segunda-feira, 19 de agosto de 2013

SAÚDE/NOVOS TRATAMENTOS - Na Unesp é desenvolvido novo medicamento para Anemia Falciforme

Fármaco brasileiro mostra bons resultados contra anemia falciforme

Agência FAPESP – Um fármaco desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para aliviar os sintomas da anemia falciforme une os benefícios da talidomida e do quimioterápico hidroxiureia – já usado no tratamento crônico da doença – sem apresentar os efeitos tóxicos das drogas originais.
A molécula, patenteada com o nome Lapdesf1, mostrou bons resultados em ensaios com camundongos feitos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os cientistas das duas instituições buscam agora parceria com a indústria farmacêutica para a realização dos primeiros testes em humanos.
“A pesquisa representa um avanço para o tratamento da anemia falciforme, considerada uma doença extremamente negligenciada, e ajudará a diminuir vários sintomas presentes nos pacientes, como dor e inflamação”, disse o pesquisador da Unesp de Araraquara Jean Leandro dos Santos, responsável pelo projeto de pesquisa "Otimização, síntese e avaliação farmacológica de novos candidatos a fármacos para tratamento dos sintomas da anemia falciforme", apoiado pela FAPESP. 
A anemia falciforme é uma das doenças hereditárias mais prevalentes no Brasil e estima-se que existam mais de 50 mil afetados. Comum em populações afrodescendentes, é causada por uma alteração genética na hemoglobina, proteína presente nas hemácias – glóbulos vermelhos do sangue – que ajuda no transporte do oxigênio.
A mutação faz com que as hemácias assumam a forma de foice depois que o oxigênio é liberado aos tecidos. Em baixas tensões de oxigênio, as células se tornam deformadas, rígidas e propensas a se agregarem, ou seja, a formar uma massa celular que adere ao endotélio e dificulta a circulação sanguínea – processo conhecido como vaso-oclusão.
Além de inflamação crônica, o processo vaso-oclusivo pode causar necrose em vários tecidos e crises de dor intensa. É comum o aparecimento de úlceras nas pernas, descolamento de retina, priapismo (ereções prolongadas e dolorosas), acidente vascular cerebral, infartos, insuficiência renal e pulmonar. A doença também compromete os ossos, as articulações e tende a se agravar com o passar dos anos, reduzindo a expectativa de vida dos portadores.
A hidroxiureia é hoje uma das drogas mais usadas no tratamento da anemia falciforme por ser capaz de aumentar a produção de um outro tipo de hemoglobina, conhecida como hemoglobina fetal (mais presente no período de vida uterina). Altos níveis de hemoglobina fetal diminuem a polimerização das hemácias defeituosas e reduzem o risco de vaso-oclusão.
Como qualquer quimioterápico, porém, a hidroxiureia apresenta efeitos adversos. Além de causar náuseas, dores abdominais e de cabeça, tonturas, sonolência e convulsões, pode ainda diminuir a produção de células da medula óssea. Também pode afetar as células reprodutivas e levar à infertilidade.
Já a talidomida, inicialmente usada como sedativo e antiemético (contra náuseas), foi retirada do mercado em todo o mundo nos anos 1960 depois de provocar uma epidemia de recém-nascidos com malformações. Foi posteriormente reintroduzida nos anos 1990 para tratamento de câncer, hanseníase, lúpus e Aids. No Brasil, o uso da talidomida é controlado e a droga é produzida por laboratórios públicos e fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com Santos, no caso da anemia falciforme, a talidomida é interessante por seus efeitos anti-inflamatórios. “Nós aproveitamos da talidomida a subunidade responsável pelos efeitos anti-inflamatórios benéficos e acrescentamos à molécula o mecanismo de ação da hidroxiureia, relacionado à capacidade de doar óxido nítrico – mediador responsável pelo aumento da hemoglobina fetal. Nos ensaios de toxicidade feitos até o momento, o Lapdesf1 não apresentou nenhum dos efeitos negativos dos fármacos originais”, disse.
O desenho inicial da molécula foi realizado ainda durante o mestrado de Santos, sob a orientação da professora Chung Man Chin, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR) da Unesp de Araraquara. Os resultados foram publicados em 2011 no Journal of Medicinal Chemistry.
Durante o doutorado de Santos, realizado com Bolsa da FAPESP, o grupo aperfeiçoou a molécula para que fosse possível modular a velocidade de doação de óxido nítrico. Os dados foram divulgados em 2012 também no Journal of Medicinal Chemistry.
Testes pré-clínicos
Depois que experimentos preliminares in vitro comprovaram o potencial terapêutico do Lapdesf1, o grupo da Unesp firmou parceria com os pesquisadores do Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro) da Unicamp para a realização de ensaios em camundongos modificados geneticamente para desenvolver um quadro muito parecido com a anemia falciforme.
Os ensaios, conduzidos pelas pesquisadoras Carolina Lanaro e Carla Penteado, estão sendo realizados no âmbito de um Projeto Temático coordenado na Unicamp pelo professor Fernando Ferreira Costa.
“Os ensaios foram feitos no laboratório da Georgia Regents University, nos Estados Unidos, pois os pesquisadores de lá tinham o modelo animal mais adequado para esse tipo de teste”, contou Penteado.
Cerca de 20 roedores, ao completar 3 meses de idade, foram divididos em dois grupos. Metade foi tratada com o Lapdesf1 durante dois meses. A outra metade recebeu apenas placebo.
“No grupo tratado, a quantidade de hemoglobina fetal dobrou após esse período – resultado semelhante ao obtido com a hidroxiureia. Já a quantidade de citocinas inflamatórias havia diminuído mais de 70% – efeito semelhante ao obtido com a dexametasona (corticoide também usado contra inflamação). Nenhum dos animais apresentou efeitos adversos”, disse Penteado.
Enquanto aguarda a possibilidade de iniciar os primeiros ensaios em humanos, o grupo da Unicamp tenta desvendar in vitro e por meio de novos testes com animais o mecanismo exato de atuação do novo medicamento. Os resultados devem ser publicados em breve.
Novas possibilidades
Santos e Man Chin, por sua vez, continuam trabalhando no aperfeiçoamento da molécula. Em outro projeto de pesquisa, os pesquisadores selecionaram três variações do fármaco sintetizadas durante a pesquisa de doutorado e acrescentaram elementos capazes de causar um outro efeito muito interessante para o tratamento da anemia falciforme: inibir a agregação da plaquetas.
Introduzimos entre as duas subunidades da molécula – a da talidomida e a da hidroxiureia – um espaçador que também tem uma atividade biológica. Metaforicamente, seria como colocar um mola para unir duas bolas. Esse espaçador foi usado para melhorar o reconhecimento das substâncias pelos receptores biológicos”, explicou Santos.
Testes preliminares feitos in vitro e em camundongos mostraram que a nova versão do fármaco mantém as propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, doadoras de óxido nítrico e também foi eficaz para impedir a agregação das plaquetas – o que deve reduzir ainda mais o risco de vaso-oclusão.
Santos ainda coordena outro projeto de pesquisa, financiado pela FAPESP e pela farmacêutica GlaxoSmithKline, cujo objetivo é desenvolver uma droga que apresente o mesmo potencial terapêutico do Lapdesf1, mas que não tenha semelhança estrutural com a talidomida. O projeto está em andamento e conta com a participação dos pesquisadores da Unesp e Unicamp. 

domingo, 18 de agosto de 2013

ALZHEIMER/PREVENÇÃO - Um teste com fotos de celebridades identifica precocemente demências

Fotos de celebridades ajudam diagnóstico de forma de demência

Pedir a pacientes que identifiquem fotos de pessoas famosas - como Elvis Presley ou a princesa Diana, por exemplo - pode ajudar médicos a identificar traços precoces de um tipo de demência, dizem pesquisadores.
Elvis Presley (AP)
(imagem - foto colorida do cantor Elvis Presley com sua roupa típica e personalizada, branca, segurando um microfone - fotografia AP Associeted Press)
Atualmente, médicos usam testes de agilidade mental para tentar diagnosticar a doença. Especialistas dos EUA acreditam que um teste adicional de reconhecimento facial pode ajudar esse diagnóstico. 
Segundo um pequeno estudo publicado no periódico Neurology, o método do reconhecimento facial ajudou a identificar sinais de um tipo de demência em 30 pacientes.
Mas novos estudos são necessários para saber se a iniciativa serve também para notar outras variações da doença.
Pontos para rostos
A pesquisa, da Universidade Northwestern, em Chicago, descobriu que pessoas com afasia primária progressiva (APP) - uma forma rara de demência - em fase inicial tiveram dificuldades em identificar fotos em preto e branco de pessoas famosas, como John F Kennedy, Albert Einstein e Martin Luther King.
Os participantes receberam pontos para cada rosto que conseguiam reconhecer. Se eles não conseguissem lembrar o nome da pessoa famosa, podiam tentar identificá-la descrevendo-a.
Comparados com 27 voluntários sem sinais de demência, 30 pacientes pontuaram muito pouco no teste facial.
Ainda que seja normal que qualquer pessoa esqueça nomes e rostos ocasionalmente, o fato de esquecer-se de famosos como Elvis Presley pode ser indicativo de problemas mais sérios.
Após o teste, os pacientes foram submetidos a exames médicos, que revelaram perda de tecido cerebral em áreas que lidam com o reconhecimento facial.
Nuances
Para Tamar Gefen, líder da pesquisa, o teste pode ser útil se somado a outros já usados por médicos para detectar a demência.
"Há muitas nuances e diferenças (nos diagnósticos de) demência, então é bom usar diferentes testes", disse ela.
O teste de celebridades, porém, teria de ser adaptado para cada indivíduo. Alguém de 45 anos pode não reconhecer, por exemplo, estrelas de Hollywood dos anos 30; e um paciente de 80 anos talvez não identifique famosos atuais.
"É importante dar um diagnóstico preciso para portadores de demência, para que eles possam buscar o cuidado e o tratamento adequados", diz a médica Marie Janson, do grupo Alzheimer's Research UK, ressaltando que são necessários novos estudos.
"Diferentes formas de demência podem ser difíceis de se identificar. Estudos como este podem ampliar nosso entendimento sobre como o cérebro é afetado, mas precisamos investir em mais pesquisas para que esses resultados possam ser usadas para um melhor diagnóstico."
Para a Sociedade de Alzheimer britânica, o teste pode ajudar a identificar formas raras de demência "que poderiam passar despercebidas". Mas a entidade ressalta que "problemas de reconhecimento facial não são sintomas de todos os tipos de demência, então precisamos de mais estudos para saber se adaptações desta abordagem podem ter uma aplicação mais ampla".
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html

sábado, 17 de agosto de 2013

DIREITOS HUMANOS/TORTURA - Livro faz histórico da Operação Bandeirantes com o DOI-COI nos Anos de Chumbo

"PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA"  - Livro de Mariana Joffily 

Pau de arara
(imagem - foto em preto e branco, com um homem negro preso ao que se chama de Pau de Arara, um ferro suspenso, ferramenta de Tortura,onde se aprisiona a pessoa com as mãos amarradas sobre as pernas dobradas e presas ao ferro, deixando a pessoa vulnerável e exposta aos torturadores. Foi usado na Ditadura Militar e, lamentavelmente, ainda persiste com meio de tortura no Brasil - fotografia de difusão da matéria)

"Na relação do torturador com o torturado a única coisa que não pode acontecer é você falar 'não falo'. Se você falar 'não falo', dali a cinco minutos você pode ser obrigado a falar, porque eles sabem que você tem algo a dizer" (trecho do depoimento de Dilma Rousseff, sobre a tortura sofrida durante o período militar no Brasil)

  por Patrícia Beloni


A atual presidente e outros ex-prisioneiros e vítimas desse regime contribuíram com suas histórias para a produção do livro No Centro da Engrenagem – Os Interrogatórios na Operação Bandeirante e no DOI-CODI de São Paulo (1969-1975), de Mariana Joffily. A produção é fruto da tese de doutorado em História Social, na USP, constituída por uma coletânea do Prêmio de Pesquisa Memórias, com base no Dossiê 50-Z-9, composto por 5.419 sessões, com 1.324 pessoas inquiridas.

Não é de hoje a busca pelo acesso aos arquivos e aos documentos oficiais que possibilite melhor esclarecer o funcionamento dos aparatos repressivos durante a ditadura militar, em especial o envolvimento das forças armadas, explica o professor Sérgio Adorno, do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, que redigiu a apresentação da publicação. 

Tanto a sociedade civil quanto a sociedade política têm se mobilizado para evitar o esquecimento das graves violações de diretos humanos cometidas contra a dissidência política. O meio acadêmico não fica de fora. A necessidade de análises e estudos que explicassem como o golpe de Estado e seus desdobramentos foram possíveis ampliou a atuação do meio acadêmico, do qual este livro faz parte, complementa Adorno.

Dentro da engrenagem 

“Com o seu livro, Mariana Joffily nos ajuda a entender por que o passado ainda não passou no Brasil”, palavras do professor Luiz Felipe de Alencastro, da Cátedra da História do Brasil da Universidade Paris Sorbonne e autor do prefácio da publicação. A pesquisa de Mariana surgiu a partir de um duplo questionamento dos tempos militares: qual a funcionalidade desses interrogatórios na engrenagem da repressão? Em que medida tais interrogatórios esclarecem o funcionamento desses órgãos, seu papel, alcance e resultados pretendidos?

Com base nessas dúvidas, o livro tornou-se um trabalho historiográfico e científico, que toma por base os interrogatórios preliminares de militantes das diversas tendências de esquerda, acusados de subversão, realizados no âmbito da Operação Bandeirante e do DOICODI, em São Paulo, no período de 1969-1975. São dados, depoimentos e análises em conjunto com os diálogos dos principais estudiosos do campo, com referências bibliográficas dos últimos 30 anos, que tentam elucidar um período da história do País que ainda não teve um ponto final.

O livro tem quatro capítulos que questionam e analisam esses interrogatórios, acompanhando minúcias, detalhes, cada passo, cada gesto, com as técnicas e linguagens dos repressores. “Difícil não imaginar a partir da leitura da transcrição minudente desses interrogatórios o que se passava nas salas, os movimentos em torno das sessões, o claro-escuro da ambientação, o tom das vozes, as ameaças, os gritos dos torturados, os jogos de palavras capazes tanto de extorquir confissão quanto arrependimento dos inquiridos, o sadismo dos interrogadores”, diz Adorno, também coordenador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP.

O livro se inicia com a descrição de outros estudos das razões que motivaram a criação da Operação Bandeirante e, em seguida, do DOI-CODI e suas fronteiras entre o legal e o ilegal. O ponto alto são as análises das dimensões discursivas do interrogatório. É nesse meio que a autora busca descobrir uma rede de diferentes atores, operações, estruturas, processos e rotinas de funcionamento da repressão, revelando as sutilezas do aparato em obstinada vontade de saber e de poder, e, por fim, a funcionalidade da tortura e suas técnicas. “Estudos como este contribuem decisivamente para romper silêncios, combater essa sorte de aquiescência para com a tortura e, na melhor das hipóteses, buscar alternativas em lideranças políticas jovens capazes de reconstruir, sob o signo da memória e da verdade, os elos entre o passado e o presente”, completa o professor Sérgio Adorno.

O livro
Mariana Joffily 
No Centro da Engrenagem – Os Interrogatórios na Operação Bandirante e no DOI-CODI de São Paulo (1969-1975)
São 
Paulo, Edusp, 2013, 352 págs.

Fonte: Jornal da USP Online  http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=11&id_noticia=221442

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ONDE NASCEM E MORREM OS DIREITOS HUMANOS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/onde-nascem-e-morrem-os-direitos.html

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA/EUGENIA - Na Inglaterra é determinada esterilização de deficiente intelectual

Tribunal britânico decide esterilizar deficiente intelectual "em seu próprio interesse"

Um tribunal britânico deliberou hoje, pela primeira vez, que um homem com deficiência mental, considerado como "incapaz" de utilizar corretamente os vários métodos de contracepção disponíveis, será esterilizado "em seu próprio interesse".

(imagem - foto colorida da Bandeira da Inglaterra, nas cores azul, vermelho e branco, que tremula ao vento, hasteada sobre o fundo azul celeste, arquivo Reuters)

O homem de 36 anos, designado como "DE", é pai de uma criança com cerca de três anos e não pretende ter mais filhos.  
De acordo com os médicos que acompanharam este caso, o homem, dotado  de um quociente de inteligência (QI) de 40, equivalente ao de uma criança entre os seis e os nove anos de idade, não reúne as condições mentais necessárias para decidir sobre a realização de uma vasectomia.  
O pedido para o procedimento foi apresentado pelos pais do homem, pelo seu médico de família e pelos serviços sociais. 
"DE", que vive com os pais em Midlands, na região centro de Inglaterra, tem uma vida sexual ativa com a namorada, designada como "PQ", que também é deficiente mental. 
 No entanto, o casal, junto há 10 anos, não consegue recorrer aos vários métodos de contraceção disponíveis, o que dificulta a prevenção de uma nova  gravidez. 
Perante a incapacidade do casal de usar qualquer tipo de contraceção, as autoridades decidiram, após o nascimento do primeiro filho do casal, tomar medidas concretas, nomeadamente evitar que "DE" tivesse sozinho com a namorada. 
 Segundo explicou a juíza Eleanor King, "DE" ficou muito perturbado com a presença do filho e não compreendeu que a criança era uma consequência das relações sexuais que mantinha com a namorada. 
A vasectomia é "definitivamente em seu próprio interesse", indicou a juíza, sublinhando que, após a operação, o homem poderá retomar o relacionamento com a namorada, bem como reconquistar "as suas capacidades e a sua independência".
A esterilização forçada de deficientes, amplamente praticada na primeira metade do século XX sob a influência da doutrina do eugenismo (conjunto dos métodos que visam melhorar o património genético de grupos humanos), foi considerada como um crime contra a humanidade depois da adoção do Estatuto  de Roma em 1998 (que instituiu o Tribunal Penal Internacional). 
"Este caso não está relacionado com o eugenismo e não é a história de  um homem que será submetido a uma vasectomia contra a sua vontade", afirmou  Angus Moon, representante de "DE" no tribunal. 
"Estamos perante um caso excecional, o primeiro nesta jurisdição  1/8Inglaterra  e País de Gales 3/8, e não é suposto autorizar outras vasectomias em outros  deficientes mentais", referiu o representante
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EUGENIA – Como realizar a castração e esterilização de mulheres e homens com deficiência? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/01/eugenia-como-realizar-castracao-e.html

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DEFICIÊNCIAS/INOVAÇÕES - Cadeirantes poderão controlar cadeiras de rodas com o pensamento

Cadeira de rodas controlada com o pensamento é apresentada no Consegi


Concentração é a palavra-chave para utilização da cadeira de rodas controlada com o pensamento. A tecnologia é capaz de captar e ler as ondas cerebrais e acionar os comandos para movimentar a cadeira. Os criadores da solução apresentam, até esta quinta-feira, o equipamento no Espaço de Robótica e Inovação, do Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico (Consegi).
'Com o conhecimento do uso de redes neurais, conseguimos detectar áreas do cérebro que estão atuando. A onda cerebral captada é lida pelo sensor e comparada, com um padrão previamente estabelecidos. A partir daí basta treinar, relembrar o pensamento e se concentrar para movimentar a cadeira de rodas', explica o professor de ciência da computação do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), Eugênio Pessoa, supervisor da criação.
Os comandos cerebrais são enviados por uma rede de transmissão sem fio de volta para a cadeira, que, então se move. De acordo com Pessoa, a cadeira de rodas com a nova tecnologia facilitará a locomoção de paraplégicos com pouca mobilidade nos braços e também de tetraplégicos. Para usar a cadeira é necessário um treinamento dos comandos cerebrais, que dura em média 20 minutos.
O equipamento foi projetado para custar até R$ 3 mil. No mercado, o preço de cadeiras de rodas mecanizadas variam de R$ 7 mil a R$ 15 mil. Segundo um dos criadores da cadeira de rodas, Felipe Cintra, a tecnologia precisa ser aprimorada para ser comercializada. 'Ainda precisamos de um sensoriamento de ambientação, que verifique os obstáculos como escadas, desnível de piso, batente alto. Também temos que melhorar aspectos como conforto, acabamento e segurança', diz.
A ideia da cadeira de rodas automatizada partiu de um projeto de conclusão de curso e da vontade de dois alunos em aplicar a tecnologia no cotidiano dos cidadãos. 'Pensamos no lado social da ciência da computação. A pessoa, com a cadeira, não dependerá de alguém para empurrar. É um tipo de controle [pela força do pensamento] que não existe em escala comercial em nenhum lugar do mundo', diz Cintra.
No Espaço de Robótica e Inovação também estão sendo expostas tecnologias como o robô capaz de apoiar o resgate de vítimas de incêndio, o mouse controlado por movimentos faciais e as lâmpadas que acendem ou apagam por meio do celular. Todas as inovações foram construídas a partir de tecnologias baseadas em softwares e hardwares livres.
Neste ano, o tema do evento é Portabilidade, Colaboração e Integração. A proposta do Consegi é reunir governo, academia e sociedade para trocar experiências e apresentar tecnologias que facilitem o acesso a serviços públicos e a melhorar o cotidiano das pessoas.
O congresso é promovido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e vai oferecer mais de 190 palestras, debates e oficinas gratuitas. O congresso tem transmissão ao vivo pelo site do Consegi.

ALZHEIMER/PESQUISAS - Em Barcelona estudo anuncia identificação precoce da doença

Pesquisa identifica sinal de Alzheimer dez anos antes dos sintomas

BARCELONA - Um estudo publicado nesta quarta-feira anuncia a identificação do que pode ser o sinal bioquímico da doença de Alzheimer mais precoce já descoberto. Os resultados sugerem que este potencial biomarcador fica presente no líquido cefalorraquidiano (LCR) pelo menos uma década antes de se manifestar sinais de demência. Quanto antes ocorre o diagnóstico da doença, melhor se consegue impedir o avanço da degeneração.
"Se nossos resultados iniciais puderem ser repetidos por outros laboratórios, os resultados vão mudar a forma como se pensa atualmente sobre as causas da doença de Alzheimer", disse Ramon Trullas, professor de pesquisa do Instituto de Pesquisa Biomédica de Barcelona e autor de o estudo que foi publicado na revista "Annals of Neurology"." Esta descoberta pode permitir a busca de tratamentos mais eficazes que podem ser administradas durante a fase pré-clínica da doença", completa.
Os pesquisadores do instituto demonstraram que uma diminuição do conteúdo de DNA mitocondrial (mtDNA) pode ser um indicador pré-clínico da doença de Alzheimer. A hipótese é de que a redução nos níveis de mtDNA em CSF refletem a diminuição da capacidade de funcionamento da mitocôndria dos neurônios do cérebro, provocando a sua morte. A diminuição da concentração de mtDNA precede o aparecimento de biomarcadores de Alzheimer mais conhecidos, sugerindo que o processo fisiopatológico da doença de Alzheimer é iniciado mais cedo do que se pensava, e que a redução mtDNA pode ser uma das primeiras preditoras da doença. O DNA mitocondrial em pode ser facilmente quantificado por uma máquina de sequenciamento genético.
A doença de Alzheimer afeta mais de cinco milhões de americanos e é a sexta maior causa de morte nos Estados Unidos. Atualmente, a única maneira para diagnosticar a doença com precisão é por meio de análise neuropatológica. Hoje, a relação de biomarcadores associada com a causa da doença é obscura, o que torna quase impossível diagnosticá-la com segurança em sua fase pré-clínica.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

SAÚDE MENTAL/REDES SOCIAIS - Pesquisa revela que Facebook não traz felicidade

Uso de Facebook não faz o usuário feliz, diz estudo

Satisfação de estar mais conectado é superficial, diz psicólogo social. Universidade de Michigan avaliou 82 jovens adultos com smartphones

Facebook (Foto: Reuters)
(imagem - foto colorida de difusão, com uma mão segurando um smartphone, com a tela iluminada apresentando o Facebook, e ao fundo a palavra Facebook está em azul em branco, fotografia Reuters)
As redes sociais contribuem muito para que as pessoas se sintam mais conectadas, mas seu uso não as faz, necessariamente, mais felizes, segundo um estudo de usuários do Facebook publicado nesta quarta-feira (14) na Public Library os Science.
De fato, o uso do Facebook prevê uma diminuição do bem-estar do usuário, de acordo com o estudo da Universidade de Michigan (UM), que é a primeira pesquisa conhecida e publicada que examina a influência do Facebook na felicidade e na satisfação.
"Superficialmente, o Facebook proporciona um recurso valioso para a satisfação de necessidade humana básica de conexão social", indicou o psicólogo social da UM, Ethan Kross, autor principal do artigo e docente associado no Instituto de Pesquisa Social (ISR) da universidade. "Mas, ao invés de realçar o bem-estar, encontramos que o uso do Facebook prevê o resultado oposto, solapa o bem-estar".
"Isto é um resultado de importância crítica porque vai ao centro da influência que as redes sociais podem ter sobre a vida das pessoas", acrecentou outro autor do estudo, o cientista cognitivo John Jonides, da UM.
Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 82 adultos jovens, um grupo demográfico central dos usuários de Facebook. Todos eles tinham smartphones e contas de Facebook.
Os pesquisadores usaram a amostragem de experiência -uma das técnicas mais confiáveis para medir como as pessoas pensam, sentem e se comportam momento a momento na vida cotidiana - a fim de avaliar o bem-estar subjetivo dos participantes enviando mensagens de texto, ao acaso, cinco vezes por dia durante duas semanas.
Cada mensagem de texto continha um link para uma enquete cibernética com cinco perguntas: como se sente neste momento? Quão preocupado está? Quão solitário se sente neste momento? Quanto usou o Facebook desde a última vez que te perguntamos? Quanto interagiu 'diretamente' com outras pessoas desde a última vez que te perguntamos?
O estudo mostrou que quanto mais as pessoas usavam Facebook durante um período, pior se sentiam depois.
Os autores também pediram aos participantes que qualificassem seu nível de satisfação com a vida no começo e no final do estudo. Encontraram que quanto os participantes ao longo de um período de estudo de duas semanas usavam o Facebook, mais diminuíam seus níveis de satisfação com a vida.
Algo que também é importante assinalar é que os pesquisadores não encontraram provas de que a interação direta com outras pessoas por telefone ou em encontros tête-à-tête influenciam negativamente no bem-estar.
Por outro lado, os pesquisadores descobriram que as interações diretas com outras pessoas faziam com que os participantes se sentissem melhor com a passagem do tempo.
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POR QUE AS TECNOLOGIAS NOS AFETAM? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/04/por-que-as-tecnologias-nos-afetam.html

ALZHEIMER/PESQUISAS - Como tratar e cuidar da doença antes dos primeiros sintomas?

Nova possibilidade para tratar Alzheimer antes dos sintomas

Nova possibilidade para tratar Alzheimer antes dos sintomas
(imagem - foto colorida com os braços de uma pessoa com as mãos entrelaçadas, idosa, à esquerda, tendo à sua frente várias 'cartas', como de um baralho, com imagens usadas para testes de memória - fotografia Arquivo Global Imagens)
O cientista Luís Maia participou um estudo que analisou o desenvolvimento da doença de Alzheimer antes do aparecimento dos primeiros sintomas. A experiência foi levada a cabo com animais e abre caminho para novas possibilidades no tratamento de humanos.

Um estudo, publicado na revista "Science Translational Medicine", abre caminho ao desenvolvimento de tratamentos capazes de parar a doença de Alzheimer antes do seu aparecimento, ou seja, antes da ocorrência de qualquer dano importante no cérebro do paciente.

Doença neuro-degenerativa, atualmente incurável, o Alzheimer tem uma evolução lenta e o aparecimento dos primeiros sintomas "leva mais de 10 anos (...) sendo este período pré-clínico [antes do aparecimento dos primeiros sintomas], o momento ideal para intervir", refere o artigo científico.

Parte de uma equipa internacional, de acordo com a Lusa, Luís Maia verificou que "as alterações ocorridas no fluido cefalorraquidiano (líquido em torno da coluna vertebral e do cérebro) de dois modelos animais (ratinhos) da doença de Alzheimer eram paralelas à progressão da doença, podendo ser utilizadas para monitorizar a doença sem recurso aos sintomas".

A observação de algumas alterações biológicas que sinalizam a doença permitiu a obtenção de informações sobre o avanço da doença. A conclusão retirada da experiência"foi particularmente interessante" já que "abre a possibilidade de finalmente ser possível intervir durante o período pré-clínico da doença".

Os cientistas dizem ser necessário continuar a investigar, mas consideram possível que os ratos transgênicos possam ser "usados para testar novos medicamentos para a doença de Alzheimer".

O estudo foi realizado no Institute for Clinical Brain Research in Tübingen, na Alemanha, e no Hospital de Santo António, no Porto.

De acordo com dados relativos a 2010, o número de doentes com Alzheimer ascendia a 36 milhões, a nível mundial. Especialistas esperam que, até 2020, este número duplique, estimando-se que o número duplicasse em 2020.

A doença aparece normalmente com o aumento da idade e destrói o cérebro, causando perda de memória, da linguagem e da percepção do tempo e do espaço.

Em 2010, a Organização Mundial de Saude calculava que ao todo tenham sido gastos 640mil milhões de dólares (cerca de 490 mil milhões de euros) com pacientes de Alzheimer.


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ALZHEIMER NÃO É UMA PIADA, mas pode ser poesia de vida http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/06/alzheimer-nao-e-uma-piada-mas-pode-ser.html


terça-feira, 13 de agosto de 2013

AUTISMO/PREVENÇÃO - Pesquisa diz que parto induzido aumenta o risco para o autismo

Estudo aponta que induzir o parto pode aumentar risco de autismo


Um parto induzido ou acelerado poderia estar relacionado com o risco de o bebê desenvolver autismo, segundo os resultados preliminares de um estudo divulgado nesta segunda-feira que ressalta a necessidade de aumentar as pesquisas sobre as causas da doença.
O estudo conjunto da Universidade de Michigan e de Duke, publicado na revista "Jama Pediatrics", é o maior desenvolvido até agora nos Estados Unidos sobre o tema e sugere que o risco é ainda maior se o bebê é do sexo masculino.
Os pesquisadores estudaram os registros de todas as crianças nascidas no estado da Carolina do Norte durante os últimos oito anos e relacionaram mais de 625 mil nascimentos com seus correspondentes históricos escolares, para determinar que 1,3% dos meninos e 0,4% das meninas tinham autismo.
O estudo conclui que, dos bebês masculinos, aqueles que nasceram em um parto induzido e acelerado tinham um risco de autismo 35% mais elevado que os que nasceram por contrações naturais, sem nenhum desses tratamentos.
No caso das meninas, só os partos acelerados se associaram com um aumento de risco de autismo, e não os induzidos, algo que segundo os autores requer mais pesquisa.
Em termos gerais, o número de mães que tinham tido partos induzidos ou acelerados era maior entre os meninos com autismo que entre os que não apresentaram a doença, e o estudo calcula que evitar esse tipo de técnica poderia prevenir dois de cada mil casos de autismo em bebês de sexo masculino.
Os autores advertiram que os resultados são insuficientes para provar uma relação causal entre o parto induzido e o autismo, e que necessitam mais estudos a respeito.
Porém, a pesquisa "proporciona provas preliminares de que existe uma associação entre o autismo e a indução ou aceleração do parto", algo que pode dar pistas para o crescente diagnóstico de autismo em crianças nos EUA, segundo Marie Lynn Miranda, coautora e pesquisadora na Universidade de Michigan.
Simon G. Gregory, o principal autor do estudo, da Universidade de Duke, destacou que a relação entre os fatores já foi estudada em outros trabalhos, mas em "um universo relativamente pequeno".
"Nossa pesquisa é de longe a maior das que contemplam a relação entre autismo e indução ou aceleração", acrescentou.
Uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos sofre de autismo e os pesquisadores do país procuram determinar quais fatores ambientais podem influenciar no desenvolvimento da doença, à parte da genética.
Os autores do estudo alertaram que os resultados não devem ser tomados como base para evitar a indução até que haja investigação mais profunda, porque estas técnicas também têm claros benefícios associados.
"A indução do parto, especialmente para as mulheres grávidas com condições médicas como diabetes ou pressão alta, reduziu significativamente o risco de dar à luz a um feto morto", comentou Chade A. Grotegrut, coautor da Universidade de Duke.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SAÚDE MENTAL/OMS - Lançado um guia para os estresses pós-traumáticos

OMS lança guia para problemas mentais causados por traumas

Programa de Ação Global de Saúde Mental vai abranger pessoas que sofram da disordem de estresse pós-traumático; documento foi preparado pela agência da ONU e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
(imagem - foto colorida de um rosto humano que expressa angústia e sofrimento, fotografia da Rádio ONU, segundo a qual tem suas etiologias e aumento ligados às grandes cidades) 
A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou, nesta terça-feira, um novo guia com protocolos clínicos para o tratamento de doenças mentais causadas por traumas ou perdas.
Segundo a agência da ONU, as doenças mentais são comuns, incapacitantes e geralmente, não são tratadas. O Programa de Ação Global de Saúde Mental da OMS foi criado em 2008 e agora, a organização decidiu incluir os cuidados com o transtorno de estresse pós-traumático.
Violência
Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que os eventos traumáticos e as perdas são comuns nas vidas das pessoas. Um estudo da agência feito em 21 países revelou que 21,8% sofreram algum tipo de violência. Mais de 16% tiveram experiências com guerras e 12% sofreram com a perda de uma pessoa querida.
Para tratar destas pessoas, o novo protocolo produzido em conjunto pela OMS e pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, diz que o atendimento inicial pode ser feito nos hospitais.
Apoio
Segundo o documento, os trabalhadores de saúde podem oferecer apoio psicosocial básico ao doente, assim como controle de estresse. Ele vão ajudar as pessoas a identificar e fortalecer os métodos para enfrentar situações e de apoio social.
O novo protocolo faz um alerta contra certos métodos populares de tratamento, como por exemplo, o uso de remédios que tenham como princípio básico a benzodiapezina, muito usada para controlar a ansiedade.
A OMS diz que o medicamento não deve ser utilizado para casos de transtorno de estresse pós-traumático ou insônia nos primeiros meses após o a ocorrência do evento que causou o trauma.
Recuperação
A agência da ONU afirmou que o remédio pode prolongar o tempo de recuperação e que até o momento, não há nenhuma prova dos benefícios da benzodiapezina.
Ao mesmo tempo, a OMS diz que o medicamento pode ser usado para o tratamento de outras doenças mentais.
Para Mark Van Ommeren, médico do Departamento de Saúde Mental da OMS, o Tept, como é chamado o transtorno, deve ser controlado como outras doenças mentais.
Ele afirmou que o novo guia vai orientar os funcionários de saúde no mundo inteiro no tratamento de adultos e crianças que sofrem de condições especificamente relacionadas ao estresse.
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