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sexta-feira, 7 de março de 2014

FRATURAS/AVANÇOS - Engenheiros médicos criam parafusos de seda, que poderão diminuir dores no futuro

Cientistas desenvolvem parafusos de seda para tratar fraturas

Parafusos feitos totalmente de seda foram usados pela primeira vez para tratar fraturas em cobaias.
Parafusos de seda (Gabriel Perrone/Tufts University)
(imagem - foto colorida com parafusos brancos espalhados sobre um fundo preto, feitos a partir da seda, parte dessa experiência bem sucedida com cobaias, que abrem novos caminhos com parafusos que não causariam nem dor ou infecção - fotografia de Gabriel Perchet Tufs University)
Uma equipe formada por engenheiros médicos da Universidade Tufts, do Estado americano de Massachusetts (nordeste dos EUA), e do Centro Médico Beth Israel Deaconess, também nos Estados Unidos, produziu 28 parafusos a partir de moldes nos quais foram colocadas proteínas obtidas de casulos de bicho-da-seda.
Eles foram implantados nos ossos de seis ratos por entre quatro e oito semanas, ao final das quais eles já tinham começado a se dissolver.
Os pesquisadores atribuíram o fato deles se dissolverem à fibra natural em sua composição.

Metal

A expectativa dos cientistas é que essas peças venham a substituir as de metal usadas atualmente no reparo de ossos quebrados.
Quando um osso é fraturado, placas e parafusos de metal são usados para religar e fixar as partes rompidas. Mas, além de serem rígidas e incômodas, essas peças geram risco de infecção.
Em muitos casos, elas têm de ser removidas depois que a fratura foi corrigida, o que requer uma nova cirurgia.
Materiais sintéticos usados como alternativa para evitar esses problemas são difíceis de serem implantados e podem gerar reações inflamatórias, afirmam os pesquisadores.
Já no caso da seda, além de sua composição e rigidez serem parecidas com as do osso, o fato dela ser absorvida pelo organismo torna o material promissor.
"Queremos produzir uma série de aparelhos ortopédicos baseados nessa tecnologia para os casos em que não é desejável que as peças permaneçam no corpo", diz David Kaplan, cientista-chefe do estudo, à BBC News.
"Esse tipo de material não interfere em aparelhos de raio x, não dispara alarmes e não gera sensibilidade ao frio como o metal."

Prevenindo dor

Divulgada em um estudo na publicação científica Nature Communications, a nova técnica só foi testada em cobaias até agora.
A seda já fora usada em suturas, mas recentemente tem sido aplicada também em implantes médicos.
Pesquisadores alemães cobriram próteses de silicone com uma fina camada de proteínas de seda geradas em laboratório.
Estudos pré-clínicos sugerem que isso reduz ou previne dores causadas pelos implantes.
FONTE - Helen Briggs  Da BBC News  http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140305_parafusos_seda_rb.shtml
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NENHUMA DOR A MENOS OU A MAIS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/10/nenhuma-dor-menos-ou-mais.html

quarta-feira, 5 de março de 2014

CÂNCER/BIOMEDICINA - Óculos permitem 'ver' e localizar as células cancerígenas em azul

ÓCULOS DE ALTA TECNOLOGIA PERMITEM QUE OS CIRURGIÕES 'VEJAM' O CÂNCER

Óculos  permitem ver o câncer
(imagem - foto colorida de um médico(a) com uma câmera do lado esquerdo do seu rosto, conectada a um óculos de cor branca, que é o invento criado para tornar as cirurgias de câncer mais precisas, uma esperança para o futuro da oncologia, fotografia da matéria CanalTech )

Um novo dispositivo desenvolvido por uma empresa dos Estados Unidos promete dar aos cirurgiões a capacidade de localizar, com mais facilidade, as células cancerosas durante a cirurgia, tornando as operações mais curtas, precisas e eficientes. De acordo com o Natural News, os óculos foram desenvolvidos na Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, e permitem que os médicos enxerguem as células cancerígenas em tons de azul.
A cirurgiã Julie Margenthaler, da Universidade de Washington, disse que os pesquisadores estão “nos estágios iniciais dessa tecnologia, e mais desenvolvimento e testes serão feitos, mas estamos certamente entusiasmados com os benefícios potenciais para os pacientes”. “Imagine o que significaria se esses óculos eliminassem a necessidade de cirurgia acompanhada e a dor associada, transtorno e ansiedade”, acrescentou.

De acordo com os padrões atuais de cuidados, o cirurgião precisa remover os tumores cancerosos, bem como parte dos tecidos circundantes, que podem ou não conter células cancerosas. Margenthaler afirma que cerca de 20% a 25% das pacientes com câncer de mama precisam ser submetidas a uma segunda cirurgia justamente por causa de tecidos cancerígenos restantes, mesmo com o procedimento de remoção de tecidos ao redor dos tumores e demais áreas afetadas.

“Nossa esperança é que esta nova tecnologia possa reduzir ou, idealmente, eliminar a necessidade de uma segunda cirurgia”, afirma Margenthaler. Os óculos funcionam em conjunto com uma tecnologia de vídeo personalizada, em que um display montado sobre a cabeça do médico se combina com um agente molecular – chamado “indocianina verde” –, que se liga às células cancerosas.

Em estudo publicado no Journal of Biomedical Optics, os cientistas escreveram que mesmo os tumores muito pequenos, de um milímetro de diâmetro, poderiam ser detectados usando os novos óculos. Atualmente, a universidade está tentando a aprovação da tecnologia no Food and Drug Administration – órgão dos Estados Unidos similar à Anvisa do Brasil. A aprovação da entidade é, principalmente, para o uso de um novo agente molecular que, além de se ligar especificamente às células cancerosas, permanece com essa ligação por mais tempo.

A tecnologia foi desenvolvida por uma equipe liderada por Samuel Achilefu, professor de radiologia e engenharia biomédica na Universidade de Washington. Um teste deve ser feito ainda no final deste mês, durante a operação para remover um melanoma de um paciente. Ainda há a possibilidade de adaptar o sistema para visualizar qualquer tipo de câncer.

“A limitação da cirurgia [convencional] é que [o câncer] nem sempre é claro a olho nu, a distinção entre o tecido normal e tecido canceroso é difícil”, diz Ryan Fields, professor assistente da Universidade de Washington e cirurgião no Siteman Cancer Center. “Com os óculos desenvolvidos pelo Dr. Achilefu, podemos identificar melhor o tecido que tem de ser removido”. “Esta tecnologia tem um grande potencial para os pacientes e profissionais de saúde. Nosso objetivo é ter certeza de que nenhum caso de câncer seja deixado para trás”.
Matéria completa da FONTE: http://canaltech.com.br/noticia/ciencia/Oculos-de-alta-tecnologia-permitem-que-os-cirurgioes-possam-ver-o-cancer/#ixzz2v7QGHCdQ 


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sábado, 7 de setembro de 2013

EPILEPSIA/NEUROCIRURGIA - Na PUC de Porto Alegre, RS, neuroimagem ajuda a avaliar segurança para epilépticos

Exames de imagem tornam cirurgia no cérebro para portadores de epilepsia mais segura

No Instituto do Cérebro da PUC de Porto Alegre já é possível realizar um sofisticado exame que permite aos médicos estabelecer se é ou não possível operar uma pessoa epilética com segurança.


Um dia muito especial para Neusa Maria Gattelli, uma dona de casa gaúcha de 47 anos que sofre de epilepsia desde os 25 e agora tem uma possibilidade de ficar finalmente livre da doença.
“Uma em cada quatro pessoas que sofrem de epilepsia, de crises epiléticas recorrentes, que se repetem em frequência variável, apesar de fazer o uso da medicação adequada, ir ao seu médico e tudo mais, seguem tendo crises e essas crises impactam muito na qualidade de vida dessas pessoas”, afirma André Palmini, chefe do Serviço de Neurologia do Hospital da PUC-RS.
Foi o que aconteceu com Neusa. A doença foi limitando cada vez mais a vida dela. “Eu não posso sair sozinha, eu não posso viajar, eu não posso trabalhar”, conta a dona de casa.
“O que ela vive é como se fosse uma criança adulta, sabe? A gente pensa que quer pegar para gente, repartir o problema dela, mas não tem como”, lamenta a irmã, Iris Maria Wagner, aposentada.
“A doença aumentou de uns tempos, os remédios não resolvem. Eles não me deixam cair no chão, mas eu perco consciência”, conta.
O cérebro comanda tudo o que fazemos, mas uma pequena falha nesse controle mestre pode transformar uma vida para sempre. É o que acontece com quem tem epilepsia. As causas podem ser muitas: uma pequena lesão durante o parto, uma má formação. O resultado? Uma desorganização dos sinais elétricos capaz de provocar sérias crises.
No Instituto do Cérebro da PUC de Porto Alegre já é possível realizar um sofisticado exame que permite aos médicos estabelecer se é ou não possível operar uma pessoa epilética com segurança.
“O objetivo de qualquer neurocirurgia e especialmente na cirurgia da epilepsia é retirar o foco epilético, completamente, retirar o máximo então da doença e preservar o máximo do cérebro normal, para não causar sequelas novas. Tem áreas do cérebro que pode retirar 1mm, 2mm, 3mm, que não deixa sequela nenhuma e tem outras áreas que se retirar um centímetro a pessoa para de falar, por exemplo”, afirma Eliseu Paglioli, chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital da PUC-RS.
É o desafio no caso da Neusa. Ela tem a doença do lado esquerdo do cérebro, o mesmo lado onde a maioria de nós tem a região da fala. Mas o cérebro do ser humano é capaz de tudo e quando se sente ameaçado pode reagir e criar outros caminhos para funcionar.
“Ela pode ter desenvolvido a linguagem bilateral, então que pode retirar uma parte e não vai causar sequelas, ou a linguagem pode ter se mudado toda para o outro lado, ou em uma hipótese que vai inviabilizar a cirurgia dela é a linguagem continuar no lado esquerdo, na borda da lesão, ou seja, nesses casos não se pode operar, porque você vai causar uma sequela para a qualidade de vida dela”, explica o médico Paglioli.
“Estou com bastante esperança em relação ao exame. Estou muito ansiosa, espero que resolva a minha vida! Vai resolver, eu tenho fé”, diz Neusa.
A decisão cirúrgica é um processo complexo que envolve psicólogos, médicos, linguistas. Neusa recebe um rápido treinamento. No exame ela vai ver as imagens através de um equipamento acoplado ao aparelho da ressonância. Cada vez que uma figura aparecer, Neusa deverá pensar sobre ela. O pensamento ativa a área da fala e a ressonância consegue captar isso.
As primeiras informações são promissoras: “Nós podemos ver que ela tem atividade de linguagem nos dois lados, isso é até bem comum em mulheres. A doença dela está localizada longe dessa área. Então se ela for realizar a cirurgia não vai comprometer a parte, a área de linguagem dela. Isso nos dá mais segurança ao cirurgião. Eu posso retirar essa área. Há esperança para essa paciente”, afirma Alexandre Franco, engenheiro biomédico da PUC-RS.
Em seguida, Neusa fez a cirurgia. Depois disso, não teve mais nenhuma crise.