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quarta-feira, 3 de março de 2021

Alzheimer&Prevenção - Alzheimer e diabetes: conheça a relação entre as duas doenças

 Alzheimer e Diabetes: conheça a relação entre as duas doenças 


(imagem publicada na matéria - um cérebro humano como se fosse explodido...Pint it)

Cerca de 463 milhões de pessoas com idade entre 20 e 79 anos —o que corresponde a 9,3% da população adulta mundial— têm diabetes, de acordo com a Federação Internacional do Diabetes (IDF). Em 2030, a estimativa é de que 578 milhões sofrerão com a doença, e, em 2045, 700 milhões. Caracterizada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que controla a quantidade de glicose (açúcar) no sangue e garante energia para o organismo, essa patologia crônica cada vez mais tem sido considerada um fator de risco para o desenvolvimento de diversas comorbidades, muitas graves.

Caracterizada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que controla a quantidade de glicose (açúcar) no sangue e garante energia para o organismo, essa patologia crônica cada vez mais tem sido considerada um fator de risco para o desenvolvimento de diversas comorbidades, muitas graves.

Na lista das mais comuns, quando não é feito o correto controle, estão hipertensão arterial e problemas cardíacos (como infarto e AVC), renais (nefropatia) e oculares (retinopatia). Nos últimos anos, no entanto, outra condição tem sido relacionada à enfermidade e virou motivo de estudos mundo afora: o Alzheimer. 

De acordo com Hermelinda Pedrosa, membro da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e ex-presidente do Departamento de Diabetes da entidade, pesquisas apontam que pacientes com diabetes tipo 2 têm 65% mais chance de ter este tipo de demência do que os demais indivíduos. Imagem: iStock "Por causa disso, alguns autores têm chamado o Alzheimer de diabete.

"Por causa disso, alguns autores têm chamado o Alzheimer de diabetes tipo 3 e o relacionado com o estado de resistência à insulina cerebral, mas trata-se de uma nomenclatura informal e controversa. Não sabemos se ela será consolidada, até porque, antes disso, precisamos entender melhor as duas doenças e também a associação entre elas", acrescenta a especialista.

Para o endocrinologista Fabio Ferreira de Moura, membro do Departamento de Diabetes no Idoso e Imunização do Diabetes da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), a adoção do termo não deve acontecer, especialmente porque, há dois anos, pesquisadores escandinavos, após a realização de um estudo com 15 mil pacientes, propuseram uma nova classificação para a patologia, dividida em diabetes autoimune grave, diabetes insulino-deficiente grave, diabetes insulino-resistente grave, diabetes leve relacionado à obesidade e diabetes leve relacionado à idade, e não mais em tipo 1 e tipo 2.

 "Isso ainda não foi referendado, mas tem se discutido bastante e é provável que seja assim, portanto não deveremos ter nenhuma nomenclatura relacionando diabetes com Alzheimer. A associação deverá ficar apenas no campo das complicações mesmo"

Relação entre diabetes e Alzheimer: o que já se sabe Mas, afinal, por que diabéticos têm mais chance de desenvolver a doença de Alzheimer? Pedrosa aponta que mais estudos são necessários, porém, o que se sabe até agora é que quem tem essa demência apresenta maior depósito de placas amiloide no cérebro —formadas pela proteína beta-amiloide, elas atacam as conexões entre os neurônios, resultando na perda de memória—, e o que parece favorecer essa condição é justamente a resistência à insulina (neste caso, cerebral), principal característica do diabetes.

"Doenças metabólicas têm por trás um processo inflamatório, que agride, principalmente, a circulação e promove uma aceleração dos processos disfuncionais. E, como os vasos irrigam vários órgãos, isso pode ocorrer no corpo todo, inclusive no cérebro, daí a associação entre as duas patologias", explica a membro da SBEM.

Mais uma condição presente no diabetes —quando o controle não é feito de forma adequada— que, ao que tudo indica, também contribui para o aumento das placas de amiloide é a hiperglicemia (elevação dos níveis de açúcar no sangue)..

"Há uma plausibilidade biológica em relação a isso. Ainda faltam comprovações, mas são fortes os indícios de que certas particularidades do diabetes realmente aumentam a propensão para o Alzheimer", avalia Moura..

Evidências experimentais também têm relacionado o diabetes com a produção endógena de frutose, e um estudo recente, realizado pela Universidade do Colorado, dos Estados Unidos, e publicado no jornal científico Frontiers in Aging Neuroscience, propõe que a doença de Alzheimer pode ser causada justamente pela superativação desse açúcar no cérebro.

Muitas dúvidas, poucas respostas 

Apesar das pessoas com diabetes tipo 2 terem um risco aumentado para Alzheimer, é preciso ficar claro que a patologia não se manifestará em todas, até porque esse tipo de demência não tem como única causa a resistência à insulina. Na verdade, acredita-se que seja uma combinação de fatores genéticos, ambientes e sociais.

"Existem muitos pontos que precisam ser esclarecidos e entendidos, inclusive, o de que mesmo indivíduos sem diabetes podem ter resistência à insulina no cérebro", diz Pedrosa. ... 

Outra questão que aguarda respostas, aponta a especialista, é se a utilização de remédios para tratamento do diabetes em pessoas com Alzheimer, ao menos na fase inicial, seria eficaz.

"Alguns começam a apresentar boas perspectivas, como os análogos dos receptores de GLP1 (glucagon like peptide) GLP1 AR e Pioglitazona, da classe TZD (tiazodelinediona), mas, volto a repetir, ainda temos muito a aprender."

Independentemente das dúvidas, há uma certeza: a de que evitar o diabetes ou, se uma vez instalado, mantê-lo sob controle é importante para a saúde como um todo, até mesmo a cerebral.

Diante disso, a recomendação dos médicos é ter uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais e pobre em industrializados e açúcares; praticar exercícios físico de intensidade moderada regularmente (no mínimo, 150 minutos por semana); tomar os medicamentos necessários e ir às consultas médicas; parar de fumar e manter um peso saudável. 

Além disso, é fundamental gerenciar o estresse, cuidar da saúde mental, ter boas noites de sono e, para combater os declínios cognitivos, estimular o cérebro com atividades como leitura, escrita, jogos, aprendizado de algo novo, palavras-cruzadas e resolução de problemas. 

FONTE - https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/01/alzheimer-e-diabetes-conheca-a-relacao-entre-as-duas-doencas.htm

sexta-feira, 10 de março de 2017

ALZHEIMER/PESQUISAS - Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Cientistas mais perto de prevenir doença de Alzheimer

Uma equipe de investigadores dos EUA concluiu que a queda do nível de glicose no cérebro estimula os sintomas do Alzheimer, e propõem uma forma de combater a doença.


foto internet - Setembro Lilás com um cérebro em lilás, com lobo occipital desaparecendo....

A relação entre os baixos níveis de glicose no cérebro e o Alzheimer já era conhecida dos médicos, mas uma equipa de investigadores da Temple University, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que esta ligação pode ser ainda mais profunda.
Num estudo publicado na revista Translational Psychiatry, a equipa liderada pelo investigador Domenico Praticò descobriu que a descida dos níveis de glicose acontece muito antes dos primeiros sintomas (a perda de memória e as dificuldades cognitivas) e pode até motivar o aparecimento desses sintomas. Além disto, os investigadores apontam neste artigo um tratamento que pode impedir a queda dos níveis de glicose, o que, em última análise, poderá significar a prevenção do próprio Alzheimer.
Os especialistas identificaram novas provas que apontam para uma ideia que já era conhecida: o envolvimento da proteína p38 neste processo. Segundo Domenico Praticò, “há agora muitas provas de que a proteína p38 está envolvida no desenvolvimento da doença de Alzheimer“. Por isso, propõem a utilização desta proteína na produção de um medicamento para prevenir a doença.
O estudo foi feito com recurso a ratos de laboratório. Os investigadores reduziram o nível de glicose no cérebro dos animais e observaram o resultado. O que aconteceu foi que os ratos a quem foi diminuído o nível de glicose sofreram um declínio no funcionamento das células do cérebro, falharam muito mais em testes de memória e registaram uma aceleração da morte celular no cérebro – sintomas que indicam o início da doença de Alzheimer.
fonte - https://observador.pt/2017/03/09/cientistas-mais-perto-de-prevenir-o-alzheimer/
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