segunda-feira, 22 de junho de 2015

TECNOLOGIA ASSISTIVA/DEFICIÊNCIA FÍSICA - Criada um cadeira de rodas que vira triciclo

Engenheiro cria cadeira de rodas que vira triciclo motorizado

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Depois de transformar sua cadeira de rodas em um triciclo, a vida ficou mais fácil, segundo ele
(imagem publicada - fotografia colorida da matéria com um cadeirante utilizando esse triciclo que se adapta à sua cadeira de rodas, um homem com um capacete de camisa listrada e calça jeans, com o sorriso de quem encontra uma área acessível para o uso desse veículo que lhe dá vida independente e autonomia)

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Depois de transformar sua cadeira de rodas em um triciclo, a vida ficou mais fácil, segundo ele

Com apenas 11 meses de idade, o agente administrativo Marcos David teve paralisia infantil e perdeu o movimento das pernas. Sem poder caminhar, as coisas do dia-a-dia sempre sempre foram mais difíceis para ele. Até que há cerca de dois meses, David, hoje com 41 anos de idade, conheceu um mecanismo que mudaria sua vida e facilitaria muito sua rotina, sempre tão difícil: o Kit Radical Livre.
Criado pelo engenheiro mecatrônico Júlio Oliveto Alves, 30, com o intuito de facilitar a locomoção de pessoas que têm mobilidade reduzida, o Kit Radical Livre é acoplado na cadeira de rodas e a transforma em triciclo. O aparelho tem motor elétrico e bateria de 20 quilômetros de autonomia.
"Tudo sempre foi muito difícil. Fazer coisas simples, como ir à feira, eram quase sonho. E quando eu saía sozinho, precisava sempre pedir ajuda pra alguém. Agora eu me sinto mais livre, tenho mais autonomia e não preciso depender de ninguém. A sensação de liberdade é a melhor coisa que alguém nessa situação pode sentir", disse.
A pesquisa para a criação do kit começou há cinco anos durante o projeto de mestrado em engenharia mecânica de Alves e, em 2011, o primeiro protótipo foi concluído. O lançamento do kit e disponibilização ao mercado ocorreu no início de abril, durante a 14ª edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech).
O equipamento, que se adequa à necessidade de cada usuário, já está sendo utilizado, além de São Paulo, por cadeirantes de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. "Minha prioridade sempre foi conseguir uma forma de dar um novo estilo de vida ao cadeirante, facilitar a vida dele ao máximo", contou Júlio, que, apesar de não ter nenhum deficiente físico na família, teve o desejo despertado ao ver pessoas com dificuldade de locomoção.
Para Marcos, o kit tem sido prático e eficiente. "Em um bairro como o Itaim Paulista, em São Paulo, por exemplo, onde eu moro sozinho e as dificuldades de acessibilidade são muitas, um equipamento como esse veio realmente para mudar minha vida. Estou há cerca de dois meses com meu triciclo, mas já consigo fazer tanta coisa que antes não fazia, que não me imagino mais sem ele", contou Marcos.

Sentimento semelhante ao de Marcos vive a pedagoga aposentada Rita de Cássia Orsini, de 56 anos. Moradora da Vila Mariana, em São Paulo, Rita teve as duas pernas amputadas há 11 anos por conta de uma infecção e pensou que nunca mais poderia sentir o prazer de estar livre pela rua, até que descobriu o equipamento.

"É uma sensação de liberdade maravilhosa. Antes, eu dependia do carro pra tudo. Poder chegar ao shopping, ao mercado, por exemplo, pela calçada, é sensacional. E pra mim, a sensação foi ainda melhor porque eu me sinto na minha antiga moto. O aparelho me proporciona um misto de tranquilidade, segurança com liberdade indescritível", concluiu.
O equipamento poderia estar no mercado há mais tempo. Depois de o ficar protótipo pronto e o requerimento da patente ter sido enviado em 2012, o engenheiro chegou a apresentar a ideia em duas feiras, mas não houve interesse de parceira de nenhuma empresa do setor.
O engenheiro resolveu, então, empreender com a ajuda do irmão, o administrador de empresas Lúcio Oliveto Alves e criar a empresa Livre – Sistemas Motorizados Multifuncionais, sediada em São José dos Campos (SP).
"A reação dos cadeirantes que testavam o equipamento me motivou e não me deixou desistir. Eles pareciam criança com brinquedo novo. E eu sabia que poderia fazer a diferença na vida deles, por isso decidimos abrir a empresa", disse.
Como funciona
O Kit Radical Livre é composto por uma roda dianteira, um motor elétrico (com acelerador eletrônico disponível no guidão), freio duplo, bateria, um par de retrovisores e farois dianteiro e traseiro. "Para mim, o importante é ver o sorriso no rosto de cada usuário que nesse veículo esquece que está em uma cadeira de rodas. E, além disso, o design ficou tão interessante que até quem não é cadeirante sente vontade de guiar", concluiu.
O kit já foi lançado com 10 versões diferentes, com variedade de cor, motor, bateria, velocidade e tamanho do pneu. A versão básica, com potência de 350w e roda-padrão de 20 polegadas, custa R$ 4.990. Com as diversas combinações, o preço pode chegar a R$ 8.500, incluindo uma bateria reserva. 
Serviço:
radical@kitlivre.com
FONTE - http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/05/04/engenheiro-cria-cadeira-de-rodas-que-vira-triciclo-motorizado.htm

segunda-feira, 15 de junho de 2015

TECNOLOGIA ASSISTIVA/SURDOS - Criado em Campinas um aplicativo (Ludwig) para surdos ouvirem música

Aplicativo criado por campineiros auxilia pessoas com deficiência auditiva a ouvir música


Aplicativo criado por campineiros auxilia  pessoas com deficiência auditiva a ouvir música
(imagem - foto do aplicativo Ludwig na tela de um tablet, publicada pela matéria, com os dispositivos que parecem um teclado de piano com cores diferentes em barra no fim delas)

Depois de se conhecerem em um curso de desenvolvimento de aplicativos, os campineiros Raphael Silva, 23, e Ivan Ortiz, 29, decidiram unir a programação à paixão em comum pela música para ensinar teoria musical para surdos. Deste encontro, nasceu o Ludwig, projeto de um aplicativo ainda em elaboração que usa imagens e vibração para tentar transmitir a experiência de ouvir música para pessoas que têm deficiência auditiva.

O aplicativo começou da melhor forma, quando foi exibido na semana passada pela Apple na abertura de seu congresso para desenvolvedores, em San Francisco nos Estados Unidos, de forma a demonstrar como esses pequenos softwares têm potencial para mudar o mundo.

Outras ferramentas brasileiras para pessoas com deficiência têm recebido distinções de grandes empresas como Microsoft e Google e de órgãos como a ONU. E o número de usuários não é desprezível. O Ludwig, cujo nome homenageia Beethoven (que compôs mesmo surdo em grande parte da vida), começará a ser oferecido gratuitamente até o final deste ano, com uma pulseira vibratória que será vendida por um preço ainda não definido.

Raphael Augusto da Silva, de 23 anos, surpreendeu ao aparecer no vídeo que homenageou os desenvolvedores, durante a palestra de Tim Cook. “Esse sentimento fantástico que a música me proporciona, eu quero que todos sintam. Mesmo os que não podem ouvir”. Com essa frase, no vídeo exibido no telão, Raphael apresentou seu Ludwig para toda a comunidade Apple.

Os protótipos do aparelho, que vibra em frequências diferentes conforme a nota tocada na interface (um piano virtual), foram construídos manualmente pelos desenvolvedores e já testados por surdos. "Um dos meninos, que é de uma família de músicos, mas não ouve desde os três anos, disse que a experiência era mesma de quando seu irmão tentou lhe ensinar violão", diz o idealizador Ortiz, que conta que a inspiração ocorreu a partir de um grupo de surdos da igreja de que faz parte.
Sabia que eles tinham contato com a música por meio da vibração, então discuti a ideia com meu primo, um intérprete de Libras [língua brasileira de sinais]". A partir daí, começaram a fazer os primeiros testes. Agora, Raphael diz que está organizando o grande número de propostas de parceria e de investimento que recebeu durante o evento da Apple. "Ainda vamos decidir qual estratégia financeira vamos adotar."

Segundo o Censo de 2010, quase um quarto (23,9% ou 45,6 milhões) da população brasileira diz ter algum tipo de deficiência, dos quais 9,7 milhões (5,1%) são parcial ou totalmente surdos.

FONTE - http://www.portaldepaulinia.com.br/regiao/noticias/30224-aplicativo-criado-por-campineiros-auxilia-pessoas-com-deficiencia-auditiva-a-ouvir-musica.html

quinta-feira, 4 de junho de 2015

CÉREBRO/IMUNOLOGIA - Pesquisadores dos Eua revelam relação das meninges e SNC com nossa imunologia

Pesquisadores descobrem ligação inédita entre o cérebro e o sistema imunológico

Pesquisadores da Universidade da Virginia, nos Estados Unidos, fizeram uma descoberta inédita, publicada na edição desta semana da revista Nature: pela primeira vez, cientistas perceberam que o cérebro é diretamente conectado ao sistema imunológico, por meio de veias até agora desconhecidas.
Cérebro
(imagem - foto da matéria com um cérebro colorido, projetado em uma tela, sendo observado por uma pessoa com um fone nos ouvidos, com as áreas cerebrais em cores diferentes, como parte de um mapeamento do SNC, fotografia colorida da Nature)
A descoberta aconteceu durante um estudo com ratos. O cientista Antoine Louveau desenvolvia um método para cortar as meninges (as membranas que cobrem o cérebro) do animal em um único pedaço, de forma a facilitar o estudo do tecido. 
Porém, durante o processo, ele percebeu no pedaço alguns padrões indicando que as células imunológicas haviam atingido as meninges por meio de veias. Depois de testes, Louveau descobriu que essas veias estavam ligadas no sistema linfático, que é parte do sistema imunológico.
"A primeira vez que esses caras me mostraram o resultado da pesquisa, eu disse apenas uma frase: 'Eles terão que mudar os livros de estudo'", disse Kevin Lee, diretor do departamento de neurociência da universidade da Virginia. 
Segundo Lee, o estudo "irá mudar fundamentalmente a forma como as pessoas enxergam a relação do sistema nervoso central com o sistema imunológico".
A descoberta dessas novas estruturas pode ter consequências nas pesquisas de doenças com componentes imunológicos, desde o Alzheimer até a esclerose múltipla. O estudo também pode ampliar os tratamentos existentes para essas doenças.
"Eu não acreditava que ainda havia estruturas no corpo humano que ainda não eram conhecidas. Eu achava que o corpo era todo mapeado", diz Jonathan Kipnis, um dos autores do estudo. "Acreditava que essas descobertas acabaram em algum momento do século passado. Mas,, aparentemente, elas não terminaram."
Fonte: Nature
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2015/06/pesquisadores-descobrem-ligacao-inedita-entre-o-cerebro-e-o-sistema-imunologico.shtml

sábado, 30 de maio de 2015

RACISMOS/PSICOLOGIA - Os preconceitos podem ser apagados dos nossos cérebros?

Racismo e machismo podem ser apagados do cérebro

Psicólogos eliminam o preconceito racial ou de gênero durante o sono ou com choques

(imagem - a foto da matéria com o ator que representava Alex, submetido a uma máquina que lhe abria os olhos com garras e muitos eletrodos fixados na sua cabeça com uma tira que prende a mesma, no filme de Kubrick, Laranja Mecânica, citado abaixo)

No filme Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971), o protagonista é Alex, um jovem violento e sádico interpretado por um genial Malcolm McDowell. Cansado de seus espancamentos, roubos e estupros, a polícia o coloca nas mãos de sinistros médicos que injetam uma espécie de soro do bom cidadão. Para ativá-lo, submetem o rapaz a eternas sessões de imagens violentas. Finalmente conseguem que Alex sinta aversão à mera possibilidade de matar uma mosca. Mas os cientistas reais não são tão maquiavélicos: bastam para eles 90 minutos de um cochilo ou suaves descargas para apagar o machismo ou o racismo do cérebro.

São poucas as pessoas que, conscientemente, se declaram hoje machistas ou racistas. No entanto, a rejeição ao outro está na base da biologia humana. Entre os seres humanos, a suspeita contra quem não é do grupo é um extra da sobrevivência. Hoje, a cultura suavizou esse preconceito, mas mesmo que inconsciente, ele ainda está lá. Isso fica demonstrado pela tendência a contratar um homem, em vez de uma mulher, ou nos casos persistentes de violência policial contra as minorias étnicas.

Para medir esse viés, psicólogos norte-americanos criaram, há mais de uma década, o Teste de Associação Implícita (TAI). Trata-se de um jogo no qual é preciso ligar imagens com palavras, como uma imagem de uma pessoa de raça negra com termos positivos ou negativos. E isso deve ser feito o mais rápido possível, sem pensar. Seu objetivo é distrair o cérebro para enfraquecer sua capacidade de resposta consciente e deixar aflorar o que você realmente sente pelo outro. Na edição espanhola, por exemplo, é possível fazer o teste Negro-Branco, Madri-Catalunha, Jovem-Velho... Uma advertência, você pode não gostar dos resultados.
Agora, pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) usaram uma versão da TAI com 40 alunos, a metade homens e a metade mulheres, todos brancos. Mas seu objetivo não era verificar o seu viés social contra negros ou de gênero, mas se era possível desaprender esse preconceito. Primeiro confirmaram a validade do teste. Metade dos alunos viu imagens de negros e brancos associadas a palavras negativas ou positivas. À outra metade, foram mostradas fotos de casais de meninos e meninas, com termos relacionados com a ciência ou arte e literatura. Em uma escala de zero (sem preconceito) a 1 (preconceito máximo), a pontuação média foi superior a 0,55.
Após o treinamento, os psicólogos mostraram os resultados aos participantes e pediram para que repetissem o teste, mas com a cabeça, pensando a relação entre imagens e palavras e escolhendo as não discriminatórias. Quando acertavam, o programa emitia um som. No final da tarefa, os voluntários foram convidados a dormir durante 90 minutos. O objetivo não era que descansassem, mas aplicar o que a ciência chama de consolidação das memórias através do sono. Além de reparar, o sonho é o mecanismo que o cérebro usa para fixar na memória ou descartar as experiências e lições do dia.
Quando os rapazes estavam na fase do sono de ondas lentas, ou sono profundo, os pesquisadores começaram a emitir para metade deles o mesmo som que tinham ouvido quando associavam negros com palavras boas ou mulheres com termos de ciência. Ao acordarem, como é explicado na revista Science, eles repetiram o TAI. Comprovaram que suas pontuações de preconceito tinham diminuído para 0,17, mas apenas aqueles que tinham sido embalados pelo som. Os outros mostraram a mesma pontuação.
“Nós chamamos isso de reativação dirigida de lembranças, porque os sons reproduzidos durante o sono podem melhorar a memória para a informação reforçada com estímulos do que sem estímulos”, diz em um comunicado o diretor do Programa de Neurociência Cognitiva da Northwestern, Ken Paller. Estudos anteriores tinham mostrado que, durante o sono, era possível estimular o cérebro para fixar conhecimentos e que isso poderia ser associado a estímulos sensoriais, como odores ou sons. Mas, desta vez, foram excluídos os preconceitos de gênero ou de raça.
A coisa mais surpreendente é que essa lavagem cerebral parece persistente. Depois de uma semana, os jovens repetiram os dois exames. Aqueles que não foram estimulados com o som não variaram seus resultados. Mas os que tiveram suas memórias reforçadas durante o sono com o som ainda mostraram uma redução de estereótipos, embora menor do que quando acordaram do primeiro sono.
“É surpreendente que a intervenção sobre o sono ainda possa ter um impacto claro, mesmo uma semana depois”, comenta o principal autor do estudo, Xiaoqing Hu. “Poderíamos esperar que uma única e breve intervenção não fosse forte o suficiente para ter um impacto duradouro e que seria melhor usar mais sessões e treinamento, mas nossos resultados mostram como a aprendizagem, mesmo desse tipo, depende do sono”, acrescenta.

Choques contra o racismo

O estudo não explica o que acontece no cérebro para reduzir o preconceito contra outros. Mas outro trabalho publicado este mesmo mês pode dar algumas pistas. Usando o mesmo Teste de Associação Implícita, psicólogos do Instituto para o Cérebro e a Cognição da Universidade de Leiden (Países Baixos) mediram o preconceito contra os norte-africanos entre um grupo de estudantes holandeses. Mas, neste caso, eles foram curados do racismo com choques elétricos.
Como explicado na revista Brain Stimulation, os 60 participantes foram divididos em três grupos. Todos tiveram que fazer um TAI no qual tinham que relacionar nomes holandeses ou do norte da África com palavras positivas (paz, amor...) ou negativas (dor, tristeza...). Os pesquisadores fizeram com que os estudantes acreditassem que o objetivo do estudo era avaliar a tomada de decisão durante estimulação transcraniana de corrente direta, uma técnica que ativa ou apaga certas áreas do cérebro aplicando uma corrente elétrica de baixa intensidade que, no máximo, causa alguma queimação ou cócegas.
Na realidade, apenas metade dos participantes receberam os choques enquanto realizavam o teste durante 20 minutos. O resto recebeu a corrente por alguns segundos, embora acreditaram que continuavam ligados o resto do tempo. Os psicólogos colocaram eletrodos no córtex pré-frontal, a área do cérebro implicada no controle cognitivo, como uma porta de entrada para o inconsciente.
Comprovaram que, em comparação com aqueles que receberam o estímulo falso, os participantes cujo cérebro recebeu o estímulo elétrico, mostravam uma redução significativa do preconceito racial. Para os autores, isso sugere que ao excitar o córtex pré-frontal, os indivíduos podem controlar suas atitudes implícitas e pensamentos mais profundos. No entanto, esse mecanismo contra o racismo só funciona com o uso dos eletrodos.
Os resultados dos estudos ainda são preliminares. É necessário estudar mais quanto tempo duram os efeitos e como podem ser influenciados pelo ambiente social; e descobrir o mecanismo cerebral exato que leva a essa mudança. Além disso, segundo escreveram na revista Science Gordon Feld y Jan Born, psicólogos da Universidade de Tubinga, há o dilema ético: é aceitável modificar pensamentos e comportamentos indesejáveis?
fonte - http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/28/ciencia/1432828182_745841.html
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SAÚDE, BIOÉTICA E POLÍTICA – Vendem-se corpos e compram-se consciências? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2015/04/saude-bioetica-e-politica-vendem-se.html

RAÇA, RACISMO E IDEOLOGIA: ZUMBI ERA UM VÂNDALO, UM BLACK O QUÊ? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/11/raca-racismo-e-ideologia-zumbi-era-um.html

sexta-feira, 29 de maio de 2015

PARALISIA CEREBRAL/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Aplicativo brasileiro LIVOX é sucesso no Google I/O

APP PERNAMBUCANO QUE AJUDA JOVENS COM PARALISIA CEREBRAL É DESTAQUE NO GOOGLE I/O

(Imagem - foto da matéria com o jovem Jhonatan, sentado em sua cadeira de rodas, com um tablet na mão, e feliz com sua utilização do LIVOX, fotografia de Inaldo Lins/PCR)

, de 17 anos, aluno do 5º ano da Escola Municipal do Engenho do Meio, no Recife, é um desses casos em que nos orgulhamos do poder transformar da tecnologia. Ele tem paralisia cerebral e se comunica através do aplicativo Livox, criado em Pernambuco. O desenvolvedor do software, Carlos Pereira, foi um dos convidados para o  I/O, conferência anual do  voltada ao desenvolvimento de aplicações.

O aplicativo, disponível para , permite que pessoas com deficiências motoras, cognitivas e visuais consigam se comunicar com maior facilidade através de tablets. O software tem catálogos de palavras e imagens que são reproduzidas em áudio quando são selecionadas ou digitadas. Os usuários podem relatar emoções, indicar que querem comer, selecionar desenhos, filmes, jogos e músicas. Premiada pela Organização das Nações Unidas(ONU) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a ferramenta também facilita a alfabetização e o estudo de conceitos de disciplinas como a matemática.
O segredo do Livox é que ele usa algoritmos inteligentes que se ajustam à deficiência de quem o utiliza e corrige até mesmo os toques imprecisos das pessoas com deficiências.
O software surgiu da necessidade de Carlos se comunicar melhor com a filha, Clara Costa Pereira, 7 anos, que também tem paralisia cerebral. O aplicativo é usado na Escola Engenho do Meio de forma piloto. A Secretaria de Educação do Recife adquiriu cinco mil licenças do Livox para usar com alunos da Educação Especial e da Educação Infantil em 2016. “Percebemos que a ferramenta também pode auxiliar a alfabetização dos estudantes que não têm deficiência, pois as imagens usadas no software se parecem muito com os cartões gráficos que os professores costumam utilizar em sala de aula para que os alunos associem as figuras às palavras, por exemplo”, explica Francisco Luiz dos Santos, secretário-executivo de Tecnologia na Educação da Secretaria de Educação do Recife.
O vídeo exibido no evento do Google, traz o momento em que Jhonatan conheceu Carlos na escola, no dia 12 de maio. Na ocasião, o jovem pediu pra dar um abraço em Carlos e lhe agradeceu pelo aplicativo. Através de perguntas cujas respostas eram sim ou não disponibilizadas no Livox, Jhonatan contou que ficou muito feliz depois que começou a usar o software e disse que outras crianças que não conseguem se comunicar também devem usá-lo. O estudante não fala, mas entende o que escuta e também compreende a Língua Brasileira de Sinais (Libras). As pessoas fazem a pergunta e Jhonatan responde com o aplicativo, que exibe figuras e algumas palavras básicas. Ele também está aprendendo a escrever.
Atualmente, cerca de dez mil pessoas utilizam a ferramenta, que está disponível em 25 idiomas. Criado em 2011, o aplicativo funciona apenas em tablets Android, mas, em breve, deve se tornar compatível com Windows e iOS (iPad).
fonte - http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2015/05/28/app-pernambucano-que-ajuda-jovens-com-paralisia-cerebral-e-destaque-no-google-io/

quinta-feira, 21 de maio de 2015

TECNOLOGIA ASSISTIVA/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Criado implante que ajuda pessoas com paralisias a ter autonomia com pensamentos

Implante sem fio ajuda pessoas com paralisia a moverem objetos com a mente

(imagem - foto colorida com um braço robô  com um frasco vermelho, à esquerda, com uma mulher com os dois braços paralisados, à direita, com um homem ao fundo diante de uma tela de computador - fotografia da divulgação)

Pesquisadores da BrainGate e cientistas de universidades renomadas nos Estados Unidos como Stanford e Brown querem utilizar a conexão sem fio para ajudar pessoas com paralisia a se moverem novamente. O projeto desenvolveu um implante sem fio que pode ser integrado no corpo do paciente para enviar ordens e pensamentos para outros dispositivos. Na prática, ele torna possível ligar a tv, o computador e fazer uma cadeira de rodas se moverem pelo pensamento. "É essencial alcançar este objetivo porque os testes feitos até agora necessitam de um aparelho volumoso com um cabo. A tecnologia sem fio facilitaria a utilização do paciente em casa", explica Donoghue.

Para que isso se torne possível, em primeiro lugar, é preciso interpretar os desejos do cérebro e os comandos de movimentos que são dados por ele para executar cada ação. A tarefa é muito complexa porque os padrões elétricos que os neurônios desenham ao fazer algo simples como tomar uma bebida variam a cada dia. "Não sabemos exatamente o que causa a mudança. Estar com fome, por exemplo, pode alterar o padrão. O que fazemos é deixar a máquina aprender a interpretar diferentes padrões com o mesmo fim", explica John Donoghue, um dos líderes do projeto.

Como funciona? 
Segundo o pesquisador, o processo é parecido com o da ativação dos pixels de uma TV: “Se você olhasse atentamente para uma TV, veria o flash de um dos pequenos quadrados que formam a imagem. Olhando de perto não faz sentido, mas vendo o quadro inteiro, faz. Nós fazemos exatamente isso: tomamos amostras parciais e, em seguida, reconstruímos o padrão. E surpreendentemente ele é bastante simples. Ele muda quando você deseja mover a mão para cima, para baixo ou para a esquerda”, conta Donoghue.
Depois disso, o impulso cerebral é traduzido na linguagem binária, que pode ser interpretada por um computador, e a ordem é enviada a um dispositivo externo, como um braço robótico ou um exoesqueleto.

Outras aplicações

De acordo com os cientistas, a interface de comunicação entre cérebro e computadores pode ajudar a superar outros tipos de deficiência, como a de pessoas com membros amputados, por exemplo. O líder do projeto aposta que a tecnologia pode chegar ao mercado antes do que se imagina: “Eu sou uma pessoa otimista e acho que em cinco anos, as pessoas com deficiência serão capazes de usar essa tecnologia em casa para e recuperar sua interação com o mundo"

fonte - http://olhardigital.uol.com.br/noticia/implante-sem-fio-ajuda-pessoas-com-paralisia-a-moverem-objetos-com-a-mente/48654
VEJA O VÍDEO: 

terça-feira, 28 de abril de 2015

CEGUEIRA/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Pesquisadores usam aparelho e implante para casos de degeneração da retina

Óculos usa infravermelho para 'devolver visão' a pacientes quase cegos

(imagem - matéria com um aparelho conectado a um óculos, o Prisma, que está em um desenho representando a cabeça de uma pessoa, mostrando a conexão do mesmo e sua função para pessoas com deficiência visual, após o chip ser implantado na retina)

Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveu um implante wireless que pode dar a pacientes com degeneração de retina um pouco de sua visão de volta. O dispositivo é posicionado atrás da retina, a parte do olho que contém as células fotorreceptoras que respondem à luz do mundo, desencadeando impulsos elétricos em outras células. Os impulsos são parte de uma reação em cadeia que envia dados do nervo óptico até ao cérebro. Em algumas doenças da retina, as células fotorreceptoras morrem, mas as células restantes não estão danificadas. As próteses visuais serviriam para esses casos, Diferentes próteses visuais células alvo diferentes dentro deste sistema para a estimulação elétrica. 
O PRISMA utiliza o mesmo sinal de luz para transmitir a imagem do mundo exterior e para alimentar o chip implantado. A versão mais avançada do dispositivo tem 70 mícrons de pixels, cada um dos quais inclui fotodiodos e um eletrodo de estimulação. "Nós não podemos usar a luz ambiente para alimentar estes dispositivos porque ela não é forte o suficiente, por isso usamos a luz infravermelha de alta potência”, conta Henri Lorach, da Universidade de Stanford.

Testes 
Adaptado aos seres humanos, o dispositivo usaria óculos que contenham uma câmera de gravação. Um pequeno processador integrado no sistema é capaz de converter a gravação em uma imagem infravermelha, que será enviada através de feixes ao olho. A partir daí o chip recebe o padrão e estimula as células. Testes em ratos realizados pela empresa francesa Pixium Vision, responsável pela comercialização da tecnologia, mostraram que o cérebro responde à estimulação artificial da mesma maneira que à estimulação de luz natural.
A equipe também obteve excelentes resultados tratando de acuidade visual. Os roedores atingiram um nível de visão 20/250, o que significa que eles seriam capazes de ler as letras maiores em um cartaz de oftalmologista.
Para o futuro a ideia é chegar a 20/120, o que estaria abaixo do índice que determina a cegueira nos Estados Unidos. A companhia afirma que os testes clínicos devem começar a partir do ano que vem na Europa.
FONTE - http://olhardigital.uol.com.br/noticia/-culos-usa-infravermelho-para-devolver-visao-a-pacientes-cegos/48238

sexta-feira, 17 de abril de 2015

SURDOS/TECNOLOGIA ASSISTIVA - Tecnologia de microfones sem fios ajuda pessoas com deficiência auditiva

ROGER: Tecnologia para deficientes auditivos que facilita a percepção de fala, principalmente à distância e no ruído.



Ouvir no ruído faz parte do nosso dia a dia. Ouvir e entender a fala nessa condição é um desafio, e muitas vezes não nos damos conta dos efeitos disso na nossa atenção, concentração e energia necessária, até mesmo para quem não possui uma dificuldade auditiva. Para pessoas que têm uma perda auditiva, o desafio de perceber a fala quando a outra pessoa que conversamos está distante ou em meio ao ruído competitivo é ainda maior.

Uma tecnologia que foi desenvolvida para facilitar o acesso e a compreensão da fala nessas situações foi o Sistema de FM. Esse dispositivo funciona como um microfone remoto que capta a voz do falante e a entrega diretamente no aparelho auditivo ou implante coclear. O sistema de FM começou a ser utilizado na década de 60, a princípio em ambientes escolares. Hoje, o uso do sistema de FM pode ser explorado para além da sala de aula. É muito comum nos depararmos com pacientes adultos, usuários de aparelhos auditivo e implantes, que relatam os benefícios desses dispositivos para facilitar o acesso à fala no trabalho, em atividades esportivas, atividades sociais e até mesmo em casa, para ouvir TV, música e telefone celular.

Como todas as soluções, a tecnologia foi aprimorada. Um exemplo dessa evolução foi o sistema de FM Dinâmico, que ajusta automaticamente o nível do sinal FM percebido pelo usuário em comparação ao nível de ruído ambiente, oferecendo melhor audibilidade do sinal FM. Além disso, hoje é possível contar com produtos que valorizam a estética e melhoram desempenho. E a evolução não parou por aí! Um lançamento recente têm surpreendido alguns usuários de implantes e aparelhos auditivos: o Roger.

Mas o que seria Roger? Trata-se de uma nova tecnologia de microfones sem fio que possuem transmissão totalmente digital e adaptativa do sinal de fala. Com Roger a fala é transmitida digitalmente e todos os controles são automáticos. Os novos microfones são super discretos e disponíveis para adolescentes e adultos no modelo de caneta (Roger Pen) ou clipe (Roger Clip On Mic). Para crianças, a empresa oferece o Roger inspiro, que têm características específicas para uso na escola.

Essa tecnologia têm oferecido uma condição aos usuários de aparelhos auditivos e implante para perceber a fala que nenhum outro dispositivo no mercado têm possibilitado. Além disso, com Roger o sinal de fala é mais claro e limpo, livre de qualquer interferência, diferente do sistema de FM em que é necessário mudar os canais de transmissão para evitá-la.

Para compor esse sistema, receptores bem pequenos são adaptados ao aparelho ou implante. O microfone é utilizado pelo interlocutor, e que utiliza aparelhos auditivos ou implantes fica com o receptor acoplado ao seu aparelho auditivo ou IC. Essa solução é compatível com quase todos os modelos de aparelhos auditivos e implantes cocleares existentes no mercado.

Algumas pesquisas científicas compararam Roger com demais tecnologias de transmissão sem fio existentes e os resultados desses estudos demonstraram que Roger oferece uma melhora de até 54% na compreensão de fala em comparação com o sistema de FM tradicional e 35% de benefício em comparação com o sistema de FM dinâmico.

Para saber mais, acesse: www.phonak.com.br

Website: http://www.phonak.com.br

FONTE - http://noticias.r7.com/dino/saude/roger-tecnologia-para-deficientes-auditivos-que-facilita-a-percepcao-de-fala-principalmente-a-distancia-e-no-ruido-16042015

SAÚDE MENTAL/ESQUIZOFRENIA - Novas descobertas sobre a etiologia desse transtorno mental

NOVAS DESCOBERTAS NA ESQUIZOFRENIA
Estudo conclui que a origem do transtorno psiquiátrico pode não ser o que se pensava
A esquizofrenia é considerada um transtorno mental
(IMAGEM - foto preto e branco com três faces representando estados desde alegria até a depressão ou confusão - fotografia da matéria)
Uma pesquisa internacional liderada pela Universidade de Coimbra (UC) levanta novas informações quanto à origem da esquizofrenia. Até agora a causa neuronal era a principal razão apontada para o aparecimento desta doença, no entanto, o estudo aponta para as células da glia como as possíveis responsáveis. Estas células não neuronais do sistema nervoso central funcionam como uma memória de longa duração do cérebro e são o suporte funcional dos neurônios. Teorias indicam que estas células são também capazes de alterar os sinais nas fendas sinápticas, assim como o lugar em que elas são formadas, podendo, por isso, representar um papel importante na aprendizagem e construção de memórias.
A descoberta alcançada por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra partiu de um estudo desenvolvido ao longo de quatro anos, onde o objetivo era "analisar o papel dos receptores A2A para a adenosina nos problemas de memória", explica a universidade. Nas experiências em laboratório, os receptores A2A estavam presentes nos neurônios e na glia, especialmente nas suas células mais abundantes, os astrócitos. Isto levou os investigadores a retirarem os receptores apenas dos astrócitos e analisar as consequências. Ao realizarem este processo, observaram que a comunicação dos neurônios se via comprometida e os ratinhos, alvos da experiência, passaram a apresentar comportamentos semelhantes aos apresentados na esquizofrenia.
Rodrigo Cunha, coordenador do estudo, explica que, tal como acontece na esquizofrenia, foram registadas três alterações no funcionamento do sistema nervoso central das cobaias. 
Os sintomas negativos, como o isolamento, os sintomas positivos, entre eles as alucinações visuais e auditivas, e os problemas cognitivos, onde se incluem a memória e a concentração. O estudo concluiu que os receptores A2A são a chave para manter o equilíbrio entre as células gliais e os neurônios. Sugerem ainda que estas poderão ter um papel determinante no desenvolvimento de doenças psiquiátricas. A universidade acredita que com esta descoberta poderão ser realizados estudos que permitam novas terapêuticas para este transtorno psiquiátrico, que é considerado como um dos que mais causa incapacidade no doente.

FONTE - http://pt.blastingnews.com/saude/2015/04/novas-descobertas-na-esquizofrenia-00352093.html
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sábado, 11 de abril de 2015

CÂNCER/AVANÇOS -Cientista brasileira cria sensor para detecção de Câncer

Brasileira cria sensor que detecta câncer em estágio inicial

Cientista brasileira
(imagem - a cientista brasileira Priscila Monteiro Kosaka olhando para a câmera e de luva azul em seu laboratório de pesquisas - fotografia da matéria)

São Paulo – A cientista brasileira Priscila Monteiro Kosaka criou uma tecnologia que promete avançar os estudos sobre o câncer no mundo.
Doutora em Química e integrante do Instituto de Microeletrônica de Madri, Priscila desenvolveu, junto a outros pesquisadores da instituição, um nanosensor que detecta a doença nos primeiros estágios de infecção, antes do paciente ter os sintomas.
O trabalho da pesquisadora foca no desenvolvimento de uma tecnologia para a identificação de biomarcadores, que apontam se o indivíduo possui ou não um tipo específico de doença.
“Eles (biomarcadores) são usados para seguir o crescimento oncológico de cânceres avançados e a resposta ao tratamento aplicado ao paciente”, relata Priscila, em entrevista à EXAME.com.
De acordo com a cientista, o nanosensor inventado por ela possui uma sensibilidade 10 milhões de vezes maior que a dos exames tradicionais de sangue e é mais específico, pois descobre qual tipo de câncer o paciente tem. Assim, o diagnóstico é mais rápido e preciso.
Ela explica que o sensor é como um trampolim com anticorpos que reconhecem o biomarcador. “É muito simples, se o biomarcador cancerígeno está na amostra, esse será gravado pelo sensor, que funcionará como uma etiqueta”.
Assim, caso o exame de sangue revele a doença, a superfície do nanosensor ficará com uma cor avermelhada e brilhará como uma árvore de Natal, relata Priscila.
Além do diagnóstico de diversos tipos de câncer, a pesquisadora conta que o grupo do Instituto de Microeletrônica em que trabalha também tem interesse em testar o sensor para a detecção de outras enfermidades como o Mal deAlzheimer e a AIDS.
A taxa de erro do sensor é de apenas dois em cada 10 mil ensaios realizados em laboratório.
Apesar de ainda não ter uma previsão de quando o sensor entrará no mercado, a cientista confirma que já concluíram a primeira parte na aprovação do produto para uso clínico e estão avançando rapidamente para os próximos estágios.
O objetivo da equipe é que o nanosensor seja ultrassensível e de baixo custo. “Só assim todas as pessoas terão acesso ao exame”, diz a pesquisadora.

A ida para a Espanha

Após seis anos de trabalho em Madri, Priscila conseguiu publicar o artigo sobre o sensor na revista internacional Nature Nanotechnology.
Ela conta que saiu do Brasil, pois o campo que pesquisa, o dos biossensores nanomecânicos, ainda não era forte no país.  No entanto, o interesse começou na UnB, trabalhando com os professores da instituição.
“Eu aprendi a profissão de cientista durante o meu doutorado com a Prof. Dra. Denise Petri e o Prof. Dr Yoshio Kawano”, relata a pesquisadora. 
FONTE - Marina Demartini, http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/brasileira-cria-sensor-que-detecta-cancer-em-estagio-inicial