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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PESSOAS COM DEFICIENCIA/NOVAS TECNOLOGIAS - Cientista brasileiro mostra pontapé de paraplégico na Copa

Simulação mostra como paraplégico deve dar o pontapé inicial na Copa do Mundo de Futebol

O cientista brasileiro Miguel Nicolelis divulgou nesta sexta-feira um vídeo que mostra como deve ser dado o pontapé inicial da Copa do Mundo do Brasil, em junho de 2014 - uma iniciativa inédita que pretende tornar possível a um paraplégico chutar uma bola na abertura da Copa. A simulação é parte do projeto Walk Again (Andar de Novo), que estuda as possibilidades da interação cérebro-máquina para a superação de deficiências motoras. Com o uso de um exoesqueleto, a meta é ir além do chute inaugural do torneio, permitindo a um brasileiro com deficiência motora caminhar.​
"Simulador virtual, acoplado a Fred, andador robótico, será usado por todos os pacientes envolvidos no projeto Andar de Novo (Walk Again)", escreveu o médico em seu perfil no Facebook. A ideia é que os passos sejam controlados por sinais originários do cérebro, que seriam transmitidos de uma unidade do tamanho de um laptop em uma mochila carregada pela pessoa.
A simulação foi realizada na sala de realidade virtual do Instituto Internacional de Neurociência de Natal (IINN-ELS). Ao lado do personagem no vídeo aparece um monitor mostrando um estádio virtual - que conta inclusive com o ruído da torcida. "Avatar do jogador já está sendo controlado por atividade elétrica cerebral de um dos pesquisadores que participou da concecpção da sala de realidade virtual", afirmou Nicolelis.
Há duas semanas, Nicolelis divulgou as primeiras imagens do joelho robótico do exoesqueleto. "O sonho começa a sair do papel e virar realidade", descreveu ele. O computador carregado pelo usuário do exoesqueleto robótico ainda traduziria sinais elétricos cerebrais, sendo que a máquina estabilizaria o peso do corpo e induziria as pernas robóticas do deficiente físico para coordenar os movimentos necessários.
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VEJA O VIDEO EM http://terratv.terra.com.br/Default.aspx?cid=493922
fonte - http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/simulacao-mostra-como-paraplegico-deve-dar-o-pontape-inicial-da-copa,e1142de0960f1410VgnVCM4000009bcceb

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DEFICIÊNCIAS/INOVAÇÕES - Cadeirantes poderão controlar cadeiras de rodas com o pensamento

Cadeira de rodas controlada com o pensamento é apresentada no Consegi


Concentração é a palavra-chave para utilização da cadeira de rodas controlada com o pensamento. A tecnologia é capaz de captar e ler as ondas cerebrais e acionar os comandos para movimentar a cadeira. Os criadores da solução apresentam, até esta quinta-feira, o equipamento no Espaço de Robótica e Inovação, do Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico (Consegi).
'Com o conhecimento do uso de redes neurais, conseguimos detectar áreas do cérebro que estão atuando. A onda cerebral captada é lida pelo sensor e comparada, com um padrão previamente estabelecidos. A partir daí basta treinar, relembrar o pensamento e se concentrar para movimentar a cadeira de rodas', explica o professor de ciência da computação do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), Eugênio Pessoa, supervisor da criação.
Os comandos cerebrais são enviados por uma rede de transmissão sem fio de volta para a cadeira, que, então se move. De acordo com Pessoa, a cadeira de rodas com a nova tecnologia facilitará a locomoção de paraplégicos com pouca mobilidade nos braços e também de tetraplégicos. Para usar a cadeira é necessário um treinamento dos comandos cerebrais, que dura em média 20 minutos.
O equipamento foi projetado para custar até R$ 3 mil. No mercado, o preço de cadeiras de rodas mecanizadas variam de R$ 7 mil a R$ 15 mil. Segundo um dos criadores da cadeira de rodas, Felipe Cintra, a tecnologia precisa ser aprimorada para ser comercializada. 'Ainda precisamos de um sensoriamento de ambientação, que verifique os obstáculos como escadas, desnível de piso, batente alto. Também temos que melhorar aspectos como conforto, acabamento e segurança', diz.
A ideia da cadeira de rodas automatizada partiu de um projeto de conclusão de curso e da vontade de dois alunos em aplicar a tecnologia no cotidiano dos cidadãos. 'Pensamos no lado social da ciência da computação. A pessoa, com a cadeira, não dependerá de alguém para empurrar. É um tipo de controle [pela força do pensamento] que não existe em escala comercial em nenhum lugar do mundo', diz Cintra.
No Espaço de Robótica e Inovação também estão sendo expostas tecnologias como o robô capaz de apoiar o resgate de vítimas de incêndio, o mouse controlado por movimentos faciais e as lâmpadas que acendem ou apagam por meio do celular. Todas as inovações foram construídas a partir de tecnologias baseadas em softwares e hardwares livres.
Neste ano, o tema do evento é Portabilidade, Colaboração e Integração. A proposta do Consegi é reunir governo, academia e sociedade para trocar experiências e apresentar tecnologias que facilitem o acesso a serviços públicos e a melhorar o cotidiano das pessoas.
O congresso é promovido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e vai oferecer mais de 190 palestras, debates e oficinas gratuitas. O congresso tem transmissão ao vivo pelo site do Consegi.