R$ 32,5 bilhões) proveniente de problemas psicológicos maternos, como a depressão pós-parto.
Uma em cada cinco mulheres britânicas desenvolve algum tipo de distúrbio psicológico durante a gravidez ou nos meses após o nascimento do filho, diz o estudo.
Depressão, ansiedade e problemas como esquizofrenia e bipolaridade são alguns dos riscos.
O estudo afirma que esses problemas são de "importância vital" por prejudicarem o bem-estar da mãe e "causar danos na saúde emocional e no desenvolvimento cognitivo e até físico da criança".
Dos 8,1 bilhões de libras gastos em decorrência desses problemas, um quinto é relativo ao setor público, incluindo o NHS (serviço público de saúde, equivalente ao SUS brasileiro) e a serviços sociais.
Já o restante está relacionado a gastos mais amplos e indiretos, como a perda de emprego por conta da depressão materna.
Investimento
O Ministério da Saúde britânico diz que vem investindo em treinamento de profissionais para lidar com problemas psicológicos maternos.
Os autores do estudo, no entanto, criticam o que chamam de serviços e tratamentos "improvisados" em todo o país, acrescentando que metade dos casos de depressão não foram nem ao menos detectados e que muitas mulheres não recebem tratamento adequado.
"Problemas psicológicos entre gestantes e mães são comuns e custosos", disse Alain Gregoire, chefe do Maternal Mental Health Alliance, instituto corresponsável pelo estudo.
"A boa notícia é que as mulheres podem se recuperar totalmente quando recebem o tratamento adequado. Por isso, é vital que todas as mulheres recebam a ajuda especializada que necessitam."

Impacto nas crianças

A pesquisadora Annette Bauer, principal responsável pelo estudo, disse que as conclusões da pesquisa são "vitais" para a economia e para a sociedade como um todo. "Especialmente por conta do potencial impacto negativo que esses problemas podem ter nas crianças."
"Para proteger a saúde da família no longo prazo, a intervenção precisa começar antes de a criança nascer, ou logo em seguida. Isso porque os benefícios são muito altos e os custos podem ser compensados em um curto período de tempo."
O Ministério da Saúde britânico afirmou que no futuro todas as parteiras (que na Grã-Bretanha são responsáveis por partos de baixo risco e podem acompanhar as mães nos meses seguintes ao nascimento) terão treinamento para lidar com problemas psicológicos das mães.

Realidade brasileira

Segundo o estudo britânico, até 20% das mulheres desenvolvem algum tipo de problema psicológico durante a gravidez ou até um ano após dar à luz.
No Brasil, os números são semelhantes. Embora não haja uma pesquisa ampla e nacional sobre o tema, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que a depressão materna foi detectada em 26% das mães entre 6 e 18 meses após o parto, sendo mais frequente entre as mulheres de baixa condição social e econômica, nas pardas e indígenas, nas mulheres sem companheiro, que não desejavam a gravidez ou que já tinham três ou mais filhos.
"A depressão materna é um evento pouco diagnosticado e muito menos tratado. Poucos países adotam estratégia de rastreio de depressão durante a gestação e após o parto e, mesmo assim, sem cobertura universal, mesmo no Reino Unido", disse Mariza Theme, pesquisadora da Fiocruz responsável pelos dados relativos à depressão materna no estudo Nascer no Brasil.
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141027_depressao_materna_mdb
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OS NOSSOS CÃES desCOLORIDOS - Nossas "depressões" e o Dia Mundial da Saúde Mental http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/10/os-nossos-caes-descoloridos-nossas.html

sábado, 16 de agosto de 2014

SÍNDROME DE DOWN/LEUCEMIA - Estudos britãnicos descobrem genes que provocam leucemia em crianças com trissomia 21

DESCOBERTAS MUTAÇÕES GENÉTICAS QUE PROVOCAM LEUCEMIA EM CRIANÇAS COM SÍNDROME DOWN
Uma equipa de cientistas britânicos anunciou hoje ter descoberto, em crianças com Síndrome de Down, as mutações genéticas que originam leucemia linfoblástica aguda infantil, o que pode ajudar a desenvolver terapias eficazes para a doença.

O estudo foi feito em crianças com Trissomia do cromossoma 21, que são 20 a 50 vezes mais propensas a leucemias na infância, e envolveu a análise da sequência do ADN dos pacientes em diferentes estágios do cancro de sangue.
Os pesquisadores da Universidade Queen Mary of London descobriram dois genes-chave (denominados RAS e JAK) que podem sofrer mutação para transformar células normais do sangue em cancro de células.
No entanto, os dois genes nunca modificam juntos, dando a impressão de que um anula o outro, refere o estudo hoje publicado na revista ScienceDaily, assinalando que a descoberta vai permitir aos cientistas apurarem qual dos dois genes são modificados em paciente.
"Nós acreditamos que os nossos resultados são um avanço na compreensão das causas dos instrumentos subjacentes da leucemia e, eventualmente, esperamos projetar o tratamento mais adequado e eficaz para esse tipo de cancro, com medicamentos menos tóxicos e com menos efeitos colaterais", disse Nizetic Dean, professor de Biologia Celular e Molecular da Universidade Queen Mary of London, citado pela publicação científica.
Atualmente, uma em cada seis crianças na população em geral não responde bem à terapia padrão para a leucemia, podendo sofrer de recaídas e efeitos tóxicos colaterais do tratamento, sendo que os números que a fraca resposta e toxicidade são ainda maiores entre as crianças com Síndrome de Down, diz a ScienceDaily.
"Através da nossa pesquisa, sabemos que as pessoas com a síndrome de Down apresentam sinais de envelhecimento acelerado e têm maior acúmulo de danos ao DNA se comparado com a população em geral da mesma idade", afirmou o pesquisador.
"Portanto, estudar as células de pessoas com síndrome de Down pode fornecer pistas importantes para a compreensão dos mecanismos de envelhecimento, do Alzheimer, cancer, aterosclerose e as diabetes", mas "são necessárias mais pesquisas nesta área", acrescentou Nizetic Dean.
FONTE - http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=759927&tm=7&layout=121&visual=49

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

DEMÊNCIAS/PESQUISAS - Estudo britânico associa diminuição de Vitamina D com quadros demenciais

Nível baixo de vitamina D eleva risco de demência, diz estudo

Idosos com grave deficiência de vitamina D correm maior risco de sofrer demência, de acordo com um estudo britânico.
Mãos de idoso
(imagem - foto colorida da matéria com as mãos de uma pessoa idosa, com o seu envelhecimento visível e pele enrugada - fotografia BBC)

Cientistas observaram 1.650 pessoas nos Estados Unidos com mais de 65 anos para a pesquisa, publicada na revista médica Neurology.
Este não foi o primeiro estudo a relacionar deficiência de vitamina D a demência, mas os seus autores dizem que é o mais completo e conclusivo.
Ainda assim, especialistas alertam que são necessários mais estudos para prescrever vitamina D como prevenção à demência.
A vitamina D é encontrada em peixes oleosos, comprimidos e através da exposição da pele ao sol.
No entanto, a conversão de vitamina D pela pele dos idosos pode ser menos eficiente, o que aumenta as probabilidades de sofrerem deficiência e dependerem das outras fontes.
Mais de 800 mil pessoas sofrem de demência no Reino Unido, e a expectativa é de que o número passe de 1 milhão até 2021.

'Surpreendente'

O grupo internacional de cientistas, coordenado por David Llewellyn, da universidade Médica de Exeter, observou os pacientes por seis anos.
Nenhum deles sofria de demência, doenças cardiovasculares ou derrames no início do estudo.
Ao seu final, 1.169 pacientes com níveis satisfatórios de vitamina D tinham uma chance em 10 de desenvolver demência. Setenta estavam com deficiência grave e tinham uma chance em cinco de sofrer do mal.
"Já esperávamos encontrar uma relação entre baixos níveis de vitamina D e o risco de demência e Mal de Alzheimer, mas os resultados foram surpreendentes. Descobrimos que a associação é duas vezes maior do que se esperava", afirmou o doutor Llewellyn.
Mesmo assim, ele disse que mais estudos são necessários para estabelecer com segurança que o consumo de alimentos ricos em vitamina D ou suplementos podem "retardar ou até prevenir" o início do Mal de Alzheimer e de demência.
"Precisamos ter cautela neste estágio inicial, já que os nossos últimos resultados não demonstram que baixos níveis de vitamina D causam demência."
Mas o médico disse também que "os resultados são muito encorajadores" e que mesmo que poucas pessoas possam se beneficiar disso, o impacto sobre a saúde pública poderia ser "enorme", diante do "custo devastador" da demência.
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140807_vitaminademencia_ebc.shtml
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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

sexta-feira, 18 de julho de 2014

ALZHEIMER/PESQUISAS - Cientistas precisam de doação de cérebros para manter estudos científicos

Cientistas ficam sem cérebros para pesquisas sobre Alzheimer

Cientistas estão precisando de mais tecido cerebral, que permite estudar melhor algumas doenças mentais

Kristen Hallam, da 
Mulher olha um cérebro em uma exposição em Briston, na Inglaterra
(imagem - a foto colorida de um cérebro humano dentro de uma visão lateral que tem um desenho como fundo de um crâneo, tendo atrás dessa representação, uma pessoa, uma mulher, com as duas mãos como se fosse segurar esse cérebro, e examiná-lo. fotografia da matéria da Exame)

Londres - Os cientistas têm pouco cérebro.
Não que eles não sejam inteligentes. É que eles precisam de mais tecido cerebral, que permite estudar e entender melhor -- e talvez algum dia tratar -- doenças mentais, assim como lesões na cabeça.
À medida que os diagnósticos de demência aumentam, que mais atletas sofrem concussões e que mais soldados retornam das guerras com lesões, a pressão para encontrar tratamentos adquiriu uma nova urgência.
A demanda dos pesquisadores por tecidos cerebrais está aumentando e os bancos de cérebros estão trabalhando para incentivar as doações.
Embora seja mais fácil convencer os doadores que têm doenças neurológicas e que querem ajudar a encontrar curas, seus cérebros precisam ser comparados em estudos com os de pessoas saudáveis -- e os bancos precisam de mais exemplares dos dois tipos.
Nunca é o suficiente”, disse Thor Stein, professor assistente da Universidade de Boston que estuda o mal de Alzheimer e encefalopatia traumática crônica, conhecida por afetar boxeadores e outros com repetidos traumas cerebrais.
Em termos de oferta de cérebros estamos sempre no vermelho”.
Estudando células cerebrais os cientistas descobriram deficiências na dopamina química no cérebro de pacientes com Parkinson, o que levou a uma terapia que amplia os níveis e melhora o controle motor.
Foi assim também que eles descobriram as placas cerebrais em portadores de Alzheimer, que agora são foco do desenvolvimento de medicamentos.
Os médicos estão reunidos nesta semana em Copenhague para discutir a pesquisa mais recente sobre a doença que rouba a memória.
“Examinar os cérebros de pessoas com uma doença é como examinar a cena de um crime”, disse David Dexter, diretor científico do Banco de Cérebros de Parkinson do Imperial College de Londres no Reino Unido.
“Sem banco de cérebros não vamos curar o Alzheimer nem o Parkinson”.
Escassez de cérebro
No Reino Unido, apenas 730 britânicos doaram seus cérebros para pesquisa no ano passado. A base potencial era muito maior: cerca de 60.000 mortes foram diretamente relacionadas à demência a cada ano no Reino Unido.
Não há estatísticas sobre as doações de cérebros nos EUA, embora os pesquisadores digam que o número está muito aquém do total necessário para acompanhar a demanda.
Existe uma relutância em se desprender de um órgão que sempre foi visto como a morada da alma.
O Departamento de Defesa dos EUA criou um banco de cérebros no ano passado para ajudar os pesquisadores a explorarem as lesões dos soldados após seu retorno ao país.
Meses depois, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA estabeleceu uma rede de compartilhamento de tecidos para acelerar a pesquisa sobre esquizofrenia e esclerose múltipla.
Uma doação pode render até 250 blocos de tecidos para uso em projetos de pesquisa, segundo o banco de Parkinson do Reino Unido.
O principal problema para os bancos de cérebros é a falta de doações de exemplares sem sinais de doenças. Apenas 10 por cento das doações vêm de pessoas saudáveis.
Todos os bancos de cérebros que eu conheço enfrentam problemas de escassez de cérebros saudáveis”, disse Daniel Perl, que gerencia o Banco de Cérebros do Departamento de Defesa. Dexter é mais direto: “Esses 10 por cento estão realmente sustentando as pesquisas”.
Em alguns casos há preocupações religiosas, desencadeadas pela crença de que o corpo de uma pessoa precisa permanecer intacto após a morte para garantir a vida após a morte.
Há um tipo diferente de pós-vida para os doadores, disse Steve Gentleman, professor de neuropatologias do Imperial College que trabalha com Dexter no banco de cérebros de mal de Parkinson. “Se você doa, você vive para sempre”, disse ele.
fonte - http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cientistas-ficam-sem-cerebros-para-pesquisas-sobre-alzheimer
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

quarta-feira, 9 de julho de 2014

ALZHEIMER/PREVISÃO - Na Inglaterra um novo passo é dado para exame que pode prever a doença

Novo exame de sangue 'pode prever Alzheimer'

Cientistas britânicos acreditam ter dado um passo importante nas pesquisas sobre o Alzheimer ao criarem um novo exame de sangue que pode prever as chances de uma pessoa desenvolver a doença.
alzheimer | Thinkstock
(imagem - representação com desenho de neurônios e suas ligações sinápticas, em branco com pontos vermelhos ao fundo, da matéria da BBC)

O estudo realizado com mais de mil pessoas identificou um conjunto de proteínas no sangue que pode antever o surgimento da demência com 87% de precisão.
Os resultados do trabalho, publicado na revista científicaAlzheimer's & Dementia, serão usados para aprimorar os testes com novos medicamentos para a doença, que afeta 44 milhões de pessoas em todo o mundo.
O Alzheimer é uma doença degenerativa cujo primeiro sintoma é a perda da memória. Com o avançar do problema, pacientes também podem manifestar comportamento agressivo, irritabilidade, confusão mental, entre outros.
Os especialistas alertam que ainda não há previsão para que o exame esteja disponível em clínicas ou hospitais da Grã-Bretanha.
As pesquisas sobre tratamentos para o Alzheimer têm sido marcadas por fracassos. Entre 2002 e 2012, 99,6% dos experimentos feitos com objetivo de prevenir ou reverter a doença não levaram a nada.
Os médicos acreditam que as tentativas mal sucedidas se devem ao fato de que os pacientes começam a ser tratados tarde demais, já que os primeiros sintomas só aparecem uma década depois do início da doença.
Por isso, o maior objetivo das pesquisas atuais deste campo é identificar a demência em seu estágio inicial.

Exame de sangue

Os pesquisadores investigaram diferenças no sangue de 452 pessoas saudáveis, 220 com danos cognitivos moderados e 476 com Alzheimer.
Eles puderam confirmar com 87% de precisão quantos pacientes com danos cerebrais moderados desenvolveriam Alzheimer no ano seguinte.
"Nós queremos poder identificar o quanto antes as pessoas que vão precisar de fazer exames mais aprofundados num futuro próximo," disse líder da pesquisa, Simon Lovestone, da Universidade de of Oxford.
"Como não há tratamento, muitas pessoas podem questionar o valor de um exame de sangue. Mas as pessoas vêm ao consultório saber o que está acontecendo com elas e atualmente eu não posso dizer", aifrmou Lovestone.
Ian Pike, médico da Proteome Sciences, companhia que faz pesquisas na área farmacêutica, considera que o exame de sangue é "um grande passo" nas pesquisas sobre a demência.
"Ainda vai levar tempo e mais testes com pacientes para termos certeza de que esses exames podem ser usados rotineiramente. Mas este processo pode ser iniciado agora", afirmou.
É improvável que o teste possa ser feito isoladamente no caso de estar disponível em clínicas no futuro. Um resultado positivo teria de ser corroborado com tomografias cerebrais e testes de fluidos da coluna vertebral.
No início do ano, pesquisadores americanos anunciaram um exame de sangue capaz de prever o aparecimento de Alzheimer em pessoas saudáveis com até três anos de antecedência.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140708_exame_sangue_alzheimer_fl.shtml
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quarta-feira, 2 de julho de 2014

ALZHEIMER/AVANÇOS - Marcadores biológicos poderão auxiliar diagnóstico precoce

Alzheimer: novo método permitirá diagnóstico precoce

Após nove anos de trabalho, os cientistas definiram e validaram novos critérios para diagnosticar esta doença neurodegenerativa em plena expansão

(imagem - foto colorida da matéria, com as mãos envelhecidas de uma pessoa em primeiro plano, alusão ao processo de perdas associadas ao quadro demencial, fotografia do Flickr)

O Mal de Alzheimer poderá ser, a partir de agora, diagnosticado de forma precoce e confiável, graças a novos marcadores biológicos, segundo um estudo feito por um grupo internacional de neurologistas.

"A partir de agora será possível, graças a este novo método, fazer um diagnóstico mais seguro e precoce", declarou o professor de Neurologia e pesquisador francês Bruno Dubois, que coordenou o estudo publicado na revista britânica The Lancet Neurology.

Após nove anos de trabalho, os cientistas definiram e validaram novos critérios para diagnosticar esta doença neurodegenerativa em plena expansão.
O Alzheimer afeta 40 milhões de pessoas no mundo e previsões indicam que em 2050 o número de doentes terá triplicado

A doença começa geralmente com transtornos de memória, seguidos de problemas de orientação espacial e temporal, transtornos de comportamento e perda de autonomia. Mas esses sintomas não são específicos do Alzheimer apenas e a doença "não podia ser diagnosticada até agora de forma segura em um estágio precoce", explicou o professor Dubois. Era necessário, geralmente, esperar que a doença evoluísse para a demência ou que o doente morresse para poder examinar as lesões que ele tinha no cérebro.

Após analisar os estudos publicados sobre o tema, os cientistas chegaram a um consenso de diagnóstico do Alzheimer, com dois perfis clínicos específicos.Os casos típicos (80% a 85% dos casos) se caracterizam por problemas de memória episódica de longo prazo (lembrança voluntária de fatos), enquanto nos casos atípicos (15% a 20% dos casos) são encontrados transtornos da memória verbal ou de comportamento.

Cada um desses perfis, segundo os cientistas, deve ser confirmado por pelo menos um marcador biológico. Trata-se de uma punção lombar que mostra o nível anormal de proteínas cerebrais no líquido cefalorraquidiano ou de uma tomografia por emissão de pósitrons (TEP) do cérebro, um exame de imagem que permite visualizar a atividade dos tecidos. Embora por enquanto não haja tratamento eficaz contra o Alzheimer, a detecção confiável e precoce deve facilitar a pesquisa, afirmou Dubois.

 Esses trabalhos permitiriam aos pesquisadores se dar conta de que muitos diagnósticos estabelecidos segundo os antigos critérios estavam errados, entre eles 36% dos falsos doentes de Alzheimer incluídos em um teste terapêutico anterior.Fora da pesquisa, o uso de marcadores biológicos se limita atualmente a pacientes jovens ou a casos difíceis, pois a técnica é cara e invasiva. 

FONTES -AFP/TERRA - http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/alzheimer-novo-metodo-permitira-diagnostico-precoce,2c761b389e2f6410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html. LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

BIOÉTICA/SUICÍDIO - Na Inglaterra está em discussão o suicídio assistido como direito

Luta de britânicos por suicídio assistido vai a Parlamento

A Suprema Corte britânica emitiu na quarta-feira uma decisão que pressiona o Parlamento britânico a reanalisar a legislação do chamado suicídio assistido - o direito de contar com assistência médica para por fim à própria vida.
Tony Nicklinson (Getty)
(imagem - foto da matéria BBC - colorida, com um homem, Tony  Nichilson que apresentava quadro da Síndrome do Encarceramento, por oito anos e morreu no ano passado. Um homem com blusa listrada de azul e branco, em uma cadeira de rodas motorizada, sendo apoiado por duas pessoas de azul que colocam suas mãos para lhe conduzir e sustentar)

Ao fazê-lo, os magistrados rejeitaram o pedido de dois requerentes que, apesar da derrota jurídica, consideraram a decisão um avanço.
Um dos casos foi movido pela viúva de um homem de de Wiltshire, no sudoeste da Inglaterra, que sofreu de síndrome de encarceramento por oito anos, Tony Nicklinson. Ele morreu no ano passado aos 58 anos.
O outro processo foi movido por Paul Lamb, 58, de Leeds, no norte da Inglaterra, que ficou paralítico em um acidente de carro há 20 anos.
Os nove magistrados analisaram se a Lei do Suicídio de 1961, que criminaliza a assistência ao suicídio na Inglaterra e País de Gales, era incompatível com o direito à vida privada e familiar amparado pela Convenção Europeia dos Direitos Humanos.
Por sete a dois, os magistrados indeferiram o pedido de Lamb e da viúva de Nicklinson, Jane.
Mas cinco deles concluíram que tinham o poder de declarar que a lei atual viola o direito à vida privada, remetendo a questão ao Parlamento.
Apesar da derrota, os dois peticionários consideraram que o resultado foi um "passo positivo" na luta pela mudança.
"Estou muito orgulhoso. Sei que isso (a lei) vai mudar', disse Lamb. "Não cometi nenhum crime. Não merece ser punido desse jeito."
Jane Nicklinson disse que estava "decepcionada" com a decisão. "Mas é um passo muito positivo, já que o Parlamento terá de discutir o tema", ponderou.
A organização religiosa Christian Concern (Preocupação Cristã) também aplaudiu a decisão.
"É boa notícia para muitas pessoas vulneráveis que estariam em risco caso a tentativa de enfraquecer a legislação sobre eutanásia e suicídio assistido recebesse sinal verde do Supremo", afirmou a organização

Outra decisão

Em um terceiro caso analisado pela Corte, um homem conhecido apenas como Martin pediu que o Ministério Público esclareça se ele pode ser acompanhado por um profissional de saúde em uma viagem à Suíça, onde o suicídio assistido é permitido.
Embora a legislação na Inglaterra e País de Gales proíba que um cidadão ajude outro a morrer, nunca houve processo contra alguém que tenha acompanhado um parente à Suíça para essa finalidade.
A esposa e outros membros da família de Martin não querem participação na sua intenção de se suicidar.
Por unanimidade, o Supremo permitiu que o Ministério Público se pronunciasse sobre o tema.
Usando um computador adaptado, Martin "implorou" que o Ministério esclareça a sua orientação. "As pessoas na minha situação têm o direito de escolher como por fim à sua vida, procurar ajuda fora do seu círculo familiar", disse.
A legislação sobre suicídio na Irlanda do Norte é quase idêntica à da Inglaterra e País de Gales.
A Escócia não tem legislação específica sobre o tema - em teoria, pessoas que assistem um suicídio podem ser processadas por homicídio.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/06/140625_direito_morrer_justica_kb.shtml
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A DONA MORTE É GLOBAL, MAS NOSSO TESTAMENTO PODE SER VITAL. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/09/a-dona-morte-e-global-mas-nosso.html

domingo, 22 de junho de 2014

SAÚDE MENTAL/PESQUISA - Pessoas com Transtornos Psíquicos são mais Vítimas do que Vilões

Doente mental tem duas vezes mais risco de ser vítima de homicídio

Estudo mostra que tão necessário quanto avaliar os riscos de suicídio e violência é analisar a vulnerabilidade dos pacientes

Camisa de força
(imagem - foto de ilustração da matéria, com uma Camisa de Força, um dos métodos violentos que já esteve em ampla utilização no campo psiquiátrico como forma de contenção física de pessoas com sofrimentos psíquicos graves ou em situação de risco de suicídio)
Ao contrário do senso comum, o paciente com doença mental é mais vítima de violência do que vilão. Estudo realizado na Inglaterra e País de Gales mostrou que eles têm duas vezes e meia mais chances de se tornarem vítimas de homicídio do que a população em geral.
De acordo com o estudo publicado no periódico científico The Lancet Psychiatry, homicídios cometidos por pacientes com doença mental têm ganhado muito destaque na imprensa, porém raramente é analisado ou discutido o risco de homicídio aumentado que eles correm.
"Historicamente, a sociedade tem se mostrado muito mais preocupada com a possibilidade do paciente com doença mental cometer  violência do que com a vulnerabilidade dessas pessoas a atos violentos", explica Louis Appleby, líder do estudo da Universidade de Manchester, no Reino Unido. "No entanto, o resultado do nosso estudo mostra que médicos da Inglaterra e do País de Gales podem esperar que, a cada dois anos, um dos seus pacientes seja vítima de homicídio."
Os dados mostraram que há relação dos homicídios com o abuso de álcool e drogas. 93% dos autores tinham histórico de abuso de álcool e drogas e 66% das vítimas.
Entendendo que o risco do paciente pode depender do ambiente em que eles estão— por exemplo, o uso de álcool ou drogas ou pelo contato com pacientes com histórico de violência. Avaliar adequadamente esses fatores de risco deve tornar parte fundamental dos cuidados clínicos", disse Appleby.
Dados
O estudo realizado com dados do sistema de saúde de 2003 a 2005 mostra que 1.496 pessoas foram vítima de homicídios, sendo que 6% (90) estavam sob cuidados do serviço de atenção à saúde mental um ano antes da morte. Um terço das vítimas (29) foi morta por outros pacientes com doença mental.
Em 23 dos casos onde a vítima foi morta por outro paciente com doença mental, em 9,35% das situações, vítima e autor eram casados, em 4,15%, parentes e em 10,38%, conhecidos. Em 21 dos 23 casos,  a vítima e o autor estavam em tratamento no mesmo centro de atendimento.
Appleby defende a necessidade de avaliar não só os riscos de suicídio e prática de violência, mas também os riscos dos pacientes com doença mental sofrerem a violência.
FONTE
http://www.tribunahoje.com/noticia/106965/saude/2014/06/20/doente-mental-tem-duas-vezes-mais-risco-de-ser-vitima-de-homicidio.

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OS MORTOS-VIVOS DO HOSPICIO QUE ENSINAVAM AOS VIVOS SOBRE A VIDA NUA... BARBACENAS NUNCA MAIS!http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/10/os-mortos-vivos-do-hospicio-que.html

terça-feira, 15 de abril de 2014

CÉLULAS TRONCO/NOVOS AVANÇOS - Na Inglaterra cientistas criam sangue através de células tronco

Cientistas britânicos conseguem criar sangue em laboratório

(imagem - células vermelhas, hemácias, em foto colorida de reprodução da matéria)

Membros artificiais e ossos impressos em 3D não são mais novidade no mundo moderno.  Agora, no que depender de um grupo de pesquisas britânico, o próximo passo é a criação de sangue “artificial”, criado a partir de células tronco, que poderia ser usado em transfusões de forma segura.

A Wellcome Trust está bancando um projeto de 5 milhões de libras (R$ 18,5 milhões), liderado pelo pesquisador Marc Turner que tem este objetivo.  O grupo diz já ter conseguido criar células sanguíneas adequadas para transfusões, mas ainda é necessário testá-las mais profundamente para afirmar o futuro da técnica.

Em contato com o The Telegraph, Turner descreve a técnica, que usa células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), que são células retiradas do corpo humano e “rebobinadas” para um estado de célula-tronco. Em seguida são usadas condições bioquímicas semelhantes à do organismo para recriar e induzir as células iPS a se tornarem glóbulos vermelhos do tipo sanguíneo “O”.

Os primeiros testes estão planejados para o fim de 2016 ou início de 2017. Estas células deverão ser utilizadas no tratamento de três pacientes com talassemia, doença que requer transfusões constantes. Em seguida, o comportamento destas células serão monitoradas para avaliação.

Turner diz que não é a primeira vez que uma pesquisa do tipo é conduzida, mas “é a primeira vez que sangue produzido artificialmente tem padrões de qualidade e segurança adequados para transfusão em um ser humano”. Ele reforça que as células são seguras e que há processos que permitem a remoção.

A técnica também aponta para um futuro onde sangue do tipo “O” poderia ser produzido sem limites em escala industrial, sem doenças, e compatível com todos os pacientes. Entretanto, ampliar o processo de produção seria um desafio grandíssimo. Turner diz que uma unidade de sangue tem um trilhão de células vermelhas e só no Reino Unido 2 milhões de unidades sanguíneas são usadas em transfusões anualmente.
Via The Telegraph FONTE - http://olhardigital.uol.com.br/noticia/41409/41409