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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TRABALHO - Mercado de trabalho não cumpre Lei de Cotas

Apenas 8% das empresas cumprem a Lei de Cotas; conheça os entraves

Seite Keffer
*(imagem - foto colorida de um jovem com fones de ouvido, olhando a tela de um computador, ele é Seiti, cego e surdo de um ouvido, que consequiu emprego em uma universidade, fotografia da TV Câmara)
Seiti Kleffer considera-se um vencedor. Aos 23 anos, ele acaba de se formar em Serviço Social e já conseguiu o primeiro emprego. O que diferencia Seiti de outras pessoas é o fato de ser cego e surdo de um ouvido. Essas características, no entanto, nunca o impediram de ir à luta em busca de seus direitos e do próprio crescimento profissional.
Seiti trabalha em uma universidade em Brasília, justamente no setor que busca incluir alunos com deficiência. A tarefa do jovem é digitalizar materiais para outros alunos que, como ele, não enxergam ou enxergam pouco. Faz parte da política da instituição incluir alunos e também contratar pessoas com deficiência para trabalhar no local.
As deficiências de cada pessoa são específicas, o que obriga a empresa a se adequar às necessidades de cada um. Um cego, por exemplo, sofre com a falta de programas de computadores específicos. Já o surdo precisa da ajuda de um intérprete da língua brasileira de sinais ou de legendas. “Existe um trabalho bem específico para cego e um trabalho mais específico para surdo. O trabalho para cego envolve muito telemarketing. E trabalho para surdo eu não posso fazer, porque não consigo ver”, explica Seiti.
No caso de quem utiliza cadeiras de rodas, as dificuldades começam ao sair de casa, como atesta a médica e professora Izabel Maior. “Eu tenho que pensar muito aonde eu vou, antes. Eu preciso saber se o banheiro é acessível. Eu preciso saber quanto tempo eu vou demorar. Se eu vou ter que chamar um carro. Se eu estou com cadeira motorizada, eu tenho que chamar um táxi especial com muita antecedência”, enumera.
Lei de Cotas não é cumprida
São poucos os deficientes que têm a sorte de Seiti e Izabel. O País conta, há 22 anos, com uma lei que obriga empresas com mais de 100 empregados a contratar pessoas com deficiência. Pela regra, as empresas que têm entre 100 e 200 funcionários devem reservar pelo menos 2% das vagas para profissionais com deficiência. Para empresas com até 500 funcionários, a cota sobe para 3%; com até mil, 4%; e acima de mil a cota é de 5%.
Porém, o fato é que são poucas as empresas que cumprem a lei. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais, das mais de 45 mil empresas com 100 ou mais empregados no Brasil, apenas 3.800 – pouco mais de 8% do total - cumpriam a cota mínima de contratação de pessoas com deficiência no fim de 2011.
Calcula-se que, se a lei de cotas fosse cumprida, pelo menos 900 mil trabalhadores com deficiência teriam um emprego, em um universo de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.
Mil empresas multadas por ano
Auditores fiscais do Trabalho fiscalizam o cumprimento da medida em todo o País. A empresa infratora é punida com multa que varia de R$ 1,3 mil a quase R$ 133 mil, conforme o tamanho do negócio.
Em média, mil empresas são autuadas a cada ano. Segundo Fernanda Di Cavalcanti, coordenadora nacional do Projeto de Inserção de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, a fiscalização tem levado muitas empresas a se enquadrar.
A falta de vontade de algumas empresas e o preconceito em admitir pessoas com deficiência não são os únicos entraves ao cumprimento da lei. Em muitos casos, o que há é dificuldade mesmo para se adaptar, como já havia destacado Seiti Kleffer e como afirma Janilton Fernandes Lima, da Confederação Nacional do Comércio: “É preciso investir, de alguma forma, na adaptação. Às vezes é preciso alterar a estrutura física do local, mas o lojista, o comerciante não é o proprietário”.
Em outros casos, o que faltam são profissionais com deficiência qualificados. De qualquer forma, cursos adaptados existem, como explica Adriana Barufaldi Bertoldi, especialista em Desenvolvimento Industrial do Senai. Segundo ela, o Senai adapta os currículos do curso de interesse da pessoa com deficiência e já incluiu 80 mil profissionais no mercado de trabalho entre 2007 e meados de 2013. A maior dificuldade é fazer com que as pessoas tenham acesso a essa capacitação, mas quem se capacita surpreende. “A gente sempre subestima os deficientes. Eles só precisam que a gente garanta os apoios necessários”.

terça-feira, 21 de maio de 2013

AUTISMO/INCLUSÃO NO TRABALHO - Empresa alemã irá contratar Autistas como testadores de softwares

Grupo alemão SAP planeja contratar centenas de autistas no mundo

A gigante alemã SAP informou nesta terça-feira que pretende contratar nos próximos anos centenas de pessoas com autismo para trabalhar em programação ou em testes de software.
A SAP "vai trabalhar a nível mundial para empregar pessoas com autismo como testadores de softwares, programadores e especialistas em qualidade de dados", indicou o grupo em um comunicado.
O grupo acredita que esta iniciativa pode garantir uma vantagem competitiva graças aos "talentos" únicos dessas pessoas.
O objetivo do grupo é que, até 2020, os autistas representem 1% de seus quase 65 mil funcionários em todo o mundo, informou o porta-voz da SAP. Isso corresponde mais ou menos a porcentagem da população mundial com autismo.
Por enquanto, o grupo tem apenas um pequeno grupo de trabalhadores autistas na Índia e Irlanda. Graças a uma parceria com a organização dinamarquesa Specialisterne, especializada no emprego de autistas, principalmente no setor de tecnologia, a SAP vai estender a sua contratação em 2013 para os Estados Unidos, Canadá e Alemanha.
Na Índia, a SAP informou que contratou seis pessoas com autismo que trabalham com testes de softwares. Isto tem "aumentado a produtividade da equipe e coesão em sectores-chave", ressaltou a SAP.
Na Irlanda, estão em processo de contratação cinco pessoas com esta deficiência.
"A SAP estará preparada para enfrentar os desafios do século XXI somente se contratar pessoas que pensam de forma diferente e provoquem a inovação", declara no comunicado Luisa Delgado, diretora de recursos0 humanos da SAP.
Na Alemanha, as empresas com mais de 20 trabalhadores são obrigadas a reservar 5% de sua força de trabalho para deficientes.
LEIA TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET -  

O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TRABALHO/DEFICIÊNCIAS - Em Campinas cresceu em 25% ações contra empresas

Inquéritos por discriminação de deficientes no trabalho crescem 25%

Em 2011, foram 28 processos contra 35 no ano passado em Campinas.
Infração faz órgão cogitarem criação de banco de dados com currículos
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O número de inquéritos em andamento no Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre o descumprimento de cotas de deficientes no corpo de funcionários de empresas na região deCampinas cresceu 25% em 2012 em relação a 2011. O problema recorrente fez com que órgãos públicos debatessem, nesta quarta-feira (27), durante fórum sobre o tema, a possibilidade de criação de uma rede de informação compartilhada entre empresas, universidades e estado com dados e currículos de deficientes em busca de emprego.
De acordo com a assessoria do MPT, em 2011, foram 28 processos contra empresas acusadas de discriminação contra pessoas com deficiência. No ano passado, foram 35 inquéritos abertos sobre este tipo de irregularidades. Para a procuradora do trabalho Renata Coelho Vieira, o aumento deve-se ao fato de a região ter recebido várias empresas de grande porte no ano passado e, além disso, pelo fato de muitas empresas com atividades em várias cidades terem sede em Campinas.
“Vieram muitas multinacionais para a região. E estas empresas chegaram aqui acostumadas com a legislação trabalhista do país de onde vieram. E foram obrigadas a se adequar à legislação brasileira”, explica a procuradora. De acordo com ela, no Brasil, uma lei federal obriga toda empresa com mais de 100 funcionários a contratar entre 2% e 5% de deficientes.
Em caso de descumprimento da norma, as empresas sofrem multa que varia de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil por trabalhador que deixou de ser contratado. Além desta autuação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a empresa pode ser alvo de uma ação civil pública e responder por danos morais coletivos. Nesse caso, em Campinas, há registro de ações no valor de até R$ 5 milhões.
Fórum
Um evento na tarde desta quarta-feira, na Unicamp, reuniu representantes do Ministério Público Estadual, da Receita Fedeal, do Ministério do Trabalho e Emprego e a secretária municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Emanuelle Alckmin.
De acordo com a assessoria do MPT, todas as autoridades se comprometeram a se mobilizar para criação da rede de informações compartilhadas para que as empresas não tentem justificar a falta de funcionários com deficiência pela dificuldade de encontrar os profissionais.
FONTE - http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2013/02/inqueritos-por-discriminacao-de-deficientes-no-trabalho-crescem-25.html

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

TRABALHO/PESSOASCDEFICIÊNCIA - Projeto de lei reduz IR para empresas que incluem pessoas com deficiência

Empresas podem ter redução de IR para contratar pessoas com deficiência

Quem mantiver esse quantitativo mínimo terá a alíquota do IR reduzida em 2%

A legislação do imposto de renda poderá ser modificada para incentivar a contratação de trabalhadores com deficiência. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) já está pronta para votar substitutivo a projeto de lei (PLS 391/2012) do senador Mário Couto (PSDB-PA) que reduz a alíquota deste tributo para as empresas que destinarem pelo menos 10% de suas vagas a pessoas com deficiência.
Quem mantiver esse quantitativo mínimo terá a alíquota do IR reduzida em 2%. Na justificação do projeto, Mário Couto explica que resolveu propor esse benefício para facilitar o cumprimento da "reserva legal" de cargos para pessoas com deficiência estabelecido pela Lei nº 8.213/1991, que regula os planos de benefícios da Previdência Social.
Esta norma obriga as empresas com 100 ou mais empregados a preencher de 2% a 5% de suas  vagas com profissionais reabilitados ou com deficiência. Cabe ao Ministério do Trabalho fiscalizar o cumprimento desta exigência.
"As empresas enfrentam dificuldades quase intransponíveis para seguir tal comando, ao passo que, caso a exigência legal fosse transformada em incentivos fiscais, o efeito de integração social seria obtido sem dar lugar aos diversos problemas que as empresas têm de enfrentar para cumprir as exigências da "lei de cotas", considerou Mário Couto.
O relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS), também reconheceu as dificuldades enfrentadas para a contratação de empregados com deficiência. Assim como o autor do PLS 391/2012, ele considera mais produtivo criar incentivos econômicos para estimular o ingresso desses profissionais no mercado de trabalho do que simplesmente punir as empresas que não estejam seguindo essa política de cotas.
Segundo observou Paim, a intenção é fazer com que o empresário cogite a empregabilidade desses profissionais como algo lucrativo, e não como uma constante fonte de multas aplicadas pela legislação trabalhista.
Após passar pela CDH, o PLS 391/2012 vai ser votado em decisão terminativa pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
FONTE - http://www.panoramabrasil.com.br/economia/empresas-podem-ter-reducao-de-ir-para-contratar-pessoas-com-deficiencia-id102930.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

LEIS/DEFICIÊNCIAS - Projeto de Lei 4773/12 quer "flexibilizar" as cotas de pessoas com deficiência no trabalho

Projeto flexibiliza cota para pessoas com deficiência em empresas

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4773/12, do ex-deputado Thiago Peixoto, que flexibiliza a obrigação de empresas com pelo menos cem funcionários destinarem parte dos postos de trabalho a pessoas com deficiência. Atualmente, a Lei 8.213/91 determina que essas companhias reservem de 2% a 5% de suas vagas a quem tem alguma deficiência.
A proposta do ex-deputado permite que o preenchimento dessas vagas seja feito mediante a concessão de bolsas de estudo, com valor mensal igual ou superior a um salário mínimo, concedidas pela empresa à pessoa com deficiência.
Pelo texto, essa possiblidade será permitida desde que o número de bolsas concedidas não supere a metade das vagas de trabalho a serem preenchidas; e o bolsista seja contratado pela empresa após a conclusão do curso, por um período não inferior a um ano.
As bolsas de estudo deverão obrigatoriamente se referir a curso de capacitação cujo conteúdo tenha relação com o serviço a ser exercido pela pessoa na corporação.
Reabilitação
Peixoto afirma que o sistema de habilitação e reabilitação de cidadãos com deficiência para o mercado de trabalho ainda é precário no Brasil. Na opinião dele, o preenchimento de parte das vagas só será cumprido se existir mão de obra qualificada “em número suficiente para o preenchimento das referidas cotas”.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
FONTE- http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/434541-PROJETO-FLEXIBILIZA-COTA-PARA-PESSOAS-COM-DEFICIENCIA-EM-EMPRESAS.html
Reportagem – Rodrigo Bittar
Edição – Marcelo Oliveira