domingo, 11 de agosto de 2013

TECNOLOGIAS/PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Dispositivo dá autonomia a pessoas com deficiência nas praias da Grécia

Gregos com deficiências nadam graças a cadeira a energia solar

Dispositivo Seatrac permite que pessoas entrem e saiam do mar sozinhas.
Equipe tenta vender aparelho a Croácia, França, Emirados Árabes e Israel

 Lefteris Theofilou, de 52 anos, que sofre de paraplegia, entra no mar com a ajuda do "Seatrac", dispositivo movido a energia solar que permite pessoas com deficiência entrem e saiam do mar de forma autônoma, em praia de Alepochori, no oeste de Atenas, no dia 12 de julho  (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)
(imagem - foto colorida de uma pessoa com deficiência, a contraluz, com sol à sua frente, cujo nome é Lefteris Theofilou, de 52 anos, que sofre de paraplegia, ao entrar no mar com a ajuda do Seatrac, dispositivo movido a energia solara, em praia de Alepochori, no oeste de Atenas, no dia 12 de julho - fotograifa Yorgos Karahalis/Reuters)

Pessoas com deficiências físicas podem nadar sozinhas na Grécia graças a uma cadeira movida a energia solar desenvolvida por uma equipe de cientistas. O dispositivo Seatrac permite que os indivíduos entrem e saiam da água de forma autônoma, por meio de um trilho que os leva até o mar e os traz de volta à areia.
O aparelho foi criado em 2008 e protegido por leis de patente europeias e americanas. Ele opera sobre um mecanismo de controle fixo, que permite que até 30 cadeiras de rodas sejam movidas diariamente para dentro e fora do mar.
Atualmente, 11 dispositivos Seatrac estão instalados na Grécia, um país com milhares de ilhas e uma das maiores costas do mundo. Os pesquisadores tentam agora expandir o negócio: o produto já foi exportado para o Chipre, e há negociações com países como Croácia, França, Emirados Árabes Unidos e Israel.
Os criadores do dispositivo também se beneficiaram do clima da Grécia, onde faz sol quase o ano todo, mas ainda há pouca acessibilidade para pessoas com deficiência. Além disso, o Seatrac pode ser configurado facilmente em praias sem rede elétrica e desinstalado ao fim da temporada, sem danos para o meio ambiente.
A equipe espera que o aparelho impulsione o turismo no Mediterrâneo, o setor mais lucrativo da região. Os cientistas lamentam, porém, a falta de apoio das autoridades locais, que compraram o dispositivo por R$ 90.810 cada, e são responsáveis pela manutenção após o primeiro ano de uso.
Paralisado da cintura para baixo, o mecânico Lefteris Theofilou, de 52 anos, passou quase metade da vida ligado a uma cadeira de rodas. Ele lembra como se fosse um sonho a primeira vez que a cadeira movida a energia solar lhe permitiu nadar sozinho no mar grego, em uma noite quente de verão.
Ele se sentou na cadeira e, ao apartar um botão, subiu nela sem ajuda e andou 20 metros pela costa até a água.
"Temos milhares de praias, as mais belas do mundo, e ainda assim não somos capazes de nadar nelas? Isso faz você se sentir livre e capaz de coisas que não poderia imaginar que faria em seu próprio país", disse. "Esses caras criaram uma coisa incrível, e ainda tropeçamos em problemas do Estado. Esse é o desleixo do Terceiro Mundo", afirmou Theofilou.
O engenheiro Ignatios Fotiou, um dos inventores do Seatrac, comparou a falta de apoio do governo à "construção de um apartamento de cobertura sem um edifício embaixo dele".
Em uma praia movimentada na cidade costeira de Alepochori, perto de Atenas, vandalismo e roubos de painéis solares são comuns. Se alguma coisa quebra, os moradores dizem que pode levar dias para o município corrigir o problema, o que às vezes é adiado ainda mais por trabalhadores em greve. Muitas vezes, adolescentes também usam a máquina como trampolim de mergulho.
O grego Minas Georgakis – cuja mulher, Matoula Kastrioti, de 46 anos, sofre de esclerose múltipla e está em uma cadeira de rodas – disse que precisou tomar o assunto nas próprias mãos, porque a ajuda da administração local "simplesmente não existe".
Com pranchas de madeira, ele construiu uma rampa adicional para permitir o acesso ao Seatrac, já que as cadeiras de roda convencionais não podem ser conduzidas sobre a areia. Mesmo assim, o caminho que leva até o dispositivo é frequentemente bloqueado por motocicletas estacionadas e lixo não recolhido.

NANISMO/ESPORTES - Atletas paralímpicos trazem medalhas de ouro para o Brasil no halterofilismo

Atletas brasileiros voltam com ouro do Mundial de Anões

(imagem - foto colorida dos atletas com nanismo, com três homens a partir da esquerda, e uma mulher à direita, estão vestindo roupas atléticas em verde amarelo, com verde predominando no ambiente e nas suas roupas, tendo nas camisetas regatas os números; abaixo da palavra Brasil, em mais esta prova paralímpica)

A cada quatro anos, centenas de atletas de todo o mundo se reúnem em um único evento para vencer outros competidores e quebrar o próprio recorde, seja na natação, no basquete ou no tênis de mesas.

A diferença do evento que se encerrou neste sábado em East Lansing, no estado americano de Michigan, para uma Olimpíadas ou jogos regionais é que todos os atletas participantes tinham baixa estatura
.
Os Jogos Mundiais de Anões são o principal evento para atletas portadores de nanismo do mundo. Em sua sexta edição, ele reuniu mais mais de 500 atletas, vindos de 25 países - inclusive do Brasil, que participa pela primeira vez do evento e cuja a delegação era formada por quatro halterofilistas.

Todos eles voltam ao país com medalhas de ouro penduradas no pescoço. Luciano das Chagas Dantas, de 34 anos, ficou em primeiro lugar não apenas na sua categoria (67kg), mas também na classificação geral.
"Adorei a experiência de ter participado dos Jogos. Conviver com os outros atletas foi algo que superou minhas expectativas. Também fiquei muito feliz com a minha performance na competição, já que superei minha melhor marca pessoal", disse Luciano à BBC Brasil.
Ele foi o atleta que conseguiu levantar a barra mais pesada da competição: 145 quilos. Sua marca anterior até então era de 10 quilos a menos. Sem nunca ter praticado outro esporte, ele entrou para o halterofilismo em 2004, a convite de um outro atleta.
Desde então ele treina no Clube Desportivo para Deficientes de Uberlândia, em Minas Gerais, assim como os outros 3 atletas que participaram dos Jogos.
Considerado uma das apostas dessa modalidade, Lucas Elias Tavares tem apenas 17 anos e treina halterofilismo desde os 15. Além da medalha de ouro em sua categoria (60kg), ele só trouxe boas lembranças do Mundial, especialmente do convívio com outros atletas.
"A gente enfrenta preconceito na sociedade. Mas no esporte isso não acontece. Quando estou treinando ou competindo, tenho todo o apoio", disse.
Além de Lucas e Luciano, também participaram Maria Rizonaide da Silva, na categoria 48 quilos, e Erinaldo Ferreira de Lima, que ficou sem sexto lugar na colocação geral e em primeiro na sua classe, a de até 52 quilos.
As marcas que cada um dos atletas atingiu no Mundial agora podem ser usadas em rankings internacionais, inclusive para o treinamento visando classificação nas próximas Paralimpíadas.

'Férias da vida real'

Apesar de não ser atleta, ao acompanhar as competições deste ano o colaborador da BBC Simon Minty teve uma impressão parecida com a de Lucas sobre o preconceito.
"Óbvio que o propósito principal dos Jogos é a competição em si. Mas não há dúvida de que há outros benefícios, como a chance de encontrar outras pessoas e apenas ser quem você é", escreveu Simon em um artigo para a BBC.
"É ótimo falar com os outros olhando na mesma linha dos olhos. Não ter de ficar explicando tudo, nem ter pessoas te encarando o tempo todo... é como ter férias da vida real."
Ele afirma, no entanto, que nem tudo gira em torno de gentilezas. "A competição é severa e os atletas são dedicados, treinam duro, se sacrificam e lutam para conseguir patrocínio. Muitos competem em várias modalidades."
Minty conta que gostou tanto da experiência que pretende participar do próximo Mundial de Anões, mas dessa vez como atleta.
Ele tem quatro anos para escolher qual esporte pretende se dedicar: futebol, natação, tênis de mesa, vôlei, atletismo, tiro, halterofilismo, arco e flecha, badminton, basquete, hóquei ou curling.

sábado, 10 de agosto de 2013

AUTISMOS/INOVAÇÕES - Uma jaqueta é criada para aliviar a ansiedade do abraço de autistas

T-JACKET: Jaqueta simula abraço para reduzir ansiedade de Crianças Autistas

T.Jacket


(imagem - foto colorida de divulgação da Jaqueta de cor clara listrada de azul, com setas indicativas dos locais onde uma bolsa inflável amarela e interna ajuda a aliviar a tensão e ansiedade de crianças com autismos, à direita a imagem de um tablet com personagens animados sobre a jaqueta, através do qual se pode fazer o acionamento e controle do estado de ansiedade da criança)

A T-Ware, uma empresa de Cingapura, desenvolveu uma jaqueta tecnológica capaz de simular um abraço e ajudar a reduzir a ansiedade em crianças autistas, a T.Jacket. O objetivo por trás da jaqueta é suprir a necessidade de contato físico das crianças com autismo mesmo quando estão longe de seus pais, reduzindo assim reações nervosas e de ansiedade. As informações são do Ubergizmo.

A jaqueta é controlada remotamente pelos pais da criança através de um aplicativo exclusivo para smartphones e tablets. A T.Jacket é capaz de detectar sinais de agitação na criança e indica o momento em que ela precisa ser "abraçada", além da intensidade desse abraço. Ao ser acionada, pequenos balões de ar localizados na parte interna da jaqueta se inflam para simular o abraço.

Além de proporcionar o contato físico, a jaqueta também poderá diminuir os transtornos de aprendizagem. Crianças com autismo podem não reagir muito bem a novos ambientes, pessoas, sons altos e mudanças em sua rotina, o que compromete seriamente sua aprendizagem e desenvolvimento. 

James Teh, criador da jaqueta tecnológica, acredita que a peça possa ser usada também por adultos que necessitem de contato físico para tratamentos terapêuticos. A T.Jacket já está disponível no mercado por US$ 499 (R$ 1.151). Confira no LINK abaixo um vídeo demonstrativo da jaqueta:

FONTE http://canaltech.com.br/noticia/comportamento/TJacket-jaqueta-simula-abraco-para-reduzir-ansiedade-de-criancas-autistas/#ixzz2bbVfsjQW 

O conteúdo do Canaltech é protegido sob a licença Creative Commons (CC BY-NC-ND). Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção. 

LEIA MAIS SOBRE O TEMA AUTISMO NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

AUTISMO – TODOS PODEMOS SER/NOS TORNAR UM POUCO AZUIS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/04/autismo-todos-podemos-sernos-tornar-um.html

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

AUTISMOS/PESQUISAS- Cientistas anunciam possibilidade de diagnóstico precoce do autismo

Cientistas descobrem novo modo de diagnosticar autismo em crianças de 1 ano


Um grupo de cientistas decifraram uma série de padrões biológicos que possibilitam o diagnostico do autismo em crianças menores de um ano, segundo uma pesquisa apresentada nesta quinta-feira na cidade australiana de Adelaide.
A pesquisa, divulgada durante a Conferência para o Autismo na Ásia-Pacífico, mostra como a rede genética interrompe a produção de células cerebrais que acarretam nesta doença, que afeta um em cada 100 crianças em maior ou menor medida.
Esta descoberta representa um grande avanço para diagnosticar o autismo, cuja identificação dos primeiros sintomas "é complexa e complicada", segundo Eric Courchesne, professor de neurociência da Universidade da Califórnia.
"É o primeiro descobrimento em genes cerebrais e nos mostra que o sistema genético poderia ser um fator importante para futuras pesquisas de tratamentos, no desenvolvimento de evidências adiantadas do autismo", afirmou o pesquisador ao canal australiano "ABC".
Segundo Courchesne, com estas técnicas de diagnóstico adiantadas, a doença poderia ser identificada em crianças de um a dois anos, ao invés da atual fase: entre os três e cinco anos.
"Isto significa que elas vão passar a receber um tratamento antes e, por isso, terão um melhor resultado", apontou.
O investigador declarou que as redes genéticas podem apresentar uma maior compreensão da doença e, inclusive, em algum dia, chegar a uma prevenção.
"Durante anos me perguntei qual é o sistema que causa o autismo, e tenho que dizer que este é um descobrimento muito emocionante", finalizou Courchesne.
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET SOBRE AUTISMO: 

O AUTISMO NÃO É APENAS UMA DOENÇA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/06/o-autismo-nao-e-apenas-uma-doenca.html

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

EDUCAÇÃO INCLUSIVA/AVANÇOS - Prefeitura de Valinhos(SP) planeja Centro de Atendimento Educacional Especializado

Valinhos trabalha para criação de Centro Especializado para Educação Inclusiva

A Prefeitura de Valinhos pretende criar um Centro de Atendimento Educacional Especializado para atender alunos com deficiência da rede municipal no contra turno escolar. A informação é do secretário da Educação, Danilo Sorroce, que antecipou o tema durante encontro com diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos. 
Um primeiro passo neste sentido já está sendo realizado, segundo o secretário, com o levantamento do número de alunos com deficiência nas escolas municipais e os tipos de deficiência: física, auditiva, visual, intelectual, múltiplas, autismo, altas habilidades e superdotação. 
Segundo o prefeito Clayton Machado, é importante que todos os setores do governo busquem uma melhor compreensão sobre a pessoa com deficiência, pois isso é fundamental para o relacionamento harmonioso entre pessoas com diferentes hábitos, comportamentos e necessidades.
 Cadastro -
 De acordo com a professora Mirian Lourdes Ferreira dos Santos Silva, responsável pelo projeto, a rede municipal tem cadastrado atualmente 180 alunos com deficiência. “Acreditamos que este número é maior, porém as crianças ainda não foram identificadas”, disse. 
A professora Mirian explicou que esses alunos estão incluídos na rede municipal e os que precisam de um atendimento mais especializado são atendidos também por instituições parceiras, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Valinhos (APAE), a Associação Cultural, Educacional, Social e Assistencial Capuava (ACESA), Instituto Anne Sullivan e Pró Visão. 
Em março mais de 80 diretores e coordenadores pedagógicos participaram de capacitação para melhorar o atendimento ao aluno com deficiência. As informações recebidas foram multiplicadas junto aos professores. 
Seminário – Ainda dentro desta linha de trabalho, a Prefeitura de Valinhos, em parceria com o Instituo Pró Visão, promoverá o 1º Seminário de Educação Inclusiva, com o tema “Deficiência Visual”. 
O seminário será realizado nos próximos dias 13 e 14, no plenário da Câmara Municipal de Valinhos, com a participação de educadores da rede municipal e profissionais de instituições ligadas ao tema. 
“É importante que os profissionais tenham informações atualizadas sobre as mais variadas formas de deficiências, para que consigam detectar supostos casos precocemente, bem como dar um melhor atendimento para os já diagnosticados, de acordo com o tipo de deficiência”, concluiu o secretário da Educação.
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA - 

A INCLUSÃO ESCOLAR AINDA USA FRALDAS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/07/inclusao-escolar-ainda-usa-fraldas.html

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SINDROME DE DOWN/INCLUSÃO - Primeira professa com Down lança seu livro de fábulas

Professora com síndrome de Down lança livro de fábulas sobre inclusão

Débora Seabra usa animais para falar de preconceito, rejeição e amizade. Ela é a primeira professora do país com síndrome de Down.

Débora
Débora Seabra escreveu livro infantil sobre inclusão (Foto: Divulgação )

Débora Araújo Seabra de Moura, de 32 anos, a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, acaba de lançar um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo. O livro traz contos que se passam em uma fazenda e têm os animais como protagonistas. Eles lidam com problemas humanos como preconceito e rejeição, caso do sapo deficiente que não conseguia nadar, da galinha excluída do grupo por ser surda e do passarinho de asa quebrada que precisou ganhar a confiança dos outros bichos para poder voar com eles.
Com 32 páginas, a obra Débora conta histórias (Araguaia Infantil, R$ 34,90) estará à venda nas livrarias a partir desta segunda-feira (5). As ilustrações são de Bruna Assis Brasil.

A professora também usa os bichos para abordar a importância da tolerância, respeito e amizade. Uma das fábulas é sobre a discriminação que o pato sofria por não querer namorar outras patas, e sim, patos.
Em outra, Débora conta a história de amizade entre um cachorro e um papagaio. Alguns contos foram escritos baseados em situações vividas por ela. O texto da contracapa é do escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, João Ubaldo Ribeiro.

Usei os animais, mas as histórias se encaixam aos humanos. É preciso respeitar e incluir todo mundo, aceitar as diferenças de cada um. Ainda existe preconceito, afirma Débora.

O livro nasceu em 2010, quando a jovem resolveu escrevê-lo para dar presente de Natal aos pais, o médico psiquiatra José Robério e a advogada Margarida Seabra. Queria fazer uma surpresa, e eles ficaram felizes, adoraram a ideia.

Margarida lembra que a filha passou alguns meses dedicada a escrever a obra escondida no quarto, quando a mãe entrava de surpresa ela tratava logo de proteger o presente.

A gente não imaginava, achávamos que fosse um diário. Os contos não foram escritos com a expectativa de se tornar livro, mas como o resultado agradou a todos, Margarida se rendeu aos conselhos e pedidos dos amigos e da família e foi em busca de uma editora. Antes, cogitou publicá-lo de forma independente, mas não foi preciso.
Não foi a primeira vez que a professora testou o lado escritora. Antes do livro de fábulas, escreveu a própria história que depois de ter as folhas impressas e presas por um espiral, foi dada aos pais. Toda a família leu, guardamos como lembrança, mas achei que era comum. Já com as fábulas fiquei muito emocionada. As pessoas se surpreenderam pela dedicadeza das histórias, diz Margarida.
A obra Débora conta histórias será lançada oficialmente no mês de setembro em um evento para convidados, em Natal. Ainda não há data definida.

Escolas regulares
A autora da obra nasceu em Natal (RN) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional da cidade, a Escola Doméstica. Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.

Quando começou a frequentar a escola, pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Débora contou com o apoio da família que contrariou a tendência de matricular a filha uma escola especial, assim como fazia os pais naquela época. Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa, diz Margarida.

Nem sempre foi fácil. Débora já foi vítima de preconceito. Ainda na educação infantil, lembra de ter sido chamada de ´mongol´ por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que ´mongóis´ eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.

Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito, como apresentações teatrais - mais uma de suas paixões.


LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET SOBRE SÍNDROME DE DOWN: 

01 NEGRO + 01 DOWN + 01 POETA = 01 Dia para não esquecer de incluir http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/03/01-negro-01-down-01-poeta-01-dia-para.html


TECNOLOGIA ASSISTIVA/DEFICIÊNCIAS - Mão robótica ajuda mulher inglesa no seu cotidiano

Luva robótica ajuda britânica a recuperar movimento da mão

A britânica Gerry Lambert teve um derrame há mais de 15 anos e, desde então, perdeu a sensibilidade e parte dos movimentos do lado direito do corpo.
Gerry Lambert usa a mão robótica para pegar um copo (BBC)
(imagem - foto colorida da mão robótica utilizada pela Sra. Gerry para as suas atividades dentro da cozinha de sua casa na Inglaterra, foto BBC)

Mas agora a dona de casa conta com a ajuda de um dispositivo desenvolvido por cientistas do Laboratório de Robótica da Universidade de Bristol, que criaram um protótipo de luva robótica para acelerar a recuperação do movimento da mão.
A dona de casa conta que, no começo, foi estranho, porque ela queria controlar o que estava fazendo. Mas era a luva quem fazia tudo para ela, e automaticamente soltava os objetos. Antes, era Gerry quem tinha que, com a outra mão, abrir os dedos.
O projeto do dispositivo é do cientista Thomas Burton e usa novas tecnologias, como a impressão em 3D, para que o equipamento seja adaptado para qualquer tamanho.
O cientista afirma que a próxima versão da mão robótica, já em desenvolvimento, é menor, mais leve e qualquer um poderá usar como uma ferramenta de reabilitação.
A terapeuta ocupacional Allie Turton, da Universidade do Oeste da Inglaterra, supervisiona o projeto e diz que é difícil para um paciente em recuperação fazer exercícios o tempo todo. Ela diz esperar que, com a mão robótica, as pessoas em recuperação possam fazer os exercícios em casa, como parte da rotina.
VEJA VIDEO SOBRE A MATÉRIA ACESSANDO O LINK ABAIXO:

CÉLULAS TRONCO/PESQUISAS - Criado o primeiro Hambúrguer em laboratório por cientistas holandeses

Cientistas produzem primeiro hambúrguer de laboratório


O primeiro hambúrguer feito em laboratório foi apresentado e degustado nesta segunda-feira, numa conferência científica em Londres.

Hambúrguer comum | Foto: BBC
(imagem - foto colorida de um prato no qual está um hambúrguer de carne sendo colocado por uma mão, com uma folha de alface ao fundo, sobre um prato branco, fotografia BBC)

Cientistas holandeses utilizaram células retiradas de uma vaca para reconstituir os músculos de carne bovina, que foram combinados a outros ingredientes para fazer o hambúrguer.
Os pesquisadores dizem que a tecnologia poderia ser uma forma sustentável para suprir a crescente demanda por carne.
Mas críticos da ideia dizem que comer menos carne seria o jeito mais fácil para compensar a já prevista falta de comida no mundo

Segurança alimentar

A BBC obteve acesso exclusivo ao laboratório em que o projeto para produzir a carne foi implementado ao custo de cerca de R$ 750 mil.
Na Universidade de Maastricht, na Holanda, a pouco mais de 200 km da capital Amsterdã, o cientista à frente do experimento destaca a preocupação ambiental do estudo.
"Vamos apresentar ao mundo o primeiro hambúrguer feito em laboratório a partir de células. Estamos fazendo isso porque a criação animais para abate não é boa para o meio ambiente, não vai suprir a demanda mundial (por comida) e também não é boa para os próprios animais", ressalta Mark Post, professor da Universidade de Maastricht.
Para Tara Garnett, que é chefe da Food Policy Research Network (um centro de pesquisas da área de alimentos) da Universidade de Oxford, na Inglaterra, os tomadores de decisão precisam olhar além das soluções técnicas na área de segurança alimentar.
"Nós temos uma situação onde 1,4 bilhão de pessoas no mundo ficam obesas da noite para o dia e, ao mesmo tempo, um bilhão de pessoas no mundo todo vão para a cama com fome", ressalta.
"Isso é simplesmente estranho e inaceitável. As soluções não se estabelecem na produção, mas na mudança dos sistemas de suprimento e acesso, com barateamento. E mais e melhores alimentos para pessoas que precisam deles", critica.
A receita
As células-tronco são as "mestres" do corpo humano, que podem se desenvolver em tecidos em diversas formas, tais como nervos e pele.
A maioria dos centros de pesquisa atuando nessa área de estudos tenta reproduzir tecidos humanos que possam ser usados para transplantes, reparando danos em músculos, nervos e cartilagem.
Os cientistas da Holanda querem utilizar técnicas similares para produzir músculo e gordura dos alimentos.
.O professor Mark Post começou extraindo células do músculo de uma vaca. No laboratório, as células são colocadas numa cultura - solução - com nutrientes para promover o crescimento e multiplicação das células.
Três semanas depois, as mais de um milhão de células-tronco geradas são divididas e colocadas em recipientes menores onde elas se tornam pequenas tiras de músculo de aproximadamente um centímetro de comprimento e apenas alguns milímetros de espessura.
As pequenas tiras são então coletadas e juntadas em pequenos montes, que então são congelados. Quando alcançam uma quantidade suficiente, elas então são descongeladas e compactadas na forma de um hambúrguer antes de serem cozidos.

Tem gosto bom?

Os cientistas tentaram recriar a carne, que inicialmente tinha a cor branca, da maneira mais autêntica possível.
A professora Helen Breewood, que atua com Post nos estudos, vem tentando fazer com que o músculo criado em laboratório fique vermelho adicionando um composto existente na carne de verdade chamado mioglobina.
"Se não se parece com a carne normal, se não tem gosto de uma carne normal, não se tornará viável", afirma Breewood.
No momento, porém, este é um trabalho em progresso. O hambúrguer a ser apresentado hoje foi colorido com suco de beterraba. Os pesquisadores também adicionaram farinha de pão (ou farinha de rosca), caramelo e açafrão, que ajudam no sabor.
Até o momento, os cientistas podem apenas produzir pequenos pedaços de carne por vez. Quantidades maiores iriam requerer um sistema circulatório para distribuir nutrientes e oxigênio.
Os primeiros resultados sugerem que o hambúrguer não terá gosto tão bom, mas Breewood espera que ele tenha um sabor "bom o bastante".
Sofrimento animal
A pesquisadora Helen Breewood, apesar de atuar no projeto para produzir carne em laboratório, é vegetariana e acredita que a produção de carne gasta muitas fontes de energia. Ela afirma que se comesse carne, iria preferir a feita em laboratório.
"Muita gente considera carne feita em laboratório repulsiva num primeiro momento. Mas se eles soubessem o que acontece nos abatedouros para a produção de carne normal, também achariam repulsivo", ressalta.
Numa nota, representantes do grupo Pessoas pela Ética do Tratamento aos Animais (People for the Ethical Treatment of Animals - Peta) ressaltaram os benefícios da carne de laboratório.
"(Carne de laboratório) irá favorecer o fim de caminhões cheios de vacas, frango, abatedouros e fazendas de produção. Irá reduzir a emissão de gases de carbono, economizar água e fazer a rede de suprimento de alimentos mais segura", destacou a nota do Peta.
Mas a escritora especializada em alimentos Sybil Kappor diz que sentiria dificuldades em comer a carne de laboratório.
"Quanto mais longe você vai do normal, de uma dieta natural, mais corre riscos de saúde e outras questões", ressalta.
O último levantamento das Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas sobre o futuro da produção de alimentos mostra crescimento da demanda por carne na China e Brasil - e o consumo só não cresce mais porque muitos indianos mantêm a dieta amplamente vegetariana por costume cultural.
Assim, há o risco de que a carne produzida em laboratório seja uma aparente solução, cheia de problemas.

domingo, 4 de agosto de 2013

AUTISMO/MÚSICA -LOU, eu me chamo LOU - Lou, je m" appelle Lou Video- sobre artista francês "autista" e cego


UMA DOCE, TERNA E PROVOCANTE LIÇÃO DE VIDA.... usemos os quatro minutos e meio, ou cinco, de nossas vidas para nos emocionar e compreender como ir além de nossos PRÉ CONCEITOS SOBRE AS DIFERENTES FORMAS DE SER E ESTAR NO MUNDO... COMO LOU...COS PELA VIDA. PARA ALEM DOS CONCEITOS SOBRE OS AUTISMOS.
um artista chamado LOU que nos emociona com sua música e visão para além do olhar que aprendemos naturalizar...    clique aqui https://www.youtube.com/watch?v=VumaWumENEk

E LEIAM MAIS SOBRE AUTISMOS NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

AUTISMO: O AMOR É AZUL?http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/autismo-o-amor-e-azul.html

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ALZHEIMER/PESQUISA- Estímulos corretos ajudam na comunicação de quem vive com a doença

Alzheimer exige estímulo certo para a linguagem 


(imagem - pessoas idosas sentadas, mulheres em frente a possível centro de cuidados - foto da divulgação)
Idosos portadores de Alzheimer de leve a moderado têm a capacidade de conversa preservada, se forem dados os estímulos corretos. O pesquisador Renné Panduro Alegria descobriu isto em seu doutorado em Neurociências e Comportamento (NEC) no Instituto de Psicologia (IP) da USP, em parceria com o Programa Terceira Idade (PROTER) do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Alegria testou capacidades linguísticas por meio da análise dos itens lexicais mais usados pelos idosos enfermos. Isto porque as pessoas acometidas por esta doença muitas vezes se queixam de falta de vocabulário ao se comunicar.
“Nos testes de comunicação formal eles iam mal, muito mal, mas quando conversavam, respondiam muito melhor. Parece que compreendiam mais as conversas do que os testes formais”, diz o pesquisador, que é mestre em linguística. Inicialmente, sua pesquisa se propôs a avaliar o uso e o entendimento dos verbos e substantivos pelos pacientes com Alzheimer de leve a moderado, mas acabou considerando os adjetivos, advérbios, conjunções, pronomes e preposições, também. Alegria, orientado pelos professores Maria Inês Nogueira, do NEC, e Cássio Machado de Campos Bottino, do IPq, concluiu que “estimulando os pacientes com as palavras que eles têm preservadas, eles conseguem se comunicar” e que este estímulo pode reativar as áreas temporais, parietais e frontais do cérebro, responsáveis pela memória e linguagem.
Palavras preservadas
A pesquisa constatou que há um alto uso de substantivos em relação aos verbos. Entre eles, as palavras que nomeiam coisas concretas eram mais utilizadas e lembradas pelos pacientes, enquanto substantivos abstratos ficavam, em geral, fora de seus enunciados. Além disso, percebeu-se um alto uso de interjeições e preposições. Alegria explica que “eles perdem mais palavras de seres não-vivos, mas falam muito mais preposições, muito mais interjeições”. Assim, uma maneira de se melhorar a comunicação oral entre cuidadores e pessoas com Alzheimer é considerar estes itens lexicais mais preservados em sua linguagem.
O estudo entrevistou 23 pacientes com Alzheimer do Ambulatório de Demências do PROTER e 23 idosos sadios. Estas últimas serviram de controle para identificar as características da alteração linguística da doença. Antes dessa etapa, foi feita uma triagem com 50 pessoas de cada grupo. O pesquisador conta que, de uma etapa para outra, muitas pessoas faleciam ou tinham o quadro da doença piorado. Os diálogos duravam 20 minutos e, neles, eram abordados os temas: cidade, família, educação, alimentação, saúde e religião.
Para a parte estatística, foi utilizado o Stablex, software que contabiliza as palavras de um texto e lista as mais frequentes e de maior peso na expressão. “O Stablex distingue o léxico preferencial, básico e diferencial. Preferencial é próprio de cada pessoa, o básico é geral, que todo mundo tem e o diferencial é diferente de cada um”, explica Renné. Ele também conta que, na USP, a tecnologia costuma ser usada em análises linguísticas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), mas raramente por pesquisadores da área da saúde. Foi aí que descobriu-se quais os tipos de palavras mais usados pelos idosos que sofrem com Alzheimer.
Alegria esclarece que o padrão do uso dos itens lexicais variam de língua para língua, de país para país. Ele se deparou com pesquisas americanas e europeias e constatou “que os pacientes de língua inglesa, francesa ou alemã apresentavam resultados um pouco diferentes”. Por causa de sua pesquisa, Alegria recebeu uma bolsa da Alzheimer’s Association para ir à Boston, nos Estados Unidos, e apresentar seu trabalho na Alzheimer’s Association International Conference (AAIC), que aconteceu do dia 13 a 18 de julho deste ano. A AAIC é o maior congresso anual sobre a doença de Alzheimer, e cada edição é realizada em um país diferente.
Imagem: Marcos Santos / USP Imagens
Mais informações: email realegrias@usp.br, com Renné Alegria