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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

AIDS/AVANÇOS - Testada com sucesso nova vacina contra o HIV nos EUA

Testes com nova vacina indicam proteção total contra vírus HIV

Macacos totalmente protegidos contra o vírus do HIV. Esse foi o resultado de um teste de uma nova vacina contra o HIV, que deixou a comunidade científica animada.
HIV (Thinkstock)
(Imagem - a imagem microscópica de um vírus HIV em seu formato, semelhante a uma bola cheia de pino, na cor vermelha, fotografia da matéria da BBC)
A abordagem da vacina, cujo estudo acaba de ser publicado na revista Nature, é bastante radical.
Normalmente, as vacinas treinam o sistema imunológico para combater infecções. Mas nessa nova vacina os pesquisadores do instituto de pesquisa Scripps, com sede na Califórnia, alteraram o DNA dos macacos para dar às células deles propriedade para combater o HIV.
A equipe diz que a descoberta é “incrível” e que vai começar os testes em humanos em breve. Consultados pela BBC, cientistas independentes – não ligados ao instituto – também se entusiasmaram com os resultados do teste.

DNA

A técnica usa terapia genética para introduzir uma nova seção de DNA dentro das células musculares saudáveis.
Nessa parte de DNA há tipos de "instruções" para a criação de ferramentas para neutralizar o HIV, que então é bombardeado para fora da corrente sanguínea.
Nos testes, os macacos ficaram protegidos contra todos os tipos de HIV durante ao menos 34 semanas.
Como os macacos também desenvolveram proteção diante de altas doses do vírus, isso também pode ajudar pacientes que já tenham HIV, de acordo com os cientistas.
"Estamos mais perto de uma proteção universal (contra o HIV) do que qualquer outra abordagem feita por outras vacinas", disse o cientista Michael Farzan, um dos líderes do estudo. "Mas ainda temos muitos obstáculos, especialmente em como fazer uma vacina segura para ser aplicada em um grande número de pessoas."
Isso porque em uma vacinação convencional, o sistema imunológico responde apenas depois de estar diante de uma ameaça.
Já nesta abordagem, a terapia genética transforma células em fábricas que expelem constantemente "matadores de HIV" – e as implicações a longo prazo disso são desconhecidas.
Apesar dos entraves, cientistas de outras instituições comemoraram os resultados.
“Essa pesquisa é bastante inovadora e é uma promessa que nos leva em duas importantes direções: obter uma proteção a longo prazo contra o HIV e colocar o vírus em remissão, no caso de pessoas já infectadas", disse o pesquisador Anthony Fauci, do National Institutes of Health, dos EUA.
FONTE -James Gallagher Editor de Saúde da BBC News http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150219_vacina_hiv_mdb
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DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/11/infoativo_29.html



quarta-feira, 4 de junho de 2014

AIDS/DISCRIMINAÇÃO - Lei 12.984/2014 é sancionada e pune como crime a discriminação

Discriminação de pessoas com HIV passa a ser crime

Demissão, recusa de inscrição em escola, segregação e negação de tratamento de saúde estão entre as condutas incluídas na lei sancionada ontem, já em vigor, que prevê pena de 1 a 4 anos de prisão

A discriminação contra pessoas com HIV poderá resultar em prisão de um a quatro anos. O novo crime foi sancionado ontem pela presidente Dilma Rousseff e entrou em vigor com a publicação da Lei 12.984/2014 no Diário Oficial da União. A lei caracteriza como discriminação condutas como recusar inscrição em escola, negar emprego, demitir, segregar no ambiente escolar ou de trabalho, recusar tratamento de saúde e divulgar a condição de pessoa com HIV com intuito de ofende

A tipificação da exoneração ou demissão chegou a ser excluída pela Câmara, mas quando a proposta voltou ao Senado, neste ano, foi aprovado o parecer contrário de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o que manteve todas as hipóteses de caracterização do crime.
A tipificação do crime de discriminação de pessoas com HIV foi proposta originalmente em 2003 pela então senadora Serys Slhessarenko (PLS 51/2003).
fonte - JORNAL DO SENADO - http://www12.senado.gov.br/jornal/edicoes/2014/06/04/discriminacao-de-pessoas-com-hiv-passa-a-ser-crime?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=jornal
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AIDS/OMS - Estabelecidas metas para combater HIV/AIDS na América Latina e Caribe OMS - NOVAS METAS PARA COMBATER HIV/AIDS  NA AMÉRICA LATINA E CARIBE SÃO ESTABELECIDAS http://infonoticiasdefnet.blogspot.com.br/2014/05/aidsoms-estabelecidas-metas-para.html

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

AIDS/PESQUISA - NO INCT avançam os testes para a Vacina contra a AIDS

INCT testa vacina brasileira contra a Aids

Denominada HIVBr18, a vacina brasileira de combate ao vírus HIV, que dá origem à Aids, avança em estágios promissores e é uma das candidatas nacionais mais evoluídas, com possibilidade de originar um medicamento. A vacina entra agora na fase dos testes em macacos e, se os resultados forem positivos, será testada em humanos.

Desenvolvida pelos pesquisadores Edécio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT III), integrante do programa financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e as Fundações de Amparo à Pesquisa, nesse caso a do estado de São Paulo (Fapesp), a vacina já foi inclusive patenteada.

Os procedimentos nos macacos terão duas funções, testar a imunogenicidade e segurança, isto é, avaliar se o sistema imune dos macacos reage de forma positiva à vacina. “Os macacos rhesus não se infectam com o HIV. Serão dois passos, um piloto da vacina com protocolo altamente imunogênico, mas que sabemos que não pode ser usado em humanos, vacinação com DNA seguida de vacinação com Adenovírus 5 recombinantes contendo os fragmentos do HIV selecionados”, explica Edécio.

Em paralelo, o segundo protocolo comparará a vacina de diversos vetores virais já liberados para uso em humanos. “Todos esses vetores virais contêm material genético que codifica os fragmentos da HIVBr18”, diz Edécio. Esses procedimentos só são passíveis de serem realizados porque a HIVBr18 induziu respostas positivas no sistema imunológico dos camundongos.
O procedimento será efetuado com macacos rhesus mantidos pelo Instituto Butantan, com sede em São Paulo (SP). A similaridade entre o sistema imunológico humano e o dos símios possibilita comparações com maior grau de precisão e se houverem respostas positivas novamente contra os subtipos conhecidos do vírus HIV, aumentam as chances dos testes pré-clínicos em humanos.
“Há dezenas de vacinas já testadas em macacos, algumas com resultados excelentes. Só podemos afirmar que as premissas dessa vacina são diferentes de todas as outras¿¿ e por serem diferentes tem uma chance a mais”, informa Edécio.
Porém, ele alerta que ainda existe um longo caminho a ser percorrido para a produção em larga escala do possível novo medicamento. “Não há como estimar a chance de sucesso da vacina antes de testá-la em humanos.¿ Se os testes nos macacos  e os ensaios clínicos de fase I em humanos, de segurança e imunogenicidade, derem certo, os testes de eficácia não começam antes de 2019”, acredita o pesquisador.
¿Os testes de eficácia são ensaios clínicos do tipo  IIb ou III, que necessitam da participação de um grande número de pessoas. Geralmente, entre três e vinte mil voluntários são acompanhados durante este período, num prazo de cinco anos, a etapa mais cara do teste da vacina.¿¿
Segundo Edécio, três características diferenciam a vacina brasileira dos demais imunizantes  testados pelo mundo. “Ela estimula respostas de linfócitos do tipo CD4+, capazes de auxiliar as respostas de linfócitos do tipo CD8+ e anticorpos. É composta exclusivamente de regiões altamente conservadas do HIV, isto é, não variam do vírus HIV de um indivíduo para o outro e foi desenhada para desencadear respostas imunes mais intensas na grande maioria dos indivíduos”, conclui.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

AIDS/PESQUISAS - Vacina experimental inativou vírus por até 03 anos

Nova vacina pode eliminar traços de vírus da aids por toda a vida

Substância curou "funcionalmente" metade dos animais testados e estes não tiveram níveis detectáveis de vírus por até 3 anos


Cientistas divulgaram nesta quarta-feira que uma vacina experimental contra a aids conseguiu livrar um grupo de animais do vírus da imunodeficiência símia (SIV, similar à "versão" humana, o HIV). Além disso, o resultado se mostrou persistente: alguns dos animais já estão há três anos sem sinais do SIV e isso, afirmam os cientistas, pode persistir por toda a vida deles. O estudo foi divulgado na revista especializada Nature.
Os cientistas usaram uma versão mais agressiva do SIV para infectar um grupo de macacos-rhesus. Após a doença se manifestar, os animais foram vacinados e metade deles não teve melhoras, mas os demais foram "curados funcionalmente", ou seja, não têm traços detectáveis do vírus no corpo. 
Os cientistas explicam que a diferença dessa substância é que ela usa um vírus (citamegalovirus, conhecido como CMV) para "entregar" a vacina ao corpo. "Ela usa um agente persistente (CMV) como vetor da vacina. O CMV persiste indefinitivamente no corpo em níveis muito pequenos (...) o que provê estimulação antigênica suficiente para o sistema imunológico manter altas frequências de células T diferenciadas. Para usar uma analogia militar, este nível de estimulação imunológica é o suficiente para manter armados soldados anti-SIV patrulhando todos os tecidos nos quais células infectadas pelo SIV possam estar", diz ao Terra Louis Picker, da Universidade da Oregon Health & Science University, nos Estados Unidos.
Picker explica que as demais vacinas não persistem no corpo e a quantidade de "tropas" anti-SIV diminui. O problema com o HIV e o seu "irmão" símio é que esses vírus mantêm "reservas" que se manifestam após o sistema imunológico voltar ao normal. "Resumindo, essa habilidade de manter células T efetoras anti-SIV em alta frequência é o porquê de o vetor CMV ter extraído respostas imunológicas e ter uma habilidade única de 'limpar' um vírus causador da aids."
Apesar de metade dos macacos ter sido considerada curada funcionalmente, o cientista afirma que isso pode ser devido ao uso de um vírus mais potente no estudo. "Nós usamos um SIV que causa aids em macacos em entre um e dois anos de infecção - enquanto infecções não tratadas de HIV levam cerca de 10 ou 11 anos. As características deste vírus (chamado de SIVmac239) são muito similares ao HIV, exceto por sua maior agressividade."
Os cientistas concluem que o uso do CMV é um forte candidato para desenvolver uma vacina definitiva para a aids. "Em suma, a habilidade dos vetores de CMV de implementar vigilância antipatogênica imune contínua, a longo prazo e potente faz deles candidatos promissores para estratégias de vacina que pretendem prevenir e curar HIV/aids assim como outras infecções crônicas", diz o artigo assinado por Picker e colegas.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

AIDS/NOVOS TRATAMENTOS - Cientistas apresentam notícias promissoras sobre cura ao HIV

Transplantes de medula 'livram' dois pacientes de vírus HIV


Dois pacientes portadores de HIV que receberam transplantes de medula óssea ficaram livres do vírus e interromperam o tratamento com medicamentos antirretrovirais.
vírus HIV (foto: SPL)
(imagem - reprodução da imagem microscópica do Vírus da AIDS, fonte BBC, com uma representação em tons amarelos com espículas e um núcleo mais escuro donde saem)
Os avanços, que trazem esperança para o tratamento da Aids, foram anunciados por pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, durante a Conferência Internacional sobre Aids.
Segundo os médicos, um dos pacientes já não toma medicamentos há 15 semanas e o outro há 8 e, desde então, exames não detectaram sinais do HIV em seus organismos.
A equipe pondera que ainda é muito cedo para falar de cura para a Aids e alerta que o vírus pode retornar a qualquer momento.
Os pesquisadores explicam que é muito difícil se livrar do vírus, que se esconde dentro o DNA humano, formando "reservatórios" pelo corpo.
Os dois homens, que não foram identificados, são portadores de HIV há cerca de 30 anos. Ambos tiveram câncer linfático, um tipo de tumor que requer transplante de medula.
Depósito de HIV
A medula óssea é onde as células sanguíneas são produzidas e acredita-se que o órgão seja um "grande depósito" de HIV.
A equipe médica que acompanha os pacientes acredita que os medicamentos antirretrovirais tenham protegido a medula transplantada da infecção. Ao mesmo tempo, o novo órgão teria "atacado" o que restou da medula original dos pacientes, que poderia estar abrigando o vírus.
Em um dos pacientes, os médicos não detectaram sinais do vírus nos quatro anos seguintes ao transplante. No outro paciente, dois anos após a operação o vírus também não havia retornado. Ambos foram liberados dos antirretrovirais no início deste ano.
O médico Timothy Henrich disse à BBC que os resultados são animadores, ressaltando que ainda é cedo para falar de cura.
"Ainda temos que acompanhar (os dois pacientes) por muito tempo", disse Henrich.
"O que podemos dizer é que se o vírus não voltar dois anos depois de eles terem interrompido a medicação, as chances do vírus voltar são extremamente baixas".
No entanto, Henrich afirmou que o vírus ainda poderia estar se escondendo no tecido cerebral ou no trato gastrointestinal.
"Se o vírus voltar significa que esses outros órgãos são um reservatório importante para o vírus, o que pode reorientar as pesquisas sobre a cura da Aids".
Paciente de Berlim
Timothy Brown, também conhecido como "Paciente de Berlim", é a única pessoa de quem se tem notícia até hoje que tenha ficado curado da Aids. Em 2006, ele recebeu um transplante de medula óssea de um doador raro, imune ao vírus HIV.
Os dois pacientes analisados pelos pesquisadores americanos receberam medulas de doadores normais.
Há também relatos de que um bebê que nasceu com HIV no Estado americano de Mississippi tenha sido curado após ser tratado com antirretrovirais assim que nasceu, evitando que o vírus encontrasse reservatórios pelo organismo.
O médico Michael Brady, diretor da fundação Terrence Higgins Trust, conhecida entidade beneficente britânica que faz campanhas por prevenção e tratamento de Aids, disse que ainda é cedo para saber se os homens conseguiram erradicar o HIV de seus organismos de vez ou se o vírus vai voltar.
"No entanto, esses exemplos sugerem que o que aconteceu com o Timothy Brown pode não ser um caso isolado", diz Brady.
Ele afirma que o transplante de medula óssea é "um procedimento complexo, caro e cheio de riscos". "Para muitas pessoas com HIV é mais perigoso fazer um transplante do que continuar controlando o vírus com medicação diária".
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