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quarta-feira, 29 de maio de 2013

CÉLULAS TRONCO/PESQUISA - No RS experiência feita em cobaias teve êxito no tratamento de nervos e tecidos

Pesquisa brasileira prova que células-tronco são capazes de reconstruir órgãos

Experiência do RS foi feita em animais e teve 50% de êxito no tratamento de tecidos e nervos

JBrasil Maria Luisa de Melo



Uma pesquisa genuinamente brasileira, que teve seus resultados concluídos esta semana, revelou que a chance de regeneração de tecidos, órgãos e cartilagens por meio de células-tronco chega a 50%. O trabalho foi desenvolvido pela estudiosa Patrícia Pranke, coordenadora do Laboratório de Hematologia e Células-Tronco da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O trabalho foi feito junto com outros 20 pesquisadores.
Conforme explicou Patrícia, o objetivo do trabalho desenvolvido nos últimos anos foi investigar qual a probabilidade da regeneração de vasos e nervos usando a nanotecnologia. Os testes foram feitos em porcos que tiveram os focinhos e a faringe lesionados. Ambas as partes do corpo foram reconstruídas com a técnica em 50% dos animais.
Os resultados, segundo a pesquisadora, apontam que há grandes chances de reconstruções de órgãos humanos. Assim, testes em humanos devem ser realizados nos próximos meses. Há grande expectativa da equipe de pesquisadores da UFRGS de que os resultados verificados nos animais sejam os mesmos em humanos. Assim, há chance da técnica ser adotada na rede de saúde do Brasil.
"Com o bom resultado que notamos nos animais, vamos começar a testar a técnica em humanos. No caso dos bichos, a pesquisa mostrou que a técnica é perfeitamente capaz de refazer a laringe, por exemplo. Ou seja, em casos de laringectomia para tratamento de câncer, há uma chance de reconstrução através das células-tronco. Isso é muito positivo para os pacientes brasileiros", destaca a pesquisadora.
Barateamento para rede pública
Apesar de a pesquisa ainda não ter sido feita em humanos, os pesquisadores já falam em usar a técnica em larga escala, na rede pública de saúde de todo o Brasil.
"Tudo depende dos testes que temos nos próximos meses, com humanos. Mas a nossa expectativa é de que o trabalho seja levado para o maior número de pessoas possível. Tudo depende também da matéria prima a ser usada. A base desta técnica são os polímeros (tipo de resina). Podemos usar polímeros mais baratos ou mais caros. Ainda estamos pesquisando quais as melhores matérias-primas", pontua Patrícia. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

CÂNCER/PESQUISAS - Células do sistema imune contra a Leucemia

Sistema imune 1 x câncer 0
Pesquisadores transformam células do sistema imune em armas contra a leucemia. O jornalista Cássio Leite Vieira comenta o estudo na revista CH. 
Sistema imune 1 x câncer 0
A técnica envolve a retirada de células T do paciente, a introdução nelas de um gene que as torna capazes de matar células cancerosas e, por fim, a reintrodução das novas células T no paciente. (imagem: National Institutes of Aging and Infectiuos Disease)

Na última reunião da Sociedade Norte-americana de Hematologia – em dezembro do ano passado –, Carl June, líder de uma equipe de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (EUA), mostrou estratégia que modifica células T, do sistema imune, tornando-as vorazes contra a leucemia (câncer de sangue).
À receita de June e colegas, então. Primeiramente, são retiradas, do paciente, milhões de células T. Nelas, é introduzido um gene que as torna capazes de matar células cancerosas. Essa introdução é feita com a ajuda do HIV (vírus da Aids) atenuado – ou seja, que não causa a doença. As novas células T são reintroduzidas no paciente e, a partir daí, formam a linha de frente contra a leucemia.
O método foi primeiramente testado em Emma Whitehead, que, aos cinco anos de idade, foi diagnosticada com esse tipo de câncer. A doença voltou por duas vezes, mesmo depois dos tratamentos. Mas, com a nova técnica, o quadro regrediu, e Emma é considerada curada.
A técnica é, no momento, uma das poucas alternativas para pacientes para os quais se esgotaram todas as opções de tratamento
June tem esperanças de que a técnica venha a substituir o tratamento convencional contra a leucemia: o transplante de medula óssea, que é caro e arriscado. A técnica é, no momento, uma das poucas alternativas para pacientes para os quais se esgotaram todas as opções de tratamento. E já começou a ser testada em dois outros grandes centros de pesquisa nos EUA.
Mas...
Outros nove adultos, também com leucemia crônica, se submeteram ao tratamento. Dois deles, também se curaram; quatro melhoraram, mas ainda não são tidos como curados; em dois deles, o tratamento não funcionou. A equipe acredita que, nesses últimos, as células T eram defeituosas – ou seja, por algum motivo, o gene não foi introduzido adequadamente. Outro revés: uma criança da idade de Emma melhorou, mas depois teve uma recaída.
Dá para notar que a estratégia não é a panaceia que todos esperavam. Uma das razões é que, quando se trata de sistema imune, as coisas não são simples. Além disso, a nova técnica tem outros contratempos: i) é cara (cerca de R$ 40 mil por paciente, embora esse custo seja menor que o do transplante de medula); ii) mata também outras células (do tipo B) do sistema imune, o que obriga os médicos a monitorarem o paciente para doenças oportunistas.
Mas vale repetir: ela já salvou a vida de uma criança; portanto, vale cada centavo empregado na pesquisa que conduziu a ela.
Cássio Leite VieiraCiência Hoje/ RJ  FONTE - http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/300/sistema-imune-1-x-cancer-0/view
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET - 

EU, VOCÊ, NÓS E O CÂNCER.http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/07/eu-voce-nos-e-o-cancer.html