sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PARALISIA CEREBRAL/ESPORTES - Menino melhora sua mobilidade através do surf

Menino com paralisia cerebral começa a andar após praticar surfe

Antes de entrar no mar, garoto faz alongamento e exercícios lúdicos.
Escola Radical, em Santos, é a primeira pública de surfe no país.


Raphael surfando no mar em Santos, SP (Foto: Mariane Rossi/G1)
(imagem - foto colorida de Raphael, sobre uma prancha de surf no mar, de braços abertos e com um lindo sorriso, demonstrando seu equilíbrio aprimorado pela prática desse esporte adaptado á sua condição de pessoa com paralisia cerebral (que não é uma doença e sim uma deficiência), fotografia de Mariane Rossi G1)

Uma criança de Santos no litoral de São Paulo, diagnosticada com paralisia cerebral, surpreendeu a família e os professores ao aprender a andar 8 meses após começar a praticar aulas de surfe. Raphael dos Santos, de 12 anos, conseguiu deixar a cadeira de rodas aos 10 e, atualmente, chega às aulas caminhando, sempre ao lado da mãe.

A luta do menino começou nos primeiros dias de vida. "Ele nasceu praticamente morto, mas Deus me deu ele de volta", conta a mãe, Fabiana dos Santos. O garoto ficou alguns dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e depois foi levado para casa. Porém, nos primeiros meses, Fabiana percebeu que o filho era diferente das outras crianças. "Uma doutora me disse que ele não tinha capacidade de andar, de falar nem de sentar. A médica disse que ele iria ficar mole, como quando estava no meu colo", diz. Pouco tempo depois, Raphael foi diagnosticado com paralisia cerebral.
Separada do marido, Fabiana passou a levar o menino à Casa da Esperança para receber tratamento específico, com a ajuda da avó dele. O garoto foi crescendo, mas não conseguia andar nem falar, só engatinhava e ficava sentado. Aos 9 anos, Raphael passou por uma cirurgia nas pernas e ficou em uma cadeira de rodas. Logo depois, o surfe surgiu na vida dele.
"Eu conheci um amigo do Cisco (surfista) que trabalha com fisioterapia e ele me indicou as aulas", lembra a mãe.
Mesmo com medo, Fabiana resolveu levar o menino para a Escola Radical, em Santos, a primeira pública de surfe no país, coordenada por Cisco Araña. No primeiro dia de aula, Raphael não saía da cadeira de rodas. Por causa da cirurgia, as pernas dele só ficavam esticadas e ainda não haviam voltado ao normal.
"O Cisco o levou para o mar. Eu pensei que iriam afogar meu filho, fiquei na areia olhando, eu tremia. No dia seguinte, fomos de novo", revela a mãe.
O professor Leonardo Scarpa acompanhou Rapha, como ele começou a ser chamado por todos, nos primeiros dias de aula. O instrutor lembra que o garoto tinha muitas dificuldades de locomoção.
"Ele veio para cá no formato da cadeira de rodas, bem travadinho mesmo. Ele não tinha muito controle do pescoço. Mas, pelo simples fato de ficar deitado na prancha, ele tinha que levantar para não ir água no rosto e na boca dele", explica.
O contato com o professor foi crescendo a cada aula. Antes de entrar no mar, Scarpa incentivava Rapha a fazer exercícios de alongamento e brincadeiras lúdicas. A intenção era fazer com que o garoto soltasse mais as pernas e também sentisse a liberdade de uma vida em meio à natureza.
"Como ele é criança, o importante é brincar mesmo. Por mais difícil que seja, ele está aqui na praia, fazendo amigos, conhecendo pessoas. E, por mais que seja adaptado, ele está se divertindo, fazendo uma atividade de que gosta", destaca o professor.
Depois de uma semana de surfe, as pernas de Rapha começaram a dobrar novamente e ele voltou a engatinhar. Mas a grande superação do menino ainda estava por vir.
"Aconteceu com 8 meses de aulas, foi no Dia das Mães. Eu fui colocar a roupa na máquina de lavar e, quando voltei para a sala, ele estava em pé e deu 8 passos. Foi uma surpresa", recorda a mãe. Segundo Fabiana, em todas as consultas médicas, os profissionais afirmavam que seu filho nunca daria um único passo.
Para a mãe do garoto, o esporte foi responsável pela melhora dele. "Eu pensava que, com o surfe, não aconteceria nada, mas vi meu filho andar. Eu estava esperando por isso há 10 anos. Foi muito rápido, foi o surfe", afirma Fabiana.
Além disso, Raphael desenvolveu a fala. Os professores pediam que o menino conversasse com eles, que deixasse de apontar para os objetos e usasse palavras para dizer o que queria. "Ele tentava falar várias vezes. Na terceira, conseguia falar direito", conta a mãe.
Agora, Rapha já largou a cadeira de rodas. Hoje, o menino caminha com dificuldade até o mar, com a ajuda da mãe, dos colegas e professores da escolinha de surfe.
"Ele não vê a hora de ir para a água. Eu só fico na torcida e, quando ele pega uma onda, brinco dizendo que ele é o 'Titanic da Mamãe'", diz Fabiana. Após o alongamento, Rapha entra na água com a ajuda dos professores. O menino então sobe na prancha – usada normalmente por pessoas cegas, já que é mais macia e tem algumas características que melhoram a postura do deficiente –, dá meia-volta e aguarda uma onda perfeita para fazer aquilo de que mais gosta.

Para o surfista Cisco Araña, a evolução do aluno foi resultado de um trabalho feito com amor. Ele conta que Rapha progrediu muito, tanto no aspecto físico quanto mental. E acredita que o esporte, principalmente o surfe, realmente pode mudar vidas.
"O mar tem vários minerais essenciais à saúde. O movimento das ondas faz um trabalho para as pernas melhorarem, ajuda na articulação, na lateralidade [predominância motora de um dos lados do corpo] e na coordenação motora", explica Araña.
Segundo ele, também há a vitamina D vinda do sol e o ar puro da praia. "A atmosfera de amor, de compartilhar com o outro, de trocar experiências faz muita diferença, como fez para o Raphael", enumera o surfista.
A professora Carolina Coelho Leite, que também acompanhou as aulas do garoto, conta que o viu crescendo e se desenvolvendo. Para ela, Rapha é um exemplo para muitos.
"Aqui é um ambiente que proporciona um novo desafio de se portar dentro da água. Eu pego onda e, se para mim já é mágico, imagina para ele. É uma lição de vida. O limite está na cabeça. É bem legal, eu agradeço essa oportunidade", afirma a professora.
Já para o professor Leo, cada superação do garoto é uma alegria diária. Além disso, ele percebe que Rapha fica animado a cada aula de surfe.
"Hoje, ele já brinca, é muito mais tranquilo. O que o motiva a vir aqui é o oceano. É legal estar participando disso, mas o mérito é do mar", diz. Além da melhora física, Leo acredita que o esporte ajuda na autoestima e na vida social do menino.
"Para mim, é gratificante estar participando do processo. Foi o que mais me motivou a ficar aqui. É uma amizade para sempre", ressalta o professor.
Surfe para deficientes
Cisco Araña foi o responsável por criar a escolinha pública de surfe de Santos. Ele teve a oportunidade de lidar com pessoas de todas as idades e com diversas deficiências, promovendo a inclusão. O professor transformou o surfe não apenas em um esporte para essas pessoas, mas também em um meio social para agregar idosos, deficientes e todos os tipos de pessoa no mar.
O surfista criou uma prancha própria para cegos, especialmente para Valdemir Pereira Corrêa, o Val, que foi o primeiro surfista com deficiência visual do Brasil e começou a praticar o esporte em Santos.
"Ele fez muita diferença. A partir do Val, é que vieram outras pessoas. Nós criamos a prancha, daí vieram os outros, com déficit de atenção, síndrome de down, tetraplegia", lembra Araña.

O professor conta que o projeto foi surgindo aos poucos. "A primeira turma que veio para cá foi de surdos. A gente começou a trabalhar com eles, e o resultado foi positivo. Os desenhos vieram mais coloridos, começaram a reparar nas coisas e surgiram sorrisos", diz o surfista.

Agora, a ideia de Araña é criar, a partir de maio, um núcleo de terapia com pranchas adaptadas. Para isso, ele busca apoiadores para o projeto.
"Vamos triplicar o nosso amor e a nossa doação por essa causa", acredita.
FONTE - http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/02/menino-com-paralisia-cerebral-comeca-andar-apos-praticar-surfe.html
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UM MUNDO PARA VOAR http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2009/12/um-mundo-para-voar.html

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CRIANÇAS/BIOÉTICA - Na Bélgica é aprovada a morte assistida de crianças em estado terminal

Em meio à polêmica, parlamento da Bélgica aprova eutanásia para menores 

O Parlamento da Bélgica aprovou nesta quinta-feira uma lei que autoriza a eutanásia para menores, sem limite mínimo de idade. Aprovada 86 votos, com 44 contra e 12 abstenções, ela agora segue para a assinatura do rei
Parlamento da Bélgida. AP
(imagem - foto colorida do Parlamento belga, com suas cadeiras dos parlamentares ao redor de um área central onde se encontra uma área reservada para a sua presidência, ao fundo destacam se as colunas em estilo grego romano, fotografia de divulgação da BBC)

Após isso, o direto à eutanásia, que já era válido para adultos, será ampliado para menores em estado terminal e sofrendo de dores físicas insuportáveis, desde que contem com a aprovação explícita dos pais e de uma junta médica de pediatras e psiquiatras.

A Bélgica permite a morte assistida para adultos desde 2002, a exemplo de Suíça, Luxemburgo e também da Holanda, onde a eutanásia é permitida para crianças a partir de 12 anos, também com o consentimento dos pais.

Assim que a lei foi votada, um homem que estava na área reservada ao público gritou “assassinos”, dirigindo-se aos políticos.

Antes da aprovação da lei, a Bélgica assistiu a um grande debate sobre a polêmica, de acordo com o correspondente da BBC em Bruxelas, Duncan Crawford. De um lado, os que apoiavam a ideia afirmavam que, na prática, ela afetaria apenas um número pequeno de crianças, que provavelmente já estariam na adolescência.

Um comitê de especialistas consultado pelo Senado belga durante os debates sobre a proposta de lei estimou que a Bélgica poderia ter até dez casos por ano.

Já os oponentes afirmam que uma criança não tem como tomar uma decisão tão difícil e que a iniciativa não teria utilidade prática e responderia mais a propósitos políticos que a uma demanda real da sociedade.

Razões políticas
Em um editorial publicado esta semana, o jornal La Libre Belgique lembra que na Holanda, único país onde a eutanásia é atualmente autorizada para menores, apenas cinco casos foram registrados desde a entrada em vigor da lei, em 2002.

"Antes de votar uma lei, a primeira questão é saber se ela responde a uma demanda, a uma necessidade. A resposta aqui é negativa", afirma o editorialista Francis Van de Woestyne, para quem a votação "responde a uma urgência não médica ou psicológica, mas ideológica".

"O perigo é que essa lei, votada em fim de governo, não passe de um troféu concebido não para aliviar o sofrimento de crianças ou famílias, mas por razões estritamente políticas", advertiu, recordando que a Bélgica tem eleições gerais em maio.

Uma recente pesquisa de opinião do mesmo jornal indicou que 74% da população apoia a iniciativa. Em 2012 a Bélgica registrou um recorde de eutanásias em adultos: 1.432 casos, 25% mais que no ano anterior e o equivalente a 2% dos falecimentos.

Objetividade
Os opositores da nova lei também criticam a falta de critérios objetivos para definir quando os jovens têm suficiente capacidade de discernimento para decidir sobre a própria morte, uma das exigências para que o pedido de eutanásia seja autorizado.

"A influência dos pais e pessoas próximas sobre um menor compromete sua capacidade de decisão independente. Um jovem pode se sentir motivado a pedir a eutanásia pensando em ajudar os pais, não para si mesmo", acredita o neuro-oncologista pediatra Van Gool.

Diversos grupos da sociedade belga - entre eles a Igreja Católica e a associação independente Dossards Jaunes - se manifestaram durante a semana, pedindo que a votação da lei seja adiada para depois das eleições, a fim de dar espaço a uma análise despolitizada e objetiva.

O debate chegou até a Índia, onde 250 especialistas de 35 países, reunidos no primeiro Congresso Internacional de Cuidados Paliativos Pediátricos, pediram ao governo belga que "reconsidere sua decisão" de ampliar a lei da eutanásia.

* Colaborou Márcia Bizzotto, de Bruxelas para a BBC Brasil
 
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A DONA MORTE É GLOBAL, MAS NOSSO TESTAMENTO PODE SER VITAL. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/09/a-dona-morte-e-global-mas-nosso.html

PSIQUIATRIA/MEMÓRIA - Uso de ECT para apagamento de memórias seletivas na Holanda

Estudo sugere ser possível apagar memórias específicas

Pesquisadores holandeses podem ter encontrado uma forma de apagar memórias indesejadas - uma façanha que até agora parecia ser restrita a filmes de ficção científica.
Foto: BBC
(imagem - foto colorida de uma sala de hospital, com uma máquina de ECT no canto esquerdo, com profissionais de saúde, vestidos de azul e toucas higiênicas, estão em volta de um paciente deitado em uma maca, como representação dessa pesquisa de apagamento de memórias seletivas e implantadas com uso da eletroconvulsoterapia - fotografia BBC)

Um novo experimento da Radboud University Nijmegen sugere que pode ser possível destruir memórias específicas do cérebro com a ajuda da terapia eletroconvulsiva ou de eletrochoques - tratamento psiquiátrico que conta com a aplicação de correntes elétricas no cérebro, provocando uma convulsão temporária.
A terapia eletroconvulsiva, realizada normalmente em pacientes sob anestesia, é usada como tratamento psiquiátrico há mais de 75 anos, mas costuma ser vista como "desumana" e "antiquada".
Na Holanda, a prática é usada frequentemente como último recurso para tratar distúrbios como a depressão aguda.
Para deixar a experiência o mais confortável possível para o paciente, os médicos usam relaxantes musculares e anestésicos.
Mas para este estudo específico, os médicos usaram a técnica para destruir memórias que foram "construídas" em pessoas que já faziam tratamentos eletroconvulsivos.

Sem lembranças

Os pacientes recebiam dois grupos de fotografias, cada um deles contando uma história diferente. Logo antes da sessão de eletrochoque, eles tinham que observar uma das duas histórias novamente, para reativar aquela memória específica.
Os resultados da experiência foram impressionantes. Logo após o tratamento, eles haviam esquecido a história do grupo de fotos que tinham acabado de ver, pela segunda vez.
A memória da outra história - que só havia sido vista uma vez - não foi afetada pela corrente elétrica.
"Não me lembro. Sei que eles me mostraram alguma coisa, mas não lembro o que era", disse à BBC a holandesa Jannetje Brussaard-Nieuwenhuizen, que faz terapia de eletrochoque desde 1969 para tratar da depressão e participou do estudo.
Seu depoimento encorajou os pesquisadores. Eles esperam que o estudo possa eventualmente ajudá-los a tratar distúrbios como o transtorno do estresse pós-traumático.
Mesmo se a eficácia da técnica for cientificamente comprovada, ainda restam dúvidas sobre as justificativas e implicações de uma prática capaz de destruir memórias.
Os pesquisadores também ressaltam que o estudo foi feito com memórias artificiais, mas as conexões profundas que existem sob as memórias reais podem ser mais difíceis de apagar.
FONTE - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140211_memorias_apagadas_cc.shtml
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SAÚDE MENTAL? QUANDO INTERNAMOS OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/11/saude-mental-quando-internamos-os.html

NEUROTECNOLOGIA/MÚSICA - Experimento de brasileiro "lê pensamentos" e tranforma em Música

Experimento usa ondas cerebrais para compor música clássica

Um experimento desenvolvido por um brasileiro na Universidade de Plymouth, na Grã-Bretanha, pode transformar em realidade os sonhos de milhares de músicos profissionais e amadores.
Foto: BBC
(imagem - foto colorida de uma pessoa no canto esquerdo com a touca na sua cabeça e diante de um laptop, e bem a sua frente está uma mulher tocando um violoncelo, fotografia sobre o repórter que testou o sistema que capta ondas cerebrais e as transforma em música - BBC)

O projeto de neurotecnologia musical, desenvolvido pelo compositor e professor Eduardo Miranda, "lê pensamentos" - com a ajuda de uma espécie de touca que capta ondas cerebrais - e promete transformá-los em música, mudando completamente o processo tradicional de composição.
O professor planeja usar este sistema para fazer leituras dos cérebros de quatro pessoas e controlar um quarteto de cordas com o resultado. Isto é a base de sua composição mais recente, chamada de Activating Memory (Ativando a memória, em tradução livre).
A repórter de tecnologia da BBC LJ Rich estou a máquina antes da performance musical. Confira seu depoimento abaixo.

O pesquisador e engenheiro Joel Eaton me ajudou a vestir a "touca cerebral", que é cheia de eletrodos de metal e fios.
Segundo Eaton, o eletrodo principal na parte de trás da minha cabeça selecionaria ondas cerebrais do meu córtex visual, enquanto os outros eletrodos ajudariam a cancelar qualquer barulho de fundo.
Para que o sistema funcione, é preciso que o usuário se concentre em um de quatro padrões quadriculados. Eles piscam em ritmos diferentes e cada padrão faz com que a área visual do cérebro emita um sinal elétrico simpático.
O sinal é captado pela touca e enviado ao computador. O aparelho funciona melhor quando o resto do cérebro está relaxado, então o pesquisador me pede para "limpar a mente".
Em seguida, os sinais elétricos do cérebro são amplificados e enviados para um laptop.
Eaton me pediu para prestar atenção em um dos padrões de uma maneira muito específica, focando e desfocando o olhar. Às vezes eu tinha que tirar os olhos da tela e olhar novamente para refrescar o cérebro.
Quando eu acertava, o padrão escolhido enviava uma frase musical para uma tela diante de Jane, uma violoncelista profissional que tocava a música que eu produzia.
Foi muito difícil no começo. Enquanto tentava focar, desfocar e relaxar, eu não conseguia ficar muito animada quando funcionava, porque isso me tirava do estado mental necessário para produzir o sinal.

Dificuldades

Eu esperava que o sistema criasse frases musicais vindas direto do meu cérebro, mas não foi exatamente assim que aconteceu.
Ao invés de compor livremente, minha mente escolheu entre frases musicais pré-prontas, que correspondiam a cada um dos padrões quadriculados. Pode-se dizer que eu fui uma operadora mais do que uma compositora, e que meu cérebro se tornou um instrumento como o violoncelo de Jane.
Quando falamos sobre meu desejo de experimentar uma interface mais eficiente de composição musical diretamente do cérebro, o professor Miranda disse que isso poderia ser fascinante no começo, mas que ficaria chato depois de algum tempo.
Ele gosta do desafio de uma solução imperfeita.
"Humanos gostam de manipular coisas - eu não pretendo eliminar este processo, quero melhorar as ferramentas que ajudem os compositores a conseguir isso talvez de uma maneira diferente", disse ele.
Para pessoas com deficiência de audição, há alguns benefícios óbvios desta interface, até mesmo neste estágio elementar.
O laboratório do Centro Interdisciplinar de Pesquisa de Música Computacional (ICCMR, na sigla em inglês) já realizou algumas pesquisas com um paciente da síndrome do encarceiramento (doença rara em que os movimentos do corpo são paralisados, mas as condições mentais permanecem intactas) com resultados animadores.
Mesmo assim, o sistema não é tão receptivo ao usuário como eu esperava que fosse.
Durante o experimento, foi muito difícil dominar a técnica. Durante o processo, minhas leituras cerebrais caíram muito quando o violoncelo estava sendo tocado. Tivemos que recalibrar o sistema enquanto eu estava ouvindo Jane tocar, porque não conseguia manter a concentração.
Consegui emitir o sinal consistentemente depois de duas horas. Joel e Eduardo me disseram que duas horas é rápido - geralmente leva alguns dias para conseguir pegar o jeito.
FONTE - LJ Rich  Repórter de tecnologia da BBC  http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140210_musica_computador_rich_cc.shtml
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MÃES, ALZHEIMER E MÚSICA. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/maes-alzheimer-e-musica.html


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

QUEIMADURAS/NOVOS TRATAMENTOS - Uma "arma de células tronco'' revoluciona recuperação das vítimas

Spray de células-tronco ajuda a curar vítimas de queimaduras

Processo leva apenas uma hora e meia e pele é recuperada em questão de dias

Spray de células-tronco ajuda a curar vítimas de queimaduras
(imagem - o desenho esquemático do processo de cuidado e tratamento, em inglês tendo ao alto o título Skin Burn Disease Therapy, com um braço queimado desenhado logo abaixo, com uma seta que indica um desenho onde é tratado por um profissional de saúde com as células tronco, e de onde sai uma seta para um braço abaixo já recuperado das queimaduras - foto de divulgação da matéria - sobre o  Cultivo, aplicação e recuperação: as três fases do tratamento. (Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)

O processo de recuperação de vítimas de queimadura costuma ser demorado e complicado, mas um equipamento em fase de protótipo promete revolucionar o tratamento. A novidade veio do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, e consiste em uma "arma de células".

O método funciona em três passos. O primeiro é cultivar uma mistura que inclui células-tronco de outros pontos da pele do próprio paciente. Em seguida, utilizando uma "pistola" em forma de spray, o médico responsável aplica o material diluído em água no local do ferimento. Na superfície, capilares artificiais recebem uma solução nutricional para acelerar a recuperação, que leva apenas alguns dias.

Os dois primeiros passos levam apenas 90 minutos para serem realizados e a pele pode ser recuperada em questão de cinco ou seis dias – um alívio para os pacientes, que sentem uma dor incontrolável, e para os médicos, que perdem muitas vítimas de queimaduras por conta de infecções, já que o tratamento convencional pode levar até semanas.

Depois de passar por testes durante os últimos três anos, a "arma" já começou a ser usada em voluntários de verdade. Um policial norte-americano que teve parte do rosto e um dos braços queimados foi um dos candidatos mais bem-sucedidos. Em quatro dias de tratamento, a pele já estava "seca" e sem a necessidade de curativos. A recuperação total e o retorno do local da aplicação ao pigmento normal da pele são processos que podem levar meses, mas que valem a espera.


FONTE -
 http://www.tecmundo.com.br/medicina/50187-spray-de-celulas-tronco-ajuda-a-curar-vitimas-de-queimaduras.htm#ixzz2t2pBumit
Leia também no meu blog INFOATIVO.DEFNET - in memoriam das vítimas da Boate Kiss - 

HOLOCAUSTO À BRASILEIRA – tudo pela Segurança ou retorno da “eliminação” pelo confinamento... http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/01/holocausto-brasileira-tudo-pela.html

domingo, 9 de fevereiro de 2014

ACESSIBILIDADE/CEGOS - Senado votará projeto sobre acesso a livros e serviços bancários

Pessoas com deficiência poderão ter acesso facilitado a livros e a serviços bancários

(imagem - foto colorida com quatro pessoas cegas, duas mulheres na esquerda e dois homens, utilizando livros em Braile, com uma estante atrás deles, fotografia de Geraldo Magela - arquivo Senado)
Está na agenda da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), que se reúne nesta terça-feira (11), substitutivo do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) a projetos que facilitam o acesso de deficientes visuais à leitura e a serviços oferecidos nas agências bancárias.
O texto estabelece que livros adquiridos pelo poder público, como os do Programa Nacional do Livro Didático e do Plano Nacional do Livro e Leitura, sejam disponibilizados em portal na internet em formato digital passível de conversão para áudio.
O relator afirma que a mudança proposta à Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/2000) não vai onerar significativamente os cofres públicos, uma vez que já existem programas de computador de domínio público que fazem a sintetização de voz para conversão dos livros em áudio.
O substitutivo prevê ainda que pelo menos um terminal por agência bancária disponha de meios de comunicação acessíveis para pessoas cegas. Além disso, esses terminais deverão estar colocados a uma altura que permita acesso a pessoas que utilizam cadeira de roda.
O texto estabelece que bancos e operadoras de cartão de crédito ofereçam atendimento adequado a pessoas com deficiência auditiva, como atendimento on line e cadastramento de representante legal, para acessar serviços telefônicos de atendimento ao consumidor.
Eduardo Amorim aproveitou sugestões dos Projetos de Lei do Senado (PLS) 129/2007, 24/2008,111/2008 e 278/2012. Além da CMA, a matéria precisa ser analisada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), antes de ser enviada para exame da Câmara dos Deputados.
Oferta fracionada de medicamentos
A pauta da CMA inclui outros 17 itens, entre os quais substitutivo da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) a projetos que obrigam a oferta fracionada de medicamentos, conforme a necessidade do consumidor. A relatora aproveitou partes de dois projetos que tratam do tema e tramitam em conjunto: PLS 33/2012, do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), e PLS 149/2012, da senadora Ana Rita (PT-ES).
Além da obrigatoriedade da oferta fracionada, o relatório estabelece que as condições técnicas e operacionais para o fracionamento dos medicamentos serão estabelecidas pela autoridade sanitária competente. Também prevê a possibilidade de exceções, ou seja, que alguns medicamentos fiquem fora da regra da oferta fracionada.
O texto também será examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
FONTE - http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/02/07/pessoas-com-deficiencia-poderao-ter-acesso-facilitado-a-livros-e-a-servicos-bancarios

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA/LEIS - Aprovada lei que dá prioridade na sua adoção

Lei dá prioridade na adoção para criança com deficiência
Publicada ontem e já em vigor, norma também dá preferência a crianças com doença crônica. Intenção é acelerar o andamento dos processos, sem ultrapassar etapas ou flexibilizar procedimentos

(imagem - foto colorida de um bebê deitado em seu berço, não aparecendo todo o rosto, como ilustração da matéria do Jornal do Senado - fotografia de Lia de Paula)

Está valendo a lei que dá prioridade aos processos de adoção nos quais a criança ou adolescente tiver deficiência ou doença crônica. Aprovado no Senado em dezembro, o projeto (PLC 83/2013) incluiu no Estatuto da Criança e do Adolescente a preferência desse grupo na fila de adoção.
Publicada ontem no Diário Oficial da União, a lei entrou em vigor ­imediatamente.

Enquanto tramitou pelo Senado, a proposta só recebeu pareceres favoráveis. Depois de aprovada nas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Direitos Humanos (CDH), foi votada no Plenário. Como foi apresentado por uma deputada, Nilda Gondim (PMDB-PB), e não sofreu alterações no Senado, o texto foi enviado à sanção presidencial.
Ao justificar o projeto, a deputada disse que a intenção era acelerar o andamento dos processos nos quais o adotado se encontre em uma dessas condições, sem, contudo, ultrapassar etapas ou flexibilizar ­procedimentos.
O relator na CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), lembrou que crianças com deficiência ou com doenças ­crônicas são cerca de 10% das 80 mil que estão nos abrigos à espera da adoção.
— Sua própria condição faz com que se afastem do perfil buscado pela imensa maioria dos candidatos a pais e mães adotivos: meninas recém-nascidas, sem irmãos, brancas e saudáveis — disse o senador no ­relatório.
FONTE - http://www12.senado.gov.br/jornal/edicoes/2014/02/07/lei-da-prioridade-na-adocao-para-crianca-com-deficiencia?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=jornal

PREVIDÊNCIA/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Saiba como proceder para a aposentadoria (Lei 142/2013)

Aposentadoria especial ao segurado com deficiência: Saiba quem pode requerer

Cidadão precisa ter contribuído para a Previdência Social por pelo menos 180 meses, ter deficiência há pelo menos dois anos e estar trabalhando para requerer o benefício. Servidores públicos federais, estaduais e municipais não estão contemplados
(imagem - a representação gráfica em um globo das diferentes formas de ser e estar com uma deficiência, com os símbolos representativos, separados por linhas que representam os meridianos (longitude e latitude), com cada uma em um espaço colorido de cor diferente, do laranja, verde, lilás, amarelo, que se alternam, uma alusão às diferentes formas de funcionalidade ou de barreiras que cada um(a) podem vivenciar.  imagem retirada da Internet com fins ilustrativos)
Os segurados da Previdência Social com deficiência física, intelectual ou sensorial têm condições diferenciadas para a concessão de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição.
Para a aposentadoria por idade, a pessoa deve ter no mínimo 60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher. Além disso, deve ser segurado do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), comprovar 180 meses de contribuição para a Previdência Social na condição de pessoa com deficiência.
Na aposentadoria por tempo de contribuição, a pessoa também deve ser segurada do RGPS, comprovar no mínimo 180 meses de contribuição para a Previdência Social. Esse benefício é destinado aos segurados com deficiência há, pelo menos, dois anos e leva em conta o grau de deficiência do segurado.
O segurado com deficiência grave poderá requerer aposentadoria com 25 anos de tempo de contribuição, se homem, e 20 anos, se mulher. No caso de segurado com deficiência moderada, o requerimento do benefício ocorre aos 29 anos de tempo de contribuição, se homem, e 24 anos, se mulher. E, para o segurado com deficiência leve, é possível solicitar a aposentadoria aos 33 anos de contribuição, se homem, e 28 anos, se mulher.
Avaliação - A avaliação do grau de deficiência será realizada pela perícia do INSS, composta pela pericia médica previdenciária e pela assistência social. Ambos irão avaliar os fatores limitadores da capacidade laboral da pessoa, levando em consideração o meio social em que ela está inserida e não somente a deficiência em si, remetendo à Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF) e não à Classificação Internacional de Doenças (CID).
Atendimento - Para requerer o benefício, o segurado deve agendar o atendimento para a aposentadoria especial à pessoa com deficiência, por meio do número 135, ou pelo site da Previdência Social. Na data do atendimento, o segurado será atendido pelo servidor que irá avaliar se há as contribuições mínimas e os demais critérios administrativos. Após o atendimento administrativo será marcada a perícia médica e posteriormente a assistente social.
Para esclarecer sobre quem tem direito ao benefício, como serão realizadas as avaliações social e médica do INSS e como fazer o requerimento, preparamos um conjunto de perguntas e respostas.
1 – O que a pessoa precisa ter para pedir a aposentadoria à pessoa com deficiência?
Ela deve ser avaliada pelo INSS para fins da comprovação da deficiência e do grau.
Na aposentadoria por idade os critérios para ter direito ao benefício são:
- Ser segurado do Regime Geral da Previdência Social – RGPS;
- Ter deficiência na data do agendamento/requerimento, a partir de 4 de dezembro de 2013;
- Ter idade mínima de 60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher;
- Comprovar carência de 180 meses de contribuição;
- Comprovar 15 anos de tempo de contribuição na condição de pessoa com deficiência.
O segurado especial não terá redução da idade em cinco anos, pois já se aposenta aos 55 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem.
Na aposentadoria por tempo de contribuição os critérios para ter o direito ao benefício são:
- Ser segurado do Regime Geral da Previdência Social – RGPS;
- Ter deficiência há pelo menos dois anos na data do pedido de agendamento;
- Comprovar carência mínima de 180 meses de contribuição;
- Comprovar o tempo mínimo de contribuição, conforme o grau de deficiência, de:
• Deficiência leve: 33 anos de tempo de contribuição, se homem, e 28 anos, se mulher;
• Deficiência moderada: 29 anos de tempo de contribuição, se homem, e 24 anos, se mulher;
• Deficiência grave: 25 anos de tempo de contribuição, se homem, e 20 anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência grave.
Os demais períodos de tempo de contribuição, como não deficiente, se houver, serão convertidos proporcionalmente.
O segurado especial tem direito à aposentadoria por tempo de contribuição, desde que contribua facultativamente.
2 – Quais são as etapas para aposentadoria?
São quatro etapas:
1ª etapa – O segurado faz o agendamento do atendimento pela Central 135 ou no site da Previdência Social (www.previdencia.gov.br);
2 ª etapa – O segurado é atendido pelo servidor na Agência da Previdência Social para verificação da documentação e procedimentos administrativos;
3ª etapa – O segurado é avaliado pela perícia médica, que vai considerar os aspectos funcionais físicos da deficiência e a interação com as atividades que o segurado desempenha;
4ª etapa – O segurado passa pela avaliação social, que vai considerar as atividades desempenhadas pela pessoa no ambiente do trabalho, casa e social;
A avaliação do perito médico e do assistente social certificará a existência, ou não, da deficiência e o grau (leve, moderada ou grave).
3 – Quais são os canais de atendimento para a solicitação da aposentadoria?
O segurado deve agendar o atendimento na Central telefônica da Previdência Social, no número 135, e no Portal da Previdência Social, no endereço www.previdencia.gov.br, e comparecer na data e hora marcados na Agência da Previdência Social escolhida.
Na Central 135, as ligações são gratuitas de telefones fixos e o segurado pode ligar de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília.
No site da Previdência Social, basta acessar o link ‘Agendamento de Atendimento’ e seguir as informações.
4 – Como é classificada a deficiência?
Para classificar a deficiência do segurado com grau leve, moderado ou grave, será realizada a avaliação pericial médica e social, a qual esclarece que o fator limitador é o meio em que a pessoa está inserida e não a deficiência em si, remetendo à Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF).
O segurado será avaliado pela perícia médica, que vai considerar os aspectos funcionais físicos da deficiência, como os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo e as atividades que o segurado desempenha. Já na avaliação social, serão consideradas as atividades desempenhadas pela pessoa no ambiente do trabalho, casa e social. Ambas as avaliações, médica e social, irão considerar a limitação do desempenho de atividades e a restrição de participação do indivíduo no seu dia a dia.
Por exemplo, um trabalhador cadeirante que tem carro adaptado e não precisa de transporte para chegar ao trabalho pode ter a gradação de deficiência considerada moderada, enquanto um trabalhador também cadeirante com necessidade de se locomover para o trabalho por meio de transporte público pode ter a gradação de deficiência considerada grave.
5 – Como será avaliado o grau da deficiência?
Para avaliar o grau de deficiência, o Ministério da Previdência Social e o Instituto do Seguro Social – INSS, com participação das entidades de pessoas com deficiência, adequaram um instrumento para ser aplicado nas avaliações da deficiência dos segurados.
Esse instrumento, em forma de questionário, levará em consideração o tipo de deficiência e como ela se aplica nas funcionalidades do trabalho desenvolvido pela pessoa, considerando também o aspecto social e pessoal.
6 – Como será realizada a comprovação das barreiras externas (fatores ambientais, sociais)?
A avaliação das barreiras externas será feita pelo perito médico e pelo assistente social do INSS, por meio de entrevista com o segurado e, se for necessário, com as pessoas que convivem com ele. Se ainda restarem dúvidas, poderão ser realizadas visitas ao local de trabalho e/ou residência do avaliado, bem como a solicitação de informações médicas e sociais (laudos médicos, exames, atestados, laudos do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, entre outros).
7 – Qual a diferença de doença e funcionalidade?
A doença é um estado patológico do organismo. Ocorre quando há alteração de uma estrutura ou função do corpo. Ela nem sempre leva à incapacidade. Por exemplo, uma pessoa que tem diabetes precisa de tratamento, mas isso pode não torná-la incapaz para determinado tipo de trabalho.
Já a funcionalidade pode ser compreendida como a relação entre as estruturas e funções do corpo com as barreiras ambientais que poderão levar a restrição de participação da pessoa na sociedade. Ou seja, como a deficiência faz com que o segurado interaja no trabalho, em casa, na sociedade.
8 – Pessoas com doenças ocupacionais se enquadram como deficientes? Por exemplo, casos como perda de função de um braço, ou de uma mão.
O que a perícia médica e social leva em consideração são as atividades e as barreiras que interferem no dia a dia e os fatores funcionais, ou seja, o contexto de vida e trabalho. Não basta a patologia ou a perda de função, a análise é particular, de caso a caso, levando-se em consideração a funcionalidade.
9 – Deste grupo, quantas estão aptas a se aposentar?
A concessão da aposentadoria por idade e da aposentadoria por contribuição para a pessoa com deficiência é inédita. Por isso não sabemos a quantidade de pessoas que podem ter esse direito reconhecido.
10 – Com a entrada em vigor da lei, o sistema do INSS está apto a receber as demandas?
Cabe ressaltar que o direito do segurado, caso seja concedido o benefício, passa a contar a partir do dia em que ele efetivamente agendou o atendimento.
Por necessidade de adequação dos sistemas e das agendas dos serviços já prestados pelo INSS:
- O atendimento terá início a partir do dia 3 de fevereiro de 2014. Mas, o agendamento teve início no dia em que a lei entrou em vigor após a publicação do decreto, em 4 de dezembro de 2013.
11 – Entre a data do agendamento do atendimento e a data da conclusão do processo pelo INSS, o segurado precisará continuar trabalhando?
O direito do segurado, se efetivamente preencher os requisitos da Lei, conta a partir do dia em que ele agendou o atendimento. Assim, o pagamento também retroagirá a essa data.
A decisão de continuar trabalhando, após o agendamento, cabe exclusivamente ao segurado, tendo em vista que o INSS, não terá meios de confirmar se os requisitos estarão preenchidos, antes do atendimento, onde será realizada a análise administrativa dos documentos e as avaliações médico pericial e social.
12 – Se o segurado continuar trabalhando terá que pagar o Imposto de Renda?
Os segurados terão que recolher normalmente, de acordo com a legislação tributária em vigor.
13 – Qual a vantagem para os trabalhadores com deficiência com a nova lei?
As pessoas com deficiência terão a redução da idade de cinco anos, no caso da aposentadoria por idade. Já na aposentadoria tempo de contribuição, a vantagem é a redução do tempo de contribuição em dois anos, seis anos ou 10 anos, conforme o grau de deficiência.
14 – As pessoas já aposentadas antes da Lei Complementar 142/2013 entrar em vigor podem pedir a revisão do seu benefício?
A Lei Complementar 142/2013 só se aplica aos benefícios requeridos e com direito a partir do dia 4 de dezembro de 2013. Benefícios com datas anteriores à vigência da Lei Complementar 142/2013, não se enquadram nesse direito e nem têm direito à revisão.
15 – Como o segurado poderá calcular o tempo contribuição para a Previdência Social?
Basta acessar o link ‘Simulação de Contagem de Tempo de Contribuição Previdenciária’ (http://agencia.previdencia.gov.br/e-aps/servico/140).
fonte - http://www.contabeis.com.br/noticias/15338/aposentadoria-especial-ao-segurado-com-deficiencia-saiba-quem-pode-requerer/

sábado, 1 de fevereiro de 2014

MUSICOTERAPIA/CÂNCER - O efeito positivo e a resiliência aumentada em jovens através da música

Musicoterapia ajuda jovens com câncer a lidar com tratamento

CDs
*(imagem - foto colorida de cds ou dvds, que fazem parte da idéia e projeto de uso da música como terapia; Projeto de pacientes envolvia escrever letras, gravar música e selecionar imagens para fazer um videoclipe - BBC)

Jovens que fizeram musicoterapia enquanto recebiam tratamento para câncer mostraram-se mais aptos a tolerar os rigores do tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Cancer.

Jovens que fizeram musicoterapia enquanto recebiam tratamento para câncer mostraram-se mais aptos a tolerar os rigores do tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Cancer.

O termo resiliência, nesse contexto, se refere à capacidade dos participantes de se ajustarem positivamente aos estresses e efeitos adversos do tratamento que estavam recebendo.
Segundo o site da American Music Therapy Association, musicoterapia é uma prática terapêutica em que profissionais qualificados usam música para auxiliar indivíduos a lidar com questões físicas, emocionais, cognitivas e sociais.

Efeito Positivo

Os participantes foram orientados por musicoterapeutas profissionais. O projeto, que durou três semanas, culminou na produção de videoclipes que, quando prontos, foram compartilhados com amigos e familiares.
Os pesquisadores concluíram que o grupo que participou do projeto de musicoterapia demonstrou mais resiliência e capacidade de suportar o tratamento do que um outro grupo que não recebeu musicoterapia.
Cem dias após o tratamento, o mesmo grupo relatou que a comunicação na família e os relacionamentos com amigos tinham melhorado.
"Esses 'fatores protetores' influenciam a forma como adolescentes e jovens adultos lidam (com o câncer e o rigoroso tratamento), ganham esperança e encontram sentido (para suas vidas) durante a jornada do câncer", disse a líder do estudo, Joan Haase.
"Adolescentes e jovens que são resilientes têm a capacidade de superar sua doença, sentem-se em controle e autoconfiantes pela forma como lidaram com o câncer e mostram um desejo de ajudar o outro".
Entrevistas com os pais dos pacientes revelaram aos pesquisadores que os videoclipes tinham produzido um benefício adicional, oferecendo aos pais uma melhor compreensão sobre como é a experiência de crianças que sofrem de câncer.

Estresse e Ansiedade

Uma das musicoterapeutas envolvidas no estudo, Sheri Robb, explicou por que música pode ter um efeito tão positivo sobre jovens lutando contra o câncer:
"Quando tudo parece incerto, canções que ele conhecem e com as quais se identificam fazem com que se sintam conectados".
Segundo a ONG britânica Cancer Research UK, musicoterapia pode diminuir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de câncer. A terapia também pode ajudar a aliviar alguns sintomas do câncer e efeitos colaterais do tratamento - mas não pode curar, tratar ou evitar doenças, inclusive o câncer.
Estudos anteriores que investigaram os efeitos da musicoterapia sobre crianças com câncer concluíram que a atividade pode ajudar a diminuir o medo e a angústia, além de melhorar os relacionamentos da criança com a família.
A portavoz de uma entidade que oferece apoio a adolescentes com câncer e suas famílias - o Teenage Cancer Trust - disse que é muito importante incentivar crianças com câncer a se comunicar e cooperar umas com as outras.
"Sabemos que ser tratado ao lado de outros (pacientes) da mesma idade faz uma diferença imensa, especialmente em um ambiente que permita que jovens com câncer ofereçam apoio uns aos outros".
fonte - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140127_musicoterapia_cancer_mv.shtml
LEIAM TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/10/saude-mental-quando-bioetica-se_11.html

TECNOLOGIA ASSISTIVA/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Aplicativo O Que Fala facilitador da comunicação foi criado por jovens

Startup cria tecnologia que ajuda pessoa com deficiência a se comunicar

Grupo de jovens foi um dos vencedores da Maratona de Negócios da Campus Party 2013 e conta com apoio do Sebrae para pôr projeto em prática

Pessoas usam smartphones
(imagem - foto colorida com dois jovens utilizando smarthphones, como alusão ao uso desses meios de comunicação com o novo aplicativo O Que Fala - fotografia de divulgação)

Brasília - Um aplicativo criado por quatro jovens de São Paulo está mudando a vida de pessoas com deficiência na voz (informa o DEFNET - deficiências ligadas à comunicação verbal). Disponível para tablets, smartphones e computadores, o Que Fala transforma frases selecionadas pelo usuário em mensagens de voz, permitindo ao usuário comunicar-se diretamente com seu interlocutor. O grupo de empreendedores foi um dos que venceu a edição de 2013 da Maratona de Negócios da Campus Party, iniciativa que conta com a presença do Sebrae para apoiar o surgimento de startups inovadoras.
O Que Fala funciona por meio de pranchas digitais, que substituem as de papel geralmente usadas em hospitais e clínicas. A tecnologia se baseia na chamada Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA). Conforme as características de cada usuário, como idade, sexo e hábitos, é possível personificar as mensagens. A partir daí, consegue-se usar o aplicativo em lugares como lojas, restaurantes e consultórios.
O engenheiro elétrico Rodrigo Bronzeri é um dos quatro sócios da empresa Métodos Soluções Inteligentes, responsável pelo Que Fala. A startup já reúne uma carteira com 180 clientes, além do governo de São Paulo, que fornece o software a pacientes do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro.
Rodrigo conta que há alguns anos o empreendimento começou a se voltar para soluções de acessibilidade. Na Campus Party, eles apresentaram uma ideia chamada Voo do Dragão, um dispositivo para identificar espaços públicos e privados adaptados a pessoas com deficiência.  “Por uma facilidade maior de colocar em prática o Que Fala, deixamos o Voo do Dragão em espera, mas queremos levar esse projeto adiante. Por isso, buscamos o apoio de investidores”, afirma.
Como prêmio por serem vitoriosos na Maratona de Negócios da Campus Party, os quatro jovens ganharam consultorias do Sebrae. “Esse apoio foi fundamental para estruturar nossa startup e solucionar certas carências. Ajudou-nos a definir nosso público, que não são os pacientes, mas familiares e instituições que os assistem”, conta.
Outra sócia da startup, Juliana Remorini, terapeuta ocupacional, começou a participar do Sebraetec, programa do Sebrae que oferece consultorias em inovação e tecnologia, com até 80% de subsídio. Incentiva o empresário a lidar com diversas ferramentas para tornar seu negócio mais competitivo, como design de ambientes, uso de logomarcas, propriedade intelectual e acesso a fornecedores de equipamentos. “Ouvimos falar muito bem do Sebraetec e acreditamos que vai nos ajudar a dar passos mais largos”, prevê Rodrigo.
FONTE - http://exame.abril.com.br/pme/noticias/startup-cria-tecnologia-que-ajuda-deficientes-a-se-comunicar