quinta-feira, 13 de junho de 2013

CRIANÇAS/GUERRAS - Relatório aponta a situação dramática de crianças na SÍRIA e MALI

Conflitos armados criam ameaças sem precedentes para as crianças

Relatório sobre o tema foi apresentado pela representante especial do Secretário-Geral, Leila Zerrougui; documento inclui exemplos de dezenas de países, como Síria e Mali. 

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

(imagem- foto colorida de Leila Zerrougui, uma mulher de óculos falando em um microfone - fotografia da matéria ONU)
Crianças vivendo em meio a conflitos armados enfrentam "ameaças sem precedentes", como recrutamento, violência sexual, assassinatos, mutilação e ataques contra hospitais e escolas.
Essas graves violações estão no último relatório anual sobre crianças e conflitos armados, divulgado na quarta-feira pela representante-especial do Secretário-Geral para o tema.
Preocupação
Segundo Leila Zerrougui, em 2012 o mundo viu situações "preocupantes na Síria, Mali e República Centro Africana". O relatório traz informações sobre esses e outros 18 países.
O Exército de Resistência do Senhor também é citado no documento, já que suas ações tem impacto na vida das crianças da República Democrática do Congo, República Centro Africana e Sudão do Sul.
Lista
O relatório lista 55 grupos ou forças armadas responsáveis pelo recrutamento de crianças durante os conflitos, violência sexual e assassinatos.
O Secretário-Geral Ban Ki-moon diz no documento que o peso dos conflitos nas crianças é "inaceitável e intolerável" e apela aos governos para o fim imediato de bombardeios em áreas civis.
Sobre a Síria, a ONU recebeu relatos de crianças mortas ou feridas por bombas, atiradores, usadas como escudo humano ou vítimas de "táticas de terror". Meninos de apenas 10 anos foram recrutados por grupos armados.
Escolas
Milhares de crianças sírias sofrem com ataques a escolas, hospitais e casas. Até o fim de fevereiro, 69 professores foram assassinados e mais de 2,4 mil escolas foram danificadas. Em algumas áreas, as crianças não frequentam a escola há mais de um ano e meio.
Leila Zerrougui disse que planeja ir para a região no fim do mês e deve visitar a Síria, Jordânia, Líbano, Iraque e Turquia.
No Mali, ataques de grupos armados no norte do país deixaram 86% dos estudantes fora da escola. Centenas de crianças, a maioria meninos de 12 a 15 anos, lutaram em conflitos. E mais de 200 meninas foram estupradas ou forçadas a casar.
Ao apresentar o relatório, Leila Zerrougui também ressaltou a importância do fim da impunidade para essas graves violações contra crianças e de levar os responsáveis à justiça.
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UMA VIOLÊNCIA COTIDIANA E BANAL? A VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/06/uma-violencia-cotidiana-violacao-de.html

quarta-feira, 12 de junho de 2013

AUTISMO/TRABALHO - Mercado de trabalho corporativo busca a Neurodiversidade dos Autistas

Autistas encontram espaço no mercado de trabalho corporativo

Grandes empresas estão apostando em capacidades específicas do transtorno como diferenciais para o sucesso em algumas atividades

*(imagem - foto da matéria colorida com um ambiente de trabalho com homens e mulheres, separados por baias, com computadores e telas à sua frente - Thinkstock/Getty Images)
Alguns chamam isso de diversidade neurológica, outros veem como uma revanche contra o preconceito que sempre cercou os autistas.
Expressando a convicção de que "a inovação vem das bordas", a empresa alemã SAP, gigante na área de software, lançou no mês passado uma campanha de recrutamento dirigida para atrair pessoas com autismo a trabalhar como testadores de software.
Uma semana depois, a empresa americana de financiamento Freddie Mac anunciou uma segunda rodada de estágios remunerados, voltados especificamente para alunos autistas ou recém-formados com a mesma condição.
As duas multinacionais dizem que esperam aproveitar os talentos únicos das pessoas autistas, como também conceder a elas, anteriormente marginalizadas no mercado de trabalho, uma oportunidade para prosperar no emprego.
"Somente por meio da contratação de pessoas que pensam de forma diferente e desencadeiam a inovação, a SAP estará preparada para lidar com os desafios do século 21", disse Luisa Delgado, do departamento de Recursos Humanos da empresa.
Para Ari Ne'eman, presidente da Autistic Self Advocacy Network (ASAN), com sede em Washington (EUA), e membro do Conselho Nacional dos Estados Unidos sobre Deficiência, as mudanças são bem-vindas e bem atrasadas.
Precisamos ver a diversidade neurológica da mesma forma como vimos, no passado, os esforços para a diversidade no local de trabalho, com base em raça, gênero e orientação sexual", disse ele.
Estima-se que os distúrbios do espectro autista, incluindo a síndrome de Asperger ou autismo de alto funcionamento, podem afetar cerca 1% da população mundial. Os distúrbios são causados ​​por uma combinação de fatores genéticos e ambientais e pode variar de retardo mental grave, com uma profunda incapacidade de se comunicar, a sintomas relativamente leves, combinados com alguns altos níveis de funcionamento, como aqueles observados em pessoas portadoras da síndrome de Asperger
Entre as principais características do autismo estão habilidades de comunicação deficientes e dificuldades de interação social. No autismo de alto funcionamento, recursos como foco intenso ou obsessivo e atenção constante aos detalhes também são comuns.
Estas qualidades, dizem os especialistas, bem como uma capacidade de abordar um problema de uma maneira diferente – muitas vezes de uma forma criativa ou contraditória – fazem as pessoas autistas serem potencialmente atraentes como empregados em grandes corporações.
"Historicamente, parece haver uma certa percepção de que essa população é incapaz de realizar trabalhos de nível corporativo," disse à Reuters o gerente de diversidade da Freddie’ Mac’s.
"Na realidade, autistas oferecem muito a uma organização disposta a pensar fora da caixa e ver este quadro de talentos como um 'valor agregado'”.
Obsessão e sucesso
Joshua Kendall, autor do livro "Obsessivos da América", argumenta que alguns dos maiores negócios americanos da história – e também alguns líderes políticos – em parte tiveram sucesso por conta dos traços obsessivos de personalidade.
"Essas grandes empresas não estão fazendo por bondade no coração. Estão fazendo isso agora porque perceberam que estavam perdendo alguma coisa”, disse ele em uma entrevista por telefone.
Kendall disse que a questão crucial do recrutamento é provar o sucesso e a sustentabilidade dele. E também o  quanto a sociedade vai tentar acomodar pessoas que pensam diferentemente das outras.
"São pessoas que têm sido tradicionalmente rotuladas como deficientes. Então nós queremos tratá-las ou queremos permitir que elas sejam quem são e nos adaptarmos a elas?”
A empresa alemã SAP diz que sua campanha global de recrutamento de autistas, que visa empregar 650 pessoas – em torno de 1% de sua força de trabalho – até 2020, vem depois de projetos-piloto de sucesso na Índia e na Irlanda. É um projeto colaborativo com a Specialisterne, uma consultoria dinamarquesa que coloca pessoas com autismo em empregos onde elas possam brilhar.
Ne'eman diz que até agora a maioria das empresas que manifestaram interesse nos trabalhadores autistas tendem a ser nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia em matemática. No futuro, ele diz que espera que o sucesso deles incentivem outras a tomar conhecimento sobre o assunto.
"Muitos de nós podem e têm sucesso em uma grande variedade de profissões", disse ele.
"Eu, por exemplo, sou uma pessoa autista trabalhando em políticas públicas, o que certamente não é um campo estereotipado."
Na Grã-Bretanha, apenas 15% dos adultos com autismo têm um emprego em tempo integral, diz Carol Povey, diretora da Sociedade Nacional de Autistas da Grã-Bretanha – apenas uma fração daqueles que poderiam contribuir para o mercado de trabalho, acrescenta ela.
Nos Estados Unidos, de acordo com Ne'eman, não tem sido feito estudos sobre a vida profissional de pessoas autistas, por isso dados comparativos ​​não estão disponíveis.
"É ótimo ver as organizações não apenas fazendo responsabilidade social corporativa, mas, na verdade, reconhecendo que existe um bom negócio por trás de ter mais autistas no mercado de trabalho", disse Povey.
"Essas pessoas vão contribuir para a eficácia e o crescimento do negócio."
*Por Kate Kelland
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AUTISMO – TODOS PODEMOS SER/NOS TORNAR UM POUCO AZUIS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/04/autismo-todos-podemos-sernos-tornar-um.html


segunda-feira, 10 de junho de 2013

CEGUEIRA/TECNOLOGIAS ASSISTIVAS - Na Austrália foi desenvolvido novo Olho Biônico para cegos

Australianos desenvolvem olho biônico que se conecta diretamente ao cérebro

Modelo utiliza um chip implantado na parte traseira do cérebro para receber imagens do ambiente.
Australianos desenvolvem olho biônico que se conecta diretamente ao cérebro
(
imagem - uma representação de uma cabeça humana em cinza, com o cérebro dentro e visível na cor azul escura, com um chip implantado no lobo occipital, à esquerda, que é conectado com o olho, e tendo à frente do rosto humano o desenho do óculos cibernéticos que irá 'traduzir' e transmitir pelas suas hastes as imagens para o cérebro, como um "olho biônico" - Fonte da imagem: Divulgação/Monash University)
Uma equipe de pesquisadores da Monash University, na Austrália, está desenvolvendo um modelo inovador de olho biônico que é capaz de devolver uma possibilidade de visão para pessoas que sofreram acidentes ou que tiveram doenças graves nos olhos.

O equipamento funciona com um sistema de câmera que registra imagens do ambiente e transmite esses dados, sem fio, para um chip implantado diretamente na parte traseira do cérebro, estimulando o córtex visual.

O modelo sugerido pelos pesquisadores utiliza um par de óculos com câmera instalada na parte externa e um sensor de movimento ocular na parte interna das lentes, de tal forma que seja possível registrar as imagens de acordo com a direção do olhar.

Os óculos são equipados também com um processador digital e um transmissor de sinal, instalados nas hastes. O chip implantado logo abaixo do crânio recebe os dados do ambiente externo e estimula o córtex visual por meio de eletrodos, permitindo que o cérebro interprete as imagens.

Com um chip na cabeça


Essa tecnologia permite que cegos visualizem formas e objetos como uma série de pontos ou blocos de cores. Além disso, o sistema pode agregar outras ferramentas, como softwares de reconhecimento facial, ajudando a identificar as pessoas. “Isso significa que deficientes visuais podem entrar em uma reunião e saber quem são os presentes”, diz o diretor do projeto, o professor Arthur Lowery, em entrevista ao jornal The Guardian.

O olho biônico não utiliza o sistema óptico humano e pode solucionar casos de cegueira absoluta. O sistema é eficiente para quem perdeu a visão ou teve doenças como glaucoma ou degeneração macular, mas não é adequada para quem ainda apresenta uma visão residual. Isso porque a estimulação visual pelo aparelho é de baixa qualidade e fornece uma possibilidade diferente de reconhecer o ambiente.

Além disso, os óculos da Monash University não servem para quem não viu nada, pois o estímulo do córtex visual do cérebro visa pessoas que sabem reconhecer formas e objetos. Os pesquisadores esperam montar um protótipo até a metade do próximo ano e, se tiverem sucesso com o modelo, lançar o produto em seguida.

FONTES: http://www.tecmundo.com.br/pesquisa/40666-australianos-desenvolvem-olho-bionico-que-se-conecta-diretamente-ao-cerebro.htm#ixzz2VrqgcnIp
http://www.monash.edu.au/bioniceye/technology.html

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SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html

CÂNCER/ANTROPOLOGIA - Tumor ósseo é encontrando em neandertal que viveu há 120 mil anos

Tumor encontrado em neandertal indica origens do câncer

O tumor ósseo mais antigo antes descoberto foi encontrado em múmias egípcias de 4 mil anos; doença atingiu neandertal que viveu há 120 mil anos


Comparação entre o osso anormal de um neandertal (acima) e o de uma amostra normal (abaixo) Foto:  PLOS One / Divulgação
(imagem - foto colorida de dois pedaços de ossos humanos sobre um fundo preto, com uma régua de medição ao lado, marcando os centímetros,Comparação entre o osso anormal de um neandertal (acima) e o de uma amostra normal (abaixo) Foto: PLOS One / Divulgação ) 

Um homem-de-neandertal que viveu há 120 mil anos teve um tipo de câncer comum atualmente, de acordo com o estudo de um fóssil. Uma costela encontrada em uma caverna em Krapina, na Croácia, mostra sinais de um tumor ósseo. A descoberta é a mais antiga evidência já encontrada de um tumor em fósseis humanos, afirmaram cientistas americanos.
O estudo, publicado na revista científica PLOS One, dá pistas sobre a complexa história de câncer em seres humanos. Até então, os primeiros sinais de câncer ósseo foram identificados em múmias egípcias de 1 mil a 4 mil anos atrás
"É o mais antigo tumor encontrado no registro fóssil humano", afirmou à BBC Mundo o antropólogo David Frayer, coordenador da equipe de pesquisadores dos Estados Unidos. "Isso nos mostra que viver em um ambiente relativamente despoluído não necessariamente protege do câncer, ainda que você seja um neandertal vivendo há 120 mil anos."
História complexa
O fóssil foi descoberto em um importante sítio arqueológico que já rendeu quase 900 antigos ossos humanos, bem como ferramentas de pedra. A costela com câncer é uma amostra incompleta, então o estado geral de saúde do indivíduo com tumor não pode ser estabelecida. O tumor foi diagnosticado por um radiologista através de raios-X e tomografia computadorizada.
Apesar de esforços para extrair DNA antigo de fósseis neandertais terem se provado infrutíferos, os pesquisadores esperam que outros fósseis esclareçam a presença de câncer em seres humanos pré-históricos.
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EU, VOCÊ, NÓS E O CÂNCER. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/eu-voce-nos-e-o-cancer.html

domingo, 9 de junho de 2013

AUTISMO/GAMES - Em Portugal foi criado um jogo para ensinar crianças autistas a reconhecer emoções

Cientistas portugueses criam jogo para ajudar crianças autistas (vídeo)

O jogo visa ser uma ferramenta terapêutica para ensinar crianças autistas a reconhecer as emoções transmitidas pelas expressões faciais de um modo divertido e sem indução de stress.
Cientistas portugueses criam jogo para ajudar crianças autistas (vídeo)
*(IMAGEM - Reprodução da matéria do avatar que é usado no game e que irá responder às crianças com autismo para o reconhecimento facial de emoções, com um menino desenhado com uma imagem ao lado escrito Feliz, abaixo os logos das empresas e instituições universitárias envolvidas no projeto e criação do game)

O jogo de vídeo, chamado LIFEisGAME, foi desenvolvido com base em nova tecnologia a três dimensões e pretende ajudar as crianças com autismo a reconhecer emoções (ver vídeo de demonstração).

Em declarações à TSF, Verónica Orvalho, especialista argentina radicada em Portugal que lidera a equipa de investigadores da Universidade do Porto, explica que a ideia é que as crianças consigam aprender de um modo divertido e sem indução de stress a reconhecer as emoções transmitidas pelas expressões faciais.

O projeto da equipa multidisciplinar de investigadores em Ciências de Computadores e Ciências da Saúde da Universidade do Porto demorou três anos a ser desenvolvido.

Contou com o contributo de especialistas da Faculdade de Psicologia e de associações como a Criar, que ajudaram a equipa de investigadores a desenvolver esta tecnologia.

O protótipo do novo jogo representa um investimento superior a 230 mil euros, foi apoiado por várias instituições desde a Universidade do Porto, mas também pela Universidade do Texas e da Microsoft.

O jogo de vídeo conta já com 170 interessados em conhecer esta nova ferramenta de trabalho, que vai ser apresentada na próxima terça-feira no auditório da Faculdade de Ciências do Porto.

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O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

ACESSIBILIDADE CULTURAL/MUSEUS - Em São Paulo verba de R$1,2 milhão para ampliar acesso de cegos e surdos

Museu terá verba para 'traduzir' obras para cegos e surdos

JAIRO MARQUES
O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill
(Imagem - foto colorida de uma pessoa cega, cujas mãos tocam um relevo como de um fóssil exibido em um museu de SP, na matéria com a legenda - O deficiente visual Olavo de Barros interpreta obra em relevo na Fundação Dorina Nowill)

Os museus de São Paulo vão dispor de uma verba de R$ 1,2 milhão para tomarem medidas que possibilitem que visitantes com deficiência visual e auditiva consigam explorar seus acervos de maneira mais completa.

O dinheiro vai poder ser usado na implantação de recursos de comunicação em acervos temporários ou de longa duração.

Pessoas cegas, por exemplo, precisam de audiodescrição (recurso que narra com detalhes uma situação, objeto ou cena) ou imagens em relevo para terem uma melhor compreensão de uma obra.

Os surdos podem precisar de um intérprete de libras --língua brasileira de sinais-- ou de legendas para entenderem com mais desenvoltura determinada exibição.
A medida faz parte do programa de incentivo à cultura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Vão ser escolhidos 12 projetos que serão contemplados com verbas que variam de R$ 75 mil a R$ 137,5 mil. Pelo menos quatro deles devem ser do interior ou do litoral.
Os museus que tiverem suas iniciativas aprovadas vão ter de dar uma "contrapartida social" ao governo, como garantia de ingressos gratuitos para idosos ou ações específicas para esse público, entre outras iniciativas.

Para advogada Thays Martinez, a primeira pessoa cega a garantir acesso ao metrô de São Paulo com um cão-guia, a medida é importante, "desde que seja bem realizada".
"É preciso ter muito critério na seleção desses projetos para que eles sejam mesmo úteis. Há casos em que oportunistas pegam o dinheiro público e, em troca, oferecem um recurso precário que não ajuda ninguém."

De acordo com a secretaria, os projetos serão avaliados por um grupo de especialistas do segmento.

As inscrições podem ser feitas até 19 de julho pelo site www.cultura.sp.gov.br.
O Museu de História da USP concluiu anteontem, após dois meses, uma reforma de acessibilidade.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ACESSIBILIDADE CULTURAL/ESPAÇOS CULTURAIS - Em Fortaleza, Museus ampliam uso de Audiodescrição e Libras

Sentidos da arte - sobre acessibilidade cultural

Exposição em cartaz no Mauc terá, hoje, visita de deficientes visuais guiada pelo artista Francisco Wagner. Em Fortaleza, instituições culturais têm ampliado ações de acessibilidade
(Imagem - uma foto colorida com um jovem cego, com sua bengala branca, utilizando os recursos de audiodescrição no Memorial da Assembléia Legislativa do Ceará - fotografia de Georgia Santiago divulgação)

Entre tantos papéis sociais, a arte também tem a função de incluir. Aqueles que possuem algum tipo de necessidade especial, seja deficiência física ou intelectual, têm o mesmo direito de apreciar produtos artísticos. Cabe aos equipamentos culturais, então, se munir de ferramentas para viabilizar o acesso à arte e não só construir rampas e salas mais amplas para cadeirantes, mas também investir em tradutores de libras para deficientes auditivos e, para os deficientes visuais, o sistema braille e a audiodescrição.

Museus e galerias de arte, em Fortaleza, têm atentado para acessibilidade cultural. Atualmente, três equipamentos, pelo menos, pensaram seus acervos para a fruição de pessoas com necessidades especiais. O Memorial da Assembleia Legislativa Deputado Pontes Neto (Malce) inaugurou, em maio, sistema de acessibilidade. A exposição com acervo permanente do espaço está disponível para deficiente auditivos e visuais por meio da audiodescrição, braille e libras. Além do Malce, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS) disponibiliza sistema de audiodescrição em exposição com acervo do músico e compositor cearense Paurillo Barroso.
Já no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc), a exposição Exercício da Pintura à Óleo de Francisco Wagner terá visitação acessível para deficientes visuais guiada pelo próprio artista plástico. A visitação ocorre amanhã, a partir das 9 horas, no Mauc. A iniciativa da visita partiu do Programa de Educação Inclusiva e Acessibilidade da Universidade Federal do Ceará, projeto de extensão vinculado a Secretaria de Acessibilidade da UFC.
“Não deve haver restrição na arte. Nós, artistas, temos mais é que ampliar para que a informação possa circular de modo mais completo”, conta Francisco Wagner. O artista plástico e pedagogo acredita que a acessibilidade deve ser trabalhada em todos os espaços dedicados a arte e destaca também a importância desse público. “O grau de percepção deles é outro, nós temos muito que aprender com pessoas especiais”. Os deficientes visuais poderão ler sobre as obras por meio do braille e terão permissão de tocar nas telas.
Autora do projeto que trabalha a audiodescrição no MIS, Myreika Falcão diz que a exposição do acervo do músico Paurillo Barroso foi pensada tendo os cegos como público-alvo. “Queremos incluir os deficientes visuais e pessoas com problemas de visão. Para isso, disponibilizamos o acervo do Paurillo com várias especificidades para esse público”. Além da audiodescrição, Mireyka destaca as informações disponíveis em braille, réplica do rosto do Paurillo em alto relevo, acesso ao toque dos figurinos do músico, áudio das canções e aromas trabalhados pelo artista, que também era perfumista.
“Ainda falta interesse”
Com a inauguração do sistema de acessibilidade no memorial da Assembleia Legislativa, pessoas com deficiências auditiva e visual podem ter acesso a todo o acervo da exposição permanente. Ana Elise, coordenadora de pesquisa do memorial, entretanto, avalia que é preciso maior interesse por parte das entidades que trabalham com deficientes. “Só o empenho dos equipamentos culturais não garante a acessibilidade adequada, pois é preciso que as fundações e escolas que trabalham com pessoas com necessidades especiais ocupem esses espaços”. 
Segundo Ana Elise, a acessibilidade só será plena com a participação efetiva dos deficientes nos espaços culturais e o estabelecimento do diálogo com esse público. “É preciso que as entidades nos procurem para que possamos aperfeiçoar a acessibilidade”. Ela acrescenta que a Assembleia disponibiliza ônibus para transportar o público das instituições ao memorial.
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UMA LUZ NO FIM DO LIVROhttp://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/09/uma-luz-no-fim-do-livro.html

quinta-feira, 6 de junho de 2013

DIREITOS HUMANOS/CÂMARA FEDERAL - MAIS NÁUFRAGOS QUE NAVEGANTES? Direitos ou são ou não são?

Definição de direitos humanos divide opiniões de deputados

Parlamentares expressaram suas opiniões após a exibição de documentário “Mais náufragos que navegantes”, dirigido pelo brasileiro Guillermo Planel. Filme aborda conceito de direitos humanos em diferentes países da América Latina.
Exibição e debate do documentário “Mais náufragos que navegantes”, de Guillermo Planel. O documentário aborda conceitos sobre direitos humanos, como povos originários, gênero, orientação sexual, educação, comunicação, meio ambiente, segurança pública e ditaduras militares, em diferentes países da América Latina, como Brasil, Uruguai, Argentina, Chile e Bolívia
(imagem - foto colorida de uma mesa com os deputados e debatedores sobre o filme Mais Náufragos que Navegantes,  com microfones sobre a mesma. Fotografia de Lucio Bernado Jr. Câmara dos Deputados)
Deputados apresentaram visões diferentes nesta quinta-feira (6) sobre o conceito de direitos humanos, após a exibição na Câmara do documentário “Mais náufragos que navegantes”, dirigido pelo brasileiro Guillermo Planel. O filme aborda conceitos sobre direitos humanos, como povos originários, gênero, orientação sexual, educação, comunicação, meio ambiente, segurança pública e ditaduras militares, em diferentes países da América Latina, como Brasil, Uruguai, Argentina, Chile e Bolívia.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), disse que o principal direito humano é o direito à vida. “Falar sobre direitos humanos é falar sobre o direito à vida. A vida que vem sendo violada de todas as formas possíveis, que vem sendo arrancada das crianças dentro dos ventres das mães”, afirmou, em relação ao aborto.
Para o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, a disputa da comissão de direitos humanos da Câmara demonstra uma divergência na própria noção de direitos humanos. “De um lado tem as pessoas que defendem a dignidade humana, a pluralidade, a laicidade de Estado, o bem comum. E de outro há pessoas que querem excluir membros da sociedade da comunidade de direitos, que atualmente conduzem a comissão”, disse.
A deputada Érika Kokay (PT-DF), que também participa da frente dos Direitos Humanos, falou que é impossível dizer que se defende direitos humanos quando se discrimina, por exemplo, a comunidade LGBT. “Direitos humanos ou são universais ou são arremedos de direitos humanos.”
Direitos diferentes
O diretor do documentário disse que a noção de direitos humanos na América Latina está muito relacionada à realidade de cada país. “Na Argentina e no Uruguai o conceito está ligado à memória das ditaduras militares. Eles consideram que uma questão de cidadania, social não faz parte de direitos humanos”, disse Planel. Já no Brasil, o conceito seria entendido apenas uma bandeira “para defender bandido”, na visão do cineasta.

Ao sintetizar o conceito, Planel diz que “direitos humanos não é nada mais que a cidadania bem aplicada, é o direito à vida, a poder estudar, trabalhar, se comunicar”.
O 4º secretário da Câmara, deputado Biffi (PT-MS), elogiou o filme e disse que ele deve chegar a mais pessoas. “Temos de fazer um trabalho de conscientização, de levar esse material para as escolas, as comunidades”. A exibição foi organizada pela 4ª secretaria.
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SAÚDE MENTAL/MANICÔMIOS - Livro refaz a história do Hospício de Barbacena e sua crueldade

'Holocausto Brasileiro' resgata história de 60 mil mortos em hospício mineiro

Pacientes protegiam sua gravidez passando fezes sobre a barriga, diz autora
*(imagem promocional do livro Holocausto Brasileiro, com foto de época, com homens semelhantes aos que estão em imagens de campos de concentração nazistas, dos internos do hospício de Barbacena MG)

O hospício conhecido por Colônia, em Barbacena (MG), foi palco de uma das maiores atrocidades contra a humanidade no Brasil. Lá, com a conivência de médicos e funcionários, o Estado violou, matou e mutilou dezenas de milhares de internos.
Epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, tímidos e meninas que engravidaram antes do casamento engrossavam o número de "pacientes". Aproximadamente 70% deles não tinham doença mental.
No hospício, perdiam seus nomes e suas roupas. Viviam nus, comiam ratos, bebiam água do esgoto, dormiam ao relento, eram espancados. Nas noites geladas, cobertos por trapos, morriam pelo frio, pela fome ou pela doença. Em alguns períodos, 16 pessoas morriam por dia nesse manicômio.
Os cadáveres eram vendidos para faculdades de medicina. Quando não havia comprador, os corpos eram banhados em ácido no pátio, diante dos internos.
Em "Holocausto Brasileiro: Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil ", a jornalista Daniela Arbex conta a história entre os muros da Colônia para evitar que atrocidades assim voltem a acontecer. Abaixo, veja o vídeo de divulgação do livro
"Holocausto Brasileiro"
Autor: Daniela Arbex
Editora: Geração Editorial
Páginas: 272
Quanto: R$ 33,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
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RETORNAR À CASA VERDE, RETROCEDER E INSTITUCIONALIZAR A LOUCURA? OU SOMOS “TODOS” LOUCOS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/05/retornar-casa-verde-retroceder-e.html


quarta-feira, 5 de junho de 2013

AUTISMO/CÉLULAS TRONCO - Pesquisadora utiliza células de polpa de dente de autistas em pesquisa no Brasil

Projeto visa entender autismo a partir de dentes de leite

"A Fada do Dente" estuda neurônios de crianças autistas a partir da reprogramação de células da polpa dentária

Pessoa com autismo
(imagem da matéria - um homem, supostamente com autismo, trabalha com partes de contas perfuradas de cores diferentes e separa par a construção de um colar - de cores predominantes o amarelo, o vinho , o marrom e o laranja)

São Paulo - O Projeto A Fada do Dente, desenvolvido pela bióloga Patrícia Beltrão Braga e sua equipe, em parceria com o professor Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, arrecada dentes de leite de crianças com autismo. Com as células da polpa do dente, a pesquisadora realiza uma reprogramação celular, transformando-as em células-tronco que são diferenciadas em neurônios. 
Esse processo permitiu identificar diferenças biológicas nos neurônios com autismo, estudar seu funcionamento e até mesmo testar drogas. O projeto tem como sede a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP e recebe dentes de crianças de todo Brasil.
A pesquisadora passou o ano de 2008 em contato com Muotri aprendendo a técnica de reprogramação celular desenvolvida pelo médico japonês Shinya Yamanaka, vencedor do prêmio Nobel de medicina de 2012. Yamanaka conseguiu desenvolver um método para reprogramar uma célula já adulta (no caso células da pele), transformando-a em uma célula-tronco semelhante às embrionárias, ou seja, as células maduras são rejuvenecidas até a fase correspondente a 6 ou 7 dias após a fecundação do óvulo com o espermatozoide.
O projeto A Fada do Dente teve início em 2009, após as tentativas de aplicação do método terem sido bem-sucedidas aqui no Brasil. Patrícia escolheu as células da polpa do dente por ter familiaridade no trabalho com elas e pela facilidade de obtenção.
 Outros procedimentos para recolhimento de neurônios — como métodos de receptação após o óbito, por células sanguíneas ou até mesmo estudos com modelos animais — não garantem neurônios funcionais ou com a carga genética de um paciente, mas o método da reprogramação permite.
O estudo das características dos neurônios permitiu identificar diferenças morfológicas nessas células das crianças autistas quando comparadas com as mesmas células de uma criança não autista. “Esses estudos permitem que se entenda mais sobre a biologia da doença”, explica Patrícia.
Como os neurônios estão em placas é possível também fazer experimentação com fármacos em busca de alterações nessas diferenças morfológicas, visando uma recuperação. Os testes ainda estão no início, mas já constituem um avanço em comparação com o que se descobriu nos últimos 20 anos.
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