terça-feira, 9 de julho de 2013

ASPERGER/VIVÊNCIAS - VIVER COM A SÍNDROME DE ASPERGER segundo Gerhard Gaudard

"Esse diagnóstico mudou minha vida completamente"

Por Thomas Stephens, swissinfo.ch 
Gerhard Gaudard.
*(imagem - fotografia preto e branco de Gerhaud Gaudard, divulgaçãoSpecialisterne)
Gerhard Gaudard, técnico de informática, recebeu há dois anos o diagnóstico de portador da chamada síndrome de Asperger, um transtorno do espectro autista. À swissinfo.ch ele conta sobre o trabalho, as dificuldades do cotidiano e o segredo de um casamento feliz.
Gaudard, 38 anos, se formou como técnico de informática e hoje trabalha na filial de Berna da empresa dinamarquesa Specialisterne, onde a maioria dos empregados sofre de alguma forma de autismo. A equipe se ocupa de processamento de dados, programação de software e testes de projetos.

Sua jornada de trabalho dura oito horas, quatro vezes por semana, e ele faz diariamente o trajeto da cidade de Aarau (leste) até a capital suíça, gastando 40 minutos em trem. Ele é prolixo, amigável, divertido e aberto a compartilhar suas experiências com outras pessoas. É o que explica sua decisão de manter um blog dedicado ao cotidiano de uma pessoa que sofre da síndrome de Asperger. O único sinal visível da doença é o fato de nunca olhar os interlocutores nos olhos.

swissinfo.ch: Em que consiste o seu trabalho?

Gerhard Gaudard: Minha principal função é assegurar que todos os nossos clientes tenham trabalho, projetos ou algo a fazer. Eu também me ocupo do apoio técnico e faço todos os reparos. Além disso, eu também preparo os conceitos e as ideias de novos projetos e da negociação destes com os clientes. Habitualmente oito horas por dias não bastam!

swissinfo.ch: Você gosta do que faz?

G.G.: Sim, bastante. Para mim é como ter ganhado na loteria. Poder trabalhar sendo portador da síndrome de Asperger, com e para as pessoas que sofrem da enfermidade, é algo que só acontece uma vez na vida.

swissinfo.ch: Você já trabalha há quase 20 anos para empresas, podemos dizer, "normais". Como é essa experiência?

G.G.: Há dois anos soube que sofria da síndrome de Asperger. Antes não sabia o que era isso e praticamente toda a minha vida profissional foi uma catástrofe. Agora eu entendo porque não compreendia os outros e o que eles queriam de mim. Por vezes era um pouco como encontrar e perder o emprego.

swissinfo.ch: Esse diagnóstico mudou a sua vida?

G.G.: Ele a virou de pernas para o ar. Eu tive de começar do zero, ou seja, de refletir que tipo de trabalho eu poderia fazer, onde poderia trabalhar, como organizar a minha vida privada, meu relacionamento, tudo. Era muita coisa para fazer...

swissinfo.ch: O que é mais difícil para alguém como você no cotidiano?

G.G.: Nós precisamos de uma rotina e cada dia deve ser igual ao outro. Se alguma coisa muda, é terrível para mim. Por exemplo, ontem tive de ir para Zurique encontrar um cliente. Eu havia sido prevenido na semana passada e assim passei quatro dias refletindo como ir para lá, a que horas iria chegar e o que deveria discutir. Eu tive de refletir quatro dias sobre o tema, pois se tratava de uma mudança na minha vida.

swissinfo.ch: O ambiente de trabalho parece ser muito bom. Qual a sua opinião?

G.G.: Se o Thomas (van der Stad, diretor da Specialisterne) diz que o ambiente é bom, é que ele é bom mesmo. Para mim não existe ambiente. Eu não sei o que é isso. Eu não posso senti-lo ou vê-lo.

É algo como um filtro que me impede de ver as emoções. Na verdade não vejo nada. Também não vejo os rostos. É quase como se eu fosse cego. Por isso não posso responder a essa questão.

swissinfo.ch: Por que você começou a escrever um blog?

G.G.: Por uma razão muito simples: quando recebi o diagnóstico de Asperger, eu comecei a procurar na internet os fóruns de debate sobre o tema, sites e informações, pois tinha necessidade de saber do que se tratava. Depois eu encontrei um fórum, me registrei e li o que era escrever. Assim comecei a me comunicar com as pessoas.

Uma pessoa me escreveu dizendo que eu era um imbecil, que estava completamente enganado e outras coisas. Era uma mãe neurótica (n.r.: termo utilizado por muitos autistas para falar dos não autistas). Eu engoli a história e pensei comigo mesmo que o fórum era feito para pessoas que tem Asperger e não para mães que não sofrem dessa doença. Acabei ficando bastante chateado.

Assim tive a ideia de escrever um blog. Mas como? Era possível fazê-lo com o Google, o que me facilitou bastante o trabalho. Sem ter nenhum conceito na cabeça, simplesmente comecei a escrever. É uma pequena história de sucesso: eu chego a ter 3.500 cliques por mês de todas as partes do mundo. 

swissinfo.ch: A maioria dos seus leitores também sofre da síndrome de Asperger?

G.G.: Eu diria que a metade deles. Algumas pessoas escrevem e contam que o seu parceiro tem a doença e agradecem por um artigo. Outros contam que também sofrem da síndrome, que me compreender e ficam felizes de saber que não estão sós no mundo.

swissinfo.ch: Você tem bastantes lazeres? Penso que o cinema, por exemplo, é difícil para você se não é possível compreender as emoções...

G.G.: O cinema é um dos meus passatempos favoritos! Os filmes de ação são perfeitos para mim. Eu também gosto muito de ficção-científica. Mas as comédias, dramas, histórias de amor e todos esses filmes com sentimentos são incompreensíveis para mim. É como se eles fossem falados em um idioma que eu não compreendesse.
Eu também gosto de ler e ver documentários. A música também é uma paixão: eu toquei guitarra elétrica por quase dez anos. Eu gostava de heavy metal. Para mim o Iron Maiden é o melhor grupo de rock do mundo!

swissinfo.ch: Se você gosta de ler, dá para imaginar escrever um livro?

G.G.: Certamente. Eu tenho um projeto na cabeça de transformar o meu blog em livro.

swissinfo.ch: Você costuma se encontrar nas horas livres com outras pessoas que sofrem da síndrome de Asperger?

G.G.: Não. Eu já tenho contato com eles durante o meu dia de trabalho. No meu andar só tem gente assim. Na minha vida privada não tenho contato com elas. Eu praticamente não tenho contato com outras pessoas a não ser a minha esposa.

swissinfo.ch: Ela é autista também?

G.G.: Não. Ela teve de aprender um monte de coisas. Uma vez ela se informou sobre o tema e me disse: "Bom, para mim não faz diferença se você tem essa doença. Eu te amo como você é. Se há qualquer coisa que eu não entendo, então perguntarei a você."

Nós estamos juntos há quase um ano. Um dos nossos segredos é que não vivemos juntos: ela está aqui, perto de Berna, e eu vivo em Aarau. Antes eu estive com outra pessoa por onze anos, dos quais dez em coabitação. Quando recebi o diagnóstico, ela me abandonou afirmando que não poderia viver comigo sabendo que eu não poderia aprender coisas que eram importantes para ela. Eu tive de superar isso e, assim, decidi dizer à minha mulher desde o início que tinha Asperger.

Hoje, com meu trabalho e a minha esposa, eu estou muito feliz. Para mim essa é a fórmula perfeita para equilibrar a vida profissional e a vida privada.

Síndrome de Asperger (segundo esta matéria)

A Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental de base genética; pode ser definida como uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por alterações sobretudo na interação social, na comunicação e no comportamento.

Embora seja uma disfunção com origem num funcionamento cerebral particular, não existe marcador biológico; o diagnóstico se baseia num conjunto de critérios comportamentais.

Entre as características mais comuns podemos destacar:
-Défice de comportamento social;
-Interesses limitados;
-Comportamentos rotineiros;
-Peculiaridade do discurso e da linguagem;
-Perturbação na comunicação não verbal;
-Descoordenação motora.

Como consequência destas dificuldades os portadores de Síndrome de Asperger acabam por se isolar e limitar seus interesses a determinados temas assuntos, atitude que prejudica ainda mais a sua relação com o outro.

Calcula-se que em Portugal existam cerca de 40.000 portadores de Síndrome de Asperger afetando na maioria os rapazes.

O Diagnóstico precoce é essencial para proporcionar aos portadores, os recursos necessários e a que têm direito que lhes permitam atingir o seu potencial, o qual muitas vezes é extraordinário, como pessoas verdadeiramente integradas na sociedade. (Fonte: apsa.org.pt)
Thomas Stephens, swissinfo.ch
Adaptação: Alexander Thoele  FONTE 
http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/Esse_diagnostico_mudou_minha_vida_completamente.html?cid=36330194

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ASPERGER, UMA SÍNDROME DE MENTES BRILHANTES OU NÃO? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/asperger-uma-sindrome-de-mentes.html

CÂNCER/PESQUISAS - Teste inglês na urina pode detectar Câncer de Bexiga

Teste à urina pode detetar CÂNCER na bexiga

Na fase de testes, o dispositivo identificou 100 por cento dos doentes com câncer

Ciência [Reuters]
(imagem- foto colorida de diversos tubos de ensaio onde são testadas as provas ou materiais biológicos. fotografia de divulgação) 

Investigadores britânicos desenvolveram um dispositivo que pode detetar câncer na bexiga a partir de odores específicos presentes na urina. A técnica foi inspirada em relatos sobre como os cães farejam determinados tipos de cancro.

O estudo, desenvolvido nas Universidades de Liverpool e de West of England, foi publicado na revista norte-americana «PLOS ONE» e defende que, sendo eficaz, pode identificar um câncer que, muitas vezes, é descoberto tardiamente e com preços elevados, refere a AFP.

«Partindo daquele princípio, desenvolvemos um dispositivo que pode dar-nos um perfil do odor na urina», analisando os gases presentes na urina, disse Norman Ratcliffe, do Institute of Biosensor Technology da Universidade West of England Bristol.

Chris Probert, do Institute of Translational Medicine da Universidade de Liverpool, referiu que a doença, identificada cedo, «pode ser tratada eficazmente», cita a Lusa.

Os investigadores analisaram 98 amostras para desenvolver o teste, sendo 24 amostras de doentes com câncer e 74 de pacientes com problemas urológicos, mas sem câncer  O dispositivo identificou corretamente todos os casos de câncer.

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EU, VOCÊ, NÓS E O CÂNCER.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/eu-voce-nos-e-o-cancer.html

AUTISMOS/PESQUISAS - Estudo liga anticorpos maternos a surgimento de autismo em bebê

Anticorpos maternos são nova pista para o autismo, indica estudo


Pesquisa avaliou mães de crianças com e sem o transtorno. Filhos das que têm certos anticorpos teriam mais chance de ter problema. 


Anticorpos maternos que têm como alvo as proteínas no cérebro do feto podem desempenhar um papel no desenvolvimento de algumas formas de autismo, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira.

Realizado em 246 mães de crianças com "transtornos do espectro autista" e 149 mães de crianças saudáveis, o estudo mostrou que quase um quarto das mulheres do primeiro grupo tinham uma combinação diferente destes anticorpos do que aquelas do segundo grupo.
Os "transtornos do espectro autista" (TEA) incluem variedades diferentes de autismo, entre elas a síndrome de Asperger, que afeta crianças muito inteligentes, mas com grande dificuldade em interações sociais.
Os anticorpos são proteínas essenciais para o sistema imunológico. Eles detectam e neutralizam substâncias estranhas ao corpo, tais como vírus e bactérias. As mulheres grávidas passam seus anticorpos para o feto, o que lhe permite defender-se de infecções até os 6 meses de idade, enquanto seu sistema imunológico ainda está imaturo. Mas eles podem também, de acordo com o estudo publicado na revista Translational Psychiatry, transmitir anticorpos que impedem que o cérebro se desenvolva corretamente.
"Descobrimos que 23% das mães de crianças autistas têm auto-anticorpos contra proteínas que são necessárias para um desenvolvimento neurológico saudável", explicou à AFP Judy Van De Water autora do artigo, professora da Universidade da Califórnia, que afirma que esses anticorpos não estavam presentes em mães de crianças não-autistas.
Os sintomas também se mostraram mais graves em crianças nascidas de mães com o anticorpo em questão do que em comparação com crianças autistas nascidas de mães sem esses anticorpos.
Os TAE afetam cerca de um em cada 100 nascimentos nos países ocidentais. Os meninos são três vezes mais afetados do que as meninas por esta doença, cujas origens permanecem obscuras.
A equipe da dra. Van de Water foi capaz de identificar 11 diferentes combinações de sete proteínas alvo de anticorpos associadas aos TEA, cada um dos quais tem um risco diferente do transtorno autista.
O objetivo agora é encontrar marcadores capazes de identificar o risco de TEA, o que permitiria "uma intervenção precoce" para ajudar crianças com autismo para "melhorar o seu comportamento e capacidades", observa Van de Water.
Em um estudo separado, os pesquisadores liderados por Melissa Bauman, também da Universidade da Califórnia, expuseram oito fêmeas de macacos-rhesus grávidas aos anticorpos maternos relacionados ao TEA e chegaram a resultados semelhantes: os macacos recém-nascidos dessas mães "mostraram diferenças de comportamento, incluindo reações inadequadas em relação a outros macacos", observa o estudo.
LEIAM TAMBÉM NO MEUS TEXTOS NO BLOG INFOATIVO.DEFNET SOBRE AUTISMOS -

O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Hand Talk é eleito pela ONU o melhor aplicativo de inclusão do mundo

Aplicativo que traduz português para Libras já pode ser baixado


Hand talk foi eleito pela ONU como o melhor aplicativo de inclusão social do mundo em 2013

 

Hugo é o personagem do aplicativo Hand Talk
*(imagem - foto colorida de um  smartphone com o personagem em 3D, denominado Hugo, que traduz para Libras os conteúdos em português, que pode ser baixado na App Store gratuitamente)

Na quarta-feira (3), em São Paulo, foi lançado oficialmente o aplicativo Hand Talk, ferramenta gratuita de tradução simultânea de conteúdos em português para Libras, a Língua Brasileira de Sinais. A Organização das Nações Unidas ONU elegeu o Hand Talk como melhor aplicativo de inclusão social do mundo em 2013.

A apresentação da solução foi realizada no DEMODAY da Artemísia, aceleradora de impacto que apoia negócios sociais que podem mudar o mundo. O evento foi um sucesso. Cerca de 300 convidados, entre eles: jornalistas, investidores, representantes de grandes empresas e associações de surdos que ficaram impressionados com o aplicativo e suas funções. “Estou muito feliz com essa ferramenta. Tenho certeza que irá trazer muito mais acessibilidade à comunidade surda”, disse M. Inês Vieira, coordenadora do Programa de Acessibilidade da Derdic/PUC-SP.

O aplicativo Hand Talk chega ao mercado traduzindo, em tempo real, conteúdos em áudio, texto escrito ou fotografado para Libras com o auxilio de um intérprete virtual, o Hugo, um simpático personagem em 3D que torna a utilização da solução interativa e de fácil compreensão.

Muito entusiasmado com o lançamento, Ronaldo Tenório, CEO da Hand Talk, fez questão de lembrar o propósito real do aplicativo. “Nossa ferramenta pretende auxiliar a comunicação entre surdos e ouvintes. Além disso, um dos nossos objetivos é difundir ainda mais a Língua Brasileira de Sinais em nosso país”.

Na ocasião, os sócios da Hand Talk também apresentaram mais um produto, o HT Plus, soluções empresariais sob demanda de tradução digital para Libras. Conheça mais em: www.handtalk.me/plus.

Os empreendedores afirmaram que também estão planejando o lançamento de diversos produtos que terão o Hugo no comando, trazendo mais inclusão social e acessibilidade para a comunidade surda. Para baixar o aplicativo gratuitamente na App Store acesse: www.handtalk.me/app.

domingo, 7 de julho de 2013

AUDIODESCRIÇÃO/INCLUSÃO ESCOLAR - Recurso ainda não é utilizado na área da Educação

Recurso de inclusão, audiodescrição ainda está longe das escolas


Mil palavras valem mais do que uma imagem para quem tem deficiência visual. É por meio da audiodescrição que filmes e peças de teatro se tornam acessíveis para esse público. Contudo, o recurso de inclusão não se popularizou entre os programas de lazer, e é ainda menos explorado na sala de aula. Fora das grades curriculares das licenciaturas, a capacitação de professores fica por conta de cursos de extensão, que ainda são raros - é mais comum encontrar formações voltadas para a área cultural.

Historiador e doutorando em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Felipe Mianes, 31 anos, fez aulas de audiodescrição de produtos culturais na Faculdade de Arquitetura da UFRGS em 2012. Apesar de já trabalhar com temas relacionados à acessibilidade desde 2008, foi após o curso que ele começou a atuar como audiodescritor consultor na empresa Tagarellas Audiodescrição, de Porto Alegre, onde supervisiona os roteiros de audiodescrição.
Atualmente, Felipe, que tem baixa visão, ministra a segunda edição do curso Audiodescrição e suas Intersecções com a Educação na UFRGS, destinado a professores de todas as áreas do conhecimento, pedagogos, profissionais que atuam em museus, bibliotecas, teatros e centros culturais, comunicadores, produtores e gestores culturais. “Criamos este curso especificamente para formar profissionais de audiodescrição na área de educação. É o primeiro com este foco. Há outros voltados à área cultural”, conta.
A audiodescrição é um recurso relativamente novo no Brasil. Segundo Felipe, as pessoas começam a perceber agora que podem utilizá-lo dentro da sala de aula. Tendo professores capacitados, alunos com deficiência visual não teriam dificuldades ao assistir a filmes ou entender gráficos e mapas, frequentemente utilizados em disciplinas como história, geografia e matemática. “A audiodescrição é muito importante no processo de educação do aluno e não há esta formação nas grades curriculares das graduações de licenciatura”, aponta.
Felipe comenta que existem instituições de ensino que oferecem, geralmente no contraturno, centros multimeios especializados em atender pessoas com deficiência. “São espaços onde são retomados conteúdos passados em sala de aula. Neste espaço, a audiodescrição é fundamental, mas o ideal seria que fosse feita na sala de aula mesmo”, opina o audiodescritor. Para ele, seria fundamental ter a formação como disciplina dos cursos de licenciatura. “Ao menos que sejam como eletiva e não fique a cargo da extensão”, diz. Além de contemplar necessidades e especificidades da aprendizagem deste sujeito, a audiodescrição contribui para a autoestima do aluno com deficiência. “Ele se sente acolhido no processo educacional, fora a questão de formação e aprendizagem. Acaba mudando a vida destes alunos”, completa Felipe.
Escassez de cursos
A grande escassez de profissionais qualificados na área de audiodescrição - tanto para educação quanto para produtos culturais - deve-se ao fato da não existência de cursos regulares para esta formação. A maioria é promovida pelas empresas que trabalham com audiodescrição. “Podemos fazer cursos de extensão, como este com intersecção na educação, mas não de formação. O curso de formação de audiodescritores tem que ter, no mínimo, uma carga horária de 100 horas”, explica o professor do curso de extensão da UFRGS. 
A demanda por profissionais desta área é tão grande que, além de ter muita gente trabalhando sem a formação adequada, a solução que vem sendo utilizada são cursos de ensino a distância. Algumas universidades promovem iniciativas pontuais, como o curso de Introdução à Audiodescrição da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também já realizou curso semelhante. A faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) oferece o curso de especialização em Acessibilidade Cultural, com 45 horas dedicadas à audiodescrição. De acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência - a maioria visual, com mais de 35 milhões de deficientes.
LEIA TAMBÉM NO BLOG INFOATIVO.DEFNET - IN MEMORIAM DE MARCO ANTÔNIO QUEIROZ do blog BENGALA LEGAL - 

ENTRE O MARCO E A BENGALA - NA INTERNET O QUE É LEGAL? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/11/infoativo_26.html

PARALISIA CEREBRAL/TECNOLOGIA ASSISTIVA - No Paraná professor cria mouse para aluna com Paralisia Cerebral

Professor paranaense desenvolve "mouse" para aluna com paralisia cerebral


O professor Jair de Oliveira Junior, desenvolveu um dispositivo que substitui o mouse, para uma aluna do Curso Técnico em Informática em Nova Esperança.

Michele Aparecida Peixoto frequenta as aulas do 3º ano do curso,  no Colégio São Vicente de Paula,  com dificuldades para utilizar um mouse convencional, o professor pesquisou equipamentos para substituir , mas constatou que o custo era muito alto. 
“Pensei em fazer algo semelhante de baixo custo e compatível com a estrutura dos laboratórios do colégio”, explicou o professor.
Na construção do mouse foram usados pedais de máquina de costura, caixa de madeira, peças de impressoras, rolamentos de bicicleta, mouses antigos, pedaço de borracha para descanso da mão e fios usados de fontes de alimentação de computadores. Depois de 15 horas de trabalho e dedicação, o dispositivo ficou pronto.
O novo acessório foi uma surpresa para a aluna.
“Tenho dificuldades para usar o mouse e perdia muito tempo nas aulas. Agora ficou mais rápido, e consigo fazer mais rápido as atividades”, comentou Michele.
“Com essa peça ela conseguiu melhorar sua integração com a sociedade e com o mundo digital”, disse o professor que ainda pretende construir um teclado adaptável.
TECNOLOGIA ASSISTIVA
Tecnologia Assistiva são recursos e serviços destinados às pessoas com deficiência para melhorar sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. Na educação, ela serve para apoiar, complementar e suplementar a interação de alunos com deficiência.
O seu uso nas escolas promove a acessibilidade e a participação do aluno no processo de ensino e aprendizagem no sentido de construir e ampliar a via de expressão e compreensão da pessoa com deficiência.
A Secretaria de Estado da educação oferece recursos humanos e tecnológicos como o professor de apoio à comunicação alternativa e equipamentos acessíveis como o teclado e mouse adaptados bem como softwares.

Caso algum aluno precise, a equipe pedagógica das escolas devem identificar a necessidade dele e o diretor da escola encaminhar ofício solicitando o serviço ou apoio (recursos humanos e/ou tecnologia assistiva) para a Secretaria.

Das 1.617 salas de recursos mantidas pela Secretaria, cerca de 30% já receberam recursos como computadores com itens de acessibilidade. Existe também convênio com o Programa Escola Acessível do Governo Federal que encaminha recursos diretamente à Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) das escolas para a aquisição da tecnologia.
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POR QUE AS TECNOLOGIAS NOS AFETAM? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/por-que-as-tecnologias-nos-afetam.html

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CÉLULAS TRONCO/PESQUISAS- Cientistas do Japão relatam sucesso na criação de fígados funcionais

Cientistas criam fígado funcional a partir de células-tronco

É a primeira vez que se consegue criar um órgão tridimensional em laboratório usando apenas essas células

Cientistas do Japão relataram nesta quarta-feira (3) ter conseguido, com sucesso, transformar um coquetel de células-tronco nos primeiros fígados funcionais do mundo.
Os minúsculos fígados foram criados em laboratório e transplantados em camundongos, onde cresceram e começaram a exercer as mesmas funções de um fígado humano, incluindo o metabolismo de medicamentos e a produção de proteínas específicas deste órgão.
Embora os fígados experimentais sejam muito básicos – eles não têm todas as características de órgãos maduros –, é a primeira vez que cientistas conseguem desenvolver um órgão tridimensional em laboratório usando apenas células.
Experimentos anteriores conseguiram desenvolver órgãos usando células-tronco mescladas ao tecido de um doador ou a partir de algum tipo de material artificial.
“É uma estratégia diferente para criar tecidos e órgãos”, disse Anthony Atala, diretor do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa, em Winston-Salem, Carolina do Norte.
“O trabalho é muito importante, pois permite estudar como os órgãos são criados e como eles dão origem a complexos sistemas mais funcionais”.
Com mais estudos, os pesquisadores creem que a técnica poderia, um dia, resolver a escassez crítica de órgãos humanos para transplante.
“Estamos avaliando a aplicabilidade de outros órgãos, como o pâncreas e os rins, porque eles têm uma forma similar de desenvolvimento, como o fígado. Até agora, tivemos resultados fascinantes”, disse Takanori Takebe, professor de medicina regenerativa na Escola de Medicina da Yokohama City University, do Japão.
Na pesquisa, descrita na edição on-line desta semana do periódico científico Nature, os pesquisadores misturaram três tipos diferentes de células-tronco. Primeiro as células pluripotentes – que têm a capacidade de se tornarem quase qualquer tipo de célula do corpo – foram induzidas a se transformarem em endoderme, a camada que cria a grandes quantidades do tecido esponjoso do fígado.
Estas células foram então misturadas com células estaminais mesenquimais (que produzem o tecido conjuntivo) e com uma população de células estaminais derivadas de sangue de cordão umbilical humano, que se transforma em tecido que dá origem aos vasos sanguíneos.
Misturar os diferentes tipos de células foi importante porque imitou o mesmo processo que ocorre durante o desenvolvimento fetal. Os distintos tipos de células usam sinais químicos para falar uns com os outros, orquestrando o processo de formação do órgão.
Depois de quatro a seis dias de crescimento em uma placa de Petri, os botões de fígado, como os cientistas os chamaram, foram transplantadas em camundongos onde rapidamente formaram novos vasos sanguíneos que se pareciam com as redes de artérias e veias no fígado de adultos. Os fígados experimentais seguiram crescendo por cerca de dois meses em seus hospedeiros.
Os pesquisadores testaram os pequenos fígados em vários estágios de desenvolvimento para se certificar de que eles estavam se formando normalmente. Após 10 dias, eles começaram a produzir proteínas do fígado humano.
Os cientistas ainda desafiaram os primitivos órgãos com medicamentos como o analgésico cetoprofeno, uma droga que humanos e camundongos metabolizam de forma diferente. A urina de ratos com os pequenos fígados transplantados mostrou subprodutos humanos do metabolismo da droga, outro sinal de que os órgãos mantiveram suas origens humanas.
Ao final do experimento, os cientistas transplantaram novos botões de fígado em ratos com insuficiência hepática. O transplante melhorou a sobrevivência dos animais, quando comparado com ratos com insuficiência hepática e sem o transplante.
Apesar de todos os sinais promissores, os pesquisadores disseram que vão seguir atentos a dois riscos em experimentos futuros – câncer e rejeição do transplante. Além de originar novos tipos de órgãos e tecidos, as células-tronco podem também se transformar em tumores, um problema que é preocupação constante no campo da medicina regenerativa.
*Por Brenda Goodman The New York Times 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

AIDS/NOVOS TRATAMENTOS - Cientistas apresentam notícias promissoras sobre cura ao HIV

Transplantes de medula 'livram' dois pacientes de vírus HIV


Dois pacientes portadores de HIV que receberam transplantes de medula óssea ficaram livres do vírus e interromperam o tratamento com medicamentos antirretrovirais.
vírus HIV (foto: SPL)
(imagem - reprodução da imagem microscópica do Vírus da AIDS, fonte BBC, com uma representação em tons amarelos com espículas e um núcleo mais escuro donde saem)
Os avanços, que trazem esperança para o tratamento da Aids, foram anunciados por pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, durante a Conferência Internacional sobre Aids.
Segundo os médicos, um dos pacientes já não toma medicamentos há 15 semanas e o outro há 8 e, desde então, exames não detectaram sinais do HIV em seus organismos.
A equipe pondera que ainda é muito cedo para falar de cura para a Aids e alerta que o vírus pode retornar a qualquer momento.
Os pesquisadores explicam que é muito difícil se livrar do vírus, que se esconde dentro o DNA humano, formando "reservatórios" pelo corpo.
Os dois homens, que não foram identificados, são portadores de HIV há cerca de 30 anos. Ambos tiveram câncer linfático, um tipo de tumor que requer transplante de medula.
Depósito de HIV
A medula óssea é onde as células sanguíneas são produzidas e acredita-se que o órgão seja um "grande depósito" de HIV.
A equipe médica que acompanha os pacientes acredita que os medicamentos antirretrovirais tenham protegido a medula transplantada da infecção. Ao mesmo tempo, o novo órgão teria "atacado" o que restou da medula original dos pacientes, que poderia estar abrigando o vírus.
Em um dos pacientes, os médicos não detectaram sinais do vírus nos quatro anos seguintes ao transplante. No outro paciente, dois anos após a operação o vírus também não havia retornado. Ambos foram liberados dos antirretrovirais no início deste ano.
O médico Timothy Henrich disse à BBC que os resultados são animadores, ressaltando que ainda é cedo para falar de cura.
"Ainda temos que acompanhar (os dois pacientes) por muito tempo", disse Henrich.
"O que podemos dizer é que se o vírus não voltar dois anos depois de eles terem interrompido a medicação, as chances do vírus voltar são extremamente baixas".
No entanto, Henrich afirmou que o vírus ainda poderia estar se escondendo no tecido cerebral ou no trato gastrointestinal.
"Se o vírus voltar significa que esses outros órgãos são um reservatório importante para o vírus, o que pode reorientar as pesquisas sobre a cura da Aids".
Paciente de Berlim
Timothy Brown, também conhecido como "Paciente de Berlim", é a única pessoa de quem se tem notícia até hoje que tenha ficado curado da Aids. Em 2006, ele recebeu um transplante de medula óssea de um doador raro, imune ao vírus HIV.
Os dois pacientes analisados pelos pesquisadores americanos receberam medulas de doadores normais.
Há também relatos de que um bebê que nasceu com HIV no Estado americano de Mississippi tenha sido curado após ser tratado com antirretrovirais assim que nasceu, evitando que o vírus encontrasse reservatórios pelo organismo.
O médico Michael Brady, diretor da fundação Terrence Higgins Trust, conhecida entidade beneficente britânica que faz campanhas por prevenção e tratamento de Aids, disse que ainda é cedo para saber se os homens conseguiram erradicar o HIV de seus organismos de vez ou se o vírus vai voltar.
"No entanto, esses exemplos sugerem que o que aconteceu com o Timothy Brown pode não ser um caso isolado", diz Brady.
Ele afirma que o transplante de medula óssea é "um procedimento complexo, caro e cheio de riscos". "Para muitas pessoas com HIV é mais perigoso fazer um transplante do que continuar controlando o vírus com medicação diária".
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PRECONCEITO É TEMA DO DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS 2009 http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/11/infoativo_30.html

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Jovens brasileiros inventam soluções tecnológicas para auxiliar Inclusão Escolar

Jovens criam tecnologias para garantir a acessibilidade na escola

Aplicativos criados por jovens brasileiros ajudam a garantir a inclusão de pessoas com deficiência na escola


De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45,6 milhões de brasileiros declaram ter algum tipo de deficiência, sendo que 2,5 milhões deles têm entre 4 e 17 anos, ou seja, estão em período escolar e encontram barreiras para estudar. De olho nessas estatísticas, jovens desenvolvem ferramentas como o HandTalk e o Que Fala, aplicativos para celular que buscam auxiliar o acesso à escola dessas crianças e jovens.

O HandTalk, por exemplo, vencedor do prêmio WSA-Mobile, promovido pela ONU, é um aplicativo para tablets e celulares que traduz em tempo real, qualquer palavra ou frase, em português, para Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Para Ronaldo Tenório, um dos fundadores da ferramenta, o uso da tecnologia pode ser um passo para o acesso de crianças com deficiência auditiva nas escolas que, apesar do crescimento no número de matrículas, continua baixo. No ano 2000, última contagem oficial sobre o assunto, o IBGE mostrou que a população de surdos com idade escolar ultrapassava os 350 mil. Em 2010, dez anos depois, o Censo Escolar apontou que apenas 70 mil estavam devidamente matriculados nas escolas.
Além de auxiliar no processo de inclusão de jovens com deficiência, esse tipo de tecnologia permite um aprendizado em duas vias.  "A plataforma é útil para alunos surdos, para que eles possam frequentar a escola da maneira adequada. Com a solução implementada nas escolas, além de estimular esse aluno com deficiência, será um incentivo para seus colegas aprenderem Libras e estreitar o relacionamento entre eles", explica.
Mônica Pereira dos Santos, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, considera algo "super positivo" esse engajamento dos jovens para o desenvolvimento de tecnologias para a acessibilidade, mas ressalta que seu impacto depende de como esta tecnologia vai ser adotada pela escola e seus profissionais.
"Inclusão é assunto de culturas e políticas públicas, para além das práticas. Uma ferramenta, sozinha, não dá conta do recado. Há que haver uma mobilização da comunidade escolar no sentido de rever suas posturas e valores (culturas) e tomar decisões que reorientem seu dia a dia em um sentido mais favorável a inclusão (políticas)", diz.
Para ela, uma das maneiras de obter sucesso com essas tecnologias é por meio de uma formação continuada dos professores que, segundo ela, ainda é a maior barreira que faz com que muitas tecnologias "emperrem" na sala de aula. "[As escolas] podem ajudar convidando os pais a conhecerem o trabalho com as tecnologias que é feito com seus filhos para que, quem sabe, eles possam reforçá-lo sempre que possível", explica.
A pesquisadora destaca, ainda, a importância do custo baixo para as instituições e famílias que precisam adquirir esses produtos. Pensando nisso, a Que Fala, ferramenta que coloca no tablet aquelas pranchas de papel usada por pessoas com deficiência na fala para se comunicar, oferece preços diferentes para as escolas que adquirem o aplicativo em grande quantidade (10 a 15 pessoas), além de oferecer treinamento gratuito a professores e pais.
"Tudo isso é muito importante para dar escala, para fazer acontecer, de fato. Nossa ferramenta foi desenvolvida em Android, porque é possível conseguir tablets por preços bem abaixo dos convencionais, sem limitar a instituição à qualquer marca, já que existem várias, inclusive nacionais", explica Daniel Barboza, um dos fundadores da ferramenta.
Para Mônica, uma das melhores maneiras para baixar o custo dessas tecnologias, ou "deixar de graça para quem não tem como comprar", seria com o envolvimento do poder público, que ofereceria apoio para essas iniciativas por meio de incentivos fiscais. Entretanto, uma maneira rápida de colocar esses produtos no mercado, de um modo que seja capaz de atingir a todos os públicos é fazer com que as empresas privadas tenham contato com essas produções.
Nesta semana, por exemplo, aconteceu no Rio de Janeiro, o primeiro Simpósio de Engenharia, Automação e Acessibilidade. Ana Pavani, coordenadora do evento e professora da graduação do curso de engenharia elétrica da PUC-Rio afirma que já comprovou o modo como as tecnologias são, de fato, capazes de fazer o caminho inverso e inspirar outras pessoas. Ela acredita que os benefícios trazidos por essas iniciativas à vida daqueles que têm deficiência, pode fazer com que eles próprios se inspirem a desenvolver suas próprias ideias na área. "Nos projetos que coordeno, nossos professores e alunos com deficiência testam tudo para nós, eles se envolvem voluntariamente para validar e fazer sugestões, mesmo não sendo pessoas ligadas à tecnologia", diz.
Exemplo dessa motivação está em Ed Summers, que tem deficiência visual e é um desenvolvedor e especialista em softwares para acessibilidade. Liderado por ele, o SAS Institute é responsável pelas ferramentas usadas em 79% das principais companhias do mundo, listadas pela revista Forbes. Summers também é responsável por programas de capacitação de professores, em que os ensina a lidar com tablets na hora de ensinar alunos com deficiência visual.

SÍNDROME DE DOWN/ ALZHEIMER - Testes no Japão usam droga de Alzheimer em pessoas com Síndrome de Down

Medicamento para Alzheimer será testado com portadores de síndrome de Down no Japão

Testes começarão em agosto em hospitais de todo o país

A farmacêutica Eisai planeja realizar no Japão testes sobre a eficácia de um medicamento contra Alzheimer em alguns sintomas típicos de adultos com síndrome de Down, informou o Yomiuri Shimbum.

O teste consistirá em provar se o remédio é capaz de impedir a deterioração das habilidades diárias constatadas em pessoas com síndrome de Down. O remédio Aricept, comercializado pelo laboratório japonês Eisai e que é usado contra o Alzheimer desde 1999, começará a ser testado em 10 deagosto em hospitais de todo o país com portadores de síndrome de Down com idade entre 15 e 39 anos.

Dependendo do resultado dos testes, que podem se estender entre três ou quatro anos, o Ministério da Saúde japonês decidirá se aprovará ou não o medicamento para tratar pacientes com Down.

De acordo com um relatório de 2011 elaborado pela equipe de pesquisa do Ministério da Saúde japonês, 6% dos afetados com síndrome de Down desenvolveram durante curtos períodos de tempo sintomas como lentidão dos movimentos, distúrbios de sono entre outros.

Uma equipe da Universidade de Nagasaki (sul do Japão) começou a investigar em 2002 os efeitos que o Aricept poderia ter sobre sintomas como a lentidão de movimentos contraída pelos pacientes e concluíram que o medicamento parece eficaz.