domingo, 14 de abril de 2013

ALZHEIMER/SÍNDROME DE DOWN - Em ambas uma proteína SNX27 é associada a déficits cognitivos

Proteína da doença de Alzheimer está ligada à síndrome de Down

Grupo descobriu que falta da proteína SNX27 causa os mesmos déficits cognitivos em ambas doenças. Desafio é encontrar meios de aumentar sua produção no cérebro

O geneticista francês Jérôme Lejeune descobriu há mais de 50 anos que a síndrome de Down é causada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 21. Mas até hoje permanece o mistério acerca de porque isso compromete o desenvolvimento físico e cognitivo. Agora, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Médica Sanford-Burnham acreditam ter encontrado uma pista.
Os cientistas, que estavam investigando a doença de Alzheimer, descobriram que ratos que não possuíam uma proteína conhecida como SNX27 tinham muitos dos mesmos déficits de aprendizagem e memória que os ratos com síndrome de Down. Investigando o cérebro de pessoas com a síndrome, os pesquisadores descobriram que eles também não tinham a SNX27. 
Embora o cromossomo 21 não esteja diretamente envolvido na produção SNX27, ele codifica um regulador – miR-155 – que inibe sua produção. De acordo com o estudo, publicado no periódico Nature Medicine, os níveis de miR-155 no cérebro de pessoas com síndrome de Down se correlacionam quase exatamente com a redução da SNX27.
"No cérebro, a SNX27 mantém determinados receptores na superfície celular – os receptores que são necessários para os neurônios dispararem corretamente", disse o autor principal do estudo, Huaxi Xu, em um comunicado divulgado pelo instituto. "Assim, acreditamos que na síndrome de Down a falta de SNX27 é pelo menos parcialmente responsável por déficits cognitivos e de desenvolvimento."
Para testar suas descobertas, a equipe de Xu introduziu mais SNX27 nos ratos com síndrome de Down. Conforme esperado, os ratos mostraram melhoras imediatas na função cognitiva e no comportamento. Agora os pesquisadores estão investigando moléculas que possam aumentar a produção de SNX27 no cérebro humano.
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A PAGAR-SE UMA PESSOA COM SÍNDROME DE DOWN http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/pagar-se-uma-pessoa-com-sindrome-de.html

sexta-feira, 12 de abril de 2013

CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA/DIREITOS - Câmara Federal aprova Projeto 3750/08 sobre brinquedos adaptados em parques públicos

Finanças aprova adaptação de parquinhos a crianças com deficiência

Comissão analisou somente aspectos financeiros e orçamentários da proposta.

*(imagem - foto colorida de uma criança em cadeira de rodas sendo empurrada dentro de um local com suportes suspensos, amarelos e azuis, como um brinquedo em parque público, segundo a visão do desenho universal e a acessibilidade nesses espaços- foto do blog projetinho de vida)
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou na quarta-feira (10) o Projeto de Lei 3750/08, que torna obrigatórios brinquedos adaptados para crianças com deficiência em playgrounds e parquinhos públicos de todo o País. A proposta, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), tem o objetivo de contribuir para a socialização dessas crianças.
O relator, deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), analisou apenas os aspectos financeiros e orçamentários da proposta e concluiu que ela não implica em aumento ou diminuição de receitas ou despesas públicas da União, mas dos municípios.
Conforme a Constituição, compete aos municípios organizar e prestar os serviços públicos de interesse local. Por esse motivo, a matéria foi aprovada com emenda que eliminou a previsão de que as despesas estariam previstas no Orçamento da União.
Alfredo Kaefer lembrou ainda que a Lei da Acessibilidade (10.098/00) já determina que os parques de diversões, públicos e privados, devem adaptar pelo menos 5% de cada brinquedo e identificá-lo para utilização por pessoas com deficiência.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta também já havia sido aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Daniella Cronemberger

quinta-feira, 11 de abril de 2013

PARKINSON/AVANÇOS- Muitas conquistas em muitos caminhos para a luta contra a doença no seu dia mundial

A luta contra o Parkinson
No Dia Mundial da Doença de Parkinson, a CH On-line apresenta alguns avanços recentes nos estudos e tratamentos da enfermidade, que ainda não tem causa nem cura conhecidas.
 Déborah Araujo
Neuroestimulador usado no DBS
(imagem - reprodução em azul com um homem que tem o aparelho de estimulação implantado que é descrito como: Implantado sob a pele do peito do paciente, o neuroestimulador usado no DBS é um dispositivo parecido com o marca-passo. Ele envia estímulos elétricos por meio de eletrodos colocados em áreas específicas do cérebro, ajudando o parkinsoniano a controlar seus movimentos. (imagem: Medtronic Brasil)
Hoje, 11 de abril, é o Dia Mundial da Doença de Parkinson. A data faz referência ao nascimento de James Parkinson, médico inglês que descreveu a enfermidade em 1817. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 a 2% da população acima dos 65 anos sofre com a doença em todo o planeta. No Brasil, as estatísticas sobem para 3,3% entre pessoas com mais de 70 anos.
A medicina ainda desconhece a causa da doença. Ela pode se desenvolver, a princípio, em qualquer pessoa, mesmo sem histórico de Parkinson na família. O que os especialistas sabem é que ela ataca os neurônios no sistema nervoso, especialmente os que estão localizados em uma região profunda do encéfalo chamada substância negra.
“Essa região abriga a maior parte dos neurônios que produzem dopamina, o neurotransmissor mais afetado pela doença, utilizado pelos neurônios para comunicar-se entre si e, assim, realizar o controle dos movimentos”, explica o neurocirurgião Erich Fonoff, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP). “Por isso o parkinsoniano tem tanta dificuldade de movimentar-se.”
Além da dificuldade motora, Fonoff acrescenta que o Parkinson também pode envolver outros sintomas, como dor crônica nos membros, alterações de equilíbrio e no olfato, prisão de ventre, hipersalivação, depressão e alterações de sono.
A doença ainda não tem cura, mas há tratamentos direcionados à maior coordenação dos movimentos e, consequentemente, à melhora da qualidade de vida do paciente.

Ampliando o alvo
Dentre as terapias usadas hoje no tratamento do Parkinson está a estimulação cerebral profunda (DBS, na sigla em inglês), que consiste na administração de corrente elétrica controlada para melhorar o controle dos movimentos do corpo.
A DBS – iniciada no fim da década de 1980 – tem sido usada atualmente como um recurso adicional para pacientes de doença de Parkinson em estágio avançado, ou seja, com complicações motoras incapacitantes. Pesquisa recente comprovou, no entanto, que a terapia também pode trazer benefícios para parkinsonianos em estágio intermediário.
EarlyStim é o primeiro grande estudo multicêntrico a enfocar pacientes em fase intermediária da doença. Envolveu 251 participantes em 17 instituições na Alemanha e na França, entre 2006 e 2012. “Os resultados mostram que o tratamento traz melhoras para o paciente em relação à qualidade de vida, aos sinais motores, ao humor, ao seu ajustamento psicossocial e às atividades da vida diária”, afirma o neurologista Michael Schüpbach, do Hospital Universitário Pitié-Salpêtrière, uma das instituições francesas que participaram da pesquisa.
Schüpbach explica que a DBS era recomendada só em último caso por ser invasiva: requer a implantação cirúrgica de um neuroestimulador sob a pele do peito do paciente. Esse dispositivo envia estímulos elétricos ao cérebro por meio de eletrodos também inseridos cirurgicamente sob a pele, em áreas específicas do órgão.
De acordo com Juan Carlos Varela, gerente no Brasil de uma das unidades da Medtronic – empresa que produz o neuroestimulador –, a recuperação do paciente é, em geral, rápida e o procedimento é reversível, ou seja, o dispositivo pode ser removido em caso de complicações. Uma vez dentro do paciente, o neuroestimulador pode ser programado e ajustado de forma não invasiva por um neurologista treinado, a fim de maximizar o controle dos sintomas e minimizar os efeitos colaterais.
Isto leva a outra desvantagem do DBS: o alto custo. Além dos gastos com o próprio dispositivo e a cirurgia, esse tratamento requer o acompanhamento de especialistas, entre outros recursos, para sua manutenção.
De acordo com o neurocirurgião Erich Fonoff, a estimulação cerebral profunda, aplicada no alvo corretamente escolhido, induz modificações nas oscilações cerebrais ocasionadas pela perda dos neurônios que produzem dopamina, ajudando o parkinsoniano a controlar seus movimentos e recuperar a autonomia.

Esforços brasileiros

Em estudo colaborativo envolvendo o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Sírio Libanês de São Paulo, parkinsonianos com indicação estrita de implante de DBS serão tratados comparativamente utilizando-se dois alvos diferentes, que até o momento a literatura médica sugere serem equivalentes.
Esses pacientes serão avaliados em termos de desempenho motor, eventuais mudanças de peso corporal, dosagens de neurotransmissores e seus efeitos sobre os sintomas motores e não motores da doença. “Esse estudo é muito importante para o Brasil, pois vai beneficiar muitos pacientes e produzir conhecimento de ponta partindo de instituições brasileiras”, afirma Fonoff.
Entre as iniciativas brasileiras recentes na área, destaca-se também um projeto de pesquisa que pretende ampliar a compreensão sobre a doença de Parkinson com a ajuda de um sensor em forma de caneta. O estudo, que já está em fase final, é coordenado pela otorrinolaringologista Silke Weber, do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Com a ajuda do equipamento – denominado caneta biométrica BiSP –, o projeto se propõe a examinar periodicamente as minúcias de movimentos manuais voluntários de pacientes parkinsonianos, acompanhar a evolução da execução dos movimentos e as respostas aos tratamentos usados, assim comcomparar esses dados com os de pessoas saudáveis. De acordo com Weber, a precisão dos testes realizados com ajuda da caneta tem atingido índices de até 99% de acerto.
No que tange aos tratamentos com fármacos, o Brasil começou a produzir, no início deste ano, medicamento já usado no combate ao Parkinson à base de dicloridrato de pramipexol. Essa substância tem composição molecular e função semelhantes às da dopamina. “A molécula do remédio tem efeito semelhante ao da molécula do neurotransmissor na comunicação entre os neurônios que controlam os movimentos”, explica o neurocirurgião Erich Fonoff
A produção do medicamento no Brasil é fruto de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmanguinhos/Fiocruz) e o laboratório alemão Boehringer Ingelheim. A previsão é que, em 2018, a demanda nacional do pramipexol seja totalmente atendida pela unidade da Fiocruz e distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que, além de ser boa notícia para a saúde, também trará benefícios econômicos para o país. 
VEJA O VÍDEO SOBRE O MEDICAMENTO PRODUZIDO PELA FIOCRUZ - NO LINK DA MATÉRIAhttp://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/a-luta-contra-o-parkinson

AUTISMOS/GENÉTICA - Gene do X Frágil é estudado em sua ligação com autismo

Gene do X  Frágil seria a chave para desvendar mistério do autismo?
Continuam as notícias emocionantes de avanços na pesquisa sobre o gene Frágil X e suas ligações com o autismo. Novas pesquisas estão descobrindo mais vias que ligam Frágil X e autismo. Além disso, cresce no Congresso apoio bipartidário para continuar a aumentar o sucesso da pesquisa do Frágil X com financiamento federal. 
Os pais com crianças inscritas em pesquisas clínicas promissoras sobre fármacos em todos os EUA estão sensibilizando as pessoas por meio de mídia social e tradicional, bem como diretamente junto aos representantes eleitos. Posteriormente nesta primavera do Hemisfério Norte, o congressista Greg Harper (R-MS) e a National Fragile X Foundation organizarão uma mesa redonda no Congresso para discutir como melhor entender o potencial pleno dessas descobertas revolucionárias de pesquisa que ligam Frágil X e autismo. 
A Casa Branca também vê claramente este potencial, uma vez que o projeto de mapeamento do cérebro de $100 milhões certamente acelerará o ritmo da conquista do Frágil X e autismo. Membros da Câmara de Representantes devem também editar legislação posteriormente neste mês para realocar até $200 milhões de financiamento público de eleições presidenciais e convenções partidárias para pesquisa do NIH.
FONTE: National Fragile X Foundation
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AUTISMO – TODOS PODEMOS SER/NOS TORNAR UM POUCO AZUIS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/04/autismo-todos-podemos-sernos-tornar-um.html

quarta-feira, 10 de abril de 2013

GUERRAS/INFÂNCIA - As principais vítimas de abusos sexuais são as Crianças nas guerras (Save the Children)

Crianças são as principais vítimas de violação e outros abusos sexuais em zonas de conflito 
Relatório da organização Save the Children revela "os horrores escondidos da guerra".

(imagem - foto colorida com duas crianças negras, africanas, de costas, com um cenário de ruínas à sua frente, com roupas que demonstra sua situação de violência social e pobreza - fotografia de Finbarr O'Really-Reuters)

Em algumas zonas de conflito, como a Libéria e a Serra Leoa, mais de 70 por cento das vítimas de violência sexual são crianças, alerta a organização não-governamental Save the Children. Há relatos de bebés de dois anos abusados sexualmente por professores, líderes religiosos e elementos de forças de manutenção da paz.

No relatório "Unspeakable Crimes Against Children – Sexual Violence in Conflict" (Crimes Indizíveis Contra as Crianças – violência sexual em conflitos), divulgado nesta semana, a associação britânica descreve a violência sexual exercida sobre as crianças em zonas de conflito como "os horrores escondidos da guerra". De acordo com o documento, a maioria das vítimas de abusos sexuais nestas regiões são crianças.

O relatório está cheio de testemunhos de violações em países como o Mali, a República Democrática do Congo, a Somália ou a Colômbia, entre outros. "A rapariga que eles levaram tinha 16 anos. Estavam fardados, estavam todos vestidos da mesma forma. Taparam-lhe os olhos para que ela não os reconhecesse. Tinham armas. Eram cinco e obrigaram-na a dormir com eles. Não lhe bateram, mas desonraram-na", conta a maliana Maimouna, que descreve o sequestro e a violação de uma amiga.

"É chocante que em zonas de conflito em todo o mundo haja crianças a serem violadas a este ritmo alarmante", disse à agência Reuters o diretor executivo da Save the Children, Justin Forsyth. "A violência sexual é um dos horrores escondidos da guerra e está a destruir vidas", lamentou o responsável.

Na República Democrática do Congo, por exemplo, quase dois terços dos casos de abusos sexuais registados pela ONU em 2008 envolveram crianças, a maioria adolescentes do sexo feminino.

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ADEUS ÀS ARMAS - Sem Tiros no Futuro ou Cem tiros? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/05/adeus-as-armas-sem-tiros-no-futuro-ou.html

SAÚDE PÚBLICA/RECURSOS - Comissão irá discutir os 10% das receitas da União para a Saúde

Câmara instala comissão para discutir financiamento público da saúde

Grupo formulará propostas para garantir a destinação de, no mínimo 10% das receitas correntes brutas da União para o setor.
Ato Público em Defesa da Saúde (Saúde+10)
(imagem - foto colorida de uma passeata com muitas pessoas e faixas na defesa do SUS, da Saúde Pública como direito e de um orçamento de 10% das receitas para a Saúde - fotografia de Zeca Ribeiro - Câmara dos Deputados) 
Sociedade civil organizada e parlamentares estão mobilizados por mais recursos para a saúde. No mesmo dia em que dezenas de entidades se organizaram em uma marcha pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso em defesa da saúde, a Câmara instalou uma comissão especial para discutir o financiamento público do setor. A ideia é, principalmente, garantir a destinação de, no mínimo, 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde.
Segundo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a regulamentação da Emenda 29, em 2012 (Lei Complementar 141/12), não produziu a solução esperada. Por isso, na avaliação do presidente, o tema volta à discussão. “Essa comissão especial vai buscar caminhos, propostas, um diálogo produtivo com o governo para que encontremos uma solução que venha a atender a expectativa imensa do Brasil, de todos os estados, que é dar uma saúde de respeito e altivez ao cidadão”, afirmou o presidente.
A comissão especial será presidida pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que também é coordenador da Frente Parlamentar da Saúde. Perondi é ainda autor de analisa projeto de lei complementar para destinar 10% das receitas da União para a Saúde (PLP 123/12). O relator será o deputado Rogério Carvalho (PT-SE).
Foi escolhido 1º vice-presidente o Mandetta (DEM-MS);  2º vice o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) e 3º vice o deputado Dr. Paulo César (PSD-RJ).

Iniciativa popular
As entidades da sociedade civil organizadas no Movimento Nacional em Defesa da Saúde, Saúde + 10, também coletam há um ano assinaturas para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular com teor semelhante. Até o momento, cerca de 1,2 milhão de assinaturas foram coletadas. É necessário o apoio de, pelo menos, 1,3 milhão de cidadãos, mas a meta do movimento é superar essa marca, como destaca o coordenador do Saúde + 10, Ronald dos Santos.
“Na nossa avaliação, é possível a gente passar de dois milhões de assinaturas. Essa demanda é do povo brasileiro. Por isso, um projeto de iniciativa popular”, disse.
O movimento calcula que, com 10% das receitas da União para a Saúde, seriam garantidos mais R$ 45 bilhões por ano ao setor. O dinheiro, segundo a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, ainda não seria suficiente, mas já seria um passo importante.

"No Norte e no Nordeste, o SUS é muito mais fragilizado, mais caro fazer saúde nesses lugares. Estamos discutindo a prioridade à atenção básica, a estruturação a rede pública de saúde nas capitais, mas sobretudo no interior do País”, afirmou Para ela é preciso valorizar os profissionais da área e alertou para a grande desigualdade salarial.

Internação compulsóriaAlém de reivindicar mais recursos para a saúde, o movimento nacional em defesa do setor também defendeu a rejeição do projeto que prevê a internação compulsória de dependentes de drogas (PL 7663/10), pronto para a pauta do Plenário. Na avaliação do Conselho Federal de Psicologia, que participa do movimento, a internação compulsória não resolve o problema e equipara o usuário a um criminoso.
Reportagem - Ana Raquel Macedo
Edição – Rachel Librelon

CÂNCER DE PRÓSTATA/GENES - Presença de gene BRCA2 torna o câncer mais agressivo e grave

Cientistas descobrem gene por trás de câncer agressivo de próstata
Homens que sofrem câncer de próstata e que carregam um gene mutante podem desenvolver a forma mais agressiva da doença, alertam especialistas britânicos.
tumor na próstata
(imagem - foto colorida de uma célula mutante de câncer vista ao microscópio, seu processo de duplicação, nas cores predominantes de amarelo e violeta, fotografia de divulgação BBC)

Agora, os pesquisadores do Institute of Cancer Research, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust acreditam que, além de terem mais probabilidade de ter câncer de próstata, homens que carregam o gene BRCA2 têm menos chances de sobreviver a formas agressivas do tumor.O gene BRCA2 está geralmente relacionado a formas hereditárias de câncer de mama, próstata e ovário.
O câncer de próstata pode se desenvolver devagar ou rapidamente, algo difícil de prever nos estágios iniciais da doença. Muitos homens convivem com o tumor a vida inteira sem manifestar sintomas. Muitos nem precisam de tratamento.
Mas os cientistas alertam que os que sofrem de câncer de próstata e têm o gene defeituoso devem ser tratados o mais rapidamente possível porque neles há probabilidade maior de o tumor se espalhar.

Tratamento imediato

O professor Ros Eeles e seus colegas analisaram pacientes de câncer de próstata, incluindo 61 homens com o gene BRCA2, 18 com uma mutação genética similar conhecida como BRCA1 e outros 1.940 sem mutações genéticas.
Eles concluíram que os pacientes com a mutação BRCA2 tinham menor chance de sobreviver ao câncer, vivendo cerca de seis anos e meio após o diagnóstico. Já os pacientes com a mutação BRCA1 e os que não apresentavam qualquer mutação viveram quase 13 anos após o tumor ser detectado.
Os cientistas observaram que os pacientes com o gene BRCA2 ainda tinham mais chance de apresentar a forma mais avançada da doença já na época do diagnóstico.
Na avaliação do professor Eeles, "faz sentido começar a tratar esses pacientes com cirurgia ou radioterapia imediatamente, ainda nos primeiros estágios da doença".
A médica Julie Sharp, da organização Cancer Research UK, diz que o estudo sugere que os médicos devem considerar tratar este grupo de pacientes muito antes do que fazem atualmente.
"Este é o maior estudo já feito sobre a relação entre câncer de próstata e o gene mutante, mostrando que os médicos devem começar tratamento logo, em vez de aguardar para ver como a doença se desenvolve", diz Sharp.
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EU, VOCÊ, NÓS E O CÂNCER.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/eu-voce-nos-e-o-cancer.html 

SAÚDE PÚBLICA/RECURSOS - Apesar de crescimento nos gastos em/com Saúde, Brasil vive contradição

Gastos públicos crescem, mas modelo de saúde ainda vive contradição no Brasil
Apesar do investimento substancial em saúde nos últimos anos, o Brasil ainda vive uma contradição: é um país onde a população paga de seu próprio bolso mais de 50% dos gastos no setor, embora tenha um sistema público de saúde ''gratuito e universal''.
*(imagem - foto de uma reportagem de jornal com o título "Fila em posto chega a ter 2 mil pessoas" - com a fotografia colorida, ao centro, de uma uma mulher na porta do posto com um papel na mão com a legenda dizendo que a pessoa espera há 8 meses por um tratamento para sua bursite)
A contradição é apontada por especialistas com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) compilados pela BBC Brasil.
Parcela do orçamento dos governos investida na saúde *Os números revelam que, em 2011 - os últimos dados disponíveis - os gastos privados com a saúde responderam por cerca de 54% das despesas totais na área, enquanto que o governo financiou os 46% restantes.  
A taxa é inversamente proporcional à de muitos países ricos e de alguns emergentes, em que a maior parte dos investimentos na saúde é feita pelos governos, como é o caso da Noruega (86%), Luxemburgo (84%), Grã-Bretanha (83%) e Japão (80%), além de Turquia (75%), Colômbia (74%) e Uruguai (68%).
Segundo a OMS, no Brasil a parcela do orçamento federal destinada à saúde (em torno de 8,7%) também é menor, inclusive, do que a média dos países africanos (10,6%) e a média mundial (11,7%). Dez anos atrás, no entanto, a situação era ainda pior: apenas 4,7% dos gastos públicos eram investidos na saúde.
Os dados também mostram que o gasto anual do governo com a saúde de cada brasileiro (US$ 477 ou R$ 954), apesar de ter mais do que dobrado na última década, permanece em um patamar inferior à média mundial (US$ 716 ou R$ 1432) e representa apenas uma fração do que países ricos destinam a seus cidadãos.
Em Luxemburgo, por exemplo, que lidera a lista, o governo gasta, por ano, US$ 5,8 mil (R$ 11,6 mil) na saúde de cada habitante, ou 12 vezes o valor do Brasil.
Países vizinhos, como Argentina (US$ 869 ou R$ 1.738) e Chile (US$ 607 ou R$ 1.214), também destinam mais recursos na saúde de seus habitantes.
"Os dados evidenciam que o nosso sistema público de saúde está subfinanciado e necessita de mais aportes de modo a permanecer gratuito e universal", defende Lígia Bahia, professora da UFRJ e uma das maiores especialistas do setor no Brasil.

Bolsa-saúde?

Especialistas também criticaram um eventual pacote de estímulos a operadoras de assistência médica privadas como forma de desafogar a saúde pública e ampliar o número de atendimentos na área.
''Esse dinheiro deveria financiar o SUS, que necessita de mais recursos. Do contrário, trata-se de um passo à privatização do sistema de saúde'', argumenta Thelman Madeira de Souza, ex-funcionário do Ministério da Saúde e analista da área.
Conforme noticiou o jornal Folha de São Paulo no final de fevereiro, o governo teria mantido conversas internas para lançar medidas de incentivo aos planos de saúde, incluindo desonerações fiscais e linhas de financiamento.
Em nota enviada à BBC Brasil, entretanto, o Ministério da Saúde negou a informação.
''Não foi apresentada, nem discutida pelo governo federal proposta de ampliar a isenção fiscal do Imposto de Renda para planos de saúde. Essa proposta não existe na agência regulatória da ANS.''
PARCELA DO ORÇAMENTO INVESTIDA EM SAÚDE -
Suíça – 21%
Holanda – 20,6%
Argentina – 20,4%
Estados Unidos – 19,8%
Colômbia – 18,5%
Alemanha – 18,5%
Japão – 18,2%
Noruega – 17,7%
Chile – 15,1%
China – 12,5%
Brasil – 8,7%
Índia – 8%
Afeganistão – 3,3%
Média mundial – 11,7%
Fonte: OMS/2011

Gasto em saúde por habitante (em US$)*

Luxemburgo – 5,8 mil
Noruega – 4,8 mil
Holanda – 4,4 mil
Estados Unidos – 3,9 mil
Suíça – 3,6 mil
Argentina – 869
Chile – 607
Brasil – 477
Nigéria – 51
Média mundial – 716
Fonte: OMS/2011
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SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/10/saude-mental-quando-bioetica-se_11.html


segunda-feira, 8 de abril de 2013

SÍNDROME DE DOWN/PRECONCEITOS - ONU afirma a existência de preconceitos com a Trissomia 21

ONU Discriminação contra as pessoas com Trissomia 21 existe em muitos níveis
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, declarou esta quarta-feira (em 21 de Março de 2013), por ocasião do dia mundial da síndrome de Down (Trissomia 21), que a discriminação contra as pessoas portadoras desta doença (QUE É UMA CONDIÇÃO LIGADA À GENÉTICA) e suas famílias existe a muitos níveis.
Discriminação contra as pessoas com Trissomia 21 existe a muitos níveis
(imagem - foto colorida de duas pessoas com síndrome de down, duas moças com sorrisos diante de um espelho que as reflete no momento em fazem laços nos cabelos - fotografia de divulgação)


“A discriminação contra as pessoas portadoras de síndrome de Down e as suas famílias existe a muitos níveis. Isto fere não apenas os indivíduos que são directamente afectados, mas sociedades inteiras”, referiu Ban Ki-moon, numa mensagem hoje divulgada pela ONU.

De acordo com o secretário-geral da ONU, as pessoas com síndrome de Down, enfrentam muitas vezes o estigma, a segregação, a violência física e psicológica e a falta de igualdade de oportunidades.
Um círculo vicioso de exclusão que pode começar cedo na vida de muitas crianças, visto que a muitas crianças com síndrome de Down é negado o acesso à educação regular, ou qualquer tipo de educação”, sublinhou.

Ban Ki-moon disse que lhes são negadas oportunidades de trabalho e são impedidas, muitas vezes, de participarem na vida política e no processo democrático.

“No dia 23 de Setembro, a Assembleia-Geral irá convocar uma reunião de alto nível sobre a Deficiência e o Desenvolvimento para assegurar que as perspectivas das pessoas com deficiência, incluindo aquelas com síndrome de Down, sejam incluídas em todos os planos de desenvolvimento futuro”, acrescentou.

Segundo Ban Ki-moon, com as oportunidades e os apoios adequados todos os indivíduos que vivem com síndrome de Down podem atingir o seu potencial, realizar os seus direitos humanos em condições de igualdade com os outros e dar um contributo importante para a sociedade.

“Devemos, portanto, intensificar os nossos esforços para criar condições de formação que permitam a participação significativa de pessoas portadoras da síndrome de Down”, indicou.
“Trabalhando juntos, podemos ajudar a construir um mundo equitativo, justo e inclusivo, que celebre a diversidade, livre de discriminação, e que ofereça oportunidades iguais para todos, sublinhou ainda o secretário-geral da ONU.
FONTE - http://www.noticiasaominuto.com/mundo/56028/discrimina%C3%A7%C3%A3o-contra-as-pessoas-com-trissomia-21-existe-a-muitos-n%C3%ADveis#.UWNypZM3uSo
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01 NEGRO + 01 DOWN + 01 POETA = 01 Dia para não esquecer de incluir http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/03/01-negro-01-down-01-poeta-01-dia-para.html



SAÚDE/VIOLÊNCIA SEXUAL - Portaria 528/2013 define regras para Atenção Integral às Pessoas em situação de Violência Sexual

Definidas as regras para o funcionamento dos Serviços de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência Sexual no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta segunda-feira, 1.° de abril, foi publicada no Diário Oficial da União, a Portaria 528/2013 que define as regras para a habilitação e o funcionamento dos Serviços de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência Sexual no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a portaria, as ações em Saúde serão organizadas da seguinte forma: Serviço de Atenção Integral para Mulheres em Situação de Violência Sexual; Serviço de Atenção à Interrupção de Gravidez nos Casos Previstos em Lei; Serviços de Atenção Integral à Saúde de Crianças; e Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Situação de Violência Sexual; Serviço de Atenção Integral para Homens, pessoas idosas  em Situação de Violência Sexual; e Serviço de Atenção Integral para Pessoas Idosas em Situação de Violência Sexual.
Segundo o texto, compete aos hospitais gerais, maternidades, pronto-socorros e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) prestar serviços como acolhimento; atendimento clínico; atendimento psicológico; dispensação e administração de medicamentos; notificação compulsória institucionalizada; referência laboratorial para exames necessários; e referência para coleta de vestígios de violência sexual. Esse atendimento integra a universalidade e a integralidade da atenção à Saúde.
Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a violência é uma questão e um problema de Saúde Pública.  Em diversos casos, o medo de represálias leva profissionais da área a não denunciar casos suspeitos de violência contra crianças. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a notificação aos órgãos competentes nos casos de violência contra menores. A notificação obrigatória de casos suspeitos ou confirmados de violência é reforçada para quem atende no SUS.
A CNM alerta os Municípios para a importância do tema, tendo em vista que atualmente a violência é pauta de constante discussão. Os gestores devem ficar atentos para a necessidade de notificar os casos de violência suspeitos ou confirmados aos órgãos competentes, já que a violência é um problema de saúde pública.