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terça-feira, 18 de novembro de 2014

BAIXA VISÃO/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Ministério Público do Trabalho cria Revista Digital Interativa em Alagoas

MPT cria revista digital interativa para público de baixa visão

MPT cria revista digital interativa para público de baixa visão
(Imagem - foto colorida da matérias, com um homem de costas utilizando um tablet à sua frente, com a Revista Digital sendo audiodescrita, tendo ao fundo uma área de trabalho do MPT Alagoas - fotografia Ascom MPT)
Formato da revista, produzida com o uso de tecnologias assistivas, permite que usuários ouçam o conteúdo escrito das reportagens; material está disponível gratuitamente para computadores, tablets e smartphones
Com o objetivo de aproximar cada vez mais pessoas das ações voltadas para a defesa e proteção do trabalhador, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas apresenta seu novo produto de comunicação, criado com foco na acessibilidade: a Revista Digital Interativa do MPT. O material, produzido com o uso de tecnologias assistivas, permite que pessoas de baixa visão ou que possuem alguma deficiência cognitiva ouçam a descrição de reportagens relacionadas à atuação do MPT.
O projeto foi desenvolvido pelo Analista de Tecnologia da Informação do MPT/AL, Luciano Assis, que fundamentou o trabalho através do conceito de Audiodescrição, um instrumento de acessibilidade que consiste na transcrição clara e objetiva de informações compreendidas visualmente. Na prática, para escutar as reportagens da revista, o leitor deverá clicar apenas em um botão de play, disponível em cada página, para ouvir o áudio das matérias. Em uma das páginas, intitulada “MPT na Mídia”, o usuário também poderá assistir a reportagens da imprensa que destacaram a atuação do MPT.
“A princípio, a criação da revista digital foi pensada para reduzir os custos na impressão de revistas em papel, mas percebi a necessidade de aperfeiçoar o conteúdo e torna-lo diferente das demais publicações. E como o MPT possui uma coordenadoria que tem como foco de atuação a inclusão nos ambientes de trabalho das pessoas com deficiência, a Coordigualdade, pensei em fazer algo que pudesse ser aproveitado com facilidade por esse público”, explicou.
A Revista Digital do MPT está disponível nas versões Digital (apenas leitura), Digital Interativa Assistiva (transcrição de áudios das reportagens) e Digital Interativa Assistiva Completa (transcrição de áudio das reportagens e descrição auditiva das imagens). Os arquivos estão disponíveis gratuitamente para download nas versões Epub (necessário software leitor de Epub 3.0) e PDF Interativo (necessário leitor de PDF) e podem ser visualizados em computadores, tablets e smartphones.
Para fazer o download, basta acessar o site http://www.prt19.mpt.mp.br/informe-se/revista-digital.

Igualdade de oportunidades

O Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que mais de 45,6 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência. De acordo com o estudo, cerca de 35,7 milhões disseram ter deficiência visual e, desse número, 18,8% dos entrevistados afirmaram ter dificuldade para enxergar, mesmo com óculos ou lentes de contato.
A Procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho em Alagoas, Virgínia Ferreira, apoia a iniciativa e ressalta que a criação da revista interativa foi um passo conquistado em favor da divulgação da proteção ao trabalhador, da atuação institucional e da garantia de acessibilidade plena.
Fonte: Ascom/MPT  http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=214135
LEIAM TAMBÉM OUTRAS MATÉRIAS SOBRE TECNOLOGIA ASSISTIVA NESSE BLOG E NO INFOATIVO.DEFNET 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TRABALHO/DEFICIÊNCIAS - Em Campinas cresceu em 25% ações contra empresas

Inquéritos por discriminação de deficientes no trabalho crescem 25%

Em 2011, foram 28 processos contra 35 no ano passado em Campinas.
Infração faz órgão cogitarem criação de banco de dados com currículos
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O número de inquéritos em andamento no Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre o descumprimento de cotas de deficientes no corpo de funcionários de empresas na região deCampinas cresceu 25% em 2012 em relação a 2011. O problema recorrente fez com que órgãos públicos debatessem, nesta quarta-feira (27), durante fórum sobre o tema, a possibilidade de criação de uma rede de informação compartilhada entre empresas, universidades e estado com dados e currículos de deficientes em busca de emprego.
De acordo com a assessoria do MPT, em 2011, foram 28 processos contra empresas acusadas de discriminação contra pessoas com deficiência. No ano passado, foram 35 inquéritos abertos sobre este tipo de irregularidades. Para a procuradora do trabalho Renata Coelho Vieira, o aumento deve-se ao fato de a região ter recebido várias empresas de grande porte no ano passado e, além disso, pelo fato de muitas empresas com atividades em várias cidades terem sede em Campinas.
“Vieram muitas multinacionais para a região. E estas empresas chegaram aqui acostumadas com a legislação trabalhista do país de onde vieram. E foram obrigadas a se adequar à legislação brasileira”, explica a procuradora. De acordo com ela, no Brasil, uma lei federal obriga toda empresa com mais de 100 funcionários a contratar entre 2% e 5% de deficientes.
Em caso de descumprimento da norma, as empresas sofrem multa que varia de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil por trabalhador que deixou de ser contratado. Além desta autuação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a empresa pode ser alvo de uma ação civil pública e responder por danos morais coletivos. Nesse caso, em Campinas, há registro de ações no valor de até R$ 5 milhões.
Fórum
Um evento na tarde desta quarta-feira, na Unicamp, reuniu representantes do Ministério Público Estadual, da Receita Fedeal, do Ministério do Trabalho e Emprego e a secretária municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Emanuelle Alckmin.
De acordo com a assessoria do MPT, todas as autoridades se comprometeram a se mobilizar para criação da rede de informações compartilhadas para que as empresas não tentem justificar a falta de funcionários com deficiência pela dificuldade de encontrar os profissionais.
FONTE - http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2013/02/inqueritos-por-discriminacao-de-deficientes-no-trabalho-crescem-25.html