terça-feira, 16 de julho de 2013

CÃNCER/PESQUISAS -- Instituto Nacional do CÂNCER nos EUA torna público banco de dados genético

EUA tornam público maior banco de dados genético do câncer


O Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos tornou público o maior banco de dados da história de variações genéticas relacionadas ao câncer, oferecendo a pesquisadores a forma mais abrangente até agora de descobrir como direcionar tratamentos para a doença.
O acesso mundial liberado para o novo banco de dados, com base em estudos do genoma, deverá ajudar os pesquisadores a acelerar o desenvolvimento de novas drogas e melhor atender pacientes com terapias, afirmou o instituto em comunicado nesta segunda-feira.
"A maioria das drogas contra o câncer que é usada hoje é usada com base em sua atividade empírica", disse o doutor Yves Pommier, chefe do Laboratório de Farmacologia Molecular do instituto, em entrevista. "Para a maioria delas, sabemos que há um alvo, mas elas não foram ligadas a nenhum genoma."
A maioria dos tratamentos de câncer envolve um monte de trabalho de adivinhação, porque os médicos não têm nenhuma maneira de determinar como um paciente em particular provavelmente responderá a muitas drogas ou quimioterapia comumente utilizadas, ou quais tipos de câncer desenvolverão resistência.
Para criar a base de dados, a equipe do instituto sequenciou 60 linhas de células cancerosas humanas, gerando uma extensa lista de variações específicas do câncer para diferentes partes do corpo.
Os resultados foram publicados na Cancer Research, um jornal da Associação Americana para Pesquisa do Câncer.
Investigadores podem extrair os dados, por exemplo, para determinar se a droga da quimioterapia Cisplatin está associada a alterações genéticas específicas, disse Pommier.
"Apenas cerca de metade das mulheres com câncer de ovário respondem a ela (droga)", disse ele, observando que as empresas farmacêuticas terão pouco incentivo para determinar se uma droga existente contra o câncer deve ser usado apenas em um subgrupo de pacientes.
Muitos medicamentos contra o câncer recentemente aprovados são para tratamentos direcionados, projetados para bloquear caminhos específicos que as células cancerosas usam para crescer e se reproduzir.
Antes de os fármacos serem administrados, os pacientes são testados para as mutações genéticas específicas que tornariam a droga mais benéfica para eles.
O medicamento Zelboraf para melanoma, vendido pela Roche Holding AG, é projetado para trabalhar visando uma mutação genética específica encontrada em cerca de metade de todos os melanomas.
O Xalkori, da Pfizer Inc, que tem como alvo uma mutação no gene ALK, funciona em cerca de 4 por cento dos pacientes com câncer de pulmão.

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