quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ESCLEROSE MÚLTIPLA - Tratamento associado a exame oftalmológico


Investigadores dizem que exame ocular pode detectar esclerose múltipla



(Imagem - um olho humano fotografado com muita proximidade, sem autoria da foto na matéria)

Um simples exame aos olhos permite avaliar o avanço da esclerose múltipla, garantem peritos da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, avança a Rádio Renascença.

Os ensaios feitos com 164 doentes permitem detectar a evolução da doença através da retina, segundo os investigadores. Os especialistas afirmam que a espessura da retina é menor nos pacientes que têm a forma mais grave e mais precoce de esclerose múltipla.

O exame permite uma avaliação rápida e simples e também pode ser útil na detecção precoce da doença, de acordo com a equipa. Demora poucos minutos e deve ser feito por um cirurgião.

Segundo informação constante no portal da Associação Nacional de Esclerose Múltipla, esta é uma doença crónica e degenerativa que afecta "mais frequentemente o sistema nervoso central". É mais comum nas mulheres e tende a surgir "entre os 20 e os 40 anos", apesar de, cada vez mais, se manifestar "em idades mais precoces e mais tardias".

A esclerose múltipla "é uma doença auto-imune na qual o sistema imunitário do homem não tem capacidade de diferenciar as células do seu próprio corpo de células estranhas a ele, acabando por destruir os seus próprios tecidos".

FONTE-http://www.rcmpharma.com/actualidade/id/02-01-13/investigadores-dizem-que-exame-ocular-pode-detectar-esclerose-multipla


CAPITALISMO DE DESASTRE - Xerém mais uma tragédia anunciada

Desastre em Xerém foi tragédia anunciada, diz especialista 

Desastre em Xerém foi tragédia anunciada, diz especialista
Forte chuva que atingiu o distrito de Duque de Caxias (RJ) causou destruição e deixou centenas de pessoas desabrigadas (Foto: Vladimir Plotonov/ABr) *(IMAGEM de cenário de destruição em encosta na região da Baixada Fluminense onde os ''lixos'' demonstram a força avassaladora e PREVISÍVEL das chuvas)

Rio de Janeiro – A destruição causada pelo temporal que atingiu na madrugada de hoje (3) o distrito de Xerém, em Duque de Caxias, poderia ter sido evitada. Bastariam medidas de prevenção básicas, como a proibição pelo Poder Público de edificações nas margens dos rios e córregos, além de uma dragagem periódica. A opinião é do especialista em geotécnica do Departamento de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Alberto Sayão.
“Foi uma tragédia anunciada, um desastre previsto. Alguém tem que ser responsabilizado”, disse Sayão, que citou a falta de fiscalização pelo Executivo, a leniência do Judiciário em julgar crimes ambientais e o populismo de integrantes do Legislativo, que buscam se promover em troca da facilitação da ocupação de áreas irregulares.
“Deixar construir às margens de rios é crime ambiental. O rio vai sempre reconquistar o seu espaço. É possível prever com exatidão as áreas de inundação”, declarou o professor. Segundo ele, podem se passar muitos anos até que ocorra outra inundação, o que não significa que é seguro construir estruturas no local. Além de colocar em risco as famílias, o entulho das casas destruídas vai represar e assorear ainda mais o curso d´água, causando mais pressão rio abaixo, atingindo outras estruturas, principalmente pontes, como ocorreu em Xerém.
Sayão ressaltou que a estrutura geológica da serra, em Xerém, é a mesma encontrada em outras formações geológicas no estado do Rio, com maciços rochosos cobertos por camadas finas de solo e vegetação, o que favorece deslizamentos.
“Os escorregamentos acontecem por causa de três fatores: camada fina de solo, forte inclinação e grande quantidade de chuva”, disse o engenheiro. Segundo ele, outro fator que pode ter contribuído na tragédia de Xerém é a quantidade de lixo que deixou de ser recolhida nas últimas semanas pela gestão passada da prefeitura de Duque de Caxias e que acabou sendo carregada para dentro dos rios e riachos, ajudando a barrar o fluxo da água causando os transbordamentos.

Balanço

 
De acordo com o balanço divulgado há pouco pela Defesa Civil Estadual, o número de desalojados e desabrigados em todo o estado em consequência das chuvas soma 3.760.
 
O número abrange as cerca de 2.380 pessoas retiradas preventivamente de suas casas no município de Angra dos Reis, no litoral sul, onde há ainda 320 desalojados.
 
No distrito de Xerém, mil pessoas estão desalojadas e há um morto confirmado. Em Petrópolis, na região serrana, há 30 desalojados, e o mesmo número em Teresópolis. Em todo o estado, segundo a Defesa Civil, 14 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas.
 FONTE - REDE BRASIL ATUAL -http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2013/01/desastre-em-xerem-foi-tragedia-anunciada-diz-especialista
LEIAM TAMBÉM NO INFOATIVO.DEFNET - 

O APRENDIZADO DO DESASTRE - O hai di ti é em qualquer lugar,,,http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/01/o-aprendizado-do-desastre-o-hai-di-ti-e.html


SAÚDE COLETIVA - Descoberta pode ajudar no combate à MALÁRIA


O mosquito da malária não deixa o sangue coagular e agora sabemos porquê



Representação 3D da trombina (a branco) ligada à anofelina (a azul, em primeiro plano). Em segundo plano, trombinas ligadas ao fibrinogénio (a laranja), que forma os coágulos DR

Como é que o mosquito da malária, enquanto suga a sua vítima, impede que a coagulação do sangue que lhe serve de refeição? Cientistas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto, com colegas de Espanha e França, desvendaram agora o mecanismo usado pelos mosquitos do género Anopheles.
Publicado pela revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences no final de 2012, o trabalho abre caminho ao desenvolvimento de novas moléculas sintéticas para o tratar problemas cardiovasculares, que muitas vezes necessitam da administração de anticoagulantes.

Os mosquitos anófeles usam uma molécula para controlar o sistema de coagulação durante as suas refeições de sangue – a anofelina, que tem como alvo a trombina, uma enzima central na anticoagulação.

A anofelina já tinha sido isolada e caracterizada por uma equipa norte-americana, que a patenteou como anticoagulante. “A maioria dos hematófagos [animais que se alimentam de sangue] possuem moléculas anticoagulantes interessantes para usos biomédicos, muitas delas já patenteadas. Mas o que se desconhece é forma como elas funcionam”, explica Pedro Pereira, investigador principal da equipa que liderou o estudo, citado num comunicado do IBMC.

A anofelina tem uma “abordagem radicalmente inovadora” no controlo do sistema de coagulação do hospedeiro: ela liga-se à trombina aproveitando os locais normalmente utilizados por substratos naturais do organismo no processo de coagulação, como por exemplo o fibrinogénio. Desta forma, o fibrinogénio não consegue ligar-se à trombina e, consequentemente, não se produz a fibrina, que forma os coágulos. Um coágulo é uma rede de fibrina. Encravando os locais também usados pelo fibrinogénio como ligação à trombina, à semelhança de uma chave partida dentro da fechadura, a anofelina trava a formação de coágulos.

“A anofelina é admiravelmente pequena e muito simples, sendo no entanto bastante eficaz”, diz Pedro Pereira. Isso é diferente de outras moléculas extraídas de outros animais hematófagos, como a carraça dos bovinos, cujas moléculas anticoagulantes são quatro vezes maiores, e por isso ela pode ser mais fácil de imitar em compostos sintéticos. “Apesar de terem sempre o mesmo objectivo, impedir a coagulação, as características de cada molécula são muito específicas de cada grupo de animais e seguem estratégias diferentes”, refere por sua vez Ana Figueiredo, a primeira autora do artigo.

A equipa – que inclui ainda investigadores da Universidade Pompeu Fabra e do Hospital de Sant Pau, em Barcelona, e do Laboratório Europeu de Radiação Sincrotrão em Grenoble, em França – também identificou a porção da molécula essencial para a actividade anticoagulante, que corresponde a cerca de metade da anofelina originalmente descrita.

Assim, uma molécula isolada de mosquitos que infectam cerca de 500 milhões de pessoas por ano com malária pode agora vir servir de base à concepção de fármacos sintéticos para prevenir e tratar alguns dos problemas que mais matam, neste caso as doenças cardiovasculares.
fonte - JORNAL PÚBLICO - http://publico.pt/ciencia/noticia/o-mosquito-da-malaria-nao-deixa-o-sangue-coagular-e-agora-sabemos-porque-1579418

EDUCAÇÃO INCLUSIVA - Há impasses na inclusão?


O impasse da inclusão

Mudança na meta 4 do Plano Nacional de Educação e revogação de decreto de educação inclusiva reacendem debate sobre políticas para alunos com necessidades especiais

Camila Ploennes
Na última década, o país registrou uma evolução significativa na política de inclusão das crianças com deficiência em escolas de ensino regular. Entre 1998 e 2010, o aumento no número de alunos especiais matriculados em escolas comuns foi de 1.000%. Em 1998, dos 337,3 mil alunos contabilizados em educação especial, apenas 43,9 mil (ou 13%) estavam matriculados em escolas regulares ou classes comuns. Em 2010, dos 702,6 mil estudantes na mesma condição, 484,3 mil (ou 69%) frequentavam a escola regular. Em contrapartida, o percentual de estudantes matriculados em escolas especializadas e classes especiais caiu no período. Se, em 1998, 87% (o equivalente a 293,4 mil) se enquadravam nesse perfil, a taxa foi reduzida a 31% (o que corresponde a 218,2 mil) do universo total de 2010.
Os números ajudam a entender o efeito causado pelos anúncios feitos pelo governo federal e pelo Congresso Nacional no final de 2011. Em primeiro lugar, o lançamento, em 17 de novembro, do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - o "Viver sem limites". O pacote do programa trouxe, em meio a uma série de medidas, a notícia da revogação do decreto 6.571, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008 e considerado por muitos um avanço para o debate sobre educação inclusiva, porque concedia o caráter de complementar ao atendimento feito por escolas e classes especiais, como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).
A outra bomba na discussão foi lançada com a leitura do relatório do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020, que aconteceu em dezembro na Câmara dos Deputados. A meta número 4, que antes se pautava somente pela inclusão, agora abre a possibilidade para o atendimento apenas em classes, escolas ou serviços públicos comunitários a alunos para os quais não seja possível a integração em escolas regulares.
Além de deixar muitas perguntas no ar, as duas notícias reacendem questões antigas sobre a política de educação inclusiva no país, e incitam, mais uma vez, a "briga" entre os dois grupos envolvidos no debate: aqueles que defendem a matrícula na escola regular como um direito fundamental, e os que apontam a falta de infraestrutura das escolas públicas, que seriam incapazes de atender alunos com necessidades especiais. Desta vez, o processo conta com um agravante: a falta de precisão tanto do decreto 7.611, assinado pela presidente Dilma Rousseff para substituir o 6.571, como do texto do PNE.
Histórico
Em 2007, após o país ter sido signatário da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em Nova York, o então presidente Lula assinou o decreto 6.253, que regulamentou alguns dispositivos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Entre outras medidas, o texto instituiu e definiu o Atendimento Educacional Especializado (AEE) como um conjunto de atividades, recursos pedagógicos e de acessibilidade prestados de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular. Além disso, a legislação introduziu o dispositivo do duplo repasse de verba no âmbito do Fundeb. Na prática, os estudantes que recebessem o AEE em escolas ou instituições especializadas e estivessem matriculados em escolas regulares seriam contabilizados duas vezes.
Já o decreto 6.571, de 2008, acrescentou um dispositivo à legislação anterior: o AEE poderia ser oferecido pelos sistemas públicos de ensino ou pelas instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas com o poder público. Por último, o polêmico decreto 7.611. Se o artigo 4º afirma que o poder público estimulará o acesso ao AEE de forma complementar ou suplementar ao ensino regular, assegurando a dupla matrícula, o parágrafo 1º do artigo 14 diz que serão consideradas, para a educação especial, tanto as matrículas na rede regular de ensino como nas escolas especiais ou especializadas.
O debate fica ainda mais confuso quando o objeto de análise é a versão preliminar do PNE, na qual a ambiguidade da meta 4 é mais evidente: "universalizar, para a população de quatro a 17 anos, o atendimento escolar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente, na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível sua integração nas classes comuns". A primeira versão do projeto de lei focava apenas na expansão do atendimento escolar: "universalizar, para a população de quatro a dezessete anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino".
Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o novo texto é resultado da pressa do deputado e relator do PNE Ângelo Vanhoni (PT) em aprovar o plano ainda em 2011. "Depois do decreto, o PSDB se mobilizou para mudar a estratégia de educação inclusiva. O próprio Vanhoni não concorda com a redação da forma que está", conta. Cara afirma que a Campanha propôs ao relator que a meta 4 seja baseada no decreto 7.611. "O decreto é ruim, mas o texto do PNE é pior. Ele prioriza a educação exclusiva, o atendimento especializado como escola, o que é inconstitucional", diz. De fato, diante da evolução das políticas de inclusão no país ao longo dos últimos anos, fica a pergunta: estariam em jogo alterações do ponto de vista da garantia de acesso à educação? Qual, afinal, é a política brasileira para as crianças com necessidades especiais?
Gustavo Morita
Salomão Ximenes, da ONG Ação Educativa: decreto reafirma política de dubiedade
Divergências
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC), não houve mudanças na política de inclusão do governo federal - o decreto de 2008 teria sido revogado "apenas por uma questão de técnica legislativa", devido às alterações do texto no que diz respeito a "objetivas e diretrizes da educação especial". Sobre a mudança introduzida no relatório do PNE, o MEC reafirma que sua política "é inclusiva e se fundamenta na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, que estabelece o direito a um sistema educacional inclusivo em todos os níveis".
Para Salomão Ximenes, advogado, mestre em educação e coordenador da ONG Ação Educativa, a certeza não é tanta. "É difícil entender o que o decreto 7.611 significa realmente. Ele retoma o atendimento exclusivo em instituições especializadas, mas é muito mais forte no sentido simbólico do que do ponto de vista das consequências", acredita. Isso porque "o texto não aponta mudanças no sistema de dupla matrícula", ressalta (leia texto sobre a questão abaixo). Ximenes também defende que o decreto reafirma a política de dubiedade do governo Lula, que promove a ideia de inclusão e ao mesmo tempo mantém uma porta aberta para o atendimento exclusivo. "Isso se deve à pressão desse setor histórico no campo da assistência às pessoas com deficiência, que tem uma ascendência política forte, inclusive no Congresso", justifica.
O presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), Eduardo Barbosa, que também é deputado federal (PSDB), admite que o processo condutor à assinatura do novo decreto contou com a interlocução direta da entidade junto ao governo federal. "Todas as federações se sentiram contempladas e inclusive estiveram presentes na solenidade de assinatura do Decreto", enfatizou.

Por outro lado, Claudia Grabois, membro da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária (CDHAJ) da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), critica a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que conduziram o acerto para a nova legislação. "Houve uma reunião apenas com as entidades filantrópicas que defendem a escola especial. Ninguém ouviu o movimento inclusivo. Jamais pensamos que o governo brasileiro pudesse ceder a esse tipo de pressão política, na contramão do que o MEC fez até agora", opina. Já Barbosa defende que o decreto não deixa de lado a inclusão das pessoas com deficiência, mas "garante o direito de escolherem qual o melhor modelo para sua educação".
Para Cláudia, ao reconhecer as instituições conveniadas como escolas,o decreto fere a Constituição Federal e a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. "Voltam questões como a triagem de quem pode e quem não pode estar na escola comum, enquanto, na verdade, a educação é um direito inalienável, ou seja, não se pode dispor dele", argumenta. A advogada lembra que muitas escolas ainda hoje chegam a negar matrículas alegando falta de preparo ou estrutura.
Segundo ela, o texto do PNE, que atrela a oferta do atendimento especializado ao "diagnóstico" da necessidade do aluno, retoma um modelo clínico da educação para pessoas com necessidades especiais, o que pode agravar essa realidade. "Com o retrocesso para o paradigma da medicalização, as desculpas para não ter as crianças com deficiência nas salas de aula da rede regular devem aumentar, uma vez que para alguns pareça mais barato direcioná-las a escolas especiais do que aplicar o direito e colocar todos os aparatos necessários na escola comum." Essa não é a única crítica feita pela advogada, para quem "todos foram pegos de surpresa" com a mudança da meta número 4. "O texto faz parte de uma articulação política que defende os interesses de alguns e responsabiliza a pessoa com deficiência", afirma, fazendo referência à expressão "sempre que não for possível sua integração nas classes comuns".
A prática em paralelo
A discussão, cujo pano de fundo é a viabilidade da integração dos alunos com deficiência em salas de aula regulares, não para por aí. Apesar do esforço das redes de ensino nos últimos anos, no sentido de executar a política inclusiva, as escolas especiais nunca deixaram de existir. "O Ministério da Educação não tem como impor e fiscalizar a inclusão, mas mesmo com dificuldades os municípios vinham tentando se adequar à Constituição, à Convenção e às diretrizes do MEC", relata Claudia Grabois. "Com uma política nacional norteando, todo o esforço era feito no sentido de garantir a educação para todos", completa.
Visão diferente tem Maria Elisa Granchi Fonseca, psicóloga, mestre em educação especial pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e coordenadora do Centro de Estudos e Desenvolvimento do Autismo e Patologias Associadas (Cedap) da Apae de Pirassununga, em São Paulo. Ela acredita que a escola especial tem mais benefícios a oferecer para um grupo de pessoas com deficiências severas do que o ensino regular. "Existem comportamentos que concorrem com a aprendizagem, casos mais graves. E o apoio de que essas pessoas precisam vai além do que a escola comum e seu currículo parecem poder oferecer agora. Nessa perspectiva, a escola especial tem seu lugar", afirma.
Há 20 anos na Apae, trabalhando com pessoas portadoras de autismo e transtornos globais do desenvolvimento, Maria Elisa conta que muitos dos pais que a procuraram no início de sua carreira, em 1989, não sabiam o que era essa disfunção e acreditavam que os filhos sequer deveriam frequentar a escola. "Eles chegavam à escola especial com meninos que já eram adolescentes e estavam em casa. Alguns deles continuam aqui comigo, já na faixa etária de 40 anos. São os que começaram aqui quando já eram adolescentes", lembra.
Segundo a psicóloga, ainda hoje existem Apaes e outras escolas especiais que não recebem autistas por avaliarem não ter profissionais preparados e estrutura. "Há muitas crianças fora até do ensino especial. Vemos, sim, que há um grupo muito grande que vai se beneficiar com o ensino comum, mas por outro lado há esses que precisam melhorar algumas coisas antes da escolarização mais formal", analisa. Ela conta que, à luz do novo decreto, todos os pais de seus alunos resolveram manter os filhos somente na escola especial da Apae em 2012. Claudia Gabrois lembra que as escolas especiais fazem com que a "força em relação à matrícula" seja perdida. "Muitas famílias desconhecem que os filhos deficientes têm direito de estar em classes comuns de escolas regulares", contrapõe.
Coexistência 
"O impasse sobre o modelo de inclusão começou por culpa da própria escola especial", reconhece Maria Elisa. Para ela, ao longo da história, as escolas especiais pouco se preocuparam em ser realmente instituições de ensino. Segundo a psicóloga, as Apaes denominavam-se escolas, mas não tinham estrutura, nem regulamentação na Secretaria da Educação. "Em casos assim, a criança não aparece em registro algum como aluno de fato e de direito. Ela passa a ser vista apenas pela saúde. Nesse ponto, sou completamente a favor desse grupo que reforça que ninguém pode ficar fora da escola, porque ainda existem instituições especiais que não são escolas. São hospitais", admite.
Para o psicopedagogo Antônio Eugênio Cunha, autor de Autismo e inclusão - psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família, e professor da Universidade Federal Fluminense, o ensino regular e o ensino especial podem coexistir. Ele avalia que a escola regular se torna inclusiva quando prepara o aluno para seu espaço pedagógico e para a sociedade. E, por sua vez, a escola especial também se torna inclusiva quando prepara o aluno para a escola regular e para a sociedade. "As demandas da educação na contemporaneidade só admitem um tipo de ensino: o ensino inclusivo, que pode acontecer na rede regular ou especial. As necessidades do aluno dirão se é mais adequado estudar numa escola regular ou especial ou nas duas, mas sempre com o objetivo da inclusão", define.
A questão da dupla matrícula
Entenda como fica o repasse de verba para a educação especial
Um aspecto que deixa dúvida no texto  do decreto 7.611 está relacionado à questão da dupla matrícula. O artigo 14 do decreto 6.253 de 2007, que regulamenta o Fundeb, foi transcrito de forma integral naquele aprovado em 2011, e a reprodução do texto acabou despertando dúvidas sobre o que aconteceria com a distribuição dos recursos na educação especial. De acordo com o Ministério da Educação, não houve mudanças nesse sentido. E, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o valor computado da dupla matrícula por aluno da educação especial é repassado às secretarias de educação de cada estado, que são responsáveis por repartir o dinheiro entre as escolas de Educação Básica e as instituições conveniadas.
O esclarecimento do MEC foi feito à reportagem por meio de nota da assessoria de imprensa. No texto, consta que se o estudante cursa a educação especial em uma escola regular da rede pública e recebe o Atendimento Educacional Especializado (AEE) na mesma escola, essa escola recebe o recurso do Fundeb (relativo àquele aluno) duas vezes. No caso de o estudante cursar a educação especial em escola regular da rede pública e receber o AEE em outra instituição do sistema público de ensino, ou em instituição comunitária, confessional ou filantrópica sem fim lucrativo, com atuação exclusiva na educação especial, conveniada com o poder público, a escola regular pública recebe uma vez por esse estudante e a instituição que oferta o AEE recebe também, pelo mesmo estudante. E, por último, se o aluno estuda apenas em instituição do sistema público de ensino, ou em instituição comunitária, confessional ou filantrópica sem fim lucrativo, com atuação exclusiva na educação especial, essa instituição recebe apenas uma vez.
FONTE - REVISTA EDUCAÇÃO - http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/177/o-impasse-da-inclusaomudanca-na-meta-4-do-plano-nacional-243674-1.asp
(Comentem as importantes observações que seguem no fim da matéria, com correções e observações muito sérias, principalmente pela ausência de participação das próprias pessoas com deficiência neste texto)

LEIAM TAMBÉM SOBRE O TEMA NO INFOATIVO.DEFNET:   

DIREITOS HUMANOS COMO QUESTÃO PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/05/imagem-publicada-uma-foto-de-tres.html

RACISMO - Educação e sua perpetuação nas escolas


A educação colabora para a perpetuação do racismo, diz professor


Nascido no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, em 1942, o professor de Antropologia da Universidade de São Paulo Kabengele Munanga aposentou-se em julho deste ano, após 32 anos dedicados à vida acadêmica. Defensor do sistema de cotas para negros nas universidades, Munanga é frequentemente convidado a debater o tema e a assessorar as instituições que planejam adotar o sistema. 


Nesta entrevista, o acadêmico aponta os avanços e erros cometidos pelo Brasil na tentativa de se tornar um país mais igualitário e democrático do ponto de vista racial.

CartaCapital: O senhor afirma que é difícil definir quem é negro no Brasil. Por quê?Kabengele Munanga: Por causa do modelo racista brasileiro, muitos afrodescendentes têm dificuldade em se aceitar como negros. Muitas vezes, você encontra uma pessoa com todo o fenótipo africano, mas que se identifica como morena-escura. Os policiais sabem, no entanto, quem é negro. Os zeladores de prédios também.

CC: Quem não assume a descendência negra introjeta o racismo?KM: Isso tem a ver com o que chamamos de alienação. Por causa da ideologia racista, da inferiorização do negro, há aqueles que alienaram sua personalidade negra e tentam buscar a salvação no branqueamento. Isso não significa que elas sejam racistas, mas que incorporaram a inferioridade e alienaram a sua natureza humana.

Sem cotas raciais, as políticas universalistas não são capazes de diminuir o abismo entre negros e brancos no País, afirma o especialista

CC: O mito da democracia racial, construído por Gilberto Freyre e vários intelectuais da sua época, ainda está impregnado na sociedade brasileira?KM: O mito já desmoronou, mas no imaginário coletivo a ideia de que nosso problema seja social, de classe socioeconômica, e não da cor da pele, faz com que ainda subsista. Isso é o que eu chamo de “inércia do mito da democracia racial”. Ele continua a ter força, apesar de não existir mais, porque o Brasil oficial também já admitiu ser um país racista. Para o brasileiro é, porém, uma vergonha aceitar o fato de que também somos racistas.

CC: O senhor observa alguma evolução nesse cenário?KM: Houve grande melhora. O próprio fato de o Brasil oficial se assumir como país racista, claro, com suas peculiaridades, diferente do modelo racista norte-americano e sul-africano, já é um avanço. Quando cheguei aqui há 37 anos, não era fácil encontrar quem acompanhasse esse tema. Hoje, a questão do racismo é debatida na sociedade.

CC: O sistema de cotas deve ser combinado com a renda familiar?KM: Sempre defendi as cotas na universidade tomando como ponto de partida os estudantes provenientes da escola pública, mas com uma cota definida para os afrodescendentes e outra para os brancos, ou seja, separadas. Por que proponho que sejam separadas? Porque o abismo entre negros e brancos é muito grande. Entre os brasileiros com diploma universitário, o porcentual de negros varia entre 2% e 3%. As políticas universalistas não são capazes de diminuir esse abismo.

CC: Somente os estudantes vindos da escola pública são incluídos nas cotas?KM: Sim, com exceção da Universidade de Brasília (UnB). Lá, as cotas não diferenciam os que vêm da escola pública e os da particular. Porém, em todas as universidades o critério é uma porcentagem para os negros, outra para os brancos e outra para os indígenas, todos provenientes da escola pública. Dessa forma, os critérios se cruzam: o étnico e o socioeconômico. Tudo depende da composição demográfica do estado. Em Roraima, por exemplo, sugeri que se destinasse um porcentual maior para a população indígena, proporcional à demografia local.

CC: Quantas universidades adotaram o sistema de cotas no Brasil?KM: Cerca de 80. É interessante observar que há muita resistência nas regiões Norte e Nordeste. Lá eles ainda acreditam que a questão seja apenas social.

CC: O sistema deve passar por avaliação para definir a sua renovação ou suspensão?KM: Qualquer projeto social não deve ser por tempo indeterminado. No sistema em vigor, algumas universidades estabeleceram um período experimental de 10 anos, outras de 15. Posteriormente, vão avaliar se seguem adiante.

CC: Em sua opinião, por que a Universidade de São Paulo ainda não aprovou as cotas?KM: A USP poderia ter sido a primeira universidade a debater o sistema, porque aqui se produziram os primeiros trabalhos intelectuais do Sudeste que revelaram o mito da democracia racial. Como é uma universidade elitista, ficou presa à questão de mérito e excelência. Não é oficial, mas está no discurso dos dirigentes. A outra refere-se à questão do mérito. Eles ainda acreditam que o vestibular tradicional seja um princípio democrático. De certo modo acredito que a Universidade de São Paulo ainda esteja presa ao mito da democracia racial. Entre as universidades paulistas, apenas a Federal de São Paulo adotou as cotas. A Unesp também está de fora.

CC: O racismo é uma ideologia. De que forma podemos desconstruí-la? Qual o papel da escola?KM: Como todas as ideologias, o racismo se mantém porque as próprias vítimas aceitam. Elas o aceitam por meio da educação. É por isso que em todas as sociedades humanas a educação é monopólio do Estado. Falo da educação em sentido amplo, ou seja, aquela que começa no lar. A socialização começa na família. É assim que, enquanto ideologia, o racismo se mantém e reproduz. A educação colabora para a perpetuação do racismo.

CC: A escola brasileira está preparada combater o racismo?KM: As leis 10.639 e 11.645 tornam obrigatório o ensino da cultura, da história, do negro e dos povos indígenas na sociedade brasileira. É o que chamamos de educação multicultural. As leis existem, mas há dificuldades para que funcionem. Primeiro é preciso formar os educadores, porque eles receberam uma educação eurocêntrica. A África e os povos indígenas eram deixados de lado. A história do negro no Brasil não terminou com a abolição dos escravos. Não é apenas de sofrimento, mas de contribuição para a sociedade.

CC: Uma estudante angolana foi assassinada recentemente em São Paulo, mas a mídia não deu a devida atenção. Por que isto acontece?KM: A imprensa é um microcosmo da sociedade e ignora, ou finge ignorar, o racismo. Por isso, quando ocorre um fato desta natureza, não o julga devidamente. Mas a mídia brasileira também não dedica espaço para o continente africano.

Fonte: Carta Capital

fonte da matéria http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=202478&id_secao=8 -  


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

EDUCAÇÃO e PARTICIPAÇÃO - Câmara aprova participação dos pais em projeto pedagógico


Educação aprova participação de pais em projeto pedagógico de escolas

Conselho escolar seria formado por pais e alunos, além de funcionários da escola de ensino básico.
Arquivo/ Beto Oliveira
Alice Portugal
Relatora considera conselho pilar da gestão democrática
A Comissão de Educação e Cultura aprovou projeto que estabelece a participação de conselheiros escolares na elaboração do projeto pedagógico das escolas públicas de ensino básico. Os conselhos devem ser formados, segundo a proposta, pelas comunidades escolar e local.
O projeto (PL 2384/11), da deputada Fátima Bezerra (PT-RN), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - Lei9.394/96), que já garante autonomia para os sistemas de ensino estabelecerem normas de gestão democrática. Mas a LDB limita exclusivamente aos profissionais da educação a participação na elaboração do projeto pedagógico da escola. O texto do projeto, aprovado em 21 de novembro, amplia aos conselheiros escolares essa possibilidade.
A proposta define conselho escolar como o órgão colegiado da escola pública, com função deliberativa, consultiva, fiscalizadora, mobilizadora e pedagógica, ao qual cabe tanto elaborar o projeto pedagógico como acompanhar sua execução, inclusive sob os aspectos administrativos e financeiros.
A composição, competência e eleição dos membros do conselho deverão ser definidas em lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na qual serão divididas igualmente as funções entre os membros que trabalham na escola e o grupo formado por pais e alunos. O funcionamento do conselho será disciplinado no regimento interno da escola. Pelo projeto, a atuação no conselho escolar é considerada serviço público relevante.
Gestão democrática
Para a relatora da proposta na comissão, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o conselho escolar é um dos pilares da gestão democrática da escola pública. “A participação na elaboração do projeto pedagógico escolar, portanto, é fundamental, assim como no acompanhamento e na avaliação de sua execução”, afirmou.
Tramitação
Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto ainda será examinado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
FONTE - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/433686-EDUCACAO-APROVA-PARTICIPACAO-DE-PAIS-EM-PROJETO-PEDAGOGICO-DE-ESCOLAS.html
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Mariana Monteiro

IN/EXCLUSÃO ESCOLAR - Mãe de autista tem dificuldades na matrícula em Fortaleza


Mãe de criança com autismo tem dificuldade para matricular filho em escola de Fortaleza


Para pais de crianças com necessidades especiais (TERMO A SER SUBSTITUÍDO POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, CONFORME O DECRETO 6949/2009 - informa o DEFNET), o período de matrículas escolares se torna um grande problema, pois muitas escolas ainda não estão preparadas para receber crianças portadoras de algum tipo de deficiência. Seja por falta de pessoal ou pelo próprio preconceito. Em Fortaleza, um caso relacionado ocorreu no bairro Joaquim Távora, na última sexta-feira (28), quando uma escola se recusou à matricular uma criança autista de seis anos, alegando falta de vagas.
A mãe da criança, Brigida Sullan, afirmou que procurou a escola em decorrência de uma promoção. "Falei por telefone com a senhora Ilnar , que me informou o valor de R$ 135 na promoção para o 1º ano do ensino fundamento. Fui prontamente fazer a matricula, pois a mesma me informou que tinha vaga disponível", ressaltou.
Josseffe ainda não está matriculado em nenhuma escola. "Ele me pergunta sobre o colégio e o porquê de não ter sido matriculado", lamenta a mãe. Foto: Arquivo Pessoal
Ainda de acordo com a mãe, a diretora da escola foi receptiva e mostrou toda a escola, as sala e o parque onde as crianças brincam. "Quando informei que meu filho é autista, ela simplesmente disse que não podia ficar com ele na escola, que não se responsabilizaria e a sala do 1º ano já estava completa, não havia mais vagas", lamenta.
A mãe ainda ressaltou a possibilidade de conseguir uma professora extra para ficar na sala com a criança, mas a diretora não mostrou interesse. "Pedi a ela uma ficha de matricula, mas ela se recusou a dar, pedi um cartão, um panfleto, qualquer coisa, ela disse que estava indo almoçar e não podia mais me atender", completou a mãe.
Escola
A proprietária e diretora da escola, dona Ilnar, de 72 anos, informou à Redação do Web do Diário do Nordeste que houve um equivoco na interpretação da mãe. A diretora ainda informou que a escola tem quatro crianças autistas matriculadas.
Ilnar afirmou que vai abrir uma nova turma em 2013 e vai oferecer vagas. “Aceitamos bem as crianças, mas para podermos oferecer vagas tem que ser uma turma pequena. A não ser que a gente abra uma nova turma. Se ela quiser pode vir à escola, pois vamos estar abertos para qualquer tipo de criança. Vamos abrir uma outra turma de 1º ano, em decorrência da grande procura”, explicou
A diretora confirmou que foi procurada pela mãe, e no momento, afirmou que havia vagas, mas quando Brigida informou que a criança seria autista, houve uma mudança, pois a turma com crianças autistas deve ter poucos alunos, segundo Ilnar. A proprietária ainda ressaltou que houve uma falta de diálogo por parte da mãe, que teria se exaltado.
Autismo
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. Uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo e de estabelecer relacionamentos. Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD).
Mais recentemente, divulgou-se o termo Transtorno de Espectro Autista (TEA) para englobar a síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem outra Especificação. 
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam problemas no desenvolvimento da linguagem.
Página na Internet
Joseffe Yeshua, de seis anos de idade, já possui um diário publicado na Internet. A mãe de Yeshua, escreve sobre a vida do filho por meio da página do Facebook "Diário de um Autista  - Joseffe Yeshua ". 
Segundo a mãe da criança, o objetivo da página é relatar os acontecimentos da vida do garoto, pela sua própria perspectiva. Na postagem sobre o Réveillon, Yeshua comenta sobre os fogos e seu encanto pelas cores. "A cada bola colorida que via no céu, uma mistura de pavor pelo barulho e euforia pelo colorido", escreveu a mãe do menino. 
A página também traz relatos de problemas no dia a dia de Yeshua, com relação ao preconceito e despreparo das pessoas ao lidar com pessoas portadoras de necessidades especiais.
(imagem publicada - uma criança, Joseffe, junto a uma grade de janela - foto colorida da matéria)
FONTE - DIÁRIO DO NORDESTE - http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=351960&modulo=966

CÃNCER DE PRÓSTATA - novo exame guiado por imagens


Novo exame de câncer da próstata evita biópsias desnecessárias

Redação do Diário da Saúde
Novo exame de câncer da próstata evita biópsias desnecessárias


A técnica permite reduzir as biópsias desnecessárias e eliminar tratamentos de cânceres da próstata não letais - vários cânceres dispensam até mesmo o tratamento.[Imagem: UCLA Health] (foto colorida de um homem deitado para o exame em um aparelho de ressonância magnética com um profissional de saúde ao seu lado)
Biópsia guiada por imagens
Cientistas da Universidade da Califórnia demonstraram que o câncer da próstata pode ser diagnosticado através de uma biópsia guiada por imagens.
Tradicionalmente identificada apenas pela chamada "biópsia cega", a doença agora poderá ser monitorada de forma mais precisa através de uma combinação de exame de ressonância magnética e ultra-som.
O estudo indica que a junção das duas técnicas permite a realização de biópsias muito mais precisas do que a técnica usada hoje, o que permite detectar os cânceres sérios mais precocemente.
Por outro lado, a técnica permite reduzir as biópsias desnecessárias e eliminar tratamentos de cânceres da próstata não letais - vários cânceres dispensam até mesmo o tratamento.
Biópsia cega
O estudo envolveu homens com níveis de PSA sistematicamente elevados e pacientes sendo monitorados pela presença de cânceres da próstata de crescimento lento.
A nova biópsia é realizada em 20 minutos, com o paciente sob anestesia local.
Apesar de estar sendo alvo de críticas crescentes, o exame de PSA é o principal balizador para a realização das biópsias para câncer de próstata - ainda que 75% delas deem resultado negativo.
"É difícil de fazer imagens do câncer da próstata em seus estágios iniciais por causa do pequeno contraste entre os tecidos normais e os malignos no interior da próstata," explica o Dr. Leonard Marks, um dos criadores da nova técnica.
É por isso que a coleta de tecido para análise é chamada de biópsia cega, porque os médicos não estão vendo o que estão coletando.
Combinação de exames
"Agora, com este novo método que mescla ressonância magnética com ultra-som, nós podemos ver o câncer e capturar o tecido correto de maneira muito mais precisa e racional," completou o médico.
Os pesquisadores criaram um aparelho que funde as imagens de ressonância magnética com um exame de ultra-som 3D em tempo real, permitindo ver qualquer lesão com grande precisão.
Desta forma, o médico pode dirigir a coleta do tecido para análise ou simplesmente descartar a necessidade da biópsia por falta de indício de tecidos malignos.
FONTE - Diário da Saúde - http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=novo-exame-cancer-prostata-evita-biopsias-desnecessarias&id=8446

NOVA LEI: Idosos, Gestantes e Pessoas com Deficiência sem fila "especial" no MS


Lei libera idosos, deficientes e gestantes de fila em Campo Grande

Nova legislação municipal proíbe caixas e guichês exclusivos.
Semadur será responsável por garantir o cumprimento da lei.


Idosos, gestantes, lactantes, deficientes físicos, pessoas com criança de colo ou que tenham mobilidade reduzida estão liberados de enfrentar fila em CAMPO GRANDE (MS) partir desta segunda-feira (31). Determinação está prevista na Lei Municipal 5.173/2012, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
Conforme a lei sancionada pelo prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), esses grupos têm garantia de atendimento imediato em órgãos públicos, entidades privadas e prestadores de serviços.
Ou seja, as pessoas que se enquadram em um dos perfis deverão ser atendidas antes de qualquer outra “depois de concluído o atendimento que estiver em andamento, isento de fila comum ou nominada”.

A nova legislação proíbe a instalação de caixas ou guichês destinados ao atendimento exclusivo e determina que todos os locais tenham placas, de fácil visualização, com avisos sobre os direitos estabelecidos.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Desenvolvimento Urbano (Semadur) será responsável por garantir o cumprimento da lei e aplicar sanções e multas.

FONTE - http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2012/12/lei-libera-idosos-deficientes-e-gestantes-de-fila-em-campo-grande.html

Morte na São Silvestre - Paratleta morreu na corrida


Cadeirante que morreu na São Silvestre não queria correr (MUITO MENOS MORRER)

Israel Cruz Jackson de Barros morreu após se chocar contra o muro do Pacaembu. Foto: Facebook/Reprodução
Israel Cruz Jackson de Barros morreu após se chocar contra o muro do Pacaembu
Foto: Facebook/Reprodução
"Estou arrasada. Ele era muito querido e essa foi a única corrida que ele não quis participar. Ele disse que tinha muita subida e que era perigoso", disse Adriana à TV Liberal, no Pará. "Ele pedia para eu orar por ele", completou.

Keline Vitória, filha do casal, lamentou muito a morte de seu pai. "Eu sou filha única. É difícil para gente", comentou.

De acordo com os organizadores da prova, Israel descia a Rua Major Natanael, uma ladeira muito contestada pelos cadeirantes que competiram na São Silvestre, quando perdeu o controle e se chocou com o muro do Estádio do Pacaembu.

Israel foi atendido logo após o acidente e foi logo encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia por uma ambulância que estava no local, afirma a organização. Israel entrou no hospital às 7h35 e morreu às 8h50 por conta dos ferimentos
FONTE -.http://esportes.terra.com.br/atletismo/corrida-de-rua/noticias/0,,OI6414845-EI20469,00-Cadeirante+que+morreu+na+Sao+Silvestre+nao+queria+correr.html