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quarta-feira, 25 de junho de 2014

INTERNET/LEIS - Entra em vigor a lei do MARCO CIVIL

Marco civil da internet entra em vigor

Lei define direitos e deveres de usuários e provedores de internet.
Marco Civil da Internet entra em vigor com expectativa de levar mais segurança ao usuário Carlos Macedo/Especial
(imagem - Foto Zero Hora - colorida com pessoas em frente a telas de computador, homens de idades diferentes, com a legenda - Direito à privacidade está entre as garantias ao usuário Foto: Carlos Macedo / Especial) 
Entrou em vigor nesta segunda-feira (23) o marco civil da internet (Lei 12.965/14), uma espécie de constituição do setor, que define os princípios para uso da rede, os direitos e os deveres de usuários e de provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet.
A lei foi sancionada no dia 23 de abril pela presidente Dilma Rousseff, com prazo de 60 dias para entrar em vigor, após ter sido aprovada pelo Senado Federal no dia 22 de abril. O texto foi analisado em menos de um mês pelos senadores, após ter tramitado por mais de três anos na Câmara dos Deputados (Projeto de Lei 2126/11, do Executivo).
Neutralidade de rede
Na Câmara, um dos pontos que causou polêmica durante a tramitação do projeto foi o princípio da neutralidade de rede, mantido no texto final. Pelo princípio, todo o pacote de dados que trafega na internet deve ser tratado de forma igual pelos provedores, sem discriminação quanto ao conteúdo, origem, destino, serviço, terminal ou aplicativo.
De acordo com o relator da proposta na Casa, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), com a garantia da neutralidade, as empresas não poderão oferecer pacotes com acesso só a alguns serviços, como só para e-mail ou só para redes sociais. Entretanto, ainda conforme Molon, o texto permite aos provedores ofertar pacotes com velocidades diferentes.
A lei prevê, todavia, que poderá haver exceções à neutralidade de rede desde que decorram de requisitos técnicos indispensáveis para fruição do serviço ou para serviços de emergência. Essas exceções ainda serão regulamentadas por decreto da Presidência da República.
Liberdade de expressão
Outro princípio garantido pela nova lei é a liberdade de expressão na internet. Agora, um provedor de aplicações de internet (como o Facebook ou o Google, por exemplo) só poderá ser responsabilizado por eventuais danos de conteúdos publicados por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar providências para tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente. Hoje há decisões judiciais diferentes sobre a responsabilização do provedor no caso de conteúdos publicados por internautas, e vários provedores retiram conteúdos do ar a partir de simples notificações.
Na nova lei, a exceção fica por conta de conteúdo de nudez e sexo. Nesse caso, o provedor deve retirar o conteúdo a pedido da vítima. O provedor poderá ser punido caso não retire do ar “imagens, vídeos ou outros materiais contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado sem autorização de seus participantes quando, após o recebimento de notificação pelo ofendido ou seu representante legal”.
Privacidade
A “Constituição da internet” também traz como princípio a proteção da privacidade e dos dados pessoais do usuário. Os direitos do internauta, nesse sentido, incluem a inviolabilidade da intimidade e da vida privada; e a inviolabilidade e sigilo do fluxo de suas comunicações pela internet.
Os contratos de prestação de serviços deverão ter informações claras e completas sobre os o regime de proteção aos dados de navegação do usuário. Deverão estar destacadas das demais cláusulas contratuais as informações sobre coleta, uso, armazenamento e tratamento de dados pessoais, o que inclui a forma de compartilhamento desses dados com outras empresas. O usuário terá a possibilidade de exclusão definitiva de seus dados pessoais após o término dos contratos.
Pela lei, os provedores, mesmo que sediados no exterior, deverão seguir a legislação brasileira, incluindo o direito à privacidade e ao sigilo de dados.
Obrigações dos provedores
Segundo o texto, os provedores de conexão deverão guardar os registros de conexão do usuário (endereço IP, data e hora de início e término da conexão) pelo prazo de um ano. Já os provedores de aplicações e serviços deverão guardar, sob sigilo, os dados de navegação dos usuários pelo prazo de seis meses. O objetivo é ajudar em investigações policiais de crimes na rede. Esses dados só poderão ser fornecidos, porém, por autorização judicial.

Íntegra da proposta:

  • PL-2126/2011
  • fontes - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/COMUNICACAO/470674-MARCO-CIVIL-DA-INTERNET-ENTRA-EM-VIGOR.html 
  • http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/tecnologia/noticia/2014/06/marco-civil-da-internet-entra-em-vigor-com-expectativa-de-levar-mais-seguranca-ao-usuario-4533712.html

domingo, 27 de outubro de 2013

CEGOS/PESQUISA - Jornalista faz mapeamento de trabalhos de cegos no ciberespaço

Jornalista cega lança livro sobre produção de deficientes na internet

Produção mostra mapeamento de trabalhos de cegos no ciberespaço.
Lançamento acontece neste sábado (26), na Bienal do Livro de Alagoas.

Fabrícia Omena mapeou a produção de pessoas cegas no ciberespaço  (Foto: Waldson Costa/ G1)
(imagem - foto colorida da jornalista Fabrícia Omena, com um laptop à sua frente, e à esquerda, onde ela esta´digitiando' com auxilio de um fone no ouvido, com um software que lhe permite acesso à Internet - fotografia Waldson Costa/ G1)

A jornalista e pesquisadora alagoana Fabrícia Omena, que é cega, lança, na noite deste sábado (26), no espaço Café Literário da Edufal, durante a VI Bienal do Livro de Alagoas, que acontece no Centro de Convenções, o livro “Mapeamento das produções de pessoas cegas brasileiras disponíveis no Ciberespaço”.

A produção, escrita em coautoria com a pesquisadora e professora mestre Madileide Duarte, é resultado de uma pesquisa científica desenvolvida nos anos de 2008 e 2009, onde as autoras se dedicaram em localizar e identificar na internet a produção de deficientes visuais e pessoas cegas nos campos das artes, da profissionalização e da pesquisa científica.

“Um dos grandes focos da temática do livro é mostrar o potencial de pessoas que possuem baixa visão ou cegueira. Com este mapeamento, conseguimos mostrar que, mesmo com as limitações, os cegos são ativos e podem produzir em diversos campos do conhecimento com qualidade”, expõe Fabrícia Omena, que durante a produção de pesquisa ficou responsável pelo levantamento e entrevista das histórias que compõem o livro.
Responsável pela orientação do trabalho acadêmico que foi transformado em livro, a professora Madileide Duarte destaca que a produção chega para mudar paradigmas de muita gente, que ainda desconhece a capacidade de produção das pessoas com deficiência.
“Esperamos que pessoas com deficiência visual vejam os trabalhos de pessoas com limitações e se inspirem para também produzirem. E que as pessoas que não possuem esse tipo de limitação passem a compreender as diferenças e entendam que os cegos não precisam de protecionismo, mas, sim, de oportunidade”, relata a pesquisadora.

Madileide revela ainda que o fato da ex-estudante de comunicação social ser cega fez com que ela despertasse o interesse em desenvolver pesquisas científicas no campo da deficiência visual. “Neste sentido, o aprendizado foi em mão dupla e continuado, na sequência de três pesquisas, duas pelo CNPq e o livro, que após a publicação impressa poderá também ser disponibilizado em e-book, para facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual ao conteúdo”, disse.
Quanto a formatação do livro para o Braile, Fabrícia Omena explica que o procedimento é complexo porque exige uma transcrição e adaptação, que são feitas por profissionais especializados. “Diante deste fato, vamos disponibilizando o livro por etapa, primeiro impresso e depois como e-book, o que já garante a acessibilidade”, completa.
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UMA LUZ NO FIM DO LIVRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

SAÚDE MENTAL/REDES SOCIAIS - Pesquisa revela que Facebook não traz felicidade

Uso de Facebook não faz o usuário feliz, diz estudo

Satisfação de estar mais conectado é superficial, diz psicólogo social. Universidade de Michigan avaliou 82 jovens adultos com smartphones

Facebook (Foto: Reuters)
(imagem - foto colorida de difusão, com uma mão segurando um smartphone, com a tela iluminada apresentando o Facebook, e ao fundo a palavra Facebook está em azul em branco, fotografia Reuters)
As redes sociais contribuem muito para que as pessoas se sintam mais conectadas, mas seu uso não as faz, necessariamente, mais felizes, segundo um estudo de usuários do Facebook publicado nesta quarta-feira (14) na Public Library os Science.
De fato, o uso do Facebook prevê uma diminuição do bem-estar do usuário, de acordo com o estudo da Universidade de Michigan (UM), que é a primeira pesquisa conhecida e publicada que examina a influência do Facebook na felicidade e na satisfação.
"Superficialmente, o Facebook proporciona um recurso valioso para a satisfação de necessidade humana básica de conexão social", indicou o psicólogo social da UM, Ethan Kross, autor principal do artigo e docente associado no Instituto de Pesquisa Social (ISR) da universidade. "Mas, ao invés de realçar o bem-estar, encontramos que o uso do Facebook prevê o resultado oposto, solapa o bem-estar".
"Isto é um resultado de importância crítica porque vai ao centro da influência que as redes sociais podem ter sobre a vida das pessoas", acrecentou outro autor do estudo, o cientista cognitivo John Jonides, da UM.
Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 82 adultos jovens, um grupo demográfico central dos usuários de Facebook. Todos eles tinham smartphones e contas de Facebook.
Os pesquisadores usaram a amostragem de experiência -uma das técnicas mais confiáveis para medir como as pessoas pensam, sentem e se comportam momento a momento na vida cotidiana - a fim de avaliar o bem-estar subjetivo dos participantes enviando mensagens de texto, ao acaso, cinco vezes por dia durante duas semanas.
Cada mensagem de texto continha um link para uma enquete cibernética com cinco perguntas: como se sente neste momento? Quão preocupado está? Quão solitário se sente neste momento? Quanto usou o Facebook desde a última vez que te perguntamos? Quanto interagiu 'diretamente' com outras pessoas desde a última vez que te perguntamos?
O estudo mostrou que quanto mais as pessoas usavam Facebook durante um período, pior se sentiam depois.
Os autores também pediram aos participantes que qualificassem seu nível de satisfação com a vida no começo e no final do estudo. Encontraram que quanto os participantes ao longo de um período de estudo de duas semanas usavam o Facebook, mais diminuíam seus níveis de satisfação com a vida.
Algo que também é importante assinalar é que os pesquisadores não encontraram provas de que a interação direta com outras pessoas por telefone ou em encontros tête-à-tête influenciam negativamente no bem-estar.
Por outro lado, os pesquisadores descobriram que as interações diretas com outras pessoas faziam com que os participantes se sentissem melhor com a passagem do tempo.
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POR QUE AS TECNOLOGIAS NOS AFETAM? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/por-que-as-tecnologias-nos-afetam.html

domingo, 5 de maio de 2013

TECNOLOGIAS/RISCOS - Arma de plástico pode ser criada em uma impressora 3D

Uma arma inteira pronta a ser impressa
Uma organização dos EUA chamada Defense Distributed planeia distribuir nesta semana os ficheiros que permitem “imprimir” uma arma inteira recorrendo a impressoras 3D, dispositivos capazes de criar objetos tridimensionais, acumulando camadas de um plástico especial.
A ideia de usar a impressão 3D para criar armas não é nova e a Defense Distributed (a par do que acontece noutros sites) já tinha colocado online ficheiros para imprimir vários componentes de armas. Esta é, porém, a primeira vez que alguém alega ser capaz de montar uma arma inteira recorrendo a este gênero de impressoras.
A revista americana Forbes assistiu ao processo de fabrico e fotografou a arma resultante (um objecto de plástico branco e azul com o aspecto de um brinquedo). De acordo com o relato da Forbes, a arma está preparada para disparar munições reais, de vários calibres. 
A Defense Distributed – que tem uma licença para fabrico de armas – incluiu no modelo que produziu uma peça metálica (que não é criada numa impressora), para que a arma de plástico não consiga escapar aos detectores de metais e cumpra assim a legislação americana. Mas nada impede outras pessoas de descarregar os ficheiros e criar em casa uma arma sem metal (o modelo usa ainda um simples prego como percussor).
As impressoras 3D são usadas em vários contextos, que vão do fabrico rápido de protótipos por empresas até à produção de pequenos objetos por pessoas para quem esta tecnologia é um hobby. Muitos sites disponibilizam ficheiros que podem ser descarregados e permitem imprimir objetos sem ter de os criar de raiz num programa de desenho tridimensional. Normalmente, estes ficheiros contêm as instruções para imprimir objetos como miniaturas de carros, casas e barcos, copos, maçanetas de portas, peças de xadrez ou figuras abstratas. 
O aparelho usado pela Defense Distributed para produzir a arma é uma impressora sofisticada, muito diferente de modelos como a MakerBot, popular entre os amadores.  À Forbes, o fundador da Defense Distributed, Cody Wilson, afirmou: “É possível imprimir um dispositivo letal. É um pouco assustador, mas é isso que estamos a querer mostrar”.
O site da Defense Distributed descreve-a como uma organização sem fins lucrativos, com fins de caridade e literários, e dedicada a “defender a liberdade civil de acesso popular às armas”, produzindo e facilitando o acesso à informação necessária para criar armas através de impressão 3D. A mesma página descreve Wilson – um estudante universitário de Direito, com 25 anos  – como interessado em tudo o que diga respeito a “criar uma sociedade de lei privada”.
O anúncio de que o ficheiro para a produção integral de uma arma será colocado online surge pouco tempo depois de o Senado dos EUA ter rejeitado uma proposta de lei (apoiada por Barack Obama) para apertar o controlo sobre a venda de armas – e já motivou reações políticas. O congressista democrata Steve Israel, que já anteriormente se mostrara preocupado com a questão, emitiu nesta sexta-feira um comunicado a pedir regulamentação para controlar armas caseiras de plástico.
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ADEUS ÀS ARMAS - Sem Tiros no Futuro ou Cem tiros? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/05/adeus-as-armas-sem-tiros-no-futuro-ou.html

quarta-feira, 20 de março de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/DIREITOS - Na Irlanda jovem com deficiência luta e consegue garantia de direitos

Irlandesa sem membros opõe-se a corte de ajuda para  pessoas com deficiências

Adolescente Joanne O'Riordan obrigou governo do país a voltar atrás em decisão, postando um vídeo que se tornou viral na internet.

Joanne, de 16 anos, é porta-voz da luta de pessoas com deficiência (Foto: BBC)
(imagem - foto colorida da jovem Joanne, utilizando o rosto e apoiando uma caneta com o que lhe resta de seu braço,  que se tornou porta-voz das pessoas com deficiência na Irlanda -fotografia da BBC)

A história da irlandesa Joanne O'Riordan, de 16 anos, tem sido motivo de comoção em seu país já há muito tempo.
Quando ela era apenas um bebê, seus pais foram a um conhecido programa de televisão para falar sobre como a grave deficiência da filha – a garota não tem braços nem pernas – não havia abalado sua confiança de que ela teria um grande futuro.
Agora, Joanne tornou-se porta-voz da luta pelos direitos das pessoas com deficiência na Irlanda. A menina voltou a ganhar os holofotes da mídia quando postou um vídeo na internet – que se tornou viral – em que o atual primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, prometia a ela que não faria cortes nas ajudas financeiras e nos serviços oferecidos aos deficientes.
A questão é que o corte dessas ajudas foi justamente uma das primeiras medidas anunciadas por Kenny para lidar com a crise fiscal no país. Logo após o anúncio do pacote de cortes, Joanne não só publicou o vídeo na web como enviou uma carta ao jornal "Irish Examiner" expressando seu desapontamento.
A história repercutiu tão negativamente que o governo foi obrigado a voltar atrás na medida. Depois disso, Joanne foi convidada por programas de TV para contar sua história e falar sobre os direitos dos deficientes.
Com um discurso que a imprensa local descreveu como eloquente e cativante, e uma determinação notável e de grande senso de humor, a menina conquistou o público irlandês e causou um grande impacto nas mídias sociais.
"Pensava que o meu seria só mais um protesto varrido para debaixo do carpete", disse Joanne. "Coisa de um dia."
Vida com deficiência
Hoje, a adolescente frequenta uma pequena escola secundária, mas em 2014 irá para a universidade, onde quer estudar jornalismo.
Para a menina, o mais difícil de sua deficiência é o fato de que não pode fazer nada sozinha.
"Agora que estou ficando mais velha, às vezes quero arrumar o cabelo e fazer uma maquiagem. Outro dia, quando ia a uma festa, tive de esperar que minha irmã Gillian chegasse para me ajudar."
"Não posso simplesmente fazer minhas coisas, como me jogar no sofá com o controle remoto para ver TV."
Em abril de 2012, Joanne participou de um evento na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em que falou sobre o papel da tecnologia em sua vida.
No fim do discurso, ela pediu aos especialistas que estavam na plateia para desenvolver um robô que lhe desse mais autonomia. Agora, técnicos ligados à empresa Apple e ao Massachussetts Institute of Technology (MIT) têm visitado a jovem irlandesa para entender melhor quais são suas necessidades.
Joanne usa tecnologia todos os dias. Ela opera seu celular e laptop com a boca, o nariz ou a parte de braço que tem. Segurando uma caneta com os lábios, a garota diz que pode escrever 36 palavras por minuto no teclado.
Em 2012, a menina ganhou o prêmio de Jovem Pessoa do Ano na Irlanda. E este ano, seu irmão, Steven, deve lançar um filme sobre ela. Steven já é um documentarista de sucesso na Irlanda, mas, cada vez mais, os moradores do país se referem a ele como "o irmão de Joanne".
"O documentário deve motivar quem o vê', diz a jovem. "As pessoas devem sair do cinema sentindo que podem subir o Everest. Steven quer ganhar o Oscar...mas eu só quero ser a nova Kim Kardashian", brinca
FONTE - http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/irlandesa-sem-membros-vira-celebridade-opondo-se-a-corte-de-ajuda-a-deficientes.html
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VULNERAÇÃO E MÍDIA NO COTIDIANO DAS DEFICIÊNCIAS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/04/vulneracao-e-midia-no-cotidiano-das.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

TECNOLOGIAS/SURDEZ - GOOGLE + lança recursos para deficientes auditivos na rede

Google+ lança app para deficientes auditivos e cria atalhos para Hangouts
Google+ lança app para deficientes auditivos e cria atalhos para Hangouts
(imagem - Intérprete para deficientes auditivos através do Google+. (Fonte da imagem: Reprodução/Anna Cavender)

Novos recursos na rede social da Google ajudam as pessoas com deficiências a utilizar o Hangouts. Duas funções foram adicionadas aos videochats do Google+, uma voltada para o público com déficit auditivo e outra para os usuários impossibilitados de mexer com o mouse.
O aplicativo de linguagem dos sinais da empresa permite que uma pessoa com deficiência auditiva inclua um intérprete às suas conversas, possibilitando assim a comunicação com um amigo que não compreende a linguagem de sinais. O intérprete faz a tradução entre a língua falada e a linguagem dos sinais, aparecendo sempre no canto da tela durante a chamada em vídeo.
Outra novidade anunciada pela empresa é um conjunto de teclas de atalho que facilita o acesso para pessoas que não podem utilizar o mouse durante um chat no Hangouts. Dessa maneira, é possível iniciar ou encerrar uma conversa, silenciar o microfone ou desabilitar a câmera utilizando comandos no teclado.
Ambos os recursos estão sendo empregados gradualmente pela Google junto aos serviços de chat da sua rede social. Não há uma previsão do uso do aplicativo de intérprete para a língua portuguesa
.
FONTE:The VergeAnna Cavender

 http://www.tecmundo.com.br/google-/37195-google-lanca-app-para-deficientes-auditivos-e-cria-atalhos-para-hangouts.htm#ixzz2McuRODXm

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SURDOS/INTERNET - Ferramenta colaborativa facilita uso por surdos da Internet

Nas garras da internet
Ferramenta colaborativa traz funções para auxiliar surdos no uso da rede. Entre as principais estão tradução do conteúdo para a língua brasileira de sinais e associação de imagens.
Nada a ver com os males da rede. Essas garras da internet são para auxiliar o uso de seu conteúdo por pessoas surdas. Cerca de 9,8 milhões de brasileiros se encontram nessa condição e, entre eles, a taxa de analfabetismo é 28%, consideravelmente maior que a média no país – de 9,63%.
Uma possível explicação para o grande número de surdos iletrados é o fato de o português não ser a primeira língua da maioria dessas pessoas, que em geral apresentam dificuldade para aprender a escrita. Dessa forma, a maior parte do conteúdo disponível na rede não é compreendida pelos surdos.
Foi pensando nisso que o engenheiro da computação Stefan José Oliveira Martins, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, desenvolveu em seu mestrado a ferramenta Colaborativa de Leitura e Ajuda a Web para Surdos (Claws, garras em português).
“A ferramenta pode contribuir no entendimento da língua por permitir a associação entre palavras, sinais e imagens”
Com figuras, vídeos e legendas complementares aos textos, a ideia é que ela seja incorporada a um navegador. “A ferramenta pode contribuir no entendimento da língua por permitir a associação entre palavras, sinais e imagens”, justifica a engenheira elétrica Lucia Vilela Leite Filgueiras, orientadora de Martins.
Filgueiras explica que a ferramenta funciona através de um sistema de busca, que procura na própria rede imagens relacionadas às palavras selecionadas. “A proposta é clicar em cima de uma palavra e a ferramenta fazer a busca na internet. Se o usuário quiser descobrir o seu significado, a Claws abrirá um dicionário em português e outro que irá traduzir a palavra para a língua de sinais.”
A ferramenta também permitiria, em longo prazo, a compreensão de frases e até páginas inteiras, com a ajuda da própria comunidade surda. O usuário cadastrado poderia produzir vídeos traduzindo o conteúdo para Libras, a Língua Brasileira de Sinais, e fazer o upload na Claws. A página acessada com a ferramenta indicaria aos usuários os vídeos associados.
Claws
A Claws funciona por meio de um sistema de busca, que procura na rede imagens relacionadas às palavras selecionadas. Há também a opção de consulta a dicionário, em português e em Libras. O usuário cadastrado pode subir vídeos e comentários para ajudar a melhorar a ferramenta. (imagem: Stefan Martins)

“Além disso, os surdos poderiam comentar a tradução, dando nota e apontando eventuais erros”, completa a engenheira. O instrumento também apontaria o local de residência da pessoa que produziu o vídeo, já que cada localidade possui um dialeto diferente da língua de sinais.
Filgueiras acrescenta que o último recurso adicionado ao protótipo da ferramenta foi a possibilidade de o usuário dispor de um serviço para assinantes, no qual haveria um intérprete para ler a página inteira em Libras.

Um estudo da comunidade surda brasileira

Na primeira etapa de seu trabalho, Martins fez uma pesquisa bibliográfica na busca de ferramentas de navegação na internet que promovessem autonomia aos usuários surdos. O engenheiro analisou 49 artigos e cinco livros disponíveis no site Bibliografia de Recursos sobre a Interação Homem-Computador (HCIBIB, na sigla em inglês), publicados de 2008 a 2011 no Brasil e no exterior.
Segundo ele, não encontrou entre o material pesquisado propostas semelhantes a que tinha em mente. Separou, no entanto, trabalhos sobre dispositivos móveis e não-móveis e sobre a vida cotidiana dos surdos, suas dificuldades e seu processo de significação da informação escrita.
Em seguida, analisou os recursos e funcionalidades de 14 interfaces destinadas à comunidade surda disponíveis na internet. A partir dessa análise, o engenheiro formulou 15 hipóteses sobre o que os surdos considerariam útil para a compreensão dos conteúdos da internet.
Suas hipóteses foram testadas com um grupo de 17 surdos. Os entrevistados, homens e mulheres, com idades entre 15 e 21 anos, eram alunos do curso profissionalizante para surdos do Colégio Rio Branco, em São Paulo. O domínio do português entre eles era bem diversificado, mas todos se comunicavam por Libras.
Segundo Martins, somente uma das hipóteses apresentadas, sobre o primeiro recurso usado pelos surdos diante da incompreensão de palavras em português, foi refutada. “A primeira opção dos surdos não é perguntar o significado para colegas e familiares, mas usar o dicionário de Libras em CD ou a internet.”
Os 17 tinham familiaridade com o computador, sendo que apenas um não tinha um em casa. Durante as entrevistas, afirmaram que usam mais a internet para se informar, acessar redes sociais e buscar imagens para entender palavras do que os dicionários de Libras.
Entrevistados afirmaram que usam mais a internet para se informar, acessar redes sociais e buscar imagens para entender palavras do que os dicionários de Libras
Com os dados colhidos nas conversas com os jovens surdos, definiu-se junto com eles o que seria bom e ruim na interface dessa comunidade com a internet e foi desenvolvido um protótipo da ferramenta. “Não adianta você construir algo que não será usado”, ressalta.
Apesar de já ter concluído o mestrado, o engenheiro ainda trabalha no incremento da ferramenta e batalha para torná-la uma realidade disponível aos surdos. “Agora precisamos montar uma equipe para o desenvolvimento do código que o levará para a rede”, explica.
Ferramentas semelhantes à Claws já são usadas em outros países, mas não oferecem tanta autonomia aos usuários, pois os recursos de tradução e associação de conteúdo não são buscados pela própria interface. “Acredito que oferecer tudo na mesma ferramenta seja o grande diferencial e a facilidade acelera o processo de entendimento”, avalia Filgueiras, que lamenta as escassas iniciativas voltadas à comunidade surda no Brasil.

Camille DornellesCiência Hoje On-line  fonte - http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/02/nas-garras-da-internet