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sábado, 2 de março de 2013

DOENÇAS RARAS/TRATAMENTOS- Médicos na Bahia comemoram o Dia Internacional das Raras

Médicos baianos discutem doenças raras
O Dia Internacional das Doenças Raras foi celebrado nessa quinta-feira (28/2). A data, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a ocorrência de doenças que não costumam aparecer na população com frequência, foi celebrada pela Sociedade Brasileira de Patologia com discussão sobre a atual situação dos pacientes que sofrem com as doenças consideradas raras.
De acordo com Lorene Pinto, diretora da Faculdade de Medicina da Universidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA), as doenças consideradas raras não são prioridade no ensino da universidade, mas destaca que existem grupos de pesquisas no Hospital das Clínicas sobre enfermidades consideradas raras ou negligenciadas.
“Embora não seja o foco de ensino, as pesquisas desenvolvidas na Ufba têm buscado soluções, terapias ou a reabilitação de pacientes com doenças consideradas raras. Isso é um compromisso geral da medicina”, explicou a médica.
Ainda segundo a diretora, além do Hospital das Clínicas, pertencente a UFBA, existem outras unidades de referência no Estado que desenvolvem pesquisas nos assuntos na capital. “No nosso caso (UFBA) temos um grupo de imunologia que estuda vários aspectos em doenças raras. A Lupo, por exemplo, já foi considerada rara e atualmente já não é mais. Muitos pacientes na maioria mulheres fazem tratamento na unidade. Em Salvador, hoje temos grupos de pesquisas em grandes hospitais de ensino. O Roberto Santos, por exemplo, é referência na área de endocrinologia reumatologia assim como o Santa Isabel”, disse.
Aproveitando a oportunidade, a CBP traz à tona duas doenças consideradas raras como   Whipple e a Cirrose Biliar Primária (CBP).Com maior prevalência em homens a partir dos 50 anos, os portadores da doença de Whipple são frequentemente confundidos com os do vírus da AIDS, em decorrência dos sintomas apresentados. Febre, diarréia, perda de peso, dor abdominal, o escurecimento da pele e o aumento dos linfonodos  que deixam os gânglios até palpáveis, são alguns dos sintomas da doença.
“Não há uma característica típica, os sintomas são inexpressivos e até muitas vezes semelhantes à AIDS, pela perda acentuada de peso”, conta o patologista Ricardo Artigiani Neto, Diretor de Comunicação Social da SBP.
A doença de Whipple é infecciosa, transmitida por bactéria e acomete pessoas que são suscetíveis ao microorganismo, que se instala na parede intestinal. “A ciência ainda não explica como é de fato contraída a bactéria. O que se tem certeza é do comprometimento intestinal causado”, afirma Artigiani.
A doença é diagnosticada por biópsia dos linfonodos ou da parede intestinal do intestino delgado. “É o patologista que realiza esse diagnóstico, que não costuma ser fácil, pois tem que achar os bacilos com coloração especial na biópsia”, completa o diretor de comunicação social.
Características e sintomas
Por ser rara, ainda não há certeza sobre o período exato em que a pessoa fica com a bactéria no organismo. A partir do momento em que acontece a manifestação clínica, como a diarreia, o indivíduo terá o avanço da debilitação, com perda de peso de forma rápida, além de infecções secundárias.
O tratamento é realizado por antibióticos e costuma ser eficaz. “O grande problema é que essa doença é recidiva, ou seja, volta a acontecer sempre após algum tempo. Uma vez diagnosticado, o paciente deve voltar a fazer novas biópsias a cada seis meses”, finaliza Artigiani.
Já a Cirrose Biliar Primária (CBP) é uma doença autoimune e também de causa desconhecida, que afeta os pequenos ductos biliares dentro do fígado. A frequência varia de 22 a 240 casos por milhão de habitantes. É dez vezes mais comum em mulheres do que em homens e muito rara abaixo dos 30 anos de idade.
Em relação aos sintomas, o patologista e membro da SBP, Evandro Sobroza de Mello, afirma: “Atualmente há muitos casos diagnosticados em fase assintomática, usualmente por uma combinação de exames laboratoriais e os achados na biópsia do fígado. Apenas parte destes pacientes desenvolve sintomas clínicos, enquanto outra parte permanece assintomática indefinidamente. Porém, os sintomas mais característicos são intenso prurido, mais conhecido como coceira, e letargia - a perda temporária e completa da sensibilidade e do movimento por causa fisiológica. Apenas muito tardiamente na evolução da doença há descompensação de função hepática decorrente da cirrose”.
O tratamento é realizado pelo uso de um medicamento chamado ácido ursodeoxicólico, que pode levar à melhora do quadro clínico e laboratorial. “O efeito benéfico em longo prazo ainda não está bem estabelecido e pode não impedir a evolução da doença em todos os casos. Em situações avançadas, pode ser necessário o transplante de fígado”, completa Mello.
O Dia Internacional das Doenças Raras é comemorado em mais de 24 países e tem coordenação da Eurodis  (Europe Rare Diseases), que realiza campanha anual.

 fonte - http://www.tribunadabahia.com.br/2013/03/01/medicos-baianos-discutem-doencas-raras

sexta-feira, 1 de março de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - Estudo espanhol associa doença a nossa Evolução cerebral

Cientistas dizem que Alzheimer faz parte do processo evolutivo do homem
A doença de Alzheimer é o «preço» que os «Homo sapiens» devem pagar para que os seus cérebros possam evoluir, segundo um estudo apresentado na cidade de Burgos, na Espanha.

Cientistas dizem que Alzheimer faz parte do processo evolutivo do homem


*(imagem- foto colorida de duas mãos entrelaçadas, uma de uma pessoa idosa e outra não)
O estudo, realizado pelo cientista do Centro Nacional de Pesquisa Humana Emiliano Bruner e pela neuropsiquiatra Heidi Jacobs, do Instituto Alemão de Neurociência de Jülich, foi publicado na revista Journal of Alzheimer´s Disease.
Para Bruner, esse trabalho abre um novo campo de pesquisa sobre a doença, que até agora era associada aos danos celulares nas áreas temporais e frontais do cérebro.
No entanto, a pesquisa desenvolvida durante os últimos três anos tinha como objecto de estudo uma fase mais adiantada da doença de Alzheimer, caracterizada por um defeito metabólico nas áreas parietais (parte central) do cérebro, que são responsáveis pela capacidade cognitiva que diferencia o homem do resto dos animais, inclusive dos outros primatas.
O cientista também afirmou que a maior mudança no cérebro humano nos últimos 5 milhões de anos foi o desenvolvimento das áreas parietais.
A consequência é uma «grande vantagem cognitiva», apesar de causar «efeitos secundários», já que a parte central do cérebro pode apresentar temperaturas elevadas que prejudicam o seu funcionamento, além de requerer intensa actividade vascular - que pode ser associada à toxicidade e ao alto consumo de energia -, factores que geram problemas metabólicos.
De acordo com Bruner, «um motor muito potente e específico das áreas parietais é extremamente sensível, e por isso pode acabar por sofrer um processo de neurodegeneração».
Por isso, o cientista acredita que os danos causados nas áreas temporais e frontais, associados à doença de Alzheimer, não são a causa da patologia, mas uma das suas consequências.
Bruner explicou que a identificação das áreas parietais como origem do Alzheimer justifica o facto de essa doença não afectar outras espécies, já que se trata de uma zona exclusiva do «Homo sapiens».
O pesquisador reconheceu que ainda não foi possível determinar em qual momento do processo evolutivo esse problema apareceu, já que o cérebro não pode ser estudado. Além disso, indicadores da doença nunca foram encontrados nos ossos do crânio.
Ele considerou «lógico» que a selecção natural não tenha eliminado a doença de Alzheimer, pois esta surge sobretudo em idades avançadas, quando o indivíduo já não se pode reproduzir.
O cientista insistiu que o seu trabalho não procura uma cura para a doença, mas uma interpretação diferente que indica a necessidade do envolvimento de profissionais de várias disciplinas, inclusive aqueles que se dedicam aos estudos comparativos entre primatas humanos e não humanos.
FONTE - http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=618582
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET  sobre o tema: 

MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ALZHEIMER/PESQUISAS - Estudos buscam tratamentos e prevenção para a doença

Mais de cem estudos buscam cura para Alzheimer

(imagem - foto colorida de uma mulher, envelhecida, com os olhos fechados e levando à testa as duas mãos, como se fosse o esforço para se lembrar de alguma coisa)

Perda de memória, apatia, dificuldades para executar tarefas cotidianas. Estes são os sintomas iniciais da doença de Alzheimer, que se manifesta principalmente a partir dos 65 anos de idade e prejudica de maneira significativa a autonomia dos pacientes. A mais comum das doenças neurodegenerativas, ela não tem cura, mas vários estudos buscam formas mais eficientes de diagnóstico e tratamento, e exploram caminhos para a prevenção.
O professor Paulo Caramelli, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, explica que, atualmente, o tratamento à base de medicamentos é iniciado na fase sintomática da doença, com drogas capazes de atenuar os sintomas, além de reduzir a velocidade de progressão da doença, proporcionando, assim, melhora na qualidade de vida dos pacientes.
Por outro lado, o tratamento complementar consiste na aplicação de técnicas de estimulação cognitiva, como exercícios de memória, leitura, jogos, programas de terapia ocupacional, entre outros, sempre sob supervisão de profissionais de saúde. “Uma alimentação balanceada e a prática de atividade aeróbica leve e regular também são importantes para o melhor funcionamento do cérebro”, ressalta o professor.

Novas possibilidades
Paulo Caramelli afirma que há mais de cem estudos em curso com o objetivo de desenvolver tratamentos mais específicos, capazes de retardar a evolução da doença e com poucos efeitos colaterais. “As novas medicações, atualmente em fase de testes, poderão ter maior chance de êxito se administradas em fases muito iniciais da doença, idealmente quando os sintomas são bastante leves”, aponta. Para isso, grandes esforços foram feitos na última década na busca de novos métodos diagnósticos, visando à detecção mais precoce e precisa.
No curto prazo, analisa o neurologista, pode-se obter avanços nos estudos que investigam a eficácia da medicação utilizada para tratar outras enfermidades também para a doença de Alzheimer.

Vacina
Quanto ao possível desenvolvimento de uma vacina contra a doença de Alzheimer, o professor pondera que as formas testadas até o momento apresentaram problemas sérios de segurança, com grandes riscos de provocar encefalite (inflamação aguda do cérebro).
“Tratamentos eficazes em animais não necessariamente funcionam em humanos”, alerta. Para o médico, a descoberta da cura ainda depende de muitas pesquisas e o mais importante é que as novas técnicas sejam desenvolvidas e testadas com cautela, para que sejam comprovadamente eficazes e seguras.
Prevenção
A prevenção por remédios ainda não é possível, mas alguns fatores de risco para o desenvolvimento da demência já são conhecidos, como problemas cardiovasculares e o diabetes tipo 2. Prevenir estes males é uma das maneiras de também precaver o surgimento da doença de Alzheimer. “Proteger o cérebro antes da velhice também é muito importante” garante Caramelli. Evitar o abuso de álcool e drogas, manter atividade intelectual intensa ao longo de toda a vida e um convívio social frequente são algumas das formas de se incrementar a chamada “reserva cognitiva”, que favorece as conexões entre os neurônios, dificultando o processo futuro de degeneração cerebral.
fonte - http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=32271

LEIA TAMBÉM SOBRE O TEMA NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ALZHEIMER/EVOLUÇÃO - A Apatia clínica aumenta risco de morte

La apatía clínica aumenta el riesgo de mortalidad de los enfermos de Alzheimer

Alzheimer
*(imagem - foto colorida de uma mulher com uma blusa violeta que estendo um cachorro (un perro) a um senhor idoso que está sentado à sua frente, tendo outra pessoa idosa ao fundo, uma mulher de óculos - Foto Europa press/pressencia)

La aparición del síndrome de la apatía influye negativamente en los enfermos de Alzheimer, haciendo aumentar el riesgo de mortalidad de estos pacientes, según revela un equipo de investigadores del Instituto de Investigación Biomédica de Girona (IdIBGi). 

   Según ha explicado el centro en un comunicado, entre los datos más significativos, el estudio concluye que los pacientes de Alzheimer que padecen este síndrome --aproximadamente un 20% del total-- se ven afectados por un empeoramiento de su estado general de salud, con un aumento del riesgo de la mortalidad, y suponen, a la vez, una mayor carga para el cuidador.

   El objetivo de esta investigación, que se inició en 1998 y se ha alargado hasta el 2006 y forma parte de una línea de trabajo de la sintomatología no cognitiva, ha sido el de evaluar la prevalencia, incidencia, persistencia y factores de riesgo y mortalidad del síndrome de la apatía en la enfermedad del Alzheimer.

   El Alzheimer es una enfermedad degenerativa e incapacitante y en su evolución van apareciendo diferentes trastornos neuropsiquiátricos, como la apatía, que normalmente va aumentando en frecuencia y gravedad.

   Según el estudio, los pacientes con apatía evolucionan de una manera diferente a otros enfermos y se destaca la importancia de un diagnóstico precoz, ya que permitiría mejorar la calidad de vida del paciente, con ejercicios de estimulación, y de la persona o personas que están a su cargo.

   El estudio, publicado en la prestigiosa revista 'Journal of Alzheimer Disease', se ha llevado a cabo sobre una muestra de 491 pacientes diagnosticados de Alzheimer por la Unidad de Investigación del IAS (Instituto de Asistencia Sanitaria) de Girona, lo que hace que sea el estudio más completo sobre la apatía en la enfermedad de Alzheimer llevado a cabo en España.

   Esta investigación ha estado lideraba por el Grupo de Investigación del Instituto de Asistencia Sanitaria y la Unidad de Demencia del Hospital Santa Caterina de Salt, con los doctores Secundino López-Pousa, Joan Vilalta-Franch y Josep Garre-Olmo al frente; también han colaborado en ella la doctora Laia Calvó-Perxas y el doctor Oriol Turró-Garriga.

FONTE - http://www.europapress.es/catalunya/noticia-apatia-clinica-aumenta-riesgo-mortalidad-enfermos-alzheimer-20130213133522.html

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