domingo, 3 de fevereiro de 2013

SANTA MARIA NUNCA MAIS - O que aconteceria com as PESSOAS COM DEFICIÊNCIA?

Segurança em casas noturnas não contempla pessoas com deficiência

Após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou até agora 235 (237) jovens, ainda não foi informado se, dentre os estudantes, havia pessoas com deficiência. A certeza, que já se confirmou no dia seguinte ao acidente, foi a ausência de um planejamento adequado de segurança que atendesse aos frequentadores da casa,  realidade comum às boates brasileiras. O incidente denunciou irregularidades na concessão de alvarás de funcionamento para estabelecimentos públicos e particulares de uso coletivo e a inexistência de planos que viabilizem  escape, em casos de incêndio e pânico, inclusive para pessoas com deficiência. 
Segundo informou o Corpo de Bombeiros do Rio, em matéria do jornal O Globo, a legislação atual sobre os procedimentos de emergência não obriga a existência de saídas adaptadas em casas noturnas. Segundo a corporação, “o atendimento à lei da acessibilidade para fins de vistoria ainda está em fase de viabilização”.
Se a acessibilidade é o direito de todos de ir e vir, a necessidade de saídas de escape para pessoas com deficiência não pode ser ignorada. O IBDD, em 2010, ganhou liminar em ação civil pública para que os alvarás de funcionamento no Rio só sejam concedidos para os estabelecimentos de uso coletivo – casas noturnas, bares, cinemas, escolas, restaurantes, empresas de pequeno e médio porte- que oferecerem condições de acesso a pessoas com deficiência, cumprindo assim a Lei Federal 10.098.
A decisão judicial foi incorporada ao Código de Posturas Municipal, e a Prefeitura do Rio deveria ser multada  em R$ 5 mil por cada alvará concedido a quem não atender às normas. A declaração do Corpo de Bombeiros é “absurdo total”, argumenta a superintendente do IBDD, Teresa d’Amaral: “Se a autorização para que uma casa noturna seja aberta deve respeitar as normas de acessibilidade, é evidente que também áreas de saída de emergência precisam ser acessíveis”. 
A tragédia na boate Kiss alertou a sociedade brasileira para a necessidade de fiscalização dos estabelecimentos, em relação ao cumprimento das normas de segurança para a concessão de alvarás.  “O direito à segurança nas casas noturnas precisa também ser estendido para as pessoas com deficiência. As rotas de fuga precisam estar acessíveis, e a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros devem fiscalizar o cumprimento das regras”, alerta a advogada do IBDD, Priscila Selares. 
Lembra o médico do IBDD, Trajano Caldas: “Nesse estágio, é fundamental que o poder público e os profissionais de saúde iniciem um processo de reabilitação para as vítimas do acidente a fim de evitar que uma parcela da população fique com deficiência”.

FONTE-http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=105738:seguranca-em-casas-noturnas-nao-contempla-pessoas-com-deficiencia&catid=50:cat-demais&Itemid=331

SANTA MARIA NUNCA MAIS - Jovem gaúcho cria Ong para conscientização em boates

Jovem de Santa Maria cria ONG para fiscalizar boates
Luís Guilherme Barrucho *
Da BBC Brasil em São Paulo
Santa Maria / Reuters
 (o incêndio na Boate Kiss já contabiliza 237 vítimas fatais e 110 em hospitalização -foto colorida com duas mulheres de costas diante das flores e balões brancos que estão na vigília e luto diante da Boate) 

No dia seguinte ao incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, que matou 237 pessoas há uma semana, o estudante Giordano Goellner, de 23 anos - ele próprio frequentador assíduo da casa noturna - disse a si mesmo que não deixaria a tragédia que abalou sua cidade natal passar em branco.
Junto com outros sete amigos, Goellner, que estuda Administração de Empresas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), decidiu criar a ONG 'Andradas Viva', cujo objetivo é fiscalizar, com a ajuda das redes sociais, locais de grande reunião de público e verificar se tais estabelecimentos estão cumprindo as normas de segurança previstas na legislação.

"Nosso intuito é, com a ajuda de nossos colaboradores, saber se o estabelecimento comercial está adequado às normas básicas de segurança. Para isso, vamos contar com a ajuda da nossa página na Internet e das redes sociais", diz Goellner à BBC Brasil.
O nome da entidade, 'Andradas Viva', faz alusão à rua onde a boate Kiss está localizada, até então um dos principais pontos de encontro de vários jovens da cidade, incluindo inúmeros estudantes da UFSM que morreram no trágico episódio.

Conscientização

Além da fiscalização, que inicialmente se concentrará nas casas noturnas, Goellner explica que também quer conscientizar a população sobre seus direitos e pressionar as autoridades para a alteração de leis que, em sua opinião, estão "atrasadas".
''Até o incêndio na Kiss, eu, por exemplo, não sabia quais equipamentos de segurança uma boate precisaria ter", comenta Goellner.
"Também queremos pressionar as autoridades para mudar algumas leis retrógradas, em relação, por exemplo, aos prazos longos que donos de alguns estabelecimentos têm se adequar a certas normas, como alarmes de incêndio".

Sorte

Goellner conta que por pouco não foi uma das vítimas da tragédia em Santa Maria. Ele e sua namorada já haviam combinado de ir à Kiss na noite do último sábado, 26 de janeiro, mas mudaram os planos.
"Uma amiga nossa sentiu um mal estar e desistimos de sair".
Entretanto, vários conhecidos do jovem morreram no incêndio.
Um dos amigos de Goellner, que também é integrante da ONG e estava na boate no dia do incidente, conseguiu sair minutos antes de o fogo começar.
"Ele, porém, perdeu 15 amigos", lamenta o jovem.
"Não podemos mudar o passado, mas esperamos evitar que, no futuro, tragédias como essa voltem a acontecer", diz Goellner.
"Queremos transformar nossa revolta em resultado", afirmou.

Vítimas

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou que o número de vítimas fatais da tragédia subiu para 237, com o anúncio oficial do óbito de Bruno Portella Fricks, de 22 anos, neste sábado.
Um total de 113 pessoas feridas no incêndio permanecem hospitalizadas, muitas delas em estado grave.
Cerca de quatro mil pessoas se reuniram para uma missa de sétimo dia neste sábado à noite, no Santuário Basílica Nossa Senhora da Medianeira de Todas as Graça, em Santa Maria.
Centenas de pessoas também se reuniram entre a noite de sábado e a madrugada deste domingo para uma vigília silenciosa nas imediações da boate Kiss, no centro de Santa Maria.
No sábado, o prefeito de Santa Maria, anunciou que a casa noturna Kiss será transformada em um memorial para as vítimas.
Colaborou Mariana Della Barba, da BBC Brasil em São Paulo
fonte- http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130202_jovem_ong_santa_maria_lgb.shtml
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HOLOCAUSTO À BRASILEIRA – tudo pela Segurança ou retorno da “eliminação” pelo confinamento...http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/01/holocausto-brasileira-tudo-pela.html

AUTISMO - Software amazonense ajuda crianças com Autismo

Ufam desenvolve software para auxiliar crianças autistas, em Manaus

Segundo pesquisadora, espécie de 'avatar' simula ambientes do cotidiano real.
Ao todo, R$ 178 mil serão disponibilizados para desenvolvimento do estudo.


A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) desenvolve por meio do editar 'Viver Melhor - Pró-Assistir' um software, direcionado ao público infantil, que deverá auxiliar determinadas habilidades nos autistas, ajudando-os a superar as dificuldades de interação e socialização.
A pesquisadora responsável pelo projeto, doutora Helena Chaves, atuante na área de Ciência da Computação, com ênfase em Inteligência Artificial, Engenharia e Software, explicou que o mecanismo funciona da seguinte maneira: cada criança recebe um 'avatar' que simula ambientes do cotidiano real. A ideia é que ela se acostume com tal ambiente para quando se encontrar em momentos semelhantes, a criança saiba como reagir, por exemplo, ao supermercado ou ao parque de diversões.
"O software pode ser usado por qualquer criança, mas para o autista é especial, pois atividades consideradas comuns, para uma criança com autismo são desafios a serem superados", comentou Helena Chaves.
Segundo a estudiosa, serão disponibilizados R$ 178 mil para o desenvolvimento da pesquisa. "Tentamos outros editais, mas por problemas burocráticos não obtivemos êxito, então resolvemos nos preparar e esperar o Viver Melhor", afirmou.
fonte - http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2013/01/ufam-desenvolve-software-para-auxiliar-criancas-autistas-em-manaus.html
NOTA DEFNET- O PLANO que deveria também fornecer verbas, que já estão disponíveis, é o VIVER SEM LIMITES do Governo Federal para as pesquisas com Tecnologias Assistivas. Veja o vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=Y4eNQDuB3ac
PLANO  NACIONAL DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VIVER SEM LIMITES (em PDF) -http://www.brasil.gov.br/viversemlimite/plano-nacional-dos-direitos-da-pessoa-com-deficiencia

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SEREMOS, NO FUTURO, CIBORGUES? Para além de nossas deficiências humanas http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/seremos-no-futuro-ciborgues-para-alem.html



DIREITOS HUMANOS - A necessidade de Proteção de seus Defensores

Defensores de direitos humanos querem marco legal contra ameaças e violações
Por Júlia Rabahie, da Rede Brasil Atual
Pessoas que trabalham com a defesa dos direitos humanos reivindicam a criação de um marco legal que garanta efetiva proteção a esses ativistas – muitas vezes vítimas de ameaças e ações violentas de grupos cujos interesses são contrariados.
Desde 2004, o Brasil possui um Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, implantado no primeiro governo Lula pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Mas, devido à falta de uma legislação específica, o funcionamento das ações ainda é precário. Projeto de lei nesse sentido, sob o número 4575, de 2009, não recebe tratamento prioritário no Congresso Nacional, segundo movimentos que lidam com a questão. Sem o marco legal, o programa federal esbarra numa série de entraves, como falta de recursos e dificuldades de articulação com os governos estaduais.
Para o coordenador do Comitê Brasileiro de Defensores(as) de Direitos Humanos, Darci Frigo, a aprovação do projeto é fundamental para o funcionamento adequado do programa. Um dos maiores problemas, de acordo com Frigo, é que os processos para a inclusão no programa costumam ser longos e demorados, muitas vezes em situações em que os defensores já correm risco de vida.
“O programa não detalha quais são as medidas a serem adotadas nas situações mais graves, em que os defensores já estão correndo risco de vida. Mesmo nessas situações eles têm de passar por procedimentos demorados, que visam reconhecer este status de risco e a situação que levou às ameaças”, explica.
A principal crítica feita pelo comitê é a falta de articulação entre os estados e o governo federal na coordenação do programa. “Há dificuldades para articular os responsáveis pela coordenação e as forças policiais.” Para Frigo, o descaso com o funcionamento do programa se dá em grande parte pela falta de interesse dos governos estaduais no comprometimento com a questão. “Quando a responsabilidade cai nas esferas dos governos estaduais a prioridade é baixa, há muito interesse das oligarquias locais, dos interesses econômicos e políticos que se sentem ameaçados com as denúncias de violações feitas pelos defensores”, explica.
Segundo dados da SDH, entre 2007 e 2011 foram investidos mais de R$13 milhões no programa. Em 2012, o orçamento foi de R$ 4,5 milhões. “É um valor bastante pequeno, assim não dá para ampliar o programa para outros estados que ainda não firmaram convênio”, comenta Frigo.
Atualmente apenas sete estados têm o programa implementado em convênio com o governo federal: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco e Ceará. Nos outros estados é uma equipe federal que se responsabiliza pela proteção.
Em 2012, o programa recebeu 102 pedidos de inclusão. Segundo a SDH, todas as solicitações receberam “tratamento”, e o programa realizou 113 atendimentos in loco. Nenhum defensor incluído no programa foi morto até agora. Não é possível estimar o número de defensores de direitos humanos que existem no Brasil, já que o conceito de defensor, como recomendado pela Declaração sobre Defensores da Organização das Nações Unidas, deve ser empregado de maneira ampla: “indivíduos, grupos e associações (…) que contribuem para (…) a eliminação efetiva de todas as violações a direitos humanos e liberdades individuais e coletivas”.
FONTE - http://www.sul21.com.br/jornal/2013/01/defensores-de-direitos-humanos-querem-marco-legal-contra-ameacas-e-violacoes/
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ONDE NASCEM E MORREM OS DIREITOS HUMANOS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/onde-nascem-e-morrem-os-direitos.html

sábado, 2 de fevereiro de 2013

SAÚDE PÚBLICA - Está no Senado o Projeto de Lei para "Médicos do Estado" *(SUS)

Para melhorar SUS, projeto cria carreira de médico de Estado
Proposta, que está pronta para ser votada pela CCJ, prevê seleção por concurso público e que profissional resida na cidade onde trabalha


A criação de carreiras de Estado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser um caminho para melhorar o atendimento à população nos serviços públicos de saúde. Quem aposta nessa possibilidade é Vital do Rêgo (PMDB-PB), que apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC 34/11) criando a carreira de médico de Estado. A matéria está pronta para ser votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Os médicos de Estado serão selecionados por meio de concurso público e deverão exercer as atividades exclusivamente no SUS. A estabilidade será conquistada após três anos de efetivo exercício e as promoções na carreira obedecerão a critérios de antiguidade e merecimento.
Atendimento em hospital público de Salvador: pelo projeto,
médico de Estado deverá trabalhar exclusivamente no SUS
O cargo exigirá que o profissional resida no município ou na região metropolitana da respectiva lotação. Quanto à remuneração, será feita por subsídio, fixado em lei e escalonado, em nível federal, estadual e municipal, conforme as respectivas categorias da estrutura orgânica da medicina do Estado.
A diferença de remuneração entre cada uma dessas ­categorias não poderá ser superior a 10% ou inferior a 5%, proibindo-se que o subsídio mensal exceda a 95% da remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Uma regra de transição foi incluída na PEC 34/11 para permitir aos atuais médicos servidores da União, dos estados e dos municípios ingressarem na nova carreira. Quem não fizer essa opção ficará lotado numa carreira em extinção no SUS.
A fiscalização da atuação desses profissionais será ­realizada pelos conselhos de medicina, assegurando-se aos médicos de Estado estáveis critérios e garantias especiais para a perda do cargo. Quem tiver desempenho considerado insuficiente somente perderá o cargo após passar por um processo administrativo em que lhe seja assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa. Fonte -
Jornal do Senado

http://www12.senado.gov.br/noticias/jornal/edicoes/2013/02/04/para-melhorar-sus-projeto-cria-carreira-de-medico-de-estado

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CINEMA/ACESSIBILIDADE - Projeto no Senado garante Audiodescrição e Legendagem nos filmes

Projeto garante a deficientes auditivos e visuais filmes adaptados nos cinemas

Pessoas com deficiência visual ou auditiva poderão ter mais uma conquista em seu direito à acessibilidade. Um projeto de lei do Senado torna obrigatória a apresentação de obras cinematográficas adaptadas, com a utilização de audiodescrição e de legendagem em português em filmes nacionais. O PLS 122/2011 está pronto para ser votado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), com parecer favorável do relator, o senador Anibal Diniz (PT-AC).

De autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), o projeto altera a Lei 10.098/2000, que estabelece normas gerais para a acessibilidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A proposta acrescenta um artigo para tornar obrigatório que os cinemas ofereçam, em pelo menos uma sala, os recursos de legendagem em língua portuguesa, para obras nacionais, e audiodescrição, para todas as obras, durante todo o período de exibição do filme nas cidades com população superior a cem mil habitantes.

No caso dos deficientes auditivos, o projeto propõe também que a legendagem possa ser substituída pela utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O autor da proposta argumentou que o recurso de audiodescrição, embora seja incipiente no Brasil, foi utilizado em alguns festivais de cinema e foi muito bem recebido pelo público.

“Esta proposição, portanto, inclui-se entre os esforços no sentido de que as pessoas com deficiência tenham acesso a todos os espaços de convívio social, de fruição cultural e a todas as atividades da vida cotidiana”, afirmou Valadares.

O relator da proposta na CE, senador Anibal Diniz, afirmou que a proposta é mais um passo para assegurar a conquista de uma sociedade justa e inclusiva. Para ele, o projeto abre às pessoas com deficiência o acesso a uma das expressões de arte mais importantes e representativas da cultura moderna.

“O projeto em analise, é, sem dúvida, justo e meritório, por propiciar a inclusão das pessoas com necessidades especiais (são Pessoas com Deficiência - Decreto 6949/2009, e não com necessidades especiais - informa o DEFNET), e contribuir para a disseminação do acesso a uma das mais importantes formas de expressão cultural”, afirmou Diniz.

Se for aprovado, o projeto deve passar ainda pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE) e Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), antes de ir para a Câmara dos Deputados.
fonte - http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=266337&codDep=15

SAÚDE - Organização Mundial de Saúde avisa: EXCESSO DE SAL MATA

OMS recomenda ingerir menos de cinco gramas de sal por dia

Pela primeira vez, as recomendações também abrangem as crianças com mais de dois anos.
Se tem o hábito de pegar no saleiro e polvilhar a comida com umas pitadas de sal, é melhor pensar duas vezes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta quinta-feira que um adulto consuma por dia menos de dois gramas de sódio – ou seja, menos de cinco gramas de sal – para reduzir os níveis de tensão arterial e as doenças cardiovasculares.
Pela primeira vez, a OMS faz recomendações também para as crianças com mais de dois anos de idade, para que as doenças relacionadas com a alimentação não se tornem crónicas na idade adulta. Neste caso, a OMS diz que os valores devem ainda ser mais baixos do que os dois gramas de sódio, devendo ser adaptados tendo em conta o tamanho, a idade e as necessidades energéticas.
Além do sódio, as recomendações incluem o potássio, cujos valores diários devem ser de, pelo menos, 3,51 gramas. Uma pessoa com níveis de sódio elevados e de potássio baixos corre riscos cardiovasculares, aumentando a tensão arterial e a possibilidade de doenças cardíacas e tromboses, sublinha a OMS. “Actualmente, a maioria das pessoas consome sódio a mais e potássio a menos”, refere ainda a OMS, citada pela agência Reuters.
Além do sal (ou cloreto de sódio) que adicionamos à comida, há que ter em atenção que os próprios alimentos já têm sódio. Por exemplo, por cada 100 gramas, o leite tem 50 miligramas de sódio, os ovos 80 e o pão 250.
Já o potássio encontra-se em alimentos como o feijão e as ervilhas (1300 miligramas por cada 100 gramas), em vegetais como os espinafres e as couves (550 miligramas) e em frutas como as bananas (300 miligramas).
fonte - http://www.publico.pt/ciencia/noticia/oms-recomenda-comer-menos-de-cinco-gramas-de-sal-por-dia-1582867


AMAMENTAÇÃO- Câmara têm Projeto de Lei que amplia licença de doadoras de leite materno

Projeto prorroga licença de mãe que aderir à doação de leite


Do deputado Damião Feliciano (PDT-PB), o Projeto de Lei 4698/12 prevê a prorrogação por 30 dias da licença-maternidade de empregada que aderir a programa de doação de leite humano. Atualmente, trabalhadoras que têm filhos fazem jus a afastamento remunerado de 120 dias, que podem ser estendidos por mais 60, se o empregador aderir ao programa Empresa Cidadã.
De acordo com Damião Feliciano, o objetivo da medida é estimular a doação de leite, uma vez que, segundo afirma, os bancos de leite humano brasileiros são deficitários em 60%. “As doações voluntárias são indispensáveis para viabilizar a manutenção do aleitamento natural para grupos pretendidos, constituídos, principalmente, por recém-nascidos prematuros de baixo peso”, sustenta.
Tramitação
Em caráter conclusivo, a proposta foi encaminhada às comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Maria Neves
Edição – Marcelo Westphalem

DOENÇAS RARAS - Novo filão para a INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Farmacêuticas buscam lucro em drogas para doenças raras

Doenças raras sempre foram deixadas em segundo plano pelas farmacêuticas, que queriam remédios que pudessem ser vendidos para milhões de doentes. Hoje, porém, enfermidades que afligem um número muito menor de pessoas despertam um interesse cada vez maior no setor.
Um remédio da Sanofi SA tornou-se recentemente o segundo tratamento em dois meses a ser aprovado contra uma desordem hereditária dos níveis de colesterol que geralmente é fatal. O remédio injetável, chamado Kynamro, vai agora concorrer com o Juxtapid — uma pílula da Aegerion Pharmaceuticals Inc. que recebeu luz verde dos reguladores no mês passado — no tratamento de uma doença que afeta só alguns milhares de pessoas nos Estados Unidos.

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Christian Jacobs
Christian Jacobs participou de testes clínicos da droga Kynamro, da Sanofi.
Pfizer Inc. e a GlaxoSmithKline PLC são algumas das empresas que têm pesquisado tratamentos para a distrofia muscular de Duchenne, uma doença hereditária que afeta um em cada 3.600 bebês do sexo masculino. A Shire PLC e a BioMarin Pharmaceutical Inc. estão procurando remédios para uma desordem metabólica rara chamada síndrome de Sanfilippo, que atinge um em cada 70.000 recém-nascidos.
Essa disputa no tratamento de doenças raras ressalta como mudanças na dinâmica comercial e uma compreensão maior das origens moleculares das doenças estão levando a indústria farmacêutica para novos caminhos.
Os incentivos da FDA, a agência americana que regula alimentos e remédios, para o desenvolvimento das chamadas "orphan drugs" — ou drogas órfãs — podem significar aprovações mais rápidas, benefícios fiscais para as farmacêuticas e uma proteção de sete anos contra concorrência depois da aprovação (as drogas convencionais geralmente recebem cinco anos). Grupos de pacientes levantaram centenas de milhões de dólares para dar às empresas que desenvolvem drogas órfãs, definidas como tratamentos experimentais para doenças que nunca têm mais de 200.000 pacientes num dado momento.
Mas o mais persuasivo dos incentivos talvez seja a descoberta das farmacêuticas de que podem cobrar preços salgados por esses remédios, os quais quase sempre se tornam uma das poucas opções de tratamento para doenças fatais.
As grandes farmacêuticas haviam "pensado que as drogas órfãs eram coisas minúsculas que não mereciam atenção", diz Angus Russell, diretor-presidente da Shire, que fabrica alguns dos remédios mais vendidos contra desordens raras de enzimas.
As grandes farmacêuticas viram a Shire e outras firmas "desenvolverem drogas que acabaram" gerando receitas de centenas de milhões, se não bilhões, de dólares e logo foram atrás, diz ele.
É verdade que um preço anual de seis dígitos para cada paciente põe em dúvida a capacidade das farmacêuticas de sustentar seus custos diante do esforço crescente das pessoas em controlar seus gastos com saúde. A concorrência pode também baixar os preços.
O Kynamro, o remédio contra o colesterol, será vendido a um preço menor que seu concorrente Juxtapid. Mas o Kynamro ainda assim custará ao doente US$ 176.000 por ano, segundo a Genzyme, a unidade da Sanofi que desenvolveu a droga com aIsis Pharmaceuticals Inc. Um ano de tratamento com o Juxtapid custa de US$ 235.000 a US$ 295.000, dependendo do estágio do tratamento, diz Marc Beer, diretor-presidente da Aegerion.
Quando o congresso americano criou o termo "droga órfã", em 1983, as farmacêuticas trabalhavam em um novo remédio do tipo a cada ano, segundo a FDA. Agora, a agência afirma que quase 200 drogas órfãs começam a ser desenvolvidas todo ano e cerca de um terço dos remédios que ela aprova são para doenças raras.
Francois Nader, diretor-presidente da NPS Pharmaceuticals Inc., que no fim de 2012 teve um remédio para uma doença rara do intestino aprovado pela FDA, diz que mudanças na ciência e na economia viabilizaram esse mercado. Os pesquisadores de drogas podem identificar com antecedência "os pacientes que se beneficiariam de um certo remédio, em vez de usar o modelo de um remédio para todo mundo como no passado", diz ele.
O remédio da NPS para o intestino, o Gattex, custou US$ 250 milhões para ser desenvolvido. O valor é bem inferior ao US$ 1 bilhão ou mais que poderia custar para lançar uma droga de uso mais amplo, em parte porque os testes clínicos requeridos precisaram de bem menos pacientes e foram mais rápidos, diz Nader. O Gattex custa US$ 295.000 por ano para o doente.
Graças a esses preços altos, quase um terço das drogas órfãs somam mais de US$ 1 bilhão em vendas anuais, segundo uma amostra examinada pela Thomson Reuters. A categoria gera mais de US$ 50 bilhões em receitas no mundo todo e teve um crescimento anual de mais de 20% nos últimos anos.
Até agora, os planos de saúde privados e os governos têm aceitado pagar por esses remédios caros. As doenças são tão raras que cada plano pode ter que pagar por apenas um paciente. Além disso, os tratamentos são geralmente uma questão de vida ou morte e assim fica difícil para as administradoras dos planos recusá-los.
"No futuro, haverá mais pressão sobre os preços" à medida que essas caras drogas órfãs se proliferarem, diz Rhonda Greenapple, fundadora da Reimbursement Intelligence, uma firma de pesquisa de mercado do setor farmacêutico que monitora planos de saúde. "Mas, no momento, [os planos] não podem fazer quase nada" para limitar o acesso.
No caso da doença rara do colesterol, conhecida como hipercolesterolemia familiar homozigótica, os recém-aprovados remédios Kynamro e Juxtapid "vão suprir uma necessidade muito grande", diz Steven Jones, diretor de cardiologia do Hospital americano Johns Hopkins.
Pacientes com a doença têm um defeito nos genes que ajudam o corpo a eliminar o colesterol ruim, ou LDL, da circulação sanguínea. Como resultado, mesmo crianças podem ficar com níveis de colesterol de até 400 miligramas ou mais por decilitro de sangue — três ou quatro vezes o nível recomendado. A desordem pode causar ataques cardíacos, derrames e a morte, geralmente antes dos 30 anos.
Christian Jacobs, de 21 anos, que frequenta uma escola técnica em Ohio, foi diagnosticado quando tinha dois anos com um nível de colesterol LDL de 957 miligramas por decilitro. Ele toma seis remédios para o colesterol, tem stents (pequenos tubos) desbloqueando sete artérias e se submete a uma sessão de filtragem de colesterol a cada duas semanas, mas seu colesterol permanece acima de 500.
Jacobs diz que o Kynamro baixou seu colesterol para 250 num teste clínico e que o plano de saúde de sua família aprovou o reembolso do tratamento com o Juxtapid, que ele deve começar logo. Se um remédio "não funcionar, eu tenho o outro", diz ele.
Ambos os remédios vêm com sérios alertas sobre os riscos de danos ao fígado no longo prazo, pois são associados a anormalidades ligadas a enzimas no fígado e à acumulação de gordura no órgão, o que pode provocar doenças.  fonte - http://online.wsj.com/article/SB10001424127887323701904578276504217269108.html
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AUTISMO - Inaugurado o Instituto Autismo em Manaus AM

Crianças e adolescentes com autismo ganham instituto especializado 
Pais e voluntários da entidade relataram que ainda enfrentam muitas dificuldades em encontrar tratamento adequado.
A sede do Instituto Autismo no Amazonas inaugurada nesta quarta-feira, tem capacidade para atender 40 crianças e adolescentes por semana.
(imagem - uma foto colorida com três crianças, sendo uma delas vestindo uma camiseta AZUL a cor que marca o Dia Mundial do Autismo, dentro de uma piscina de plástico amarelo, tendo uma mulher também com camiseta azul segurando o braço de uma delas)
Manaus - Com a capacidade para atender 40 crianças e adolescentes autistas por semana, o Instituto Autismo no Amazonas foi inaugurado nesta quarta-feira (30), em Manaus, e vai contar com uma equipe multidisciplinar formada de médicos, enfermeiros, psicopedagogos, dentistas e professores de educação física.
Não há números oficiais, mas a estimativa é que existam 20 mil autistas em todo o Amazonas. “Sabemos que 1% da população é autista e sabemos que os pais enfrentam muitas dificuldades para conseguir atendimento para seus filhos, principalmente nas escolas”, disse o presidente da entidade, Joaquim Melo.
A inauguração do instituto contou com a participação do governador em exercício José Melo, que reafirmou o compromisso do governo do Estado em ajudar as crianças especiais.
“Esta instituição é de utilidade pública. Esse tipo de trabalho é importante. Essas crianças precisam de um trabalho diferenciado e essa instituição já está com a documentação necessária para participar do Fundo de Promoção Social, que irá dar um apoio financeiro”, disse.
Para a vice-diretora do instituto Virgínia Barros, que tem um filho autista de 9 anos, ter um lugar para atender crianças autistas é muito importante para o desenvolvimento deles. “Os atendimentos voltados para crianças autistas são muito caros. E aqui, eles vão ter a oportunidade de fazer esses tratamentos com uma equipe preocupada em ajudá-los”, afirmou. 
Pais e voluntários da entidade relataram que ainda enfrentam muitas dificuldades em encontrar tratamento adequado para as crianças autistas no Amazonas. “Já temos mais de 300 famílias inscritas aqui no instituto. É um trabalho constante, incansável”, disse a pedagoga Daniele Farias, 31, que tem um filho de 4 anos com autismo.
A instituição está instalada na Rua Coronel Brito, 321, Conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, zona centro-oeste e conta com a participação de pais e voluntários para manutenção das despesas. 
O Instituto Autismo no Amazonas está precisando de ajuda para mobiliar a sede e também de itens para terapia das crianças e adolescentes autistas, além de material de limpeza. Mais informações pelos telefones  8116-7415 e 9164-2776.  
FONTE - http://www.d24am.com/noticias/saude/criancas-e-adolescentes-com-autismo-ganham-instituto-especializado/79349
LEIA TAMBÉM NO MEU BLOG INFOATIVO.DEFNET SOBRE AUTISMO: 

AUTISMO: O AMOR É AZUL? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/03/autismo-o-amor-e-azul.html