Mostrando postagens com marcador Informação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Informação. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de março de 2013

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - No Piauí luva ultrassônica ajuda pessoas cegas

Robótica melhora vida de pessoas com deficiência no Piauí
*(Imagem - foto do protótipo de luva eletrônica com uma placa eletrônica e dispositivos de tecnologia assistiva montados no Instituto Federal do Piauí)
Imagine que uma pessoa com deficiência visual tenha à sua disposição um equipamento, que durante o seu deslocamento lhe informe quando ele se aproxima de algum obstáculo, podendo assim desviar e continuar a se locomover? Parece história de filme de ficção científica, mas isso começa a se tornar realidade no Piauí. Esse e outros equipamentos voltados a melhorar a vida de pessoas com deficiência estão sendo desenvolvidos por pesquisadores piauienses nos laboratórios das universidades públicas do Estado.
A luva ultrassônica, como foi batizado o equipamento que identifica obstáculos para os deficientes visuais, foi desenvolvida pelo professor do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Marcelino Almeida, juntamente com os alunos dos cursos de sistema de informação e eletrotécnica, do campus de Parnaíba. O experimento, que ainda está na fase de protótipo, foi premiado como um dos 20 melhores projetos na Mostra Nacional de Robótica de 2012, realizada em Fortaleza-CE.
Durante reunião realizada entre representantes da secretaria estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid), da coordenadoria estadual da Juventude (Cojuv), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) e da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Piauí (Sedet), o professor Marcelino fez uma demonstração do seu experimento. O servidor da Seid, Luís Sampaio, que é deficiente visual, utilizou a luva e ficou impressionado. “Esse é um equipamento super importante, que será muito útil para pessoas com deficiência visual, como é o meu caso”, destaca Luís.
 A reunião entre os órgãos do Estado teve como objetivo encontrar alternativas para despertar em pesquisadores e estudantes o interesse em desenvolver tecnologias que ajudem as pessoas com deficiência no seu dia-a-dia. O secretário da Seid, Hélder Jacobina, conta que o Piauí deve se integrar a uma rede nacional de pesquisa já existente, que desenvolve tecnologias assistivas. “Já realizamos algumas reuniões e queremos que o Piauí faça parte da rede de pesquisa do Centro Nacional de Referência em Tecnologias Assistivas (CNRTA), que atualmente conta com 29 universidades”, explica.
Para a presidente da Fapepi, professora Bárbara Melo, é muito importante firmar essa integração entre as pessoas com deficiência com as universidades, para que se desenvolvam tecnologias voltadas a melhorar a vida dessas pessoas. O professor Marcelino ressalta que a luva ultrassônica ainda está em fase de protótipo, mas que tecnologias como essa, desenvolvidas no Piauí podem ajudar a melhorar a vida de pessoas com deficiência. O diretor Técnico-Científico da FAPEPI e professor da UESPI, Ricardo de Andrade, ressalta que a aproximação entre a academia e a sociedade é essencial para que os pesquisadores compreendam as demandas da sociedade e possam trabalhar para solucioná-las.
Luís Sampaio destacou a importância de ouvir as pessoas com deficiência durante o desenvolvimento dessas tecnologias. “Gostaria de parabenizar aqui tanto o secretário Hélder Jacobina, quanto os pesquisadores. O secretário teve a iniciativa, que para mim é louvável, de chamar as partes interessadas para descobrir o que é mais urgente nesse trabalho”, conta. Para Hélder Jacobina não há como beneficiar as pessoas com deficiência, sem a participação da parte mais interessada. “Existe uma máxima nesse segmento que diz: nada sobre nós, sem nós. E é isso que estamos procurando fazer”, afirma. 
O laboratório responsável pelo desenvolvimento de tecnologias assistivas no Piauí é o Labiras (LABoratory of Intelligent Robotics, Automation and Systemas), que é um laboratório de pesquisa sediado no Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da UESPI. O LABIRAS tem como coordenador-geral o Prof. Hermes Manoel Galvão Castelo Branco. Devido à abrangência dos temas estudados, o LABIRAS é dividido em 6 (seis) sub-grupos: Robótica, Controle e Automação, Sistemas Inteligentes, Redes de Computadores e Comunicação de Dados, Visão Computacional e Sistemas Elétricos de Potência.
fonte - http://www.cidadeverde.com/robotica-melhora-vida-de-pessoas-com-deficiencia-no-piaui-126571

LEIA TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

DOENÇAS GENÉTICAS/SAÚDE - Osteogenesis Imperfecta ainda é pouco conhecida no Brasil

Doença genética conhecida como ossos de vidro é cercada de desinformaçãoO tratamento da doença genética marcada pela fragilidade óssea é caro e centros especializados no país ainda são poucos
Diagnosticado com a doença depois do nascimento, Miguel Caldeira, 6 meses, recebe carinho da mãe, Taís (Beto Novaes/EM/D.A Press)(imagem - foto colorida de uma criança com Osteogenesis sendo abraçada com carinho por sua mâe - Diagnosticado com a doença depois do nascimento, Miguel Caldeira, 6 meses, recebe carinho da mãe, Taís)
Belo Horizonte - O instinto protetor das crias é uma reação natural dos seres vivos. Entretanto, o desconhecimento no cuidado pode levar a sofrimentos impensáveis. É o risco que correm as crianças que sofrem de osteogênese imperfeita, doença também conhecida como ossos de vidro ou ossos de cristal. O mal genético do tecido conjuntivo afeta um em cada 15 mil a 60 mil bebês (não há estudos precisos) e tem como característica principal a fragilidade óssea. Por isso, esses pequenos pacientes precisam de uma atenção especial, pois o problema costuma levar a um grande número de fraturas. Outras consequências comuns da doença são deformidades nas pernas, no fêmur e nos braços; tom azulado dos olhos; alteração na dentição; deficiência auditiva e baixa estatura.
Trata-se de uma deficiência molecular na proteína chamada colágeno tipo 1, presente nos ossos, na pele e nos tendões. Dependendo de como essa proteína é produzida, de formas diferenciadas em qualidade ou quantidade, o portador apresenta manifestações clínicas de maior ou menor severidade. De acordo com o ortopedista pediátrico Tulio Canella, a osteogênese é pouco estudada no meio médico, principalmente devido à baixa incidência. Com isso, um dos problemas mais comuns é que casos de ossos de vidro são comumente confundidos com a síndrome da criança espancada. Assim, os pais que buscam ajuda para o sofrimento do filho acabam acusados de maus-tratos, chegando, em alguns casos, a serem levados à Justiça.
Fonte - http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2013/02/11/interna_ciencia_saude,349011/doenca-genetica-conhecida-como-ossos-de-vidro-e-cercada-de-desinformacao.shtml